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Como calcular o Retorno Sobre Investimento (ROI) de um projeto?

No mundo dos negócios, investir é uma ação importante para se manter competitivo em um mercado de constantes mudanças. Nesse cenário, um dos principais indicativos econômicos é o Retorno Sobre Investimento (ROI). Por isso, preparamos este artigo sobre como calculá-lo e qual a importância dele.

O que é o Retorno Sobre Investimento (ROI)?

O termo é bem conhecido no universo empresarial, utilizado para identificar os retornos financeiros de um investimento, mostrando onde estão os gargalos da produção e proporcionando uma visão eficiente sobre o planejamento de resultados.

É um indicador econômico que pode ser aplicado a qualquer departamento interno, capaz de possibilitar uma visão clara que pode reduzir gastos, alinhar as expectativas e, ainda, aumentar os lucros. 

Isso porque é possível não apenas avaliar o retorno sobre um projeto novo, mas também aprender com os resultados dos projetos que já encerraram.

Como calcular o ROI?

De modo geral, é bem fácil fazer o cálculo do Retorno Sobre Investimento. Considere a seguinte fórmula:

ROI = (Receita – Investimento) / Investimento

Como podemos observar, o ROI é um cálculo simples sobre o que você gera de receita menos o que investiu para consegui-la, divididos pelo valor do investimento.

Imagine o seguinte cenário

Você é dono de uma empresa de calçados online e, para realizar as entregas aos clientes, precisou fazer um investimento de R$ 50.000,00 em um veículo, que gerou um resultado nas suas receitas de R$ 200.000,00 no período de um ano.

Com isso, você agora quer saber qual o seu percentual de retorno sobre o investimento que fez. Aplicando a fórmula, temos:

ROI = (200.000 – 50.000) / 50.000

Realizando o cálculo inicial, temos: 3. Isso significa dizer que com o veículo novo a sua empresa obteve um retorno três vezes maior que o investimento.

Multiplicando este valor por 100, obtemos a porcentagem de 300. Ou seja, a sua empresa obteve uma taxa de ROI de 300%.

Vamos mais longe

O exemplo que utilizamos é bem simples se comparado a um cenário que prevê outros gastos, principalmente se quisermos avaliar o retorno sobre o investimento de um período determinado.

Vamos utilizar o mesmo exemplo mas agora com um pouco mais de detalhes, considerando um período de um ano e outras despesas.

Sua empresa fez o investimento de R$ 50.000,00 e gerou os R$ 200.000,00. Mas agora, considerando outros gastos durante o ano, como:

  • Pagamento mensal de fornecedor: R$ 3.000,00
  • Investimento único em computadores: R$ 10.000,00

Antes de realizar o cálculo do ROI, vamos somar todos os gastos, sendo R$ 50.000,00 + R$ 3.000,00 x 12 + R$ 10.000,00. Com isso, temos o resultado total de: R$ 96.000,00.

Agora, vamos aos cálculos do ROI:

ROI = (200.000 – 96.000) / 96.000

O resultado do ROI aproximado é de 1,08. Para saber a porcentagem, multiplicamos esse número por 100 e descobrimos que a taxa de retorno sobre o investimento foi de 108%.

Por que saber o Retorno Sobre Investimento (ROI) é importante?

Toda empresa que preza pela gestão eficiente geralmente inicia o ano com um Planejamento Orçamentário, prevendo o que irá faturar e quais custos e despesas terá durante o período.

Portanto, todos os seus projetos devem seguir um planejamento, unindo a gestão de projetos e orçamentária para que todos falem a mesma língua e tenham a mesma visão clara de todo o cenário do negócio e de quais estratégias serão adotadas.

Sendo assim, o ROI é uma maneira eficiente de mensurar os prós e contras de um investimento, considerando todos os aspectos financeiros dos ativos e passivos da empresa.

Mas ele não ajuda apenas no início. O Retorno Sobre Investimento também ajuda a entender os resultados, aumentando a assertividade das estratégias e aprimorando o planejamento financeiro.

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Reorganização Societária: o que significa?

Certamente você já duvidou do futuro do seu negócio. Quando o assunto é a organização da sua sociedade, nem sempre a melhor opção é continuar com o mesmo corpo de sócios ou regime tributário. Portanto, a Reorganização Societária pode ser a sua opção.

Neste artigo, iremos te mostrar o que é e o porquê desse assunto ser tão necessário para enfrentar determinadas situações, principalmente no que diz respeito à visão do seu negócio a curto e longo prazo. Acompanhe.

O que é Reorganização Societária?

De forma simples, a reorganização societária é uma maneira de ajustar a composição de uma sociedade com o objetivo de alterar ou adaptar a sua atuação no mercado ou mesmo os sócios que a compõem.

Essa alteração pode ser realizada de diversas formas. Pode ser por cisão parcial ou total, incorporação, fusão de empresas ou a transformação do tipo de sociedade.

Além disso, há também a possibilidade de transformar o tipo societário, como por exemplo, uma sociedade limitada (LTDA) se tornar uma sociedade anônima (SA), bem como a alteração de capital e funcionamento do negócio.

Quando ela é necessária?

Como podemos ver, existem diversas motivações por trás de uma Reorganização Societária. Isso irá depender das suas necessidades e dos novos objetivos que quer alcançar. No entanto, os principais pontos são:

Mudanças do mercado

Em um mundo tão competitivo e de constante mudança, evolução e inovação, é preciso dar atenção especial às transformações, já que podem impactar o seu negócio a longo prazo.

Muitas vezes, algumas sociedades podem sentir a necessidade de abranger um mercado maior que se apresenta rentável. Nesse caso, uma possível união de empresas pode garantir o crescimento diante dessas mudanças.

O comportamento dos consumidores também é um fator que muda de forma contínua. Assim, a competitividade precisa ser garantida ao serem implementadas novas tecnologias que ofereçam uma experiência melhor aos clientes e necessitam de estratégias mais sólidas.

Planejamento tributário

É comum que alguns tipos de regimes tributários envolvam uma carga que nem sempre é rentável ao seu negócio. Entretanto, é possível reduzi-la com base na lei, buscando uma diminuição dos impostos e adequando o regime tributário, como o Simples Nacional.

Diante disso, é preciso entender o cenário em que a sua empresa se encontra para identificar qual forma de tributação trará mais benefícios, visto que nem sempre a troca do regime garante a diminuição dos gastos, pois em alguns deles é preciso algumas adaptações operacionais.

Sócios e Stakeholders

Por vezes, o tipo societário pode servir de impedimento ao crescimento e competitividade do negócio. Seja por objetivos diferentes ou mesmo por necessidades dos investidores.

Esta é uma questão sensível que envolve a necessidade de equalizar os objetivos de todos na busca do melhor tanto para o negócio, quanto para as pessoas envolvidas.

Nesse caso, essa mudança deve ser muito bem planejada, considerando os objetivos almejados a longo prazo e enxergando com clareza as razões que justifiquem essas mudanças, além de estabelecer como acontecerá a divisão do capital da empresa.

A Reorganização Societária serve para a sua empresa?

Para manter o crescimento de uma empresa, a Reorganização Societária pode ser uma ótima alternativa. No entanto, é preciso muito cuidado e planejamento para que essa adequação seja feita da melhor maneira possível.

Existe uma série de etapas nesse planejamento que precisam ser consideradas para que sejam garantidos os direitos dos sócios, investidores e promover o crescimento saudável do negócio.

Conseguiu entender um pouco mais sobre Reorganização Societária? Para mais conteúdos como esse, acesse a nossa central educativa.

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5 Dicas de Gestão Financeira para o Terceiro Setor

Diferentemente dos Primeiro e Segundo Setores, respectivamente o público e o privado, o Terceiro Setor se refere às organizações não governamentais, entidades filantrópicas e organizações sem fins lucrativos/econômicos. No entanto, fazer a gestão financeira de uma organização deste tipo é, sem dúvidas, essencial.

Se engana quem pensa que essas organizações não necessitam de uma boa gestão. Pelo contrário, por conta do grande impacto sobre os seus resultados, torna-se imprescindível administrar os recursos, desenvolver um planejamento estratégico consistente e contar com uma boa prestação de contas.

Por esses motivos, separamos 5 Dicas para ajudar na Gestão Financeira dessas organizações.

Gestão financeira no Terceiro Setor

Um dos pontos principais de organizações com esse caráter é resolver ou diminuir desigualdades sociais e econômicas da sociedade, o que gera uma grande responsabilidade social.

Como em qualquer outra entidade, no Terceiro Setor é necessário ter uma ótima gestão, garantindo a correta administração dos recursos e uma prestação de contas clara e pontual. Isso porque existem algumas limitações no setor a serem consideradas.

Administração eficiente

A primeira grande questão para garantir uma ótima Gestão Financeira é a administração eficiente, que tenha controle sobre as movimentações financeiras da organização e saiba lidar com as limitações que o Terceiro Setor impõe.

Significa dizer que, nesse sentido, captar recursos, realizar o pagamento das despesas e manter um bom planejamento de curto e longo prazo, são aspectos essenciais para que a instituição mantenha claros os seus objetivos.

Portanto, considere na sua administração as seguintes perguntas norteadoras:

  • Quais são os objetivos da sua instituição e como eles contribuem para a sua realidade?
  • Para captar recursos, quais são suas fontes e como elas serão administradas?
  • Quais são os gastos que mantém a sua organização funcionando?
  • É possível prever o que pode interferir nos seus objetivos?

Captação de recursos

Como o Terceiro Setor é composto por organizações sem fins lucrativos, tão importante quanto a Gestão Financeira é a captação de recursos.

Existe uma variação bem comum nesse tipo de instituição, e por isso o planejamento de como irá ocorrer a captação e aplicação desses recursos deve contemplar essas variáveis na arrecadação de dinheiro e os cenários que podem causar impactos.

Para que você consiga bons resultados e mantenha a sua sobrevivência, pense o seguinte:

  • Como posso mapear quais são as fontes disponíveis para captar recursos?
  • Dentre elas, quais são de caráter público e quais não são?
  • É possível criar campanhas de financiamento que sensibilizem o público com a sua causa?
  • Quais estratégias podem ser adotadas, como eventos, vendas de produtos e rifas?

Planejamento, organização e análise

No Terceiro Setor, é preciso que a Gestão Financeira contemple cenários não apenas no curto prazo, mas principalmente a longo prazo.

Por isso, planejar, organizar e analisar resultados é essencial para medir as ações necessárias a serem tomadas e entender quais despesas podem surgir, assim como novas receitas.

Com isso em mente, pense nas seguintes perguntas:

  • Dentro da sua realidade, quais cenários podem causar impactos na saúde da entidade?
  • Diante das adversidades, é possível contar com um fundo de emergência?
  • Quais ferramentas podem ajudar na Gestão Financeira?
  • Como definir processos internos e garantir estabilidade?

Prestação de contas

Como a gestão financeira no Terceiro Setor não visa o lucro, mas precisa captar recursos, prestar contas é uma parte fundamental para garantir a confiabilidade dos investimentos e a aplicação das ações de acordo com a realidade social em que você atua.

Nesse sentido, é preciso ter clareza nos seus objetivos e oferecer um detalhamento das fontes de captação e dos períodos em que elas se fizeram presentes, como aconteceu a aplicação dos recursos e de que forma as ações impactaram a sociedade.

Para isso, pense no seguinte:

  • Com quais públicos devo me comunicar?
  • Como fornecer transparência nas informações?
  • De que forma posso mensurar os resultados e melhorar o planejamento de recursos e despesas?
  • Como atender ao que diz o Estatuto dos Direitos do Doador e as exigências legais?

Ferramentas indispensáveis

Algumas ferramentas e metodologias podem ajudar a manter a Gestão Financeira da sua organização de Terceiro Setor e garantir a sua sobrevivência.

Dentre as mais conhecidas, destacamos as duas mais importantes:

Auditoria Interna

Defina os processos internos para promover o acompanhamento claro do fluxo de caixa, das receitas e despesas e os objetivos a serem conquistados pela organização.

A auditoria interna irá fortalecer os seus processos e fazer com que a sua gestão financeira tenha mais dinamismo, permitindo a transparência das suas ações e aumentando o controle sobre o que acontece na sua organização de forma objetiva e prática.

Balanço Patrimonial

Esta é uma questão fundamental para a sua Gestão Financeira no Terceiro Setor, pois irá garantir que as ações e estratégias estejam alinhadas às suas despesas e receitas.

É por meio do balanço patrimonial que você irá compreender o fluxo de caixa, ou seja, o que entra e sai da sua entidade, além de acompanhar toda a sua movimentação econômica, que, por consequência, ajudará na prestação de contas de forma transparente e responsável.

A Gestão Financeira mantém o Terceiro Setor vivo

Com as dicas que trouxemos neste artigo, foi possível entender a importância de ter uma gestão eficiente, de modo a garantir a sua sobrevivência e a continuação dos impactos sociais que você proporciona à sociedade.

Por isso, tenha em mente que planejar e analisar suas ações é um passo importante para se ter sucesso em sua Gestão Financeira no Terceiro Setor, que a cada dia se transforma mais.

Esse artigo foi útil para você? Então acesse a nossa central educativa para mais conteúdos como esse.

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Quais as desvantagens em optar pelo Lucro Presumido?

O Lucro Presumido é um dos principais tipos de regime tributário utilizados pelas empresas no Brasil. Ele costuma ser vantajoso para muitos empreendimentos, por ser mais simples e menos burocrático que outros sistemas como o Lucro Real, mas é importante saber que ele também tem algumas desvantagens.

Conhecer bem o funcionamento do regime tributário e como ele impacta os seus negócios é fundamental para que a escolha seja a mais estratégica e vantajosa possível.

Por isso, vamos explicar, neste artigo, as principais características do Lucro Presumido e alguns de seus pontos negativos. Entenda a seguir!

O que é Lucro Presumido?

O Lucro Presumido é um regime tributário simplificado para a apuração dos impostos IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), que ocorre trimestralmente, no último dia dos meses de março, junho, setembro e dezembro.

Como o próprio nome já sugere, no Lucro Presumido a base de cálculo dos impostos é feita a partir de uma presunção do lucro da empresa, e não do lucro real. Ou seja, a Receita Federal faz uma estimativa do lucro conforme as características do negócio.

Para encontrar esse valor presumido, a base de cálculo é feita de acordo com a atividade exercida pela empresa, de modo que as alíquotas podem variar de 8 % até 32% sobre a receita bruta.

O enquadramento no Lucro Presumido é permitido para empresas com faturamento anual de até R$78 milhões. Algumas atividades que podem optar por esse regime são: serviços hospitalares, construção civil, profissionais liberais, indústrias, comércios varejistas e atacadistas, entre outras.

Vale reforçar que as regras do Lucro Presumido se aplicam apenas à apuração do IRPJ e da CSLL, mas as empresas devem recolher os demais impostos, como PIS, Cofins, ICMS e ISS.

Quais as desvantagens desse regime?

Considerando as características do Lucro Presumido, pode surgir a dúvida se esse é o regime mais adequado para a sua empresa. Por isso, entenda, a seguir, quais são os pontos negativos que podem impactar o seu negócio.

1. Recolhimento de mais impostos que o necessário

Como o cálculo dos impostos é pré-determinado com base em um lucro presumido, isso pode significar uma boa economia financeira para os seus negócios caso o seu lucro obtido seja maior do que o valor estimado.

Contudo, a desvantagem aparece quando o lucro presumido é superior ao lucro real. Nesse caso, você pode acabar tendo que pagar mais tributos que o necessário.

2. Pagamento de tributos mesmo com prejuízos

Outra desvantagem do Lucro Presumido é que, caso a empresa tenha prejuízos, é preciso pagar o IRPJ e a CSLL normalmente.

É diferente, por exemplo, do ocorre no Lucro Real, regime tributário em que a empresa não precisa pagar esses tributos se tiver prejuízo.

3. Não há possibilidade de dedução de despesas

Mais um ponto negativo é que, no Lucro Presumido, a empresa não pode deduzir despesas operacionais da base de cálculos dos impostos IRPJ e CSLL.

4. Não é permitido abater créditos fiscais

Uma das vantagens do Lucro Presumido é que as alíquotas do PIS e do Confins são menores, se comparadas com as do Lucro Real.

Contudo, uma desvantagem é que a empresa não tem o direito de aproveitar os créditos tributários para abater nos pagamentos de PIS e Cofins.

Por fim, vale lembrar que é fundamental avaliar se as características do regime tributário se encaixam ao perfil da empresa.

4. Maior monitoramento do Fisco do que comparado com o Simples Nacional

No Lucro Presumido, há um monitoramento ainda maior pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pelos órgãos de fiscalização com relação à sonegação de impostos, Informalidade e de estar com a Contabilidade em dia. 

Para empresas que não estão 100% estruturadas ou que não estão organizadas administrativa e financeiramente falando, pode ser um grande risco!

5. Burocracia com as Obrigações Acessórias

Ao optar pelo Lucro Presumido e abrir mão, por exemplo, da opção pelo Simples Nacional, o custo e as exigências para se atender às Obrigações Acessórias no Lucro Presumido é muito grande. Muito mesmo.

A empresa vai ter que entregar DCTF, EFD ICMS/IPI, EFD PIS/COFINS, Bloco K, ECF, ECD, GIA’s de ICMS… Enfim, é uma grande responsabilidade administrativa atender a todas essas demandas, que no Simples Nacional não são obrigatórias.

O Lucro Presumido, por exemplo, pode ser mais vantajoso para empresas que possuem um lucro maior que o presumido. Já, se tiver uma margem de lucro menor ou variável, pode acabar gastando muito com tributos.

Por isso, lembre-se de fazer uma análise cuidadosa antes de escolher o seu regime tributário. Faça agora mesmo o diagnóstico financeiro gratuito da sua empresa e saiba se vale a pena ou não ser Lucro Presumido!  E, para mais dicas de gestão, acompanhe o nosso blog!

simples nacional

Por que a sua empresa não deve optar pelo Simples Nacional?

O Simples Nacional é um enquadramento tributário que visa facilitar o recolhimento de tributos, permitindo o pagamento de vários impostos em uma única guia.

Você já deve ter ouvido falar como esse regime pode ser vantajoso para alguns empreendimentos, certo? 

Voltado para as microempresas e empresas de pequeno porte, o sistema simplificado conta com vários pontos positivos, como redução de burocracia, unificação da arrecadação e facilidades para a regularização de dívidas.

Contudo, antes de escolher esse enquadramento tributário para a sua empresa, é importante saber que o Simples Nacional também tem suas desvantagens.

Pensando nisso, vamos explicar as características desse sistema e por que talvez seja melhor não optar por ele. Entenda a seguir!

O que é o Simples Nacional?

Regido pela Lei Complementar nº 123/2006, o Simples Nacional é definido, no art. 12, como o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

É, portanto, um dos tipos de regime tributário, Lucro Presumido e Lucro Real. Cada um tem um sistema específico de cobrança de impostos.

No Simples Nacional, o recolhimento de tributos é feito de forma unificada, abrangendo todos os entes federados – União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Assim, com apenas uma guia, o empreendedor pode pagar os impostos:

  • IRPJ;
  • CSLL;
  • IPI;
  • PIS/Pasep;
  • Cofins;
  • ICMS;
  • ISS;
  • CPP para a Seguridade Social.

Para optar pelo Simples Nacional, é preciso:

  • Enquadrar-se como microempresa ou empresa de pequeno porte;
  • Ter faturamento anual de até R$4,8 milhões (com sublimite de R$3,6 milhões para ISS e ICMS).

Quais as desvantagens desse regime?

Embora o Simples Nacional ofereça várias vantagens, é preciso considerar também seus pontos negativos. Entenda por que sua empresa não deve optar por esse regime!

Não há direito de creditar tributos

Uma das desvantagens do Simples Nacional é que o sistema não registra na nota fiscal o valor pago referente ao IPI e ICMS. Desse modo, os clientes não podem receber de volta parte do valor pago dos tributos.

Existe um limite para as exportações

Se você tem uma empresa enquadrada na definição EPP – Empresa de Pequeno Porte – e suas atividades lidam com exportação, o Simples Nacional pode não ser uma boa opção.

Isso porque as EPP têm limite de exportação de mercadorias e serviços de R$3,6 milhões. Isso significa que, mesmo que sua empresa esteja dentro do limite atualmente, se você tiver estratégias ou expectativas de crescimento, a expansão dos negócios pode acabar ficando limitada.

A alíquota é calculada sobre o faturamento

Pelo Simples Nacional, o cálculo para o pagamento dos tributos não é feito sobre o lucro, mas sobre o faturamento. Isso significa que, mesmo se a empresa tiver prejuízos, ela pode acabar tendo que pagar o mesmo valor de impostos.

Existe um sublimite para ICMS e ISS

Outro fator que deve ser levado em consideração é que o limite de receita anual de R$4,8 milhões não abrange o ICMS e o ISS. Com a Lei Complementar nº 155/2016, foi definido o sublimite de R$3,6 milhões para o recolhimento desses impostos.

Nessas situações, o empreendedor deverá pagar o ICMS ou o ISS fora da guia do DAS (Documento de Arrecadação Simples).

De todo modo, vale lembrar que o Simples Nacional é um regime facultativo, permitindo que o empreendedor opte por ele ou não. Por isso, é importante analisar as condições específicas da empresa para verificar qual regime tributário é mais vantajoso para o seu caso.

Lembre-se de que você também pode contar com uma assessoria especializada. E, para obter mais informações, acompanhe outros artigos em nosso blog!

O PIX vai acabar com a Sonegação!

O PIX vai acabar com a Sonegação!

Qual é a relação entre o novo meio de pagamento, o famoso PIX e o fisco? Você está empolgado para o lançamento do PIX? 

Diante das promessas dessa incrível ferramenta, a gente já consegue imaginar o quanto as nossas transações financeiras ficarão fáceis, rápidas e baratas, tanto para pessoas quanto para empresas.

Só que tem um porém, esses benefícios do PIX não atingem somente a população e a iniciativa privada. Com essa ferramenta, o governo ganha um excelente aliado contra 2 problemas bem sérios no brasil: a informalidade dos negócios e a sonegação de impostos.

Antes de mais nada, vamos contextualizar rapidamente o que é o PIX.

O PIX é um sistema de pagamento instantâneo, barato e sempre disponível, que foi desenvolvido e distribuído pelo Banco Central do Brasil e tem a proposta de substituir todos os meios de transferência de valores entre contas bancárias de:

A – Pessoas Físicas, 

B- Empresas;

C- Governo.

O objetivo do Banco Central com o PIX é agilizar e desburocratizar as transações financeiras no país, sendo mais barato, mais rápido e com maior disponibilidade do que outros métodos, como, por exemplo, o DOC e TED, além de mais prático e mais seguro do que cartões de débito, crédito e dinheiro físico. 

Observando tudo que foi divulgado pelo Banco Central, é quase impossível apontar um único defeito na proposta magnífica do PIX para pessoas, empresas e para o governo.

Só que, para as empresas que mantêm parte do seu negócio informal, o PIX pode ser um oponente formidável e bem difícil de se evitar. 

Sonegar impostos sobre operações com PIX tende a ser praticamente impossível!

É muito fácil perceber o quanto o PIX é vantajoso para as Administrações Tributárias, como a Receita Federal e as Secretarias da Fazenda, tanto Estaduais, quanto Municipais.

Então vamos pensar de forma simples e lógica….

Considerando que todos os dados transacionais do PIX estarão concentrados no Banco Central, o Fisco terá muita facilidade em descobrir o faturamento exato das empresas.

E olha que essa lógica que estamos trazendo neste artigo não é tão nova assim: 

Desde a popularização das vendas com cartão de crédito e débito, manter um negócio totalmente informal é muito complicado… 

Estas operações envolvendo máquinas de cartão já dificultam a sonegação, já que as operadoras prestam estas informações mensalmente ao Governo – através da e-Financeira

Ou seja, nos dias de hoje, as próprias maquininhas já informam o quanto você transacionou, você queira ou não.

Com o PIX, a centralização e a facilidade de acesso a estes dados por parte dos órgãos de fiscalização vai atingir um nível sem precedentes.

Basicamente, a gente pode afirmar, sem sombra de dúvidas, que, num futuro bem próximo, as pessoas estarão utilizando só o PIX.

O dinheiro em cédula vai diminuir e muito a circulação… isso se ele não acabar!

Então, quando a popularidade do PIX realmente vier à tona, vai ser muito difícil, quase impossível manter um negócio informal. 

Se a proposta de eliminar (ou mesmo reduzir drasticamente) o uso de dinheiro físico se concretizar, a informalidade vai beirar impossível

Afinal, em um cenário no qual se projete um sucesso absoluto do PIX, o governo vai conhecer a renda exata de todas as pessoas jurídicas e físicas, pois neste contexto de inteligência fiscal absoluta e centralizada não é nada impossível de se acontecer.

É claro que esta é uma previsão um pouco distante ainda e depende de inúmeros fatores. 

Por enquanto, o que podemos esperar com total certeza, é o crescimento das garras e do cérebro do leão.

Como você pode ver, utilizar o PIX requer bastante cuidado. Além de respeitar todas as questões legais, é fundamental ficar atento a qualquer falha, para evitar surpresas ou prejuízos posteriormente. Para garantir a saúde financeira da sua empresa, acesse o nosso blog e confira outros artigos!

Como os grandes empresários utilizam a contabilidade a seu favor

Como os grandes empresários utilizam a contabilidade a seu favor

A Contabilidade é uma ferramenta imprescindível para o sucesso da empresa. Muitos gestores e empresários sabem disso e a utilizam inclusive a seu favor. Principalmente, quando a Contabilidade Gerencial é colocada em jogo!

Ocorre que, mesmo provando por “A + B” que isso é uma verdade indiscutível, existe uma parcela considerável de gestores que acaba não dando tanta importância para a Contabilidade. Entenda como os grandes empresários utilizam a contabilidade a seu favor.

Então, neste artigo, trouxe alguns exemplos de empresários bem sucedidos que utilizaram a Contabilidade à seu favor, e isso, claro, contribuiu diretamente para o sucesso empresarial alcançado por eles.

O Warren Buffett, nosso primeiro exemplo, que é um dos homens mais ricos e o investidor mais famoso do mundo, diz o seguinte: “a contabilidade é a linguagem dos negócios, sem ela, você nunca vai ser um empresário ou investidor bem sucedido”.

O John Rockefeller, que é o homem mais rico da história de todos os tempos, (já que ajustando sua fortuna da época à inflação seu patrimônio, nos dias de hoje, seria cerca de 700 bilhões de dólares), era contador!

Rockefeller se formou em Contabilidade e trabalhou em um escritório de Contabilidade. Ele aprendeu tudo sobre Contabilidade de custos e métodos de custeio, conseguiu aplicar isso nos seus negócios e alcançou grandes feitos, financeiramente falando!

O mega-empresário Andrew Carnegie, que também é um dos homens mais ricos da história, desenvolveu nas suas siderúrgicas um método contábil detalhado de custos, no qual ele tinha o intuito de captar e entender informações sobre os custos de matéria-prima e de mão de obra. 

Basicamente, podemos dizer que a Contabilidade Gerencial como conhecemos hoje surgiu dentro das empresas de Andrew Carnegie.

Já o Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil, imprimiu uma política em todas as suas empresas de modelagem financeira

Desde o Banco Garantia, um de seus primeiros projetos, até hoje em dia, com a fusão entre a Brahma e Antártica, ou quando comprou a Budweiser, o Burguer King e a Heinz, em simplesmente todas as suas empresas, Lemann se utiliza da Contabilidade como ferramenta para a tomada de decisão.

Então, Lemann frequentemente fazia a sua gestão com base nos números, na sua estrutura de custos e na análise nos relatórios financeiros.

Pra finalizar os exemplos, eu já tive a oportunidade de conversar com o Enéas Pestana, que foi durante bastante tempo CEO do Grupo Pão de Açúcar, e, dentre alguns dos motivos que ele elencou para o sucesso da empresa, está o fato de que ele sempre tomava as decisões baseado na Contabilidade. Ou seja, ele tinha todo o apoio da poderosa ferramenta chamada Contabilidade para poder tomar a melhor decisão e decidir qual caminho seguir.

Utilize a Contabilidade!

Tem um momento na vida do empreendedor, na vida do empresário, que é o início, o começo de tudo. É um momento em que ele está estruturando a empresa e tem tanta coisa pra fazer, que acaba focando diretamente na operação do seu negócio e acaba não tendo tempo nem energia para focar em outras frentes.

Eu até entendo esse momento!

Só que, se você realmente deseja ter uma empresa estruturada, como essas que eu citei, você vai precisar pensar como um gestor de verdade. Na hora que você for pensar como um gestor, vai entender que a Contabilidade é a ferramenta que pode te ajudar a dar esse próximo salto que você precisa.

Nenhuma empresa consegue ser grande sem ter uma boa Contabilidade, sem analisar suas Demonstrações Financeiras. 

Nenhuma empresa consegue ser grande sem que o líder dessa empresa abrace essa ferramenta para gerir sua empresa.

Pode reparar por aí! Todas as empresas que você admira, que você se espelha…

Para, olha, pensa e analisa…. 

Você acha mesmo que essa empresa não usa a Contabilidade a seu próprio favor?

A verdadeira função da moderna Contabilidade é atuar diretamente focada nos assuntos da riqueza das empresas.

O Contador é a bússola de uma empresa. 

Com base nos elementos que a Contabilidade fornece, o Empresário sabe se vai ter sucesso ou então o insucesso.

A Contabilidade dá uma dimensão do que passou e a projeção do futuro. 

E é exatamente entendendo o passado e o presente e projetando o futuro que se tem sucesso nas tomadas de decisões!

Se você quer saber realmente como a Contabilidade pode te ajudar, faça o nosso diagnóstico financeiro gratuito e tenha o feedback de um consultor da Segato Contabilidade! 

Guilherme Segato

custos de importação

Saiba quais são os principais custos de importação

Se sua empresa lida com a atividade de importar, deve ficar atenta aos custos de importação para que o orçamento não seja extrapolado.

Isso porque não são poucas as taxas, os tributos e os valores envolvidos nessas transações. Sem falar ainda dos prejuízos que o importador pode sofrer com penalidades, caso não siga corretamente a legislação.

Pensando nisso, vamos explicar, neste artigo, como funciona esse processo e os principais custos de importação a serem considerados. Veja a seguir!

Como funciona a importação?

Em primeiro lugar, para atuar com importação, uma empresa deve estar cadastrada no Radar (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros), um sistema criado pela Receita Federal.

O registro dá acesso ao Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior), que é o sistema onde estão centralizadas todas as informações sobre registro, acompanhamento e controle das operações de exportação e importação.

Feito isso, a empresa pode negociar e estabelecer acordos com fornecedores do comércio exterior. Aqui, a empresa deve lembrar de inserir os Incoterms no contrato, que são os Termos Internacionais de Comércio, que definem as obrigações das partes envolvidas.

A empresa também precisa ficar atenta se a mercadoria exige a Licença de Importação (LI). Nesses casos, a solicitação deve ser feita antes de iniciar o processo de importação.

Para isso, basta registrar a LI no Siscomex e aguardar a análise pelos órgãos anuentes. É somente com o deferimento que a mercadoria poderá ser embarcada.

Por fim, quando a mercadoria chega ao país, é preciso fazer a Declaração de Importação (DI). Toda a documentação, bem como a mercadoria, é analisada pelas autoridades competentes. Se tudo estiver correto, incluindo o pagamento dos impostos, a mercadoria é finalmente liberada.

Os principais custos de importação

Os custos de importação envolvem custos nacionais e internacionais. Veja os principais!

Custos nacionais

Impostos

Os tributos que incidem sobre produtos importados são:

  • Imposto de Importação (II);
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • Programa de Integração Social (PIS);
  • Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Taxas do porto/aeroporto

Outros custos estão relacionados a uma série de taxas do porto ou do aeroporto. Você precisa pagá-las para poder manusear os produtos importados quando sua carga chegar.

Logística

A logística representa uma parte importante dos custos de importação. Aqui, devem ser incluídos os gastos com transporte e armazenamento.

Antes da liberação da carga, ela fica armazenada. Para isso, existe uma taxa de armazenagem, que pode variar conforme o tempo de guarda.

Para a movimentação da carga até sua empresa, você deverá contabilizar o frete doméstico de uma transportadora, considerando que o preço varia conforme a distância entre o porto e a sua empresa e o tamanho do container, por exemplo.

Operacionais

Aqui, devem ser computados todos os custos burocráticos relativos à operação. Um exemplo importante é a taxa de utilização do Siscomex, que é devida independentemente de tributo a recolher.

Além disso, também existem os custos com despachante aduaneiro, que envolve o desembaraço e a entrega da mercadoria. Os valores podem variar bastante dependendo da quantidade e da complexidade dos serviços envolvidos nessa etapa.

Extras

Um custo extra que você pode ter, principalmente nas primeiras importações, é com a realização de inspeções do fornecedor. Isso é importante para garantir a confiabilidade das empresas que vão enviar as mercadorias para você.

Custos internacionais

Preço

Obviamente, o produto que você está importando tem um preço, e esse valor deve entrar nos cálculos dos custos de importação.

Seguro de transporte internacional

É muito importante fazer um seguro da carga. Ele não é caro – geralmente custa menos de 1% ou no máximo 2% do valor da carga – e é uma garantia fundamental nos processos de importação.

Transporte

Outro custo é o frete internacional para o transporte da mercadoria. O frete pode ser marítimo ou aéreo, sendo que os valores podem variar conforme, por exemplo, o tamanho do container ou o peso do produto.

Transações cambiais

Outro custo de importação consiste nas operações de câmbio, nas quais devem ser consideradas as despesas bancárias geradas.

É fundamental respeitar a legislação de importação!

Como você pode ver, importar é uma atividade que requer bastante cuidado. Além de respeitar todas as questões legais, é fundamental ficar atento aos custos de importação para evitar surpresas ou prejuízos posteriormente. Para garantir a saúde financeira da sua empresa, acesse o nosso blog e confira outros artigos!

como tirar a empresa do vermelho

6 passos para tirar sua empresa do vermelho

Crise econômica, instabilidade do mercado, falhas na gestão… São vários os motivos que podem prejudicar a saúde financeira de um negócio. Mas, com algumas mudanças e com a reorganização das finanças, é possível tirar sua empresa do vermelho.

Saiba que, por mais que uma situação financeira ruim possa ser um risco à sobrevivência dos negócios, sua empresa não está, necessariamente, fadada à falência.

Mas, para recuperar a estabilidade, é fundamental adotar medidas estratégicas e planejadas. Quer retomar a competitividade no mercado? Então, confira nossas dicas a seguir!

Como tirar a empresa do vermelho?

1. Faça um diagnóstico e analise as finanças

O primeiro passo é fazer um diagnóstico detalhado da sua situação. Verifique como está o fluxo de caixa e identifique todas as despesas e receitas. Com tudo registrado, você terá uma visão mais ampla sobre o momento atual da sua empresa e o quão ruim ele está.

Assim, é possível analisar melhor as finanças, a fim de identificar gastos desnecessários, custos que podem ser reduzidos, gargalos que geram prejuízos, entre outros erros que podem estar colocando a sua empresa no vermelho. 

Faça o diagnóstico financeiro gratuito da sua empresa e tenha o retorno de nossos consultores com dicas e sugestões. Clique aqui.

2. Organize as suas dívidas em uma planilha

A má organização é uma das grandes vilãs da boa saúde financeira de uma empresa. E, quando há dívidas em jogo, ela é ainda mais prejudicial. Por isso, uma dica importante para retomar o controle é organizar todos os números do seu negócio em planilhas.

Anote as receitas, as despesas, os estoques, as movimentações. E tenha também uma planilha para as dívidas, incluindo dados como valor total e juros. Com essa organização, você tem maior previsibilidade das entradas e saídas, o que ajuda a pensar em estratégias para não deixar a dívida crescer.

3. Reduza os custos desnecessários

Com diagnóstico, análise e organização, você tem tudo o que precisa para identificar quais custos podem ser reduzidos ou até eliminados. Numa situação de crise, você perceberá que há gastos que são supérfluos e outros que são prioritários.

A dica aqui é rever, por exemplo, os investimentos, os serviços contratados, a utilização dos recursos e até os processos de trabalho que podem estar gerando mais prejuízos que benefícios.

4. Tente renegociar suas dívidas

Tentar uma renegociação é sempre um bom caminho para tirar a empresa do vermelho. Converse com as instituições financeiras com as quais você tem dívida. Verifique outras condições de pagamento, como parcelamento ou quitação por compensação. Não hesite também em pedir um abatimento.

E lembre-se: o mesmo vale para os seus fornecedores. Use seu poder de barganha, mas também seja sincero e explique sua situação atual. Mostre que você quer cumprir com seus compromissos e peça a prorrogação dos prazos de pagamento. Isso pode ser benéfico até para melhorar o relacionamento com seus parceiros comerciais.

5. Reveja as medidas necessárias

Você seguiu todos esses passos e ainda não conseguiu tirar sua empresa do vermelho? Então, analise se todas as medidas possíveis já foram realizadas, se há outras opções para cortar gastos ou se ainda restam algumas alternativas.

Esse é o momento de verificar se será necessário tomar uma medida mais drástica, como demitir funcionários, mudar para um local com aluguel mais barato ou até trocar o regime tributário em vista de uma economia fiscal. Mas cuidado: antes de ações extremas, faça um bom estudo e planejamento para que a decisão seja acertada.

6. Elabore um planejamento

Para conseguir tirar sua empresa do vermelho, você precisa trilhar um caminho bem planejado. Para isso, a dica é criar um plano de recuperação financeira, restabelecer suas metas e definir as ações para os próximos meses.

E não ache que, depois que as coisas melhorarem, você estará livre desse rigor. O planejamento contínuo e consistente é crucial para que você não repita os erros do passado e saia do controle novamente. Ao planejar, você aprimora cada vez mais sua gestão financeira e garante a sustentabilidade do negócio.

Organizar-se é fundamental! 

Como você viu, não há nenhuma medida impossível para tirar a empresa do vermelho. Mas é fato que retomar o controle da situação exige muita organização, consistência, disciplina, uma análise profunda e um planejamento sólido.

Para que todas essas mudanças ocorram de forma sustentável, positiva e eficaz, é necessário estar muito bem acompanhado de uma equipe especializada em controle e reestruturação da rotina financeira. Conte com a Segato para juntos tirarmos a sua empresa do vermelho!

como fazer um planejamento orçamentário

Como fazer um planejamento orçamentário?

Você sabe como fazer um planejamento orçamentário eficaz? Essa ferramenta é primordial para planejar ações e estratégias que contribuam com melhores resultados, além de manter seu negócio saudável por mais tempo.

Pensando nisso, vamos explicar porque sua empresa precisa de um bom planejamento orçamentário e como fazer um. Entenda, a seguir!

Por que fazer um planejamento orçamentário?

O planejamento orçamentário é uma prática fundamental para que a empresa planeje suas receitas, despesas, custos e investimentos futuros. Com base em uma análise cuidadosa da situação atual do negócio e de dados reais, é possível:

  • Estabelecer objetivos que levem aos resultados esperados;
  • Organizar e utilizar os recursos de modo mais eficiente;
  • Saber o momento certo para fazer empréstimos;
  • Avaliar os investimentos realizados e previstos;
  • Identificar a necessidade de mudanças na empresa;
  • Definir ações, políticas e estratégias mais acertadas.

Com um bom planejamento orçamentário, você tem a real compreensão da situação do seu negócio e entende o que deve ser feito para melhorar os resultados.

Ou seja, o planejamento é essencial para melhores tomadas de decisão. Assim, você terá previsões baseadas em fatos (e não suposições!), podendo nortear suas ações com mais controle, segurança e transparência.

Como fazer um planejamento orçamentário?

Agora que você conhece a importância de fazer um bom planejamento orçamentário, veja alguns elementos fundamentais desse processo:

  • Previsão das vendas e projeção do faturamento;
  • Projeção das deduções sobre vendas;
  • Projeção dos custos de produção, como insumos e mão de obra;
  • Planejamento de despesas operacionais e gastos administrativos;
  • Planejamento dos gastos com pessoal;
  • Planejamento dos investimentos (quantias, áreas e formas).

Além disso, existem algumas práticas que ajudam a fazer um planejamento orçamentário de sucesso. Por exemplo:

  • Avalie quais itens dentre os citados acima são mais importantes para sua empresa;
  • Considere um período de projeção que faça sentido para o seu setor de atuação e suas operações (geralmente, esse período varia entre um e três anos);
  • Estabeleça metas realistas e executáveis, considerando cada área do negócio;
  • Faça acompanhamentos periódicos e implemente ajustes quando necessário;
  • Foque nas informações que são relevantes para as suas tomadas de decisão;
  • Conte com ferramentas que auxiliem na elaboração do planejamento orçamentário, como planilhas, softwares especializados ou sistemas de gestão integrados.

Por fim, vale lembrar que uma assessoria contábil especializada pode ser bastante útil ao longo do processo. Assim, você cria um plano eficaz, com todos os pontos necessários e adequados à realidade da sua empresa. Deseja mais informações sobre o assunto? Acompanhe outros artigos no nosso blog!

planejamento sucessório

O que é planejamento sucessório e por que é importante?

O planejamento sucessório é um instrumento jurídico que tem como objetivo organizar a transferência de bens e patrimônios de uma pessoa, ainda viva, aos seus herdeiros.

A ideia é atuar de modo antecipado para prevenir problemas como conflito familiar, dispor os bens conforme o desejo do titular e reduzir custos com o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).

A seguir, vamos explicar com mais detalhes como funciona o planejamento sucessório e por que ele é importante. Confira!

O que é e como é feito o planejamento sucessório?

O planejamento sucessório consiste em uma forma antecipada de organização da sucessão dos patrimônios de uma pessoa. Para fazê-lo, existem várias formas possíveis. Conheça as mais comuns!

Testamento

No testamento, o titular do patrimônio pode fazer a divisão dos bens conforme a sua vontade. O requisito legal é que 50% seja destinado aos familiares (descendentes, ascendentes e cônjuge). O restante pode ser passado para outras pessoas, mesmo sem vínculo familiar.

Doação

Na doação, ou partilha em vida, os bens podem ser transmitidos aos herdeiros com o titular ainda vivo. A doação também pode ser feita com reserva de usufruto vitalício. Assim, o bem já pode ser passado para o nome do herdeiro, mas o doador mantém seu direito de usufruí-lo até o falecimento.

Previdência privada

Ao contratar um plano de previdência privada, os herdeiros podem receber os valores arrecadados no pagamento. Tudo é feito de forma automática, sem burocracias ou carências, o que torna essa forma de planejamento sucessório uma das mais simples. Além disso, na transferência não há cobrança do ITCMD.

Holding familiar

Para fazer o planejamento sucessório por meio de holding familiar, cria-se uma empresa, colocando os herdeiros como sócios da organização. Cada ação da holding familiar equivale a uma quota da herança. Assim, o patrimônio da família fica dentro da empresa.

Por que o planejamento sucessório é importante?

O planejamento sucessório é muito benéfico em termos de organização e facilitação da divisão de bens. Além disso, esse instrumento tem a vantagem de possibilitar uma transmissão de bens muito mais estratégica e eficiente.

Nesse sentido, um de seus grandes benefícios é a economia. Na sucessão de bens tradicional, os custos e a burocracia podem ser altos. Há gastos com o imposto ITCMD, processo de inventário, documentação de cartório – tudo isso pode acabar reduzindo significativamente o valor dos bens.

Já com o planejamento sucessório, é possível reduzir impostos, eliminar custos e liberar os bens de forma mais rápida e menos burocrática.

Além disso, quando os bens envolvem ações ou empresas, o planejamento sucessório empresarial se torna ainda mais necessário. Isso porque, na sucessão tradicional, quando um sócio de uma empresa falece, as quotas e ações são transmitidas automaticamente para os familiares diretos, como filhos e cônjuge.

Contudo, nem sempre esses herdeiros estão ligados à atividade empresarial. Muitas vezes eles não têm as competências necessárias para gerir a empresa ou nem mesmo têm interesse em atuar na área. E isso pode acabar prejudicando a boa continuidade dos negócios.

Com o planejamento sucessório, o valor das ações pode ser mantido na transmissão aos herdeiros, mas podem ser destinados tipos de ações diferentes, como ordinárias nominativas ou preferenciais nominativas. Assim, é possível determinar quem tem direito de voto e, consequentemente, maior poder na gestão.

Como você viu, o planejamento sucessório é um instrumento legal muito útil para quem tem um patrimônio importante e deseja que a partilha seja feita de forma eficiente e transparente. Deseja conferir mais informações para gerir seus bens com inteligência? Então, confira outros artigos em nosso blog!

impostos

4 dicas para quitar os impostos em aberto de sua empresa

A dificuldade para manter em dia o pagamento de impostos é realidade comum a todo empresário em nosso país e isto acontece exatamente porque o Brasil é um dos países que mais taxam as pequenas e médias empresas. 

O problema em se atrasar impostos é que, como qualquer outro credor, o governo pune o inadimplente com multa e juros de mora, deixando a situação da empresa ainda mais complicada. Como ninguém se torna um inadimplente por “à toa”, em momentos nos quais a decisão de deixar de pagar os impostos passa a ser questão de sobrevivência do negócio, o mais importante é conhecer as regras do jogo.

Antes de conferir as dicas para resolver as pendências tributárias de sua empresa, leia o nosso artigo sobre os riscos e as consequências de não pagar impostos.

1. Aposte em um Programa de Recuperação Fiscal

Uma das melhores opções para escolher em caso de atraso de impostos é o parcelamento ou a liquidação por meio de programas como o REFIS e o PIS.

O Programa de Recuperação Fiscal — ou REFIS — é um projeto que objetiva parcelar débitos que pessoas jurídicas têm com algumas instituições determinadas, como a Secretaria da Receita Federal (SRF), a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o INSS.

Ao recorrer aos programas de parcelamento, o empresário não deve se esquecer de que ele terá que arcar com os custos daquelas parcelas, além do valor regular daquele mês. Por isso, é imperativo que a empresa se organize para conseguir honrar o acordo.

2. Pegue um empréstimo

Quando sua empresa está devendo tributos ao Estado e deseja quitar as dívidas, uma das primeiras atitudes tomadas por empresários é a contratação de empréstimos.

Mas essa atitude deve ser planejada e pesquisada, pois os bancos oferecem acordos com cláusulas e benefícios diversos. Portanto, é preciso analisar minuciosamente cada proposta, a fim de fechar o melhor negócio.

3. Aposte em um Planejamento Tributário

Em busca de alternativas, contrate uma consultoria de Planejamento Tributário para estudar meios legais de reduzir os impostos que são pagos atualmente pela empresa. 

Muitas vezes, uma simples reestruturação no Regime Tributário poderá organizar a estrutura de custos da sua empresa, o que fará com que as dívidas do passado sejam honradas com o novo fluxo de caixa. 

4. Realize uma Auditoria Fiscal nos últimos 5 anos

Uma boa alternativa para reestruturar as pendências tributárias da sua empresa é realizar uma Auditoria Fiscal nos últimos 5 anos de seu CNPJ. Diferente do Planejamento Tributário (com foco no futuro), a auditoria irá retroagir os últimos 5 anos de apuração de todos os impostos (Federais, Estaduais e Municipais) de sua empresa a fim de buscar:

  1. Impostos pagos a maior;
  2. Compensação ou ressarcimento de tributos;
  3. revisão dos impostos em Aberto (para entender se realmente são devidos);
  4. Segurança de que nada do passado em termos fiscais poderá atrapalhar ainda mais o futuro da empresa.

Quanto antes quitar os impostos, melhor!

Ao atrasar o pagamento de impostos a melhor coisa a ser fazer é elaborar um sólido planejamento financeiro e orçamentário para a sua empresa voltar o quanto antes a condição de adimplente. 

Os custos com multas e juros de mora cobrados pela Receita Federal Brasileira podem ser em alguns casos até menores do que outros credores, mas ainda sim são proibitivos e, se acumulados por longos prazos, podem tornar-se impagáveis, causando consequências graves como insolvência econômica ou até mesmo falência.

Por isso planejar, controlar milimetricamente os gastos, despesas e margens de lucro é a melhor opção.

Para isto, conte com a Segato para te ajudar a traçar um planejamento completo e um diagnóstico prático onde sua empresa quite 100% de suas pendências tributárias e foque em crescer e expandir. Entre em contato com um de nossos consultores para crescermos juntos.

Não Pagar Impostos

7 Riscos e consequências de não pagar impostos

É normal e extremamente comum, no cenário brasileiro, que a empresa, em algum momento de sua jornada, encontre-se em dificuldade financeira, com falta de caixa e sem recursos disponíveis a curto prazo. Diante deste contexto e de todas as frentes de trabalho do empresário, muitas vezes, os impostos são deixados de lado para que a empresa honre com fornecedores, prestadores de serviço e o próprio pro-labore.

Porém, abrir mão do recolhimento dos impostos, na maioria das vezes, é uma decisão prejudicial para o negócio. Atrasar o pagamento de suas obrigações tributárias não é a situação ideal, mesmo que aparente ser a alternativa mais viável ou de “fácil” escolha.

1. Incidência de Multas

A primeira consequência do atraso do pagamento de imposto é a incidência de multa. Cada imposto tem uma forma de cálculo para o atraso, porém para a maioria é calculada uma multa de 0,33% a cada dia de atraso, chegando no limite de 20%.

Para exemplificar:

Caso a empresa deixe de pagar um imposto de R$ 50.000,00 no mês de janeiro, em março, além de dever o valor nominal, será acrescido R$ 10.000,00 (20% do valor devido), totalizando uma dívida tributária de R$ 60.000,00 em apenas 2 meses.

2. Juros de Mora

Além da incidência da multa sobre o atraso, também serão calculados juros de mora. Os juros são cobrados a partir do mês seguinte ao do vencimento, calculados com base na taxa Selic + 1%.

Então, se o atraso for dentro do mês de vencimento, paga-se somente a multa e nada de juros. Se a empresa estiver esperando por uma entrada ainda dentro do mês, talvez seja vantajoso atrasar o pagamento. Se passar do mês, o custo financeiro passa a ser alto. A cada mês de atraso, soma-se mais uma taxa mensal nesse patamar até o mês de pagamento. Quanto maior o atraso, maiores são os acréscimos legais.

3. Risco de Bloqueio de Bens e Responsabilização do Fisco

Cada vez mais o Fisco vem melhorando seu monitoramento, através da tecnologia e dos cruzamentos das informações. Caso o imposto fique muito tempo em aberto, a empresa corre o risco de sofrer bloqueio de bens para que o Fisco não seja lesado pela falta de recolhimento do referido imposto.

Além disso, há a possibilidade de a empresa ser acusada de sonegação pela Receita Federal ou por alguma Secretaria Estadual ou Municipal. A situação ficará muito mais complicada.

Nesse cenário, os responsáveis diretamente envolvidos com o pagamento de tributos podem responder pela ação. Porém, se ficar comprovado que a empresa facilitou, incentivou ou contribuiu com a sonegação de impostos, sócios e diretores também poderão ser responsabilizados gravemente.

4. Dificuldade em Obter Empréstimos Bancários e Linhas de Crédito

Como citamos anteriormente, muitas empresas analisam o que é mais viável: pagam juros e multas em atraso ou solicitam um empréstimo bancário para quitar os impostos a tempo. 

No entanto, um dos riscos de não pagar os impostos em dia é encontrar dificuldades para obter empréstimos e outras negociações com instituições financeiras, especialmente se a empresa já estiver na lista de inadimplentes.

Dificilmente o empréstimo que surgirá terá taxa de juros e prazos de pagamento atrativos. O que pode contribuir ainda mais para o aumento da bola de neve.

5. Impedimento de Participação de Licitações

Outro risco de não pagar os impostos em dia é o impedimento de participar de concorrências públicas, se a empresa entrar no cadastro de inadimplentes. Embora o atraso não seja considerado um crime de sonegação, acaba interferindo na continuidade da empresa.

6. Clientes e Fornecedores Poderão Negar Parceria

É comum em parcerias, seja de clientes ou então de fornecedores, pedir para a empresa as Certidões Negativas de Débitos e consultarem o cadastro de inadimplentes, para entenderem com que tipo de empresa estão fazendo negócio. Caso a empresa não tenha parcelado ou quitado os impostos em aberto, terá grande dificuldade de conseguir um bom acordo.

7. Impedimento de Distribuição de Lucros aos Sócios

Outra consequência de extrema relevância para a empresa que deixa de recolher seus impostos é o impedimento da realização da distribuição de lucros aos sócios, caso não tenha realizado o parcelamento destes valores em aberto.

Qualquer valor que for transferido para a conta corrente dos sócios nesta hipótese terá a incidência de tributação.

Será que realmente  vale a pena deixar de pagar os impostos?

Não vale a pena deixar de recolher os impostos. O atraso sai sempre caro que o desembolso financeiro. O melhor a fazer é se programar para esses gastos, pois eles incidem sobre o que se ganha.

Só compensaria atrasar esse pagamento se os juros e as multas fossem menores do que o custo financeiro de realizar um empréstimo no banco. Se a conta da empresa estiver zerada ou já no vermelho, talvez compense esperar a próxima entrada de recursos, mas é preciso colocar na ponta do lápis para não se enrolar ainda mais.

Caso você precise de um levantamento efetivo dos impostos que estão em aberto na sua empresa e uma estratégia traçada para mitigar os riscos e eliminar pendências da forma mais rápida possível, entre em contato com a Segato. Nossos consultores farão o diagnóstico completo.

Recuperação de Crédito Tributário

Como funciona a recuperação de crédito tributário?

Você sabia que a recuperação de crédito tributário é um direito garantido por lei? E que essa pode ser uma forma de melhorar as finanças das empresas, sobretudo em momentos de dificuldades financeiras?

Neste artigo, vamos explicar o que é a recuperação de crédito tributário e como ela funciona. Confira a seguir!

O que é recuperação de crédito tributário?

O crédito tributário é o valor pago pelas empresas por suas obrigações tributárias, que incluem impostos, taxas e contribuições, tais como IR, CSLL, INSS, PIS, COFINS, ICMS, IPI e ISS.

Quando acontece de uma empresa pagar tributos a maior – ou seja, valores a mais do que deveriam pagar – ou indevidos, ela pode pedir a recuperação do crédito tributário.

Isso pode acontecer, por exemplo, porque alguns produtos acabam sendo tributados duplamente e, com isso, o pagamento do imposto é feito duas vezes.

É o caso dos produtos monofásicos para revenda, em que o PIS e o COFINS devem ser tributados apenas uma vez. Contudo, muitas vezes acontece de serem pagos pelo fabricante e depois pelo revendedor.

Para resolver esses problemas de pagamento a maior ou de bitributação, criou-se então a recuperação do crédito tributário.

Como funciona o processo de recuperação do crédito tributário?

Para solicitar a recuperação de crédito tributário, é preciso fazer uma revisão tributária bastante cuidadosa, a fim de analisar quais créditos podem ser recuperados.

A gestão fiscal ou contábil da empresa deve fazer uma análise de diversos documentos fiscais e dos tributos pagos, identificando os valores declarados na Escritura Contábil Fiscal e os valores recolhidos pelo DARF.

A partir dessa revisão, será possível identificar os tributos indevidos e o valor que pode ser recuperado.

Quem pode solicitar?

Praticamente todos as empresas podem solicitar a recuperação de créditos – exceto os MEI (Microempreendedores Individuais).

As empresas também podem ter qualquer regime tributário, mas a situação é mais comum em empresas do Simples Nacional, do Lucro Presumido e do Lucro Real.

Como se dá o processo?

A recuperação de crédito tributário pode ser feita por processo administrativo. Para solicitar a recuperação, pode-se fazer um pedido eletrônico de restituição, ressarcimento, reembolso ou compensação.

Em alguns casos, a empresa pode entrar com um processo judicial, requerendo a análise imediata da situação, para, assim, agilizar a resolução.

O crédito recuperado poderá, então, servir como compensação de outros tributos da Receita Federal – com exceção das contribuições previdenciárias em caso de retificação de informações erradas do demonstrativo.

Quanto tempo leva?

Todo o processo de recuperação de crédito tributário pode durar até 60 dias, considerando desde a análise do pedido até a restituição do valor.

Vale lembrar que os créditos tributários têm um prazo de prescrição de 5 anos, contado a partir da data de lançamento do crédito. Isso significa que, com o prazo prescrito, a empresa perde o direito de recuperação do crédito tributário.

Por fim, vale reforçar que, antes de fazer a solicitação, é necessário fazer uma análise criteriosa para verificar se é viável ou não para a empresa. Por isso, lembre-se de que contar com uma assessoria contábil é ideal para que você tenha êxito nesse processo. Continue acompanhando o nosso blog e mantenha a boa saúde financeira do seu negócio!

o que é gestão financeira

O que é gestão financeira e por que é tão importante?

Uma boa gestão financeira é essencial não apenas para garantir um caixa saudável, mas também para possibilitar o crescimento sustentável dos negócios.

Por isso, seja qual for o porte ou o ramo da sua empresa, implementar uma gestão financeira eficiente é crucial para garantir controle operacional, fortes estratégias e decisões acertadas.

A seguir, entenda com mais detalhes o que é gestão financeira e por que você não pode abrir mão dela no seu negócio!

O que é gestão financeira?

Gestão financeira é a administração das finanças do negócio, com foco na obtenção de resultados e no aumento da lucratividade. A atividade envolve planejamento, controle, acompanhamento e análise de toda a parte financeira da empresa.

Para isso, existe uma série de processos, ferramentas e métodos que podem ser adotados para que a gestão financeira seja eficiente e eficaz.

Veja algumas das funções que são essenciais e devem fazer parte de toda gestão financeira:

  • controle do fluxo de caixa, com acompanhamento de todas as despesas e receitas;
  • controle de contas a pagar e a receber, com cumprimento de todos os prazos;
  • planejamento financeiro, com estabelecimento de metas, objetivos e análise de resultados;
  • planejamento tributário, com adoção de estratégias lícitas para redução de encargos;
  • avaliação do desempenho econômico, por meio da análise de demonstrações contábeis;
  • análise de investimentos para avaliar o retorno sobre investimentos e tomar melhores decisões no futuro.

Por que a gestão financeira é importante para sua empresa?

Como vimos, a gestão financeira envolve funções que vão muito além de contas a pagar e a receber ou de um controle de caixa. Essas atividades são, sim, importantes para uma empresa. Afinal, elas são fundamentais para garantir controle das finanças e evitar prejuízos.

Contudo, mais do que isso, a gestão financeira tem papel importante também na implementação de ações estratégicas que tragam melhores resultados para a empresa.

Por meio de um bom planejamento orçamentário, projeções para o futuro e análises baseadas em dados, a gestão financeira é crucial para garantir um crescimento sustentável das empresas no mercado.

Por isso, é importante perceber o lado estratégico da gestão financeira, e não apenas operacional. Além de planejar as finanças e controlar o orçamento, defina metas, colete e analise dados, monitore os resultados. Tudo isso é importante para a empresa alcançar seus objetivos.

E, para que sua gestão financeira se torna cada vez mais estratégica e menos burocrática, você pode contar com a ajuda de uma assessoria contábil. Afinal, como vimos, a contabilidade é uma parte essencial para manter a saúde financeira das empresas.

Com uma assessoria, você melhora sua gestão financeira, pois:

  • garante o cumprimento dos deveres tributários e fiscais;
  • tem melhor planejamento e controle das movimentações financeiras da sua empresa;
  • tem uma visão ampla da sua situação financeira e dos resultados, o que permite melhores tomadas de decisão.

Agora que você já sabe como a gestão financeira é importante para o seu negócio, confira outros artigos em nosso blog!

demonstração de resultados

DRE: O que é e qual sua importância?

Quer ter acesso ao nosso modelo de planilha para DRE?

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A Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) é um documento contábil que tem como objetivo resumir o resultado líquido de um exercício financeiro. Isso é realizado por meio do detalhamento de todas as receitas e despesas da empresa, com o intuito de mostrar se a empresa teve lucro ou prejuízo.

Além de obrigatório, realizar a DRE é muito importante para os empreendedores, pois o documento contribui nas tomadas de decisão e na elaboração de um bom planejamento estratégico.

Neste artigo, explicamos como é feita a Demonstração de Resultados do Exercício e por que ela é importante para o seu negócio. Confira!

O que é Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)? 

A Demonstração do Resultado do Exercício – DRE – é um relatório contábil que evidencia se as operações de uma empresa estão gerando um lucro ou prejuízo.

A DRE é apresentada juntamente com o Balanço Patrimonial e deve ser assinada por um contador habilitado pelo CRC (Conselho Regional de Contabilidade). Pela lei, o relatório é obrigatório para todas as empresas, exceto o MEI, e deve ser feito anualmente.

No entanto, a importância desse documento vai além do cumprimento das exigências contábeis e fiscais. Ter este controle também é essencial para o sucesso do seu negócio!

Portanto, para elaborar uma DRE, você pode seguir os seguintes passos:

  1. Receita bruta

(-) Deduções, devoluções, abatimentos e impostos

(=) Receita líquida de vendas

  1. Receita líquida

(-) Custos de mercadorias vendidas e serviços

(=) Resultado operacional bruto

  1. Resultado bruto

(-) Despesas com vendas, financeiras, administrativas e operacionais

(+) Receitas operacionais

(=) Resultado operacional antes do IRPJ e da CSSL

  1. Resultado operacional

(-) Provisões para os impostos

(+/-) Resultados não operacionais (participações de debêntures, empregados, administradores, partes beneficiárias etc.)

(=) Resultado líquido do exercício (lucro ou prejuízo).

Figura exemplificando a estrutura da DRE

Por que a demonstração de resultados é importante para sua empresa?

Como vimos pela estrutura básica de uma DRE, o objetivo final é chegar ao resultado líquido do exercício de uma empresa. Isso significa que, por meio desse documento, é possível saber se o negócio obteve lucro ou prejuízo naquele período.

Além disso, ao detalhar todas as receitas e despesas do negócio, é possível obter dados que auxiliam na elaboração de um bom planejamento estratégico e garantem tomadas de decisão mais acertadas.

Com a análise da DRE, você pode avaliar, por exemplo, a evolução dos ganhos e dos gastos no decorrer do período financeiro, comparar custos e identificar o impacto de uma despesa no resultado do seu negócio.

Assim, o gestor pode avaliar melhor o desempenho e a saúde financeira da empresa. Também é possível identificar os pontos de melhoria em relação às estratégias adotadas e as mudanças administrativas necessárias para que a empresa maximize seus resultados.

Além disso, a DRE é um documento importante para agentes externos à empresa. O governo utiliza o relatório para verificar se os impostos foram calculados corretamente e faz o confronto do lucro declarado na DRE com os lucros declarados pelos sócios no Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).

A declaração ainda costuma ser fundamental na hora de conseguir uma ajudinha extra. Bancos e analistas financeiros podem requerer o demonstrativo para avaliar a situação do negócio e decidir se darão crédito ou não ao solicitante; enquanto eventuais investidores irão analisá-lo para ter mais segurança ao aplicar seu dinheiro.

Clientes e Fornecedores também podem solicitar o demonstrativo para avaliar possíveis parcerias, tais como a melhora na condição do prazo de pagamento, eventuais descontos e fechamento de contratos grandes.

Viu como a demonstração de resultados é importante para o seu negócio? Baixe nosso modelo gratuito de DRE e entenda o Resultado da sua empresa! Se necessário, não deixe de contar com uma assessoria contábil para realizar e analisar a DRE de modo estratégico e eficaz. E, para fortalecer ainda mais a saúde financeira do seu negócio, confira outros artigos em nosso blog!

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quanto vale minha empresa

Quanto vale minha empresa?

Se você deseja vender sua empresa, negociar com investidores, fazer parcerias com outros empresários ou até mesmo adquirir um outro negócio, é provável que já tenha se perguntado: quanto vale minha empresa?

Saber a resposta para essa pergunta é essencial, sobretudo em situações como:

  • reunião de negócios, seja para aporte de investimentos, fusões de empresas ou obtenção de financiamentos;
  • venda da sua empresa;
  • compra e/ou venda de participações societárias;
  • análise dos resultados obtidos e do retorno de investimentos.

Pensando nisso, vamos explicar o que levar em conta na hora de calcular quanto vale sua empresa e como agregar valor ao seu negócio. Confira!

Quanto vale minha empresa?

Em primeiro lugar, é importante dizer que não se pode obter um número exato para o valor de uma empresa – exceto se ela for de capital aberto, caso que permite conhecer o valor das ações a partir do valor de venda na bolsa de valores.

Nos demais casos, para saber quanto vale sua empresa, é preciso fazer uma estimativa – ou um valuation, como é dito no mercado financeiro. Para isso, existem alguns fatores que devem ser considerados. Veja!

Percepção de valor

Existem vários métodos de avaliação e, mesmo utilizando um mesmo método, é possível que duas pessoas cheguem a um valor diferente. Isso ocorre porque o cálculo depende de muitas variáveis, que podem ser bem subjetivas.

Por isso, independentemente do método utilizado, é fundamental avaliar a percepção do mercado sobre o valor da sua empresa. Por exemplo:

  • Quanto os investidores estão dispostos a pagar?
  • Sua marca é forte?
  • Tem uma patente promissora?

Tudo isso fará a diferença no valor final.

Potencial de crescimento

Outro ponto a considerar é quanto sua empresa pode render no futuro e quais as expectativas de crescimento. Para isso, é preciso um especialista em finanças que analise o mercado e utilize métodos de avaliação adequados.

Fluxo de caixa descontado

Este é um dos métodos de avaliação mais utilizados. Ele consiste não só na projeção do fluxo de caixa para os anos seguintes, mas também em uma taxa de desconto, que visa deduzir uma série de variáveis como:

  • os riscos do negócio;
  • o custo de oportunidade;
  • a depreciação.

Na equação matemática, usada por contadores e profissionais especializados em finanças, consideram-se:

  • a projeção do fluxo de caixa, geralmente para um período de 5 anos;
  • a definição da taxa de desconto ou de risco de negócio;
  • a atualização dos valores para o momento presente.

Múltiplos de mercado

Uma alternativa muito comum são os “múltiplos de mercado”. Nesse caso, o desempenho econômico de um negócio é comparado ao de empresas do mesmo setor. Os múltiplos mais usados são EV/EBITDA (Enterprise Value/EBITDA) e P/L (Preço/Lucro). 

Por exemplo, se queremos avaliar uma empresa do segmento de vestuário, podemos multiplicar o EV/EBITDA de uma companhia de vestuário cotada em bolsa de valores com o EBITDA da empresa que se deseja avaliar para obter o valuation.

Valor patrimonial

Por fim, chegamos ao método do valor patrimonial. Esse é o que mais se aproxima do que pessoas inexperientes em valuation imaginam quando usamos falamos em avaliação de empresas. Nesse método é mensurado o valor líquido gerado pela empresa desde sua fundação. Para isso, subtraímos o passivo do ativo, valores encontrados no Balanço Patrimonial.

O método do VP é mais usual em empresas não mais operacionais ou em caso de falência. Ele é criticado por não levar em conta a continuidade da empresa e seu potencial de crescimento.

No entanto, é normal que, durante uma negociação, investidores e empresários utilizem mais de uma forma de cálculo, complementando-as para ter mais segurança no negócio e margem de negociação.

É possível agregar valor à minha empresa?

Agora que você tem uma noção de como calcular quanto vale sua empresa, deve buscar agregar valor a ela. Isso pode ser feito com práticas adequadas, e algumas são:

  • distribuir sua carteira de clientes;
  • considerar que cada cliente não deve representar mais que 5% do faturamento da sua empresa;
  • garantir uma gestão de qualidade, criando controles internos e governança corporativa;
  • fortalecer sua marca;
  • garantir que não há passivos ocultos – sejam eles de natureza trabalhista, fiscal ou cível;
  • cuidar dos números, planejamento e contabilidade na palma de suas mãos.

Ter noção de como estimar quanto vale sua empresa é essencial para qualquer empreendedor. Mas vale destacar que, para realizar o cálculo, é preciso ter conhecimento aprofundado em finanças.

Como você deve ter percebido, o valuation vai muito além de somar os ativos da empresa, pois isso mostra somente o valor patrimonial e não considera uma gama de variáveis importantes, como, por exemplo, a rentabilidade futura trazida a valor presente.

Por isso, uma consultoria contábil pode ser necessária para realizar uma análise técnica do mercado e utilizar métodos confiáveis de avaliação.

Entre em contato conosco e saiba quanto vale sua empresa! Quer manter a boa saúde financeira do seu negócio? Então, confira outros artigos em nosso blog!

planejamento tributário

Principais erros de planejamento tributário que devem ser evitados

O planejamento tributário é uma alternativa para driblar legalmente a elevada carga tributária, uma vez que ele vai possibilitar a redução de custos, além de evitar prejuízos financeiros para a empresa. 

Mas com um sistema complexo e cheio de exceções, é natural que muitos gestores desconheçam o melhor caminho para uma gestão fiscal eficiente. O resultado dessa falta de conhecimento em relação à legislação fiscal é que muitas empresas ainda cometem muitos erros na elaboração do seu planejamento tributário, alguns deles podem ser  prejudiciais ao ponto de trazer maiores custos e riscos. 

Por isso, elencamos neste artigo os 7 principais erros que as empresas cometem ao realizar o planejamento tributário. Assim é possível entender porque podem ser tão prejudiciais à existência da empresa.

Boa leitura! 

1. Fazer tudo por conta própria e não contratar uma consultoria especializada

Um relatório do Serasa Experian, apontou que o nível médio de endividamento dos negócios brasileiros, em 2017, chegou ao patamar de 46,5% dos ativos totais.

Se a sua empresa se encontra nesse nível de endividamento, é necessário replanejar sua organização financeira para o próximo ano. A maioria das dívidas contraídas pelas empresas é por conta de multas ou má administração, o que demonstra, através de número reais, que chegou a hora de começar a fazer mudanças.

Contratar uma empresa que organize a gestão fiscal, com certeza, contribuirá para um melhor desempenho financeiro no seu negócio.

Para obter cada vez melhores resultados e mais eficiência, você deverá ter relatórios gerenciais claros e precisos para a melhor tomada de decisão do momento.

 A contabilidade também deve estar preparada para poder analisar os milhares de documentos que você deve armazenar em gavetas ou na nuvem, o que pode ocasionar um “eventual atraso” na análise de dados. 

A informação deve ser tempestiva. De nada adianta receber um relatório com informações de um ano atrás. Tempo é dinheiro e informação é conhecimento. Tenha uma equipe que te forneça a informação necessária no tempo ideal.

2. Abusar do planejamento e utilizar-se de mecanismos legais 

Muitas vezes, a empresa abusa dos instrumentos legais para elaborar o planejamento tributário. 

Fazendo isso de forma abusiva e evasiva, muito embora não seja ilícito, sem incorrer em fraude, o Fisco pode entender que esse planejamento foi evasivo, de forma que desconstitui o fato gerador desses elementos. 

Este pode ser o maior passivo oculto que sua empresa pode ter, uma vez que, se o Fisco entender que realmente ocorreu a evasão, poderá lavrar multas e taxar impostos que julgarem necessários. Não deixe que isso aconteça. Isto pode levar sua operação à falência. 

3. Confundir planejamento com custo

Achar que o planejamento é um ônus não é verdade, pelo contrário. Planejamento tributário não é uma despesa! É um bônus. Uma vantagem competitiva para sua empresa. Um verdadeiro diferencial.

Investir em planejamento não significa ter maiores gastos, mas é a possibilidade de descobrir meios legais para pagar menos impostos e garantir uma vida financeira saudável.

A partir do momento em que a carga tributária é reduzida, a empresa consegue trabalhar melhor seu preço de venda, melhorar sua margem e tomar decisões diferentes e inovadoras que, por certa vez, alguns players de mercado e concorrentes não conseguiriam, pelo simples fato do peso da tributação em sua operação.

4. Planejamento fracionado ou segmentado 

É um erro considerar apenas uma parte dos tributos, ou de forma isolada, e não a carga tributária total. 

Portanto, o mais indicado é ter todos os tributos e suas derivações mapeados e identificados. Todas as possibilidades de sua operação precisam estar detalhadas e alinhadas com as estratégias tributárias, afinal de contas, temos a maior carga tributária da América Latina e uma das maiores do mundo

5. Não monitorar os resultados do planejamento

Definir e aplicar a estratégia não é o último passo para o sucesso do planejamento. Muito pelo contrário. É apenas o começo de uma longa jornada. 

Ainda haverá todo um trabalho de acompanhamento e mensuração do efetivo resultado de toda a estratégia traçada. Aqui, é preciso que a equipe responsável pela elaboração também esteja apta a monitorar todos os processos para efetivação e continuidade do planejamento.

Nesse contexto, todas as questões legislativas devem ser avaliadas periodicamente, para não haver surpresas.  

O planejamento nunca será estático. As leis e obrigações mudam frequentemente. Ou seja, você precisa estar sempre monitorando e reavaliando a estratégia traçada para se beneficiar sempre – ou, ao menos, não se prejudicar.

6. Não projetar o crescimento real da sua empresa

O crescimento que sua empresa pode ter  – ou a falta dele –  deve ser calculado com as melhores ferramentas disponíveis ao seu alcance, de forma a não cair em estimações e expectativas que possam fazer o seu planejamento tributário resultar em uma mudança que não tenha retorno e gere prejuízo.

Claro que projeção nunca é algo 100% concreto. Por este motivo, o mais indicado é trabalhar com, ao menos, três cenários de projeção: o pessimista, o comum/normal e o otimista. E trabalhe com as probabilidades de concretização dos cenários, avaliando qual apresenta maior probabilidade de  se concretizar.

7. Tentar liquidar as dívidas tributárias de uma única 

Frequentemente, o Governo disponibiliza novas possibilidades para que os contribuintes possam realizar os pagamentos de pendências fiscais, pois, para o governo, convém que sejam realizados de alguma forma, mesmo que parcelado, de maneira que as empresas não corram o risco de fechar.

Utilizar o caixa disponível da sua empresa para quitar dívidas tributárias ao invés de investir e na operação do seu negócio pode ser muito custoso. Esta é uma questão que exige muita cautela para que não seja tomada nenhuma decisão precipitada que vá descapitalizar sua empresa.

Atualmente, existe a possibilidade de fazer o parcelamento das dívidas, inclusive pela internet, através do site da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o que permite enfrentar as responsabilidades fiscais sem correr o risco de falência.

Esteja atento ao Planejamento Tributário da sua empresa 

A empresa que não observar esses 7 itens, estará mascarando um resultado financeiro ruim. 

Além disso, o sinal de alerta para o gestor é que ele pode até acreditar que estar em conformidade com o Fisco, mas, na verdade, está perdendo valor de caixa e, provavelmente, não terá um resultado eficiente. 

Outro aspecto importante é a possibilidade  de a empresa ficar totalmente desprotegida e vulnerável a riscos.

Por outro lado, quem estiver atento e conseguir ficar longe desses desvios, terá como maior benefício a otimização dos custos.

A economia gerada por meio de uma gestão eficiente de tributos permite a empresa investir em suas operações estratégicas.

Por fim, engana-se quem acredita que planejamento tributário é um olhar aguçado para a área fiscal. Na verdade, ele é parte fundamental da estratégia de negócio das empresas.

Nós da Segato somos apaixonados pela gestão contábil e fiscal voltada para planejamento tributário. Entre em contato conosco para maiores detalhes sobre o planejamento estratégico, redução de custos e crescimento da sua empresa e veja como podemos ajudar!

orçamento empresarial

Os maiores erros cometidos no Orçamento Empresarial

Qualquer tipo de empresa, independentemente do porte e segmento de atuação, precisa contar com um orçamento empresarial consistente.

Com ele, é possível responder perguntas como:

  • Qual a expectativa de faturamento para o próximo ano?
  • Qual a projeção de custos e despesas operacionais?
  • O lucro dos próximos 3 anos permitirá realizar investimentos substanciais?

Sem o orçamento empresarial, as decisões passam a ser tomadas sem embasamento, ou seja, com base em achismos e suposições. O orçamento empresarial está diretamente ligado com o planejamento estratégico do negócio.

Mas afinal, o que é orçamento empresarial e quais os erros mais comuns que as empresas cometem ao organizá-lo? São essas questões que abordaremos a seguir. Boa leitura!

O que é orçamento empresarial?

É a ação de planejar e estimar despesas, ganhos e investimentos que a organização terá nos próximos anos. A estimativa costuma ser de 1 a 3 anos, mas, dependendo do segmento de atuação, o orçamento empresarial pode chegar a 10 anos – como é o caso de empresas de exploração e concessão.

A importância de adotar essa estratégia é a possibilidade de estabelecer metas e objetivos de forma mais consistente, partindo de uma análise real do cenário.

Consequentemente, permite acompanhar e comparar resultados, promovendo ações e medidas corretivas ou preventivas, conforme forem surgindo as necessidades de ajustar o rumo.

Apesar do conceito de orçamento empresarial não ser novo, ainda há muitas empresas que não o fazem de forma adequada. Dependendo do erro, os resultados da empresa podem ser impactados de forma significativa.

Quais são os maiores erros cometidos no orçamento empresarial? 

1 – Não reconhecer a importância do orçamento empresarial

Esse certamente é um dos erros mais críticos, pois faz com que muitas empresas simplesmente não façam uma organização financeira.

É preciso ter em mente que o orçamento empresarial é um fator-chave para um negócio bem-estruturado. Tomar decisões na base do “eu acho que é bom” ou “pode ser que dê certo” pode causar sérios danos ao negócio.

Logo, essa ação deve ser incorporada à rotina das empresas para ser possível tomar decisões baseado em dados e fatos. 

2 – Não conhecer as despesas

É difícil de acreditar, mas muito gestores não sabem ao certo os gastos fixos e variáveis da empresa. Consequentemente, não conseguem determinar quanto de capital é preciso obter para cobrir as despesas e ainda lucrar.

Uma forma de tornar esse controle mais eficiente é contar com um software de gestão financeira que consiga integrar os dados corporativos. Permitindo, assim, ter acesso a todas essas despesas – por menores que elas sejam.

3 – Focar na forma e não no conteúdo

Outro erro comum na criação do orçamento empresarial é dedicar muito tempo bolando planilhas, relatórios e gráficos coloridos e detalhados. Deixando de lado a função real dessa estratégia, que é o de obter dados precisos e realizar projeções a partir deles.

Lembre-se que, apesar da parte visual também ser importante, a informação é muito mais. Se elas estão incompletas ou erradas, a ferramenta não permitirá o entendimento do cenário financeiro. 

4 – Misturar contas pessoais com as da empresa

Em muitas empresas, ainda é possível ver os proprietários misturando as contas da pessoa física com a jurídica. Isso significa que retiram dinheiro de caixa para quitar despesas pessoais.

Essa ação acaba prejudicando o controle das contas, o fluxo de caixa e a entrada e saída de dinheiro – especialmente quando ela não é contabilizada. 

Consequentemente, fica difícil organizar o orçamento empresarial, tendo em vista que não é possível obter os dados com precisão.

Fique atento aos dados que devem constar no orçamento empresarial

Devido a importância que essa ação possui no planejamento financeiro a curto e longo prazo, é preciso ficar atento a todas as informações que precisam ser adicionadas.

Assim, oriente sua equipe para que organizem melhor os dados empresariais, a fim de evitar erros que podem prejudicar no resultado do negócio.

Esse artigo foi útil para você? Acesse a nossa Central Educativa e confira outros conteúdos para melhorar a contabilidade da sua empresa!

auditoria fiscal e tributária

Auditoria Fiscal e Tributária: por que sua empresa precisa dela?

A carga tributária representa um dos principais custos das empresas no Brasil. A quantidade de tributos somada às frequentes alterações e à complexidade da legislação fiscal transformar o país em um intrincado labirinto, o que reforça a necessidade de um atento e criterioso planejamento tributário. E ainda, no meio de todo esse labirinto, as empresas acabam pagando impostos indevidos.

É preciso, portanto, não só definir uma estratégia precisa para proteger e blindar sua empresa perante ao fisco, mas também utilizar-se desta questão para que, dentro da legalidade, seja possível se beneficiar com opções tributárias que reduzirão a pesada carga e trarão resultados econômicos para a empresa.

Por que realizar uma auditoria tributária?

A auditoria tributária, também chamada de auditoria fiscal, tem como objetivo principal analisar se todas as obrigações tributárias estão sendo seguidas de forma correta pela empresa. 

De forma simples e direta, pode-se dizer que a auditoria tributária proporcionará ao empresário e diretores um parecer e uma posição sobre as práticas adotadas pela empresa. O objetivo da auditoria tributária é examinar e avaliar a eficiência e a eficácia dos procedimentos e controles adotados para a operação, o pagamento e a recuperação de impostos e qualquer outro ônus de natureza fiscal e/ou tributária que incida sobre as operações da empresa.

Dessa forma, a auditoria tributária serve para assegurar às pessoas interessadas de que a empresa está em conformidade e analisar se há melhores caminhos ou práticas – tanto para a proteção da empresa perante ao fisco, quanto para o melhor planejamento tributário.

Por que minha empresa deveria realizar uma auditoria tributária?

Simplesmente pelo fato de que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 95% das empresas no Brasil pagam impostos indevidamente – ou deixam de entregar suas obrigações acessórias da forma correta.

No competitivo mundo empresarial, em que cada empresa busca de alguma forma obter diferenciais para ter êxito em seus negócios e atingir os resultados esperados, as informações geradas pela contabilidade são uma possibilidade de encontrar a diferenciação e oferece estratégias inovadoras e de impacto no dia a dia de sua empresa.

Nesse sentido, as empresas, de qualquer porte ou segmento, devem buscar o auxílio da auditoria, a fim de identificar possíveis contingências nos registros contábeis que estejam inviabilizando a continuidade e o crescimento dos negócios.

As 4 principais vantagens de se realizar uma auditoria tributária

1. Controle interno

A auditoria tributária deve, acima de tudo, ser vista como uma ferramenta de controle interno. É responsabilidade do gestor ter consciência e controle das obrigações fiscais e tributárias da empresa, e somente por meio da auditoria, será realmente capaz de responder pela segurança e proteção do negócio – ou seja, se a empresa está em compliance tributário.

2. Recuperação de impostos

Por descuido da gestão tributária ou falta de informação, muitas empresas acabam pagando mais impostos do que deviam. Como mencionado no tópico anterior, cerca de 95% das empresas pagam impostos de forma indevida. No entanto, esses impostos pagos indevidamente podem ser recuperados. Para isso acontecer, é preciso que a auditoria identifique e rastreie esses valores para que seja possível reavê-los.

3. Riscos tributários

Com a análise da auditoria, a possibilidade de consulta e um planejamento consistente e profissional, você elimina da sua empresa a vulnerabilidade aos riscos de passivos tributários, que podem causar transtornos e impedir a continuidade da empresa.

4. Controle de processos legais

A empresa poderá ter melhor conhecimento do andamento de processos legais e entender como lidar com esses processos para que eles tenham um encaminhamento adequado e não causem mais problemas.

De forma resumida, a auditoria tributária é uma das principais formas de organizar o planejamento da sua empresa. Se você quer se manter atualizado quanto às principais ferramentas que podem ajudá-lo, entre em contato com nossos consultores. A Segato tem vasta expertise na área de Auditoria, principalmente voltada à parte fiscal-tributária.

Faça auditoria fiscal e tributária!

A auditoria fiscal e tributária é uma excelente ferramenta de controle interno, a qual possibilita ainda que impostos indevidamente pagos sejam revisados, a fim de tomar as devidas providências. 

Além da análise de riscos e controle de processos legais essa auditoria verifica se todas as obrigações tributárias estão sendo cumpridas de forma adequada pela empresa.

Agora que você já sabe quais são os principais motivos que tornam a auditoria fiscal e tributária tão importante no cenário empresarial,  não deixe para buscar realizá-la depois. Entre em contato conosco e tire todas as suas dúvidas sobre essa auditoria.

riscos tributários

Como Proteger sua Empresa dos Riscos Tributários?

Quem já trabalha com aspectos relacionados à gestão e operação corporativa sabe bem como a legislação fiscal pode ser complexa e burocrática. Além disso, todo negócio envolve riscos. 

Portanto, adotar uma postura para mitigar riscos tributários é algo indispensável para o fluxo das atividades em qualquer empresa, de qualquer porte.

A alta e complexa carga tributária do Brasil dificulta a gestão das empresas. 

A prova de tudo isso é que, além do próprio pagamento dos impostos, o contribuinte precisa atender a diversas obrigações acessórias, desde as mais tradicionais, como a escrituração de registros contábeis, até as mais complexas, como as declarações eletrônicas dos SPED’s (Sistema Público de Escrituração Digital).

Em todos os casos, a gestão tributária precisa ser prioridade para os gestores, pois, quando feita de forma ineficiente, pode prejudicar a operação de uma empresa. 

Grandes empresas já faliram por não atribuir a devida importância ao cumprimento de suas obrigações fiscais.

Riscos tributários

Na prática, os riscos tributários estão relacionados a todos os processos internos de uma empresa que são executados em desconformidade com o que determina a legislação tributária. Ou seja, é a atuação empresarial deficiente, em que não se dá a devida atenção ao cumprimento correto das obrigações — sejam elas principais ou acessórias.

Na maioria dos casos, os riscos tributários se originam da falta de organização do contribuinte. A ausência de controle sobre as movimentações e a falta de documentação das atividades, por exemplo, figuram como causas comuns dos riscos. Isso pode criar diversos problemas, como pagamentos de imposto em valor menor, confusão operacional e superavaliação patrimonial, abrindo margem para que a fiscalização lavre autuações, multas e até ingresse com medidas judiciais contra o contribuinte.

Os principais riscos de uma gestão tributária ineficiente, na qual não há o controle, organização e expertise necessária, são:

  • Pagamento incorreto de tributos;
  • Falta de controle de pagamentos dos impostos;
  • Endividamento desnecessário;
  • Regime Tributário incorreto;

Entretanto, além dos riscos tributários advindos de falta de controle ou erros internos, é válido ter noção dos principais riscos tributários:

  • Distribuição disfarçada de lucro;
  • Confusão entre patrimônio pessoal e empresarial;
  • Desconsideração de operações;
  • Planejamento tributário abusivo e evasivo;
  • Sonegação fiscal;

Passivos fiscais e penalidades aplicadas

A multa e os juros são aplicáveis na maior parte dos casos em que ocorre atraso, falta de controle interno ou apresentação das declarações

Porém, as situações elencadas acima são passíveis de penalização bem mais severa pelo fisco, sobretudo quando o assunto é sonegação fiscal ou distribuição disfarçada de lucro

Nesse cenário, os riscos fiscais podem indicar desconsideração da personalidade jurídica da empresa, multa direta aos representantes e gestores e até mesmo criminalização das condutas – trazendo passivos ocultos de ordem tributária inimagináveis e incomensuráveis para a empresa.

Gerenciamento dos riscos

Por parte dos gestores da empresa, é imprescindível uma conduta conservadora diante de tantos riscos tributários. É necessária uma postura de proteção e acima de tudo de blindagem perante a situações como essa. 

O controle das demonstrações contábeis e dos demais registros fiscais devem sempre ser acompanhados de perto, de modo a garantir o nível de excelência, blindagem e proteção da companhia.

Os métodos para gerenciamento de riscos tributários são:

  • Planejamento tributário e auditoria fiscal recorrentes e frequentes.
  • Controle das provisões financeiras;
  • Atualização constante da legislação tributária;
  • Sistema tecnológico bem parametrizado;

Como se proteger dos Riscos e de Passivos Tributários?

A solução é terceirizar a contabilidade, contratando uma empresa especializada, a qual detém o aparato necessário e os profissionais preparados para gerir as questões tributárias da empresa, eliminando eventuais riscos a partir de uma contabilidade moderna e consultiva.

Este suporte, além disso, pode ser estendido para os casos em que a empresa busca um novo projeto, mas não entende como funciona a tributação nessas situações e cenário. Certamente, é uma garantia mais que necessária para a redução de custos e de riscos tributários.

E então, leitor? O que achou deste artigo? Entre em contato com a Segato e proteja 100% do seu patrimônio, mitigando os riscos e se livrando de passivos fiscais e tributários.

saúde financeira

Pensar na saúde financeira da sua empresa pode fazer toda a diferença

Como está sua saúde? Rapidamente, você é capaz de responder a essa pergunta e até poderá apresentar um relato identificando se ela vai bem ou mal. 

No caso de não estar bem, você, preocupado, buscará ajuda médica e, a depender do diagnóstico, o especialista indicará os tratamentos necessários, falará se você terá que tomar alguma medicação, fazer uma cirurgia ou até mesmo ficar internado na UTI. Certamente, você está demonstrando um bom sinal ao estar cuidando da sua saúde.

Agora responda: como está a saúde financeira de sua empresa, ou, se preferir, dos seus negócios?

Em alguns casos, a resposta não surge tão rapidamente, como na primeira questão, quando a pergunta era relacionada a sua saúde. Você precisa de um tempo para pensar. Por que essa demora ocorre?

Será que você não é capaz de respondê-la? E se a saúde financeira de seu empreendimento estiver precisando de um tratamento emergencial, em uma situação na qual cada minuto vale muito? E se a operação deste tratamento for constatada tarde demais? Haverá algo ainda a ser feito?

Preocupe-se com o teor de sua resposta, bem como com o tempo que leva para formulá-la.

Trabalhar bem com os números é questão fundamental, de sobrevivência pura, para qualquer tipo de negócio ou seguimento na conjuntura empresarial.

Antes de tomar qualquer decisão em sua empresa, consulte os números. O resultado obtido através de uma boa interpretação deles poderá apontar, exatamente, o que fazer. 

Como por exemplo: a conclusão de seguir adiante com a ideia de investimento, postergá-la, ou, dependendo do caso, abandoná-la em função de sua inviabilidade – por falta de caixa, por exemplo.

Quem não é capaz de operar dessa maneira pode estar enganando a si mesmo, pois observa apenas as receitas e desvia a atenção sobre os desembolsos. E aí é que mora o perigo!

Ater-se apenas aos sinais positivos não leva a lugar algum. Você precisa compreender todos os lados das movimentações financeiras ocorridas na sua empresa, principalmente aquelas mais discretas e que, aparentemente (apenas aparentemente), parecem pouco representar. 

Portanto, o faturamento de cada mês precisa ser controlado e dimensionado para suprir exatamente as necessidades e características do negócio.

O fluxo de caixa funciona como um termômetro. Ele tem condições de indicar se a empresa pode assumir ou não compromissos, podendo ir mais além, mostrando quando terá condições de honrá-los. Dê atenção diária a esta importante ferramenta gerencial.

Sua empresa tem um fluxo de caixa? Você conhece a sua utilidade e sabe usá-lo corretamente para auxiliar nas suas decisões?

Tenha bem definido que administrar um empreendimento NÃO é “SÓ” vender e receber. Administrar não é também só gerenciar pessoas e recursos de produção. Não é só fazer mais com menos. Nem é só planejar, organizar, dirigir e controlar. Neste conceito, encontra-se espaço para o tratamento dos recursos financeiros da empresa. 

  • Você já parou para analisar as variações do faturamento de sua empresa no decorrer dos meses? 
  • Você tem condições de explicar, ao menos, os motivos destas ocorrências e o que você vem fazendo para trabalhar melhor estas oscilações?

Dedique uma atenção maior às informações financeiras. Discuta e faça projeções através da construção de cenários, arquitetando o futuro financeiro de sua empresa. Veja se não há “furos” no seu fluxo de caixa.

Procure identificar e compreender, mais e melhor, os termos e aplicações dos:

  • Custos fixos, variáveis e semivariáveis; 
  • Ponto de equilíbrio; 
  • Lucro desejado; 
  • Margem de contribuição e do lucro potencial;

Faça a projeção de resultados e atenha-se aos desvios, que, porventura, possam ocorrer. Compare o orçado com o realizado. Trabalhe para chegar à condição de poder avaliar, com o maior grau de certeza, a rentabilidade dos seus negócios. Não se esqueça de criar relatórios e indicadores financeiros.

Substitua as análises reativas, que tradicionalmente são feitas depois que os acontecimentos consumam-se, por análises ativas, que são providenciadas antes dos acontecimentos. Faça o teste, note e desfrute da diferença nos resultados.

A partir de agora, incorpore a saúde financeira de sua empresa em todas as operações de planejamento que pretenda executar. Se precisar de auxílio neste trabalho, fale com os “médicos do bolso” da Segato! Certamente poderemos recomendar vários caminhos a serem seguidos para diversos pontos de melhoria.

Indicadores: Avalie, reflita e melhore sua empresa 

É prática recorrente fazer reflexão sobre o rumo que está sendo atribuído para a sua empresa. O planejamento estratégico não deve nunca ser estático ou único. 

O planejamento pode e deve se alterar conforme os resultados – ou a falta deles – forem surgindo. Devemos refletir de uma maneira ampla e bem crítica, analisando as conquistas e perdas que tivemos, acertos e erros, enfim, o que fizemos e o que deixamos ou não conseguimos realizar.

É importante essa autoavaliação, principalmente para quem deseja construir grandes realizações. Nos dias de hoje, a empresa é marcada por muitas oscilações, ou, se preferir, altos e baixos

Portanto, é preciso, saber quais foram as dificuldades e informações que influenciam nos seus negócios. Como sugestão, propomos alguns indicadores úteis de gestão, mantendo uma visão orientada pela análise de sua empresa, respondendo às questões que seguem: 

  • O mercado em que atua apresentou crescimento, ficou estável ou retraiu?
  • Qual a participação e atratividade da sua empresa neste mercado?
  • Quais as oportunidades que surgiram e quantas não foram aproveitadas?
  • Quantos clientes novos foram conquistados e quantos foram perdidos? 
  • Qual a posição dos concorrentes e as vantagens e desvantagens competitivas que a sua empresa apresenta diante deles?
  • Qual o custo de um cliente e quanto ele gerou de valor para a sua empresa?
  • Quais parcerias foram desenvolvidas e o que elas ofereceram para agregar valor aos negócios da sua empresa?
  • A estrutura organizacional da sua empresa mostrou-se dinâmica, com flexibilidade para adaptar-se às mudanças, mantendo agilidade e eficácia?
  • Quantos funcionários foram contratados e quantos foram demitidos? 
  • Quanto cada funcionário proporcionou de resultado?
  • O foco da empresa esteve centrado em sua atividade fim, ou houve dispersão de energia em tentativa de exploração de outros mercados?
  • Quais investimentos foram feitos em capacitação e treinamento de funcionários, instalações, máquinas, equipamentos, tecnologia, propaganda e publicidade?
  • Como a imagem da sua empresa foi vista pelos clientes?
  • Como estão os índices de satisfação e reclamação de seus clientes?

Estas respostas devem ser consideradas estratégicas para a elaboração de planos de ação, definindo o que será feito, por quem, quando, onde, como, por que e quais os investimentos serão necessários.

Quase sempre, todas essas respostas podem ser encontradas nos relatórios financeiros e nos indicadores de desempenho. Através deste diagnóstico, com expertise e competência, o gestor e os responsáveis deverão entender a necessidade de ajuste, mudança, investimento ou até mesmo de replanejar tudo do absoluto zero.

É preciso também ter muito cuidado para não ficar vangloriando os sucessos de ontem, como se o tempo não passasse. Viver do passado é outra posição muito arriscada. Substitua-o por ações presentes, mostre sua força e supere a vontade de desistir diante das dificuldades.

Portanto caso você, na qualidade de tomador de decisão do seu negócio, quiser ter um diferencial competitivo, pense financeiramente sua empresa. Lembre-se de que você é o gestor do seu negócio e deixar as coisas acontecerem involuntariamente, ajustando-se a elas, é muito arriscado. Nós da Segato temos como missão pensar financeiramente os negócios de nossos clientes e projetos. Entre em contato com um de nossos consultores para maiores detalhes!

holding familiar

O que é uma holding familiar?

O termo “holding” vem do inglês “to hold”, que pode ser traduzido como manter. Trazendo para o mundo dos negócios, a palavra é utilizada para descrever uma organização criada para adquirir participações societárias em outras empresas – como cotista ou acionista.

Uma holding pode ser pura, visando unicamente ter participação em outras sociedades, ou mista, quando também existe objetivo operacional com fins lucrativos.

O holding familiar é um dos vários tipos de holding possíveis de serem criados. E é sobre ele que falaremos neste conteúdo. Boa leitura!

O que é uma holding familiar?

Trata-se de um conceito de entidade jurídico que foi criado para controlar o patrimônio de pessoas físicas que fazem parte de uma mesma família. Em outras palavras, é uma sociedade composta por membros da família responsável por gerenciar e administrar o patrimônio, seja participações em outras empresas, imóveis e diversos outros tipos de investimentos.

No momento em que a sociedade é constituída, todos os bens do grupo são integralizados no capital social da holding familiar. Depois disso, são criadas as ações ou quotas sociais, bem como as cláusulas restritivas para evitar que a empresa seja alienada e penhorada, por exemplo.

O principal objetivo da holding familiar é proteger e blindar os ativos já conquistados pela família, especialmente em caso de dívidas futuras e outros fatores que podem levar à perda do patrimônio.

As vantagens desse tipo de holding não param por aí. Falaremos mais sobre isso a seguir, confira!

Quais são os benefícios da holding familiar?

A holding familiar conta com 4 principais benefícios. São eles:

1. Planejamento financeiro

Ao concentrar o patrimônio da família, o objetivo é manter a harmonia nas finanças, bem como facilitar a gestão coletiva e delinear a participação de cada membro na sociedade. Com essas informações claras, é possível estabelecer uma política de investimentos e distribuição de lucros.

É preciso, porém, ter um planejamento orçamentário bem elaborado, especialmente quando há muitas pessoas envolvidas na holding familiar. Caso contrário, a saúde do negócio pode ficar prejudicada.

2. Planejamento tributário

Uma das principais vantagens da holding familiar é o fato de contar com incentivos fiscais através da redução da carga tributária. Isso ocorre porque o seu capital social é constituído pelos bens das pessoas físicas e participações societárias.

Uma vez que os tributos são menores, os lucros são maiores. Além disso, os valores divididos entre os sócios são isentos de Imposto de Renda – o que torna essa modalidade ainda mais lucrativa.

3. Perpetuação do patrimônio

Uma holding familiar, se operada adequadamente, conta com um conjunto de ações que defendem o patrimônio pessoal contra contingências externas.

Inclusive, ela conta com uma espécie de blindagem dos bens em caso de separação litigiosa, divórcio ou união estável em paralelo a casamentos formais.

4. Planejamento sucessório

Outra vantagem da holding familiar diz respeito à sucessão de bens, que é muito mais fácil e menos burocrática. Para isso, porém, é preciso que as regras estejam estabelecidas no contrato social.

As quotas ou ações podem ser doadas em favor dos sucessores com reserva de usufruto, por exemplo. Isso elimina a necessidade de inventário ou partilha – que, além de estressante, pode afetar o desenvolvimento da empresa.  

Será que vale a pena ter uma holding familiar?

Os benefícios desse tipo de holding são diversos, especialmente no que diz respeito à centralização do patrimônio familiar, facilitando a gestão coletiva. Na Segato, temos diversos cases de sucesso de famílias e empresários que concentraram seus patrimônios e investimentos em holdings e hoje desfrutam de otimização de recursos financeiros, segurança, proteção do patrimônio e melhor planejamento tributário visando a economia de impostos. 

Por se tratar de um assunto amplo e complexo, é necessário abordar outros aspectos importantes sobre ele em outros conteúdos aqui na nossa Central Educativa. Desta forma, você se sentirá mais seguro para aderir – ou não – a essa modalidade!

Aguarde nossas próximas publicações!

indicadores financeiros

Saiba o que são indicadores financeiros e qual a importância deles

Quem é dono de empresa sabe que é essencial avaliar com frequência o desempenho do negócio. Para isso, existe uma série de indicadores financeiros que permitem entender o cenário atual e, principalmente, prever as próximas ações com base  em dados e fatos.

Mas o que são indicadores financeiros? 

São dados obtidos através de demonstrativos que medem os resultados e o desempenho do negócio. Eles auxiliam na avaliação da performance organizacional, permitindo uma tomada de decisão mais certeira.  

Neste conteúdo, mostraremos quais indicadores devem ser controlados por uma empresa e porque é tão importante ter acesso a essas informações. Boa leitura!

Qual a importância dos indicadores financeiros?

Eles permitem que os gestores comparem resultados anteriores com atuais e, a partir disso, desenvolvam estratégias claras e definam um plano de ação para o futuro.

No caso, facilitam a tomada de decisões fundamentadas em informações precisas sobre o negócio – ao invés de executar ações baseadas em suposições ou achismos.

Através dos indicadores financeiros, é possível ter em mãos dados precisos e reais sobre o negócio. Eles permitem identificar falhas de gestão, avaliar o uso de recursos e despesas desnecessárias e, ainda, controlar tudo que entra e sai, visando o equilíbrio de gastos.

Logo, pode-se dizer que eles são imprescindíveis para qualquer empresário que deseja obter sucesso no seu negócio.

Conheça os 6 principais indicadores financeiros

Existem vários indicadores que auxiliam na gestão organizacional. Selecionamos os mais importantes a seguir:

1. Fluxo de caixa

É o indicador que mostra a movimentação financeira em um período específico, ou seja, o que entrou e saiu do caixa. Essa ferramenta permite analisar os resultados e ao mesmo tempo fazer estimativas futuras.

O objetivo de analisar o fluxo de caixa é entender se as atividades estão gerando receita suficiente para cumprir com todas as obrigações financeiras. No momento em que permite ter uma visão aprofundada da saúde do negócio, facilita o entendimento sobre os lucros e permite planejar novos investimentos.

2. Indicador de liquidez

Mede a capacidade do negócio de cumprir suas obrigações financeiras atuais com os ativos existentes, sem depender de novas vendas. O seu cálculo é simples:

  • (Valor em caixa + contas a receber) / passivo circulante

Veja um exemplo para facilitar o entendimento!

Suponha que você possui R$ 10 mil em caixa, R$ 5 mil em contas a receber e R$ 3 mil de passivo circulante. A conta ficaria assim:

  • (R$ 10.000 + R$ 5.000) / R$ 3.000 = R$ 5,00

Então você possui R$ 5,00 em ativos para cada R$ 1,00 de passivo, ou seja, conta com o suficiente para arcar com suas responsabilidades.

3. Margem de lucro bruto

Considerado um dos principais indicadores financeiros para pequenas empresas, ela mede, em porcentagem, a quantidade de dinheiro obtido após subtrair o custo com as mercadorias vendidas.

Se o seu índice é de 50%, significa que, a cada R$ 1,00 vendido, R$ 0,50 é de lucro e os R$ 0,50 restantes servem para cobrir os custos com o produto.

A margem de lucro bruto varia conforme o modelo de negócio, porém, para ser considerado saudável, o ideal é que fique acima de 25%.

4. Resultado Operacional de Caixa

Consiste no resultado que a operação da empresa gera sem levar em consideração fatores como retirada de sócios e empréstimo. 

Esse indicador é importante porque fatores não-operacionais podem maquiar os resultados, dando a entender que a empresa está melhor do que efetivamente está.

5. Capital de giro

Trata-se do dinheiro que se tem a disposição após subtrair todos os passivos da empresa. Ele é considerado como uma espécie de reserva de recursos, podendo ser utilizado para cobrir necessidades financeiras a longo prazo.

Esse indicador demonstra até que ponto os ativos disponíveis cobrem os passivos – sem a necessidade de mexer nesse valor reserva.

6. Resultado líquido

É o famoso lucro no final do mês. Porém, esse indicador não significa que está sobrando dinheiro, afinal ele não leva em consideração dados como:

  • Empréstimo;
  • Estoque não vendido;
  • Compras de imobilizados;
  • Retiradas de sócios.

Controle os seus indicadores financeiros!

Existem vários indicadores financeiros que permitem ter uma noção melhor do negócio, avaliando se ele está obtendo lucro ou se é preciso tomar medidas para promover resultados mais satisfatórios.

Através dos indicadores financeiros e sua completa análise, é possível identificar:

1 – Se há necessidade de contrair empréstimos;

2 – Capacidade de honrar com as obrigações e dívidas com terceiros;

3 – Para onde está sendo destinado o lucro;

4 – Quanto mais informações você tiver, maiores são as chances de tomar decisões assertivas e, portanto, obter sucesso.Quer ler mais conteúdos como esse? Acesse a nossa Central Educativa!

para que serve fluxo de caixa

Para que serve fluxo de caixa?

A organização financeira é essencial em qualquer negócio. Nesse cenário, é importante entender o que é e para que serve o fluxo de caixa, pois essa ferramenta ajuda a dominar a real situação da empresa.

Fluxo de caixa é um instrumento básico de planejamento e controle do que entra e sai de dinheiro. Ele permite apurar e projetar o saldo disponível para que haja sempre capital de giro. Isso permite realizar aplicações ou mesmo quitar eventuais gastos.

Neste artigo, vamos mostrar para que serve o fluxo de caixa e como fazer o seu. Boa leitura!

O que é fluxo de caixa?

Trata-se de uma ferramenta que permite acompanhar o movimento de entradas e saídas do caixa de uma empresa. Para que ele seja eficiente, é importante registrar todos os ganhos e gastos, por menores que sejam. Isso deve ser feito de forma detalhada, com o maior grau de assertividade possível.

Algumas empresas realizam esse cadastro de forma manual, em uma agenda ou caderno. Porém, já existem ferramentas simples, como programas de gestão e planilhas eletrônicas, que automatizam esse processo, tornando-o mais organizado, ágil e seguro.

Devem ser registrados:

  1. Valores recebidos, como as vendas à vista e a prazo e os recebimentos de duplicatas;
  2. Pagamentos, sejam as compras realizadas à vista ou a prazo, os pagamentos de despesas e de duplicatas;
  3. Previstos, incluindo os últimos pagamentos e recebimentos que a empresa prevê que irá realizar.

O resultado do fluxo de caixa é o saldo disponível – seja em caixa ou no banco -, fruto da diferença entre o valor total recebido e os pagamentos realizado em um determinado período.

A partir desse levantamento, o empresário obtém uma base de dados rica, servindo de subsídio para as tomadas de decisões. Isso porque, ao realizar o fluxo de caixa, é possível ter uma visão mais ampla e precisa sobre o momento financeiro do negócio.

A estrutura do fluxo de caixa, bem como sua periodicidade, varia de acordo com a natureza do negócio e as necessidades de gestão. Porém, é necessário realizar em qualquer situação, para evitar visões distorcidas da realidade.

Para que serve o fluxo de caixa?

Ao elaborar esse relatório, o empresário consegue ter uma visão ampla do presente e do futuro do negócio. Isso porque trata-se de uma ferramenta para avaliar a disponibilidade de caixa e a liquidez da empresa.

Desta forma, permite realizar previsões de investimentos e antecipar decisões importantes, como:

  1. Reduzir as despesas antes que o lucro seja comprometido;
  2. Planejar ou adiar novos investimentos;
  3. Negociar prazos junto a fornecedores.

Esse instrumento fornece diversas outras vantagens a empresários e gestores. As principais são:

  • Prever, planejar e controlar os valores que irão entrar e sair em um período de tempo específico;
  • Avaliar se o que irá entrar será suficiente para cobrir os gastos assumidos e previstos em caixa;
  • Antecipar ações e decisões em caso de falta ou sobra de dinheiro;
  • Descobrir se o negócio está saudável, ou seja, se está trabalhando com folga ou aperto financeiro;
  • Obter conteúdo para ajustar o preço de venda de determinado produto ou serviço – seja para mais ou para menos;
  • Confirmar se os recursos financeiros em caixa são suficientes para que o negócio se mantenha estável ou se é necessário buscar dinheiro extra, como empréstimos;
  • Avaliar a possibilidade e/ou necessidade de realizar liquidações e promoções para reduzir o estoque e reaver o que foi investido.

Além disso, gera questionamentos, como o motivo que levou a obter determinados números. Ou seja: quais medidas foram tomadas para chegar a um determinado resultado. A partir daí é possível modificar os processos necessários para que o fluxo de caixa seja positivo.

Logo, pode-se dizer que, por permitir uma análise precisa e periódica do cenário financeiro, o fluxo de caixa serve para realizar um planejamento orçamentário e, assim, garantir a saúde do negócio.

Realize o seu fluxo de caixa com frequência!

O fluxo de caixa é uma ferramenta que permite entender a realidade financeira de uma empresa para que, a partir daí, sejam adotadas as medidas necessárias para se chegar a resultados positivos.

Com esse instrumento, é possível visualizar tudo o que é gasto e recebido em um dia, semana ou mês, assim como ter uma previsão do que irá entrar e sair em um determinado espaço de tempo.

Agora que você já sabe para que serve o fluxo de caixa, comece desde já a organizar o seu. Caso precise de ajuda, entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas!

como calcular o preço de venda

Como funciona a formação do preço de venda?

A formação do preço de venda é um processo que, se realizado de forma adequada, oferece benefícios para os negócios e também para seus clientes. Ele consiste em definir um valor para um produto ou serviço na hora de lançá-lo ou por uma necessidade de adequação ao cenário econômico.

Para realizar a formação do preço de venda, é essencial que o empresário largue mão de suposições ou achismos. Um valor justo deve ser definido baseando-se nos custos da empresa, na realidade do mercado e no lucro que se espera ganhar.

Nesse artigo, mostraremos como definir um preço de venda que seja adequado aos seus custos e atraente aos seus clientes. Boa leitura!

Como definir o preço de venda?

Para a formação de preço de venda é preciso levar em consideração alguns fatores. Deve-se analisar, por exemplo, qual foi o investimento realizado para criar e disponibilizar determinada mercadoria ou para permitir que o serviço seja executado.

Nesse cenário, é preciso levar em consideração alguns dados, como:

  • Custos de produção;
  • Salários dos funcionários, em especial aqueles envolvidos nesse processo, como vendedores e desenvolvedores;
  • Despesas fixas e variáveis, incluindo aluguel do imóvel, luz e comissões.

A dificuldade em relação à formação do preço de venda está justamente em encontrar o equilíbrio entre todos esses custos sem tornar o valor do produto abusivo ou muito acima do praticado no mercado.

Isso significa que o preço de venda deve cobrir os investimentos realizados, para que a empresa não fique no prejuízo, e, ao mesmo tempo, ser justo para o consumidor.

Por este motivo, é preciso incluir outros fatores no momento do cálculo, como a realidade do público-alvo do produto ou serviço. Além disso, deve-se levar em consideração eventuais descontos a serem concedidos no momento do lançamento ou em datas especiais ao longo do ano, por exemplo.

Outra maneira de realizar a formação do preço de venda é baseando-se no mercado e avaliando como a concorrência está atuando. Dessa forma, o que está sendo oferecido pela empresa não fica muito fora da realidade.

Porém, mesmo nesse caso, os custos de produção e entrega devem ser listados, pois, como dissemos, é preciso pensar no fluxo de caixa.

Suponha que, após toda essa análise, chegue a um preço de venda 15% acima do praticado no mercado. Como a competitividade é alta, é preciso ter algum diferencial palpável para que seja possível cobrar um preço acima da concorrência.

Existe, ainda, outras informações indispensáveis nesse processo, como a margem de lucro. Ela pode ser fixada por produto, por hora de serviço ou atividade ou, ainda, sob forma de percentual sobre as vendas. Isso, porém, cabe a cada empresa definir de acordo com os seus objetivos a longo prazo.

A importância de entender a formação do preço de venda

Não é uma tarefa fácil realizar o cálculo do preço de um produto ou serviço. É preciso analisar os custos envolvidos, se adequar às práticas de mercado e, ainda, adicionar o lucro esperado.

Porém, esse entendimento é necessário, tendo em vista que é ele que garantirá as vendas e os resultados do negócio.

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O que é EBITDA?

O que é EBITDA?

Quem é investidor, analista de mercado ou dono de empresa de capital aberto precisa saber o que é EBITDA e o potencial que tem para tornar sua atividade ainda mais eficiente.

A sigla EBITDA corresponde a Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, que pode ser traduzido de forma literal como “lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização”.

Trata-se de um indicador financeiro que permite entender com mais clareza os balanços da empresa. Ele auxilia, ainda, a descobrir o potencial da geração de caixa e a determinar a eficiência e evolução da produtividade nos últimos anos.

Descubra a seguir o que é EBITDA e para que ele serve. Aprenda também a realizar o seu cálculo com precisão. Boa leitura!

O que é EBITDA?

Conceitualmente, ele representa a geração operacional de caixa da empresa, ou seja, quanto de recurso a organização gera exclusivamente em suas atividades operacionais – sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos.

Somente em 2012 foram estabelecidos os parâmetros para uniformizar as informações utilizadas no cálculo do EBITDA. Antes disso, ele era realizado sem seguir um padrão, o que dificultava a análise e comparação dos dados pelo mercado. Afinal, cada empresa utilizava o método que considerava mais apropriado.

Com a criação das regras, a performance financeira se tornou mais confiável, permitindo que gestores, investidores e demais interessados pudessem conhecer os dados reais e compará-los com os concorrentes do mesmo segmento.

Logo, o EBITDA se tornou um número interessante para analisar a competitividade e a eficiência de uma organização. Especialmente porque permite comparar com a da concorrência, ano a ano. Isto se torna ainda mais real porque não há a interferência dos juros e impostos que cada empresa paga – visto que podem variar de acordo com o porte.

Para que serve o cálculo do EBITDA?

Embora alguns gestores utilizem apenas as informações de lucro e prejuízo para entender a realidade da empresa, esses dados não são suficientes para ter um panorama do desenvolvimento financeiro do negócio, tampouco para fazer projeções de crescimento.

Por este motivo, é essencial utilizar métodos que permitam avaliar a produtividade e a eficiência dos processos, e, assim, conhecer o potencial de lucratividade. É nesse cenário que o EBITDA ganha grande importância.

Como desconsidera variáveis complexas, como a tomada de financiamentos, ele ajuda a analisar a gestão de caixa, medindo com muito mais precisão a produtividade e eficiência do negócio. 

Com ele, é possível descobrir quanto a empresa está gerando através das suas atividades operacionais – excluindo investimentos financeiros, empréstimos e impostos.

Ao calcular o EBITDA, é possível entender com clareza a situação financeira da empresa e, através da comparação com a concorrência, avaliar a sua posição real no mercado. Consequentemente, ajuda no processo de tomada de decisão, pois permite entender se ela possui potencial de crescimento.

Por meio dele, é possível saber a origem dos recursos e seus possíveis ganhos ou em que ponto está resultando em prejuízo

Por exemplo, se o indicador EBITDA aumentar, é sinal que a empresa está sendo mais eficiente e produtiva. Caso ele diminua, há algo de errado no seu processo de crescimento que precisa ser avaliado.

Apesar de importante, esse não é o único indicador que deve ser utilizado no momento da tomada de decisão. Isso porque ele pode dar a falsa impressão de que a empresa possui liquidez – quando, na verdade, não é o que ocorre.

Logo, ele deve ser usado conjuntamente com outros instrumentos de análise, a fim de contar com outros dados essenciais, como:

  1. Lucro líquido;
  2. Evolução do faturamento;
  3. Custos;
  4. Endividamento;
  5. Lucro por ação.

Como calcular o EBITDA?

Agora que você já sabe o que é EBITDA, é hora de ver, na prática, como esse cálculo deve ser feito. A fórmula para se chegar a ele é a seguinte:

  • Lucro Operacional Antes do Imposto de Renda e Receitas / Despesas Financeiras + Depreciação + Amortização.

Logo, o primeiro passo consiste em descobrir qual o lucro operacional da empresa, que nada mais é do que o lucro gerado pela receita operacional líquida, descontando os custos e despesas comerciais, administrativas e operacionais.

Ao lucro operacional, é necessário somar a amortização e a depreciação, que estão incluídas nos custos e despesas específicas da operação. Por depreciação entende-se a perda produtiva gerada pela ação do tempo ou desgaste. Representa a perda desse valor para a empresa, e não o reembolso financeiro realizado de forma efetiva nesse período.

Veja um exemplo prático. Vamos supor que os dados sejam os seguintes:

  • Despesas com vendas: R$ 3.200,00;
  • Despesas administrativas: R$ 800,00;
  • Despesas gerais: R$ 1.400,00;
  • Depreciação: R$ 400,00;
  • Amortização: R$ 600,00;

A soma de todos esses valores irá gerar a despesa operacional, que neste caso é R$ 6.400,00.

Para calcular o lucro operacional líquido, a fórmula é a seguinte:

  • Receita operacional líquida – (custos das mercadorias vendidas (CMV) + despesas operacionais).

Imagine que a empresa possui receita líquida de R$ 25.000,00 e CMV de R$ 3.000,00. Para chegar ao valor, basta calcular:

  • R$ 25.000,00 – (3.000,00 + 6.400,00) = R$ 15.600,00.

Voltando à fórmula inicial que apresentamos, para obter o dado final do EBITDA, basta somar o lucro operacional líquido com as despesas com depreciação e amortização – mesmo que eles já tenham sido utilizados.

  • R$ 15.600,00 + R$ 400,00 + R$ 600,00 = R$ 16.600,00.

Logo, o EBITDA dessa empresa fictícia é R$ 16.600,00.

Calcule o EBITDA da sua empresa agora mesmo!

O EBITDA é um indicador financeiro que pode ser utilizado para entender melhor os resultados da empresa. Como não leva em consideração os efeitos dos financiamentos e demais decisões contábeis, permite medir com precisão a produtividade e eficiência de qualquer negócio.

Com esse número em mãos, é possível determinar a evolução operacional ao longo dos anos. Além disso, possibilita que seja feito um comparativo em relação à concorrência, avaliando melhor a posição que se encontra no mercado e, a partir disso, tomar decisões mais precisas.

É importante destacar, porém, que o EBITDA deve ser utilizado juntamente com outros indicadores de desempenho, a fim de obter uma visão mais adequada da performance da empresa.

Precisa de ajuda para calcular o EBITDA do seu negócio? Entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas.

O que é Planejamento Orçamentário

O que é um Planejamento Orçamentário e qual sua importância

Ao abrir uma empresa, não basta pensar no produto ou serviço que será oferecido, garantir que a documentação esteja em dia e que os colaboradores foram devidamente treinados. É preciso pensar no futuro, e nesse contexto entra o Planejamento Orçamentário. 

Mas afinal, o que é Planejamento Orçamentário?

Trata-se do planejamento que permite que o empresário faça previsões para o futuro baseando-se nas informações atuais e reais.

Mas afinal, qual a importância do Planejamento Orçamentário para os negócios? Descubra a seguir. Boa leitura!

O que é Planejamento Orçamentário?

O Planejamento Orçamentário consiste em planejar as despesas, receitas, custos e investimentos que a empresa terá no futuro. Mas engana-se quem acha que ele é baseado em suposições. O orçamento é desenvolvido após análise do histórico da empresa. Com isso, permite traçar metas e objetivos para um determinado período de forma mais assertiva.

Com o Planejamento Orçamentário fica mais fácil distribuir os recursos de forma organizada, por exemplo. Além disso, ele pode indicar quando é necessário tomar um novo rumo para o negócio, devido a alterações de mercado.

Nele, também é possível planejar:

  • Compra de matéria-prima para que seja lançado um novo produto;
  • Pagamento de impostos;
  • Contratação de novos colaboradores;
  • Saber se é a hora de contrair um empréstimo;

Ou seja, o Planejamento Orçamentário permite acessar dados reais e, através deles, planejar-se para que o negócio se mantenha saudável e lucrativo. Para isso, é essencial que seja discriminado, passo a passo, quanto será gasto com os recursos essenciais, sejam eles humanos ou materiais.

Ele pode ser realizado de duas formas. Um individual, em que cada setor possui o seu e outro geral, com informações da empresa como um todo.

Qual a importância de um Planejamento Orçamentário?

O orçamento empresarial integra aspectos financeiros e operacionais com o objetivo de:

  • Fixar objetivos, políticas e estratégias;
  • Quantificar as atividades;
  • Melhorar a utilização de recursos;
  • Rever investimentos;
  • Harmonizar os objetivos de todos os setores da empresa.

Sem o planejamento adequado, a organização fica sem direção, sem um norte. Consequentemente, todas as ações realizadas não são embasadas em dados, e isso não permite um comparativo posterior, podendo inclusive levar os gestores a tomarem decisões erradas, que prejudicarão o negócio.

Logo, o Planejamento Orçamentário permite que haja um entendimento da situação atual do negócio e, com isso, uma tomada de decisões baseadas em previsões reais. Desta forma, é possível dar os próximos passos com mais assertividade, mitigando os eventuais riscos e trazendo eficiência para empresa.

Além disso, esse tipo de controle serve para comunicar aos donos e demais gerentes sobre as realizações da empresa. Assim, eles conseguem avaliar se a realidade está de acordo com que foi almejado e, a partir daí, possibilitar que façam planos consistentes para o futuro.

Não deixe de fazer um Planejamento Orçamentário anual!

Independentemente do segmento e porte, toda empresa precisa realizar o Planejamento Orçamentário. Através dele, é possível avaliar a realidade do negócio e ter maior controle sobre as finanças.

Além disso, ele permite traçar planos para o futuro com mais assertividade. Afinal, quando se trabalha com dados e fatos, os próximos passos tendem a ser mais claros e realistas. Fale com um de nossos especialistas para realizarmos juntos um Planejamento Orçamentário para seu projeto!

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Lucro Real ou Lucro Presumido

Lucro Real ou Lucro Presumido? Entenda as diferenças

Antes mesmo de iniciar as atividades, qualquer empresa precisa avaliar qual regime tributário é mais apropriado para o seu negócio. Nesse cenário, é comum haver dúvidas entre Lucro Real ou Lucro Presumido. Afinal, eles apresentam algumas características parecidas.

É essencial conhecer as especificações de cada um para não pagar taxas e impostos a menos ou a mais e, assim, ter problemas no futuro.

Nesse artigo, apresentaremos as diferenças entre Lucro Real e Lucro Presumido para auxiliar na sua tomada de decisão. Boa leitura!

O que é Lucro Real?

Trata-se de um regime tributário em que os impostos são calculados em cima do valor do lucro líquido, ou seja, que resulta da diferença entre receita, custos e despesas. Ao optar por esse regime, a empresa terá o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) baseando-se no lucro efetivamente auferido.

Caso, por exemplo, a empresa apure prejuízos ao longo do ano, ficará dispensada do recolhimento desses tributos.

A cobrança pode ser mensal ou trimestral, ficando a encargo do empresário escolher a forma mais adequada.

  • A cobrança mensal ocorre quando a opção é pelo Lucro Real Anual. Neste caso, são realizados adiantamentos com base no faturamento mensal. Eventualmente, os valores pagos podem ser superiores aos tributos devidos, gerando créditos;
  • No pagamento trimestral, o IRPJ e a CSLL são calculados de acordo com o resultado apurado no final de cada trimestre civil, de forma isolada. Isso significa que serão realizadas quatro apurações definitivas ao longo do ano.

O primeiro passo para efetivar esse cálculo é ter a certeza de que o seu setor de contabilidade já calculou e chegou ao resultado do seu lucro líquido. Isso porque, como dissemos, é esse valor que vai servir como base para o cálculo, uma vez que dele serão descontados os valores dos impostos referentes.

O próximo passo é calcular o quanto, em valores, será descontado e destinado a cada impostos. Os valores são os seguintes:

  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ): 15% para o lucro apurado. Se o lucro apurado for maior que R$ 20.000,00 mensais, deve-se aplicar 10%, sobre o excedente.  

Ex:  A empresa XPTO obteve um lucro de R$ 80.000,00 no mês. 

A- Sobre o lucro, aplica-se 15% = R$ 12.000,00

B- Como o lucro do mês excedeu o valor de R$ 20.000,00, subtrai-se esta parcela do lucro. R$ 80.000,00 – R$ 20.000,00 = R$ 60.000,00. Sobre este valor aplica-se o adicional de 10%, R$ 60.000,00 x 10%, chegando a um valor de R$ 6.000,00.

C- Soma-se R$ 12.000,00 (A) com R$ 6.000,00 (B), chega-se a um valor total de R$ 18.000,00 de IRPJ a pagar no mês sobre o lucro.

  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): 9% sobre o lucro.

O cálculo do PIS e COFINS é feito sobre o regime não-cumulativo. No caso, a alíquota é de 9,25% sobre o faturamento e é possível descontar créditos calculados com base em fatores como:

  • Consumo de energia elétrica;
  • Valor dos insumos adquiridos e matéria-prima;
  • Depreciação de ativos.
  • Demais Custos ligados diretamente ao produto/serviço produzido, exceto folha de pagamento.

É claro que aqui estamos mostrando de maneira bem simplificada, mas, como sempre alertamos, este tipo de cálculo é muito importante para a sua empresa e deve ser feito pelo setor de contabilidade da mesma.

Nunca deixe de contar com um excelente contador, ainda mais no que se refere ao pagamento de impostos, pois o risco de multas e fiscalizações da Receita Federal e dos órgãos governamentais é elevado, ainda mais no regime de Lucro Real.

Devem ser enquadradas ao Lucro Real as empresas que tiveram receita bruta superior a R$ 78 milhões no ano anterior, assim como bancos e corretoras de título, que são obrigatórios, independentemente dos valores. Negócios com lucros lineares podem se beneficiar deste modelo.

O que é Lucro Presumido?

No regime de Lucro Presumido, a apuração do IRPJ e da CSLL é calculada em cima de uma margem de lucro pré-fixada pela legislação e conforme a atividade realizada pela empresa. 

Isso significa que o negócio fica dispensado do cálculo do lucro auferido, exceto em situações como:

  • Ganho de capital;
  • Ganhos com aplicações financeiras.

Para comércios e indústrias, o percentual de presunção é de 8% sobre a receita bruta, enquanto para atividades relacionadas a serviços, a margem chega a 32%.

A vantagem desse regime é que, mesmo que a empresa obtenha lucro maior, a presunção continuará sendo a mesma. Em contrapartida, caso ela seja inferior, não é possível reduzir a taxa cobrada.

Neste caso, o PIS e a COFINS são apurados pelo regime cumulativos dessas contribuições, sendo a alíquota total de 3,65% sobre o faturamento. O empresário fica vetado de abater créditos do valor, diferentemente do Lucro Real.

Afinal, qual é melhor: Lucro Real ou Lucro Presumido?

Depende do tipo de negócio e do lucro obtido. Logo, antes de escolher entre Lucro Real ou Lucro Presumido, é essencial fazer cálculos, levando em consideração os diversos tributos que incidem sobre o empresário, como:

  • IRPJ;
  • CSLL;
  • COFINS;
  • PIS:
  • IPI;
  • ISS;
  • ICMS;
  • INSS.

Além disso, é preciso pensar não somente na otimização financeira, mas fazer a escolha de acordo com as limitações legais de cada regime. Com isso, você tem a certeza de que estará dentro da lei e pagando o que é justo, e claro, com a máxima proteção do patrimônio de sua empresa.

Para saber qual o regime tributário mais adequado para a sua empresa, entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas!

assessoria contábil

Por que contratar uma assessoria contábil para minha empresa?

A palavra Assessoria tem origem no latim, da palavra Assessare, que significa “sentar ao lado de”. Ao longo da formação da língua portuguesa, o termo ficou mais ligado ao ato de auxiliar algo ou alguém.

Pensando na origem, fica claro que qualquer serviço de assessoria tem como finalidade ajudar uma empresa ou profissional com determinada tarefa. No caso da assessoria contábil, a demanda é ligada a:

  • Números e indicadores de desempenho;
  • Questões fiscais;
  • Balanços de receita e despesas;
  • Demonstrativos financeiros.
  • Questões trabalhistas;
  • Proteção Societária;

A prestação do serviço de assessoria contábil é algo que requer especialização e experiência. Por isso, os encarregados dessa tarefa costumam ser formados na área de contabilidade, administração de empresas e economia. 

O objetivo principal é auxiliar as empresas, “sentar ao lado” da equipe do financeiro e trabalhar para que ela possa operar no mercado com suas demandas de finanças em ordem.

Contabilidade é assunto sério, especialmente para manter a saúde financeira corporativa em dia. Por isso, muitas empresas optam pela contratação de uma assessoria contábil para atuar com plena consciência da situação econômica da instituição. 

No artigo de hoje você vai entender mais sobre o papel dos assessores contábeis e por que as empresas devem contar com esse tipo de serviço. Confira!

O que é uma assessoria contábil?

A assessoria contábil atua em diferentes frentes, sendo bastante focada no cumprimento das obrigações fiscais e tributárias de uma instituição. 

As empresas contábeis e seus profissionais atuam cumprindo um papel importante, que é de auxiliar no controle e conhecimento das movimentações financeiras e na tomada de decisões estratégicas envolvendo este universo. 

De forma simples, podemos dizer que o papel dos contadores é analisar, identificar e controlar todas as questões que envolvem as finanças empresariais. 

A assessoria contábil fica responsável pela análise e compilação de dados para entregar aos gestores um panorama completo sobre a situação financeira da empresa.

Esse serviço acaba servindo como uma espécie de tradução, ou seja, as informações captadas são entregues aos gestores em uma linguagem mais clara e objetiva. Isso tem o propósito de facilitar a compreensão do cenário financeiro e auxiliar na tomada das melhores decisões.

E além disso, serve também como DOUBLE-CHECK para o gestor responsável pela instituição. Uma vez que a assessoria valida e checa tudo o que é produzido internamente, com a segurança e a proteção de um profissional experiente nas mais áreas.

Por quê é necessário tanto cuidado com a contabilidade?

A assessoria contábil não presta serviços apenas para auxiliar a empresa, mas sim para que ela possa cumprir com obrigações previstas em lei. 

Dentro do Código Civil está determinado que os empresários e sociedades anônimas são obrigados a seguir um sistema de contabilidade. É com base nessas informações que são determinados fatores como impostos e regime de atuação da empresa. 

Por se tratar de um assunto complexo e que necessita de conhecimento técnico, as empresas devem olhar para a assessoria contábil como um serviço necessário, tanto para sua saúde financeira quanto para respeitar as leis.

O que faz a assessoria contábil?

Sua função é dar suporte para as atividades empresariais e entregar inteligência para lidar com algo que causa calafrios nos gestores: a burocracia.

De acordo com o Banco Mundial, o Brasil é o país mais burocrático do mundo. A FENACON (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis) estima que as instituições brasileiras gastam cerca de 2 mil horas e 60 bilhões de reais apenas com a burocracia tributária. O Brasil impõe às empresas:

  1. 63 tributos;
  2. 97 obrigações acessórias;
  3. 3790 normas na planilha de impostos.

São tantos dados que, geralmente, os contadores acabam conhecendo mais sobre as questões financeiras e contábeis de uma empresa que seus próprios gestores.

Quais são os serviços prestados?

Assessoria fiscal

Auxílio para administrar todos os impostos que uma empresa deve pagar. Existem diversos detalhes envolvendo os tributos empresariais. Um bom exemplo é o ICMS, que possui alíquotas diferenciadas em cada estado e diversas faixas tarifárias (que variam de acordo com a atividade da empresa e seus produtos/serviços).

Além do recolhimento de impostos, a assessoria contábil dá uma força para outras demandas importantes, como emissão de notas fiscais.

A assessoria contábil pode interferir até na área de TI, já que muitas ferramentas digitais facilitam a captação de dados fundamentais para dimensionar corretamente os parâmetros das operações fiscais. 

Alterações contratuais

Mudar contratos é algo que pode envolver bastante burocracia. Por isso, a assessoria de contabilidade cuida desses detalhes para a empresa certificar-se de que todas as mudanças que envolvem o aspecto contábil estão em conformidade.

Esse tipo de serviço é muito utilizado quando há:

  • Inclusão de sócios;
  • Alterações de capital;
  • Mudança no objeto social da empresa;
  • Alteração de endereço. 

Produção e averiguação de documentos contábeis

Quem trabalha com administração empresarial com certeza já ouviu falar nos famosos balanços financeiros e documentos de contabilidade.

Os balanços são documentos produzidos anualmente. Neles estão contidas as informações vitais sobre a situação financeira da empresa, as variações de patrimônio e os resultados obtidos durante o ano-calendário. 

É com base nessas informações que são executadas as principais tomadas de decisão dos gestores, por isso, eles devem ser extremamente precisos.

Além dos balanços, outros documentos e demonstrativos contábeis que pertencem ao universo empresarial são manejados pela assessoria contábil, dentre eles estão:

  • Livro diário;
  • Composição de saldo das contas;
  • Conciliações bancárias.
  • Atender às normas de Contabilidade – CPC’s
  • Atender à Receita Federal e o Regulamento do Imposto de Renda

Abertura e legalização de empresas

Tudo que é necessário para abrir uma empresa e deixá-la em conformidade com a lei também é da competência da assessoria contábil.

Com base nas informações fornecidas pelos empreendedores, a equipe de contabilidade consegue encontrar a categoria tributária ideal para a empresa que está surgindo. 

Além dessa definição, a assessoria se encarrega de registrar o contrato social e adequar as informações junto aos órgãos federais, estaduais e municipais. 

Folha de pagamento

Todas as questões envolvendo as políticas de remuneração e obrigações trabalhistas ficam sob a tutela dos contadores. Destacam-se os seguintes pontos:

  1. Administração da folha de pagamento;
  2. Cálculos para desligamento de funcionários;
  3. Distribuição dos lucros;
  4. Cálculos de 13º e férias;
  5. Pró-labore.

Quando contratar uma assessoria contábil?

A melhor resposta para a pergunta é: sempre! Como você pôde observar, a assessoria contábil é necessária antes mesmo de uma empresa abrir suas portas. Sendo assim, é fundamental refletir sobre como esse serviço é importante, não deixando para contar com ele apenas quando a situação fiscal da empresa está em desordem.

A assessoria contábil fornece informações vitais para a tomada de decisões, para um melhor posicionamento estratégico e financeiro da empresa.

Se você é administrador de uma empresa e tem receio até de pensar em contabilidade, saiba que existem equipes preparadas para tornar essa tarefa simples e certeira!

auditoria interna

A importância da Auditoria Interna

Uma das principais preocupações das empresas é com seus processos internos. Eles são importantes para negócios que querem manter as responsabilidades sociais empresariais em suas diretrizes.

Conforme a empresa expande e sua atuação cresce, em muitos casos é preciso assegurar o respeito às normas e a todas as diretrizes empresariais. Mas como averiguar esse alinhamento?

A resposta vem em forma de um procedimento muito importante, a auditoria interna.  No artigo de hoje você vai entender mais sobre a sua importância, quando ela se faz necessária e o que é analisado. Boa leitura!

O que é e para que serve a auditoria interna?

A auditoria interna é uma técnica de revisão, uma forma de assegurar e proteger procedimentos e encontrar pontos que fogem à conformidade processual estabelecida pela empresa.

Sua principal função é fazer uma análise da atuação empresarial nos mais diversos setores, com foco na identificação dos erros e acertos que um empreendimento apresenta ao exercer suas atividades. 

Em termos simples, podemos dizer que é um check-up da empresa, abordando os processos de forma holística. E ela não serve apenas para detectar inconformidades com procedimentos, mas também para analisar a capacidade de produção e a confiabilidade das informações transmitidas aos stakeholders. 

Esses são os conceitos básicos de auditoria. Ela é classificada como interna quando a empresa dispõe de funcionários treinados para executar essas funções. Quando há a contratação de uma empresa terceirizada, o processo é conhecido como auditoria externa. 

O que faz a auditoria interna?

Ao contrário do que muitos pensam, a auditoria interna não tem caráter punitivo, mas sim educativo. Ela é fundamental para melhorar a gestão corporativa, já que seu objetivo principal não é apontar erros, mas sim monitorar o que ocorre internamente para obter eficiência e evitar que deslizes ocorram.

Ela atua verificando algumas ações, como:

  • Balanços financeiros;
  • Cumprimento das normas de regulamentação das atividades;
  • Responsabilidade fiscal;
  • Atuação de equipes e líderes setoriais;
  • Processos adotados;
  • Compliance e Accountability (Prestação de Contas).

Ao longo do tempo de atividade, a empresa se movimenta, faz mudanças e adota novas tecnologias e tendências de mercado e gestão. Tudo isso é aferido pela auditoria, afinal, é preciso encaixar qualquer tipo de inovação dentro das conformidades e da política empresarial.

O foco é manter tudo em seu lugar e garantir que uma instituição tenha um crescimento (ou apenas continuidade de atuação) saudável e longe de erros operacionais, fiscais, contábeis etc.

Quando uma auditoria interna é necessária?

A resposta ideal é: sempre. A auditoria interna, por ser uma atividade realizada por funcionários da empresa, deve ser um processo contínuo de avaliação. Essa forma de atuar assegura uma continuidade de acertos, afinal, não é preciso detectar que algo está errado para começar a analisar como a empresa atua.

O fato é que muitas empresas recorrem à realização de auditorias apenas quando erros se tornam perceptíveis. Outras preferem executá-las como “exames periódicos”. Não há regras para definir a periodicidade, sendo que algumas empresas optam por realizar auditorias menores e setorizadas, passando pelo processo várias vezes ao ano.

Geralmente, as auditorias internas de grande porte ocorrem anualmente, na maioria dos casos, próximos ao fim das atividades do ano. É o famoso momento de reflexão e análise, se preparando para o próximo ano e buscando otimizar seus processos. 

O que é avaliado em uma auditoria interna?

Isso vai depender da forma como a auditoria interna foi estruturada. Ela pode ser segmentada, focando em um determinado setor ou operação, ou completa, analisando todos os fatores importantes para a atividade empresarial.

Em linhas gerais, uma auditoria interna foca em:

  1. Avaliar os processos de produção;
  2. Conferir o respeito às regulamentações internas e políticas empresariais;
  3. Analisar todos os documentos fiscais e contábeis;
  4. Atestar o cumprimento das normas técnicas determinadas para a atividade da empresa;
  5. Verificar a atuação das pessoas, especialmente no trabalho das lideranças;
  6. Averiguar a saúde financeira da empresa;
  7. Gerenciar e mapear os riscos internos.
  8. Proteção e mitigação de riscos de passivos ocultos.

Principais tendências para a área:

Assegurar

A segurança continua sendo o principal papel da auditoria interna. Contudo, os riscos envolvidos são mais amplos e devem ser tratados em tempo real. Embora a segurança seja uma prioridade da área, não deve ser o limite. Na Auditoria Interna 3.0, os requisitos dos públicos de interesse podem ser atendidos por meio de inovação e tecnologia.

Aconselhar

Consultoria sobre a gestão eficiente de controle, iniciativas de mudanças, melhorias na gestão de risco e estruturação de mecanismos de segurança são ações da auditoria interna esperadas pelos diversos públicos de interesse. Mesmo em questões que abrangem a independência, no novo cenário, atividades podem respeitar esse tópico e auxiliar os negócios, promovendo objetividade, integridade e profissionalismo.

Antecipar

No futuro a auditoria interna alerta sobre o que poderia fugir dos planos e as formas de atenuar dificuldades, bem como introduzir o senso de risco e as soluções para mitigá-los, ajudando no melhor monitoramento e antecipação de riscos emergentes.

Qual a importância de uma auditoria em uma empresa? 

A auditoria interna fornece aos gestores empresariais informações fundamentais para analisar como a empresa atua e de que forma isso está ocorrendo. Ela é tão importante quanto os exames de rotina que uma pessoa faz (ou deveria fazer) uma vez ao ano.

Pense realmente como se fosse exames de rotina, uma oportunidade de averiguar cada detalhe vital da atividade corporativa e analisar se elas estão atuando de maneira “saudável”, ou seja, em conformidade com aquilo que a empresa pretende exercer.

Quando algo foge à normalidade, a auditoria interna consegue detectar e auxiliar os gestores no processo de tomada de decisão. Ela age como uma espécie de consultor para conter os erros e otimizar o modus operandi adotado pela instituição.

Por ter um caráter analítico e, ao mesmo tempo, crítico e educativo, é fundamental que exista imparcialidade na atuação, ainda mais quando se trata de um auditor interno.

Ele deve agir como um juiz, não demonstrando parcialidade em suas análises e apontando as responsabilidades de cada profissional de forma isenta. Por essa razão, muitas empresas acabam adotando auditorias externas como meio de complementar o que é atestado internamente.

Mas isso não é uma regra, na verdade, um auditor com alto grau de profissionalismo sabe como sua atuação deve ser feita e como evitar que suas análises sejam deturpadas pela proximidade com os auditados. 

Conte com o auxílio de uma equipe especializada!

Em resumo, a auditoria é um processo necessário, saudável e capaz de orientar a empresa para um crescimento e fortalecimento de mercado. 

Sua função analítica gera informações estratégicas, fundamentais para construir um negócio mais forte e que se mantém em conformidade com as responsabilidades sociais empresariais, que são muito importantes.

Para poder crescer com segurança, é importante que as instituições contem com parceiros importantes, como por exemplo a Segato. Temos mais de 30 anos de experiência na área de auditoria interna, para a empresa manter sua saúde financeira e fiscal em dia, sem sustos ou erros que podem custar caro. 

Gostou do conteúdo? Aproveite para deixar seu comentário e compartilhar suas experiências com a realização de auditorias internas e externas na empresa que você atua!

quanto custa um funcionário

Quanto realmente custa um funcionário para a empresa?

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Criamos uma planilha para realizar o cálculo de custo do seu funcionário de forma fácil e intuitiva. Clique no Botão para Baixar.

É comum as empresas não saberem fazer os cálculos exatos para determinar quanto custa um funcionário. Afinal, não é somente o salário que deve ser levado em consideração, mas também todos os encargos aos quais ele tem direito.

Realizar a gestão desse processo financeiro é essencial para se manter dentro da lei. Caso contrário, a empresa estará propensa a diversas consequências, incluindo processos e multas.

Nesse artigo, você descobrirá, afinal, quanto custa um funcionário. Conhecerá todos os gastos envolvidos e, desta forma, aprenderá a calcular o valor exato

Abordaremos, ainda, as consequências de não cumprir a legislação e faremos um comparativo entre CLT e PJ. Boa leitura!

Quanto custa um funcionário?

Manter uma equipe não envolve apenas pagar o salário. Existem outros gastos que a empresa precisa arcar para cumprir com as leis trabalhistas.

Pelas regras da CLT, o colaborador tem direito a:

  • Férias;
  • 13° salário;
  • Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O vale-transporte é uma obrigação coletiva e, portanto, não deve ser incluído no salário, mas sim pago à parte. Neste caso, deve-se calcular quantos ônibus são utilizados por dia e multiplicar por 22 (que é a média de dias úteis por mês). Para esse benefício, o colaborador contribui com 6% do seu salário.

Veja o exemplo:

  • Supondo que a passagem custa R$ 3,00 e ele utiliza ônibus para ir e voltar do trabalho;
  • Por dia são R$ 6,00;
  • Por mês, R$ 132,00;
  • Se o funcionário recebe de salário R$ 1.000,00, o seu desconto será de R$ 60,00, ficando o restante para o empregador assumir.

Benefícios como vale-alimentação são definidos de acordo com a categoria e o preço médio para se almoçar na cidade.

Além desses valores, existem os chamados encargos sociais, que a empresa paga para órgãos diversos. Eles variam conforme o regime tributário adotado pelo empreendimento.

Como é feito o cálculo do custo de um funcionário?

As taxas e valores que devem ser pagos pelas empresas são estipulados de acordo com o regime que ela segue.

Simples Nacional

Muito utilizado entre as micro e pequenas empresas, conta com alíquotas mais brandas. Além disso, isenta as empresas de pagarem os encargos referentes ao INSS patronal, salário educação, seguro acidente de trabalho (SAT) e contribuições ao SEBRAE, SENAI, SESI ou Incra.

Imagine que o funcionário receba um salário-base de R$ 1.000,00. Deve-se somar a ele:

  • 8% de FGTS por mês – R$80,00;
  • Férias – R$ 1.000,00 (valor anual);
  • 1/3 sobre férias – R$333,33 (valor anual);
  • 13° salário – R$ 1.000,00 (valor anual);
  • 8% de FGTS do valor anual – R$ 186,67;
  • Provisão Mensal – R$ 210,00.

Soma-se, ainda, o valor do vale-transporte e vale-alimentação mensais, que, vamos supor que seja, respectivamente, R$ 132,00 e R$ 220,00.

O total é de R$ 1.642,00. Subtraindo 8% de INSS que ele deve pagar e os 6% referentes ao vale-transporte, a conta fecha em R$ 1.502,00.

Lucro Real ou Presumido

Neste regime, além dos encargos assumidos no Simples Nacional, são acrescentadas outras taxas:

  • 20% de INSS (contribuição patronal);
  • De 1% a 3% de seguro de acidente de trabalho;
  • 2,5% de salário educação;
  • 20% correspondente ao descanso semanal remunerado;
  • 8,33% correspondem ao 13º salário;
  • 3,3% para o “Sistema S” (SEBRAI, SENAI ou SESI);
  • 11,11% correspondente às férias, levando em conta um salário por ano somado de 1/3 de abono.

Neste caso, o custo médio chega a aproximadamente R$ 1.700,00 por funcionário, ou seja, a empresa gasta R$ 700,00 a mais.

Quais as consequências de não cumprir a legislação?

Para não precisarem pagar todas as taxas e demais encargos, algumas empresas negociam com seus funcionários para eliminar a necessidade de registrá-los – mesmo que tenham sido contratados no regime CLT. Porém, trata-se de um dever estabelecido por lei e o seu descumprimento pode gerar problemas, como a necessidade de pagar multa.

Antigamente, a multa era no valor de um salário mínimo para cada funcionário não registrado. Com a atualização da Lei Trabalhista, porém, esse valor passou a ser calculado de acordo com o porte da empresa.

Companhias maiores precisam desembolsar R$ 3.000,00 por empregado, acrescido o mesmo valor em caso de reincidência. Já para as micro e pequenas empresas, a penalidade foi fixada em R$ 800,00.

Muitas empresas, ainda, optam por outro formato de contratação, a chamada Pessoa Jurídica (PJ). Esse tipo de terceirização está cada vez mais comum e já está amparada pela lei.

Qual a diferença entre CLT e PJ?

Com a CLT, o funcionário tem direito a benefícios concedidos por lei. Logo, para ele, costuma ser mais vantajoso, mesmo que isso implique em uma rotina de horários mais rígida, incluindo a necessidade de dar pausa para o almoço.

Para as empresas, a CLT gera mais custos, visto que, conforme explicamos, ele precisa arcar com diversas outras taxas além do salário propriamente dito. Em contrapartida, esse formato favorece a retenção de talentos, pois os benefícios são formas de valorizar o esforço deles.

No formato PJ, o empregador pode repassar o dinheiro que seria gasto com os encargos diretamente para o funcionário. Além de ter a possibilidade de receber mais, o trabalhador tem flexibilidade de horários, já que não está fixo às horas exigidas por lei.

Em contrapartida, o profissional PJ não tem direito aos chamados benefícios sociais, como décimo terceiro e férias. Além disso, em caso de demissão, não pode ser enquadrado no auxílio-desemprego, limitando-se a receber aquilo que foi acordado no contrato de prestação de serviços.

Outro aspecto bastante importante em relação à Pessoa Jurídica (terceirizada) é o fato de não poder possuir vínculo com a empresa, isto é não pode haver nenhum fator que vincule-o à empresa, como, por exemplo, ínicio e término da jornada diária definidos, ou seja, horário para entrar e sair. 

É importante saber que isso gera  vínculo trabalhista e, uma vez que isso ocorre, é possível que haja passivos trabalhistas inimagináveis e incalculáveis à empresa, podendo resultar em inviabilidade. 

Por isso, uma consultoria é indispensável no tocante à esta questão para se proteger 100% de eventuais riscos e passivos nesta ordem.

As duas modalidades apresentam vantagens e desvantagens. Cabe às duas partes envolvidas definir o que é mais vantajoso para si.

Mantenha-se dentro da lei!

Não importa o porte da empresa, é essencial saber quanto custa um funcionário para, assim, se planejar de forma a não onerar as finanças.

Por mais que os encargos sejam muitos, é essencial seguir corretamente o que diz a legislação. Isso porque, em caso de multa, o valor pago pode ser ainda maior.

Para auxiliar nesse controle e planejamento, é importante contar com a ajuda de um escritório de contabilidade que tenha amplo conhecimento sobre o assunto. Entre em contato com a Segato e converse com um dos nossos especialistas!

terceirizar contabilidade

Vale a pena terceirizar a contabilidade da minha empresa?

O contador é um profissional essencial para empresas de qualquer porte e segmento. Ele cuida das questões burocráticas e legais que, se mal administrados, podem gerar prejuízos ao negócio.

Atualmente, terceirizar o serviço de contabilidade é visto como uma alternativa mais econômica e eficiente. Isso porque manter profissionais especializados e oferecer toda a infraestrutura que necessitam para atuar pode ser complicado e oneroso.

Através da terceirização, é possível contar com todos os serviços necessários para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo e uma rígida fiscalização tributária. E o melhor, com qualidade e sem vínculo empregatício, contando com um time de especialistas trabalhando 24h e atualizando-se constantemente a fim de entregar e garantir as melhores práticas, informações, hábitos, leis e etc.

Quer saber se vale a pena terceirizar a contabilidade da sua empresa? Continue a leitura e descubra!

O que é terceirização contábil?

Terceirizar a contabilidade significa que, ao invés da empresa contar com um departamento contábil interno, outra pessoa ou escritório passa a ter esse compromisso. O tipo de contratação costuma ser como prestador de serviço e as partes acertam entre si quais as tarefas que precisam ser desempenhadas.

Um dos diferenciais de contar com uma assessoria especializada no assunto é que o serviço disponibilizado é mais atualizado e de qualidade. Afinal, os profissionais terceirizados estão em constante aperfeiçoamento, a fim de garantir que essa parceria seja a mais saudável e eficiente possível.

Um escritório de contabilidade pode oferecer diversos serviços ou segmentar sua atuação, especializando-se em determinado nicho do mercado. De maneira geral, pode operar em 5 principais áreas, sendo que cada uma possui tarefas específicas:

1. Fiscal

Oferece soluções para realizar atendimento das obrigações vinculadas ao fisco, como:

  • Classificação e escrituração de documentos;
  • Elaboração de balancete mensal, balanço patrimonial e mapas de depreciação e amortização;
  • Cálculos de impostos e elaboração de guias de recolhimento;
  • Escrituração do livro de apuração do Lucro Real (LALUR).

2. Gerencial

Essa área tem como foco apresentar resultados a controladores, investidores, diretores e alta gerência. Para isso, elabora balanços patrimoniais consolidados e gera relatórios diversos.  

3. Departamento pessoal

Oferece soluções para garantir que todas as rotinas legais ligadas à folha de pagamento e aos colaboradores estejam adequadas. Incluindo questões como:

  • Benefícios;
  • Pró-labore;
  • Contribuição sindical;
  • Impostos e guias trabalhistas.

Além disso, sua gestão é focada no Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais, conhecido como eSocial. Trata-se de uma ferramenta que diminui a burocracia, pois permite enviar um único documento contendo informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias para todos os órgão.

Com ela, há uma melhora na organização da empresa, mitigando eventuais passivos com multas dessas obrigações

4. Financeira

Tem como objetivo maximizar os resultados econômicos de uma empresa a partir do controle, análise e planejamento das suas movimentações financeiras.

5. Legal

É uma das partes mais importantes de terceirizar a contabilidade. Oferece assessoria completa em processos de regularização, garantindo o compliance empresarial perante os órgãos de controle.

Quando a terceirização é recomendada?

É importante levar em consideração alguns fatores para entender se terceirizar a contabilidade é uma boa opção ou não para a empresa

Um dos aspectos é o seu porte. Isso reflete na quantidade de processos internos que precisam ser ajustados. Quanto maior ela for, maiores serão os impostos e as questões trabalhistas, por exemplo.

No caso de haver filiais, a terceirização permite um maior controle das unidades. Isso porque cada uma pode ter suas particularidades, principalmente quando estiverem em estados ou países diferentes. Logo, é preciso contar com uma assessoria especializada, que fique atenta a todos esses detalhes.

Outros fatores que devem ser levados em consideração são:

  • Complexidade do negócio;
  • Quantidade de processos envolvidos no planejamento;
  • Rotina e fluxo financeiro;
  • Tributações envolvidas.

As vantagens e os desafios de terceirizar a contabilidade

Vantagens

A terceirização desse serviço proporciona uma redução de custos expressiva. Isso porque a empresa não precisa manter um setor ou profissional específico e arcar com custos como estrutura, salário e demais encargos.

Inclusive, algumas empresas oferecem a opção de contratação por demanda. Isso possibilita que, nos momentos de baixa, não haja gastos desnecessários ao negócio.

A atualização constante é outra vantagem. Não que um profissional interno não faça isso, mas para o terceirizado, isso é uma obrigação. Logo, ele está sempre antenado a qualquer mudança de lei e tributos.

A experiência para lidar com diferentes situações também é essencial. Como, geralmente, os escritórios atendem empresas de variados segmentos, eles acabam vivenciando diversos tipos de situações.

Desafios

Para as empresas, o principal desafio é o de disponibilizar informações sigilosas para pessoas de fora. Alguns empresários preferem manter esses dados internamente e, por isso, acabam preferindo gastar mais e manter uma equipe própria.

Outro desafio é em relação à empresa terceirizada. Isso porque os especialistas ainda têm tendência a preferir uma atuação dentro da organização. Um dos motivos é a questão da renda variável, ou seja, a remuneração não é fixa, mas sim de acordo com os serviços realizados. Junto a isso, precisam estar sempre se atualizando – justamente para garantir os benefícios para a contratante.

Como escolher uma assessoria contábil?

Para garantir que o serviço de contabilidade será prestado com excelência, é importante avaliar com cautela a empresa ou profissional contratado.

A primeira coisa a ser levada em consideração é que não se deve optar pela terceirização somente por causa do custo, mas sim visando melhoria de qualidade e precisão dos dados empresariais.

Logo, pesquise a idoneidade do escritório contábil e a sua capacidade em atender às crescentes demandas referentes às obrigações legais, tributárias e trabalhistas. Leve em consideração a sua estrutura e a preocupação em manter seus profissionais sempre atualizados.

Por exemplo, a Segato está há 30 anos no mercado e é considerado um dos 10 melhores escritórios de contabilidade do país. Já ajudou 2300 empreendedores a começarem seus negócio e recuperou 135 milhões de reais em impostos.

Outra dica importante para escolher uma assessoria contábil é checar no Conselho Regional de Contabilidade se ela está devidamente registrada e em dia com suas obrigações.

Terceirize a contabilidade da sua empresa com segurança!

Antes de optar pela terceirização, lembre-se de avaliar a real necessidade da sua empresa e de pesquisar os diversos escritórios disponíveis do mercado. A contratação equivocada pode gerar diversos prejuízos para o negócio – sejam financeiros ou legais.

Se você deseja terceirizar a contabilidade da sua empresa com segurança, entre em contato com a Segato. Além de atuar há 30 anos no mercado, ela foi classificada entre os 10 melhores escritórios de contabilidade do Brasil.

contabilidade gerencial

Saiba qual é a importância da contabilidade gerencial

A contabilidade é a ciência que estuda as movimentações patrimoniais nas organizações. Ela tem como objetivo recolher, classificar e manipular dados financeiros das empresas e indivíduos, ou seja, faz o registro numérico e sistemático das transações relativas a um negócio. Por outro lado, a importância da contabilidade gerencial é prever o futuro trilhando o caminho certo e desviando dos erros.

A contabilidade gerencial é um conjunto de técnicas e procedimentos contábeis, como custos, análises das demonstrações financeiras, e contabilidade, que podem ser combinadas fornecendo informações valiosas e auxiliando no processo de tomada de decisão. A seguir, saiba tudo sobre como funciona e qual a importância dela em um negócio.

Entenda a contabilidade gerencial

Muitos profissionais ainda desconhecem a funcionalidade da contabilidade gerencial e a importância que ela tem na tomada de decisões dos processos da organização. A estratégia surgiu nos anos 80, nos Estados Unidos e se tornou mais popular quando os softwares começaram a implantar melhorias de qualidade para aumentar o lucro da empresa.

Durante a segunda metade do século XX, e até hoje, a tendência dominante na contabilidade gerencial tem sido o uso de dados contábeis cada vez mais detalhados. Aliás, trata-se de uma estratégia que vem se tornando cada vez mais decisiva e importante na gestão de uma empresa.

Tem a função de fazer planejamento, visando alcançar um controle eficaz. O objetivo é controlar as atividades da empresa e organizar o sistema gerencial, permitindo que a administração tenha conhecimento dos fatos ocorridos e seus resultados.

Neste quesito, os profissionais fornecem informações e assumem um papel ativo nas decisões rotineiras do negócio. Pode parecer claro para o contabilista, mas fazer os gestores entenderem a importância da contabilidade gerencial é um desafio, pois muitos ainda acreditam que soluções caseiras, como planilhas, resolvem o problema.

Saiba qual é a importância da contabilidade gerencial

A importância da contabilidade gerencial é garantir que os rumos da empresa sejam decididos baseados em dados fornecidos pela contabilidade de custos e financeira

Em síntese, é o processo de identificar, avaliar, agrupar, analisar, organizar, interpretar e comunicar informações que orientem os gestores a atingir as metas e alcançar os objetivos traçados no negócio.

Como pode ajudar na tomada de decisões?

A contabilidade gerencial tem como função garantir que estas informações sejam compiladas e analisadas para o controle, tomada de decisão e alternativas em relação aos orçamentos, produção, vendas, etc. É a base de uma administração segura.

Em suma, é uma ferramenta empresarial importante para todo o processo decisório. Capaz de auxiliar e fornecer aos usuários informações econômicas e patrimoniais que ajudam na tomada de decisões, proporcionar informações de cunho econômico, almejando suprir as necessidades dos gestores.

Por que devo fazê-la?

As grandes mudanças que as empresas vêm enfrentando, devido à globalização da informação e às crises mundiais, trouxeram dificuldades há muitos empresários no que diz respeito à forma como devem tomar suas decisões gerenciais.

No entanto, a utilização desta ferramenta traz sucesso para as organizações e reduz o risco de falência. Certamente, as empresas que utilizam essa ferramenta contábil podem ter mais vantagens competitivas em relação à concorrência.

A contabilidade gerencial possibilita o gerenciamento correto das informações, visualizando-as como uma peça administrativa e uma ferramenta de ajuda ao administrador da empresa. É como se fosse um termômetro que mede e trata a saúde geral de uma organização.

Conheça os benefícios que a aplicação da Contabilidade Gerencial pode proporcionar

Algumas ferramentas são utilizadas para o funcionamento adequado da estratégia de contabilidade gerencial. São elas: 

  • custeio direto ou variável;
  • fluxo de caixa;
  • custeio por absorção;
  • orçamento;
  • demonstração de resultados.

Por meio dessas ferramentas contábeis gerenciais, os contadores emitem um parecer aos gestores sobre os caminhos para o sucesso das organizações. A base da contabilidade gerencial é a informação gerada a partir da análise de dados.

A ferramenta é essencial para tomar decisões fundamentadas sobre o negócio e aumentar a eficiência de todas as funções da empresa. Confira as principais vantagens em aplicar a ferramenta na rotina do negócio.

Redução de riscos

A falta de informações e dados precisos para formatação de processos internos é o principal gerador de riscos empresariais. Com a contabilidade gerencial, o gestor pode impedir este tipo de risco, pois ela atua na formatação e gerenciamento de processos internos, contribuindo para o entendimento adequado de todos os pontos do negócio.

Precificação mais eficiente

A contabilidade gerencial possibilita o detalhamento de custos e despesas. Isso facilita a correta fixação do preço de venda de produtos e serviços, de margem de contribuição e estratégias para aumentar o lucro da empresa.

Mais acesso a crédito nas instituições financeiras

Em linhas de financiamento de longo prazo, como BNDES, as Demonstrações Contábeis das empresas são exigidas com rigor e pode influenciar no aumento do crédito solicitado.

Facilidade na tomada de decisões

Já falamos anteriormente sobre a importância da contabilidade gerencial para o negócio e como ela facilita os gestores na tomada da decisão. Isso porque a geração de dados e informações é um ponto forte da ferramenta que permite obter um grande benefício no processo decisório.

Ao analisar dados precisos sobre determinados pontos da empresa, o gestor terá uma visão mais ampla de todos os elementos. Ou seja, permitindo que baseie suas decisões nessas informações e torne as deliberações mais precisas e detalhadas.

Gestão financeira eficiente

Por meio do fluxo de caixa a gestão financeira passa a ser mais eficiente através da contabilidade gerencial. Aliás, o gestor consegue ter mais visibilidade sobre os recursos financeiros disponíveis, as expectativas para o futuro e as possibilidadeS e alocação de recursos conforme as necessidades da empresa.

Gerenciamento dos tributos devidos

A contabilidade gerencial proporciona total controle de todo tipo de transação do negócio, permitindo que os gestores acompanhem todo o desempenho da empresa por demonstrativos, que servem para apuração adequada de impostos. Além disso, pode ser base para a apuração de tributos e encargos devidos, inclusive como instrumento de prestação de contas sobre o desenvolvimento e investimento da empresa aos sócios ou parceiros.

Conclusão

São inúmeros os fatores que comprovam a importância da contabilidade gerencial para o sucesso do negócio. A ferramenta é capaz de levantar, acompanhar e analisar dados importantes para direcionar os gestores na tomada de decisões da empresa.

Além disso, consegue direcionar o empreendedor sobre o que fazer com relação a tributos e impostos. Por isso a ferramenta vem se tornando cada vez mais indispensável na gestão das pequenas e grandes empresas.

Business concept : Businessmen are analyzing data to finish new business plan in the office,He uses a calculator and pen to write on the graph.

Entenda o que é o planejamento tributário e qual a sua importância

Um bom empreendedor preocupado com o futuro do negócio está sempre preparado para organizar as contas e ficar em compliance (conformidade) fiscal. Caso contrário, corre o risco de cair nas penalizações do fisco. Por isso, o planejamento tributário é tão importante. 

Entretanto, como o sistema de tributos nacional é complexo, nem todas as empresas sabem ao que devem ficar atentas no momento de planejamento e quais os cuidados devem ser tomados para estar em conformidade com as leis fiscais brasileiras. Mas o que é o planejamento tributário e por que ele é tão importante? Confira essas e outras informações no artigo a seguir.

O que é o planejamento tributário 

Antes de entendermos sobre o que é o planejamento tributário, é fundamental saber o que é e como funciona a tributação. Trata-se da aplicação de tributos pelos governos, seja sobre a renda, sobre o consumo ou sobre o patrimônio das pessoas físicas ou jurídicas. 

No Brasil, existem três tipos de regimes tributário:

  • Simples Nacional: as alíquotas são menores que os outros, a administração tributária é mais simplificada, com a facilidade da arrecadação ser feita por meio do pagamento de uma única guia. Além disso, é a primeira opção que os empresários costumam procurar.
  • Lucro Presumido: este regime tributário é para empresas com o lucro superior a 32% do faturamento bruto. Além disso, é muito utilizado por prestadores de serviço, como médicos, dentistas, economistas, entre outros. 
  • Lucro real: trata-se da modalidade praticada pelas empresas de porte maior. Neste tipo de regime, a empresa paga o IR e a contribuição social sobre a diferença positiva entre receita da venda e os gastos operacionais em determinado período.

Toda empresa precisa pagar impostos, independente da área de atuação. O planejamento tributário existe justamente para auxiliar nessa tarefa. Em síntese, trata-se de uma ferramenta contábil que auxilia a pagar impostos e encontrar maneiras para otimizar a carga de tributos, estando em compliance

Entretanto, um gestor que planeja suas ações tem muito mais chances de obter resultados positivos. Assim como um gerenciamento de estoque ou de tempo se faz necessário, a gestão das questões fiscais tem tanta ou maior importância quanto. No entanto, tem dois tipos de planejamento tributário: operacional e estratégico.

O operacional consiste em utilizar procedimentos prescritos por lei dentro de um negócio, visando o cumprimento das obrigações fiscais. Do mesmo modo, ele atende às normas vigentes. Aliás, a redução dos tributos se gera através da antecipação do pagamento.

Por outro lado, o planejamento tributário estratégico tem como objetivo a projeção do futuro do negócio e contribui para a definição da visão, missão e valores. Ou seja, os propósitos são definidos pensando nos benefícios a longo prazo.

Como fazer o planejamento tributário?

Devido à complexidade das leis brasileiras e às cargas tributárias altíssimas, o planejamento tributário acaba sendo complicado também. Para que ele seja feito de forma eficiente, é fundamental que a empresa conte com a ajuda de um contador especializado.

Quanto maior for a empresa e mais complexa a sua atividade, mais trabalho o contador terá. Além disso, para atribuir eficiência ao controle tributário e fiscal de uma organização, é fundamental conhecer as regras tributárias que estão vigentes e são aplicáveis.

Por isso, terceirizar o processo pode ser uma alternativa que poupa dor de cabeça na hora de planejar. Essa não é apenas uma tendência, mas uma prática que já vem sendo realizada e está se tornando cada vez mais forte devido a todas as vantagens que traz para as empresas que a adotam.

Certamente, ao contratar um serviço terceirizado com uma contabilidade, é necessário que a empresa tenha os objetivos bem alinhados com o profissional. Aliás, isso vai garantir que tudo seja bem esclarecido e que o serviço seja feito com ética e responsabilidade.

Em síntese, é feita uma análise detalhada para que seja escolhido o melhor formato tributário, já que a empresa pode escolher qual deseja seguir. Muitas vezes, a análise realizada beneficia-se de brechas encontradas na legislação, por isso é essencial o conhecimento aprofundado.

Por que o planejamento tributário é necessário?

Como já falamos anteriormente, o principal objetivo do planejamento tributário é gerenciar e administrar tributos, organizando os impostos para deixar tudo mais claro e garantir que a empresa pague tudo em dia, alcançando a otimização fiscal.

O planejamento tributário é importante pelo fato de que todo imposto sonegado resulta em multas altíssimas para a empresa. Além disso, o enquadramento da empresa é analisado periodicamente, garantindo a legalidade do negócio.

Em síntese, um planejamento tributário bem elaborado, permite a redução dos valores pagos em títulos tributários, o cumprimento de todas as normativas legais, a modificação da incidência do fato que ocasiona determinado tributo, e até mesmo o adiamento da quitação de obrigações tributárias, sem que incidam taxas sobre elas.

O que é otimização fiscal?

A otimização fiscal é o processo que permite reduzir os custos de impostos e melhorar a performance dos seus investimentos. Ou seja, trata-se de uma ferramenta utilizada para aproveitar o nível máximo dos benefícios fiscais permitidos pela legislação brasileira.

Não é qualquer um que pode tentar diminuir ou excluir um tributo. Qualquer dado errado ou divergências podem causar problemas em cadeia, comprometendo todos os processos, bem como a gestão da companhia. No entanto, é preciso conhecimento, pois se algo sair errado, as penalidades são rigorosas.

Conclusão

Podemos concluir que o planejamento tributário é muito importante para uma boa gestão da empresa. Entretanto, conhecer os tributos cobrados é o primeiro passo para não ser surpreendido evitando problemas fiscais. Principalmente, porque o sistema tributário no Brasil é muito complexo e exige várias obrigações dos contribuintes.

Muitas vezes, a forma como o negócio está estruturado pode gerar economia ou aumento da carga tributária e observar isso também é decisivo para a competitividade. Além disso, a ferramenta ajuda a empresa a projetar com mais acerto sua margem de lucro. 

Certamente se faz necessária uma análise das várias opções das modalidades de tributos federais, estaduais e municipais. E claro, de acordo com o porte, volume de negócios e situação econômica da empresa. 

sped-contabil

SPED Contábil: Saiba tudo sobre e como o transmitir

O termo SPED Contábil ainda é novidade para muitos empreendedores, apesar da ferramenta já ter sido publicamente disponibilizada há alguns anos. Assim, para evitar os riscos de uma transmissão da escrituração contábil atrasada ou enviada com irregularidades, é importante contar com a assessoria de um escritório de contabilidade.

Entenda tudo o que um GESTOR precisa saber sobre o SPED e qual a sua real importância. ASSISTA!

Isso porque contadores profissionais podem auxiliar em todo o processo de reunião e envio dos dados, de acordo com os parâmetros exigidos pelo Fisco.

Para sanar todas as suas dúvidas, preparamos este post com as principais informações sobre o SPED Contábil. Acompanhe a leitura para conferir!

SPED Contábil: o que é e para que serve?

Criado para facilitar o trabalho de profissionais dos mais variados segmentos, o SPED Contábil consiste em um sistema que permite às empresas transmitir dados e informações contábeis e tributárias para a Receita Federal. Dessa forma, descartando a necessidade de que documentos em formato físico sejam entregues à Junta Comercial.

Entre os benefícios proporcionados pela ferramenta, está a integração com sistemas NF-e, EFD e ECD. O que não apenas facilita o cruzamento de dados, como também aumenta a produtividade da área contábil da empresa. Pois, com o auxílio da tecnologia, é mais fácil encontrar erros no preenchimento de documentos.

Além disso, a quantidade de papel necessária para fazer o gerenciamento dos impostos é reduzida significativamente com o uso do SPED contábil. Para a Receita Federal, a vantagem é que o órgão passa a ter mais controle no reconhecimento de quem são os bons e maus pagadores.

O que deve ser entregue no SPED Contábil?

O sistema é utilizado para entregar dados pertinentes à escrituração contábil do negócio, como:

  • Livros contábeis;
  • Livro razão e auxiliares;
  • Livro diário e auxiliares;
  • Balanços e fichas de lançamento comprobatórias;
  • Balancetes diários.

Como funciona a transmissão do SPED Contábil?

Para que os livros contábeis sejam emitidos eletronicamente, é necessário que tenham uma assinatura digital, obtida por meio de um certificado de segurança do tipo A3.

Essa certificação representa a assinatura do responsável legal para transações financeiras, contábeis e tributárias realizadas na Internet. Nela, um par de chaves é gerado e armazenado em um token criptográfico inviolável ou um cartão inteligente.

Partindo do pressuposto que você já tem o seu certificado A3, a transmissão deve ser realizada com o uso de um software contábil, comumente utilizado por escritórios de contabilidade e contadores.

Um arquivo digital será gerado no formato específico, de acordo com a Instrução Normativa RFB n° 787/07. Então, o arquivo será submetido ao Programa Validador e Assinador (PVA), fornecido pelo sistema SPED.

Vale destacar, ainda, que a chave de validação é atualizada anualmente.

O representante legal da organização – ou o empresário – e o contabilista serão os responsáveis pela assinatura digital do arquivo. As funcionalidades para que as assinaturas digitais sejam feitas também estarão inclusas no aplicativo.

Após ser assinado, o documento deve ser encaminhado para o SPED. Que, por consequência, disponibilizará as informações necessárias para autenticação às Juntas Comerciais.

Uma série de validações serão feitas pela Junta Comercial, que finalmente as autenticará. Os dados de autenticação serão fornecidos ao titular da escrituração por meio do SPED e poderão ser consultados via Internet.

Após o recebimento, a escrituração contábil será armazenada em um banco de dados. O qual permitirá que cópias integrais do arquivo sejam obtidas pelos órgãos parceiros do SPED. Após ser transmitida, qualquer indivíduo com o arquivo poderá verificar sua autenticidade e, até mesmo, imprimir o documento. 

Prazos e quem deve entregá-lo

O prazo de transmissão do SPED Contábil é o mesmo anualmente. A escrituração deve ser realizada até o último dia útil do mês de maio do ano posterior ao que os documentos foram transmitidos. Sendo assim, às 23:59 do último dia útil de maio é o prazo final para a transmissão dos arquivos.

Não há como prorrogar esse prazo e, caso os arquivos não sejam transferidos a tempo, multas serão geradas para a empresa.

Por isso, contar com um escritório de contabilidade para cuidar desse processo é uma forma de assegurar que a escrituração contábil será entregue em segurança todos os anos.

Antes de concluirmos, é importante que você saiba de algo! Nem todas as organizações têm a obrigação de fazer sua escrituração contábil digitalmente e enviá-las por meio do SPED. O processo ainda é facultativo, independentemente do regime tributário escolhido.

No entanto, a obrigatoriedade da transmissão do SPED Contábil recai sobre empresas que se enquadram nos seguintes itens:

  • Empresas optantes do Simples Nacional, que tenham recebido recursos de investidores-anjo;
  • Empresas tributadas pelo regime de Lucro Presumido, que tenham distribuído um lucro superior ao da presunção;
  • Empresas tributadas pelo regime de Lucro Real;
  • Pessoas jurídicas isentas ou imunes, que foram obrigadas a apresentar o EFD no período de apuração;
  • Sociedades em Conta da Participação.

Como você pôde ver neste artigo sobre SPED Contábil, apesar de sua emissão ser um processo relativamente simples, vale a pena contar com o auxílio de um escritório de contabilidade para cuidar dos assuntos contábeis e tributários do negócio.

Gostou de entender as peculiaridades do SPED Contábil e como sua transmissão é feita? Quer continuar recebendo dicas e conteúdos úteis como esse todas as semanas? Então, não deixe de acompanhar as postagens do nosso blog!

fiscalização de empresas

Fique Atento a Fiscalização: conheça os órgãos e entidades responsáveis para cada tipo de empresa

A fiscalização de empresas tem como objetivo garantir que documentações, registros e obrigações com o fisco estão efetivamente em dia. Assim, ao abrir o próprio negócio, é preciso ter em mente que, quando menos se espera, os órgãos fiscais de empresas poderão aparecer para se certificar que tudo está devidamente regularizado.

Para não ser pego desprevenido, é importante entender como as empresas são fiscalizadas e, principalmente, contar com uma gestão contábil especializada.

Com isso, na hora de receber a visita de um fiscal, você estará preparado e a sua empresa não correrá riscos de multas e outros inconvenientes, como ter que manter as portas fechadas por um tempo.

Abaixo, você vai conhecer os principais órgãos fiscais e, assim, saber mais sobre fiscalização de empresas. Boa leitura!

6 principais órgãos que realizam a fiscalização de empresas

Existem diversos órgãos fiscalizadores que podem visitar um negócio sem aviso prévio. Conheça abaixo quais são eles e como as empresas são fiscalizadas por cada um.

1 – INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)

O INSS é um órgão que fiscaliza as contribuições previdenciárias. Assim, na hora da visita, ele analisa questões como:

  • Se os funcionários são registrados;
  • Se os formulários referentes à contribuição tributária estão sendo preenchidos adequadamente;
  • Se está sendo pago pró-labore aos sócios;
  • Caso tenha sido contratado algum autônomo, se está havendo retenção de impostos.

Para este tipo de fiscalização, as empresas devem possuir um setor de Recursos Humanos bem estruturado e com conhecimento pleno dessas regras.

2 – Receita Federal

Um dos maiores temores diz respeito à fiscalização realizada pela Receita Federal, órgão encarregado por controlar as movimentações financeiras e os pagamentos de impostos. Há diversos fatores que são analisados e cabíveis de algum tipo de punição. Os mais comuns são:

  • Falta de emissão de Nota Fiscal;
  • Registros financeiros incompletos;
  • Recolhimento de alíquota menor de contribuição previdenciária;
  • Ser optante do Simples Nacional sem se enquadrar nesse tipo de tributação;
  • Envio do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica incompleto ou com dados errados.

Para gerenciar as finanças adequadamente, manter claros todos os registros das movimentações e, assim, não ter problemas com a Receita Federal, é indispensável contar com um escritório contábil ou um contador de confiança.

3 – Prefeitura ou Secretaria da Fazenda do Município

A ação de fiscalização de empresas por parte desse órgão é muito semelhante à da Receita Federal. Entretanto, o seu foco é investigar se os tributos municipais estão sendo pagos, como:

  1. IPTU (Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana);
  2. ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens e Serviços);
  3. ISS (Imposto Sobre Serviço).

Para não ficar devendo nada para o município, é preciso que seja realizado um trabalho em conjunto entre contador e setor financeiro.

4 – Estado ou Secretaria da Fazenda do Estado

A atuação da Secretaria da Fazenda do Estado é similar à realizada pelo município, porém o foco é analisar se as taxas estaduais estão em dia, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), e se as informações referentes a pagamento e recebimento de outras companhias estão cruzando.

5 – Vigilância Sanitária

Principalmente os segmentos de alimentação e saúde costumam receber a visita de um vigilante sanitário com frequência. Este tipo de fiscalização de empresas analisa a higiene e os impactos que a atividade pode gerar tanto para os funcionários quanto para a sociedade em geral.

6 – Corpo de Bombeiros

Esse é um dos órgãos fiscais de empresas que tem como objetivo a prevenção. Ele avalia se há potencial perigo para o negócio em si e para todo o ambiente ao redor. Caso as medidas de segurança não forem seguidas à risca, é possível, inclusive, que o local seja interditado.  

Em que situações pode ocorrer a fiscalização de empresas

De maneira geral, os órgãos fiscais não avisam as empresas quando irão aparecer. Entretanto, existem algumas situações que podem motivar essa visita. As mais comuns são:

  1. Quando a empresa é nova e os órgãos querem se certificar que o empresário está com todas as documentações em dia;
  2. Em caso de denúncia, principalmente no que tange a atuação da vigilância sanitária;
  3. Quando há dúvidas em relação à prestação de contas, ou seja, quando a Receita Federal suspeita de que está havendo sonegação.

Indiferentemente da situação, o ideal é sempre estar preparado e em conformidade às leis estipuladas. Com a assessoria contábil, antes mesmo de abrir oficialmente a empresa, você saberá o que precisa ser feito para atuar legalmente.

Além disso, tem a garantia de que, anualmente, taxas e impostos serão pagos conforme o porte do seu negócio e que a empresa estará em dia com as normas e a legislação atual.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco que esclarecemos para você!

escalada

Aprenda como calcular a margem de lucro de sua empresa

Gerir corretamente os recursos financeiros dentro de uma empresa é fundamental para aumentar a longevidade e rentabilidade do negócio. Porém, muitos empreendedores não sabem como avaliar corretamente suas finanças, deixando vários indicadores importantes de lado e, com isso, perdendo o controle sobre o fluxo de caixa. Um exemplo disso é não saber como calcular a margem de lucro dos seus produtos.

Saiba porque é importante calcular a margem de lucro de sua empresa

Caso você ainda não esteja familiarizado com o termo, a margem de lucro é a proporção entre o lucro obtido com uma venda ou serviço e o custo que esse mesmo produto ou serviço gera para o negócio. O tamanho dessa margem pode ser usado para indicar quanto de retorno cada venda gera em relação ao investimento inicial.

Para esclarecer melhor o tema, vamos explicar qual é a importância de ter esse valor à mão e como calcular a margem de lucro. Acompanhe:

Por que é importante fazer o cálculo?

Quando você é um novo empreendedor e não entende como gerir corretamente as finanças da sua empresa, pode cometer vários erros e perder o controle do seu fluxo de caixa. Ter algumas informações à mão durante sua gestão financeira, como a margem de lucro dos seus produtos, pode facilitar bastante o seu trabalho.

Veja aqui algumas das vantagens de fazer esse cálculo corretamente:

Acompanhar o desempenho do negócio

A margem de lucro pode flutuar ao longo do tempo, pois os custos de entrega envolvidos em determinado produto ou serviço podem ser alterados. Em alguns casos, o mercado pode alterar o preço do material utilizado por você. Em outros, algum gasto emergencial pode surgir ao longo do caminho, o que reduz a sua margem de lucro naquele momento.

como calcular a margem de lucro

Saber calcular a margem de lucro da sua empresa é fundamental para ter um planejamento mais realista. Imagem: Pixabay

Se você acompanhar as flutuações na margem de lucro do seu negócio como um todo, pode começar a notar algumas dessas alterações e identificar quando o percentual está caindo ou subindo. Esse é um bom modo de perceber que algo está acontecendo com seu fluxo de caixa. Por exemplo, se um mês teve uma margem inferior sem alteração no preço de venda em relação ao mês anterior, então é hora de reavaliar os custos daquele período e identificar os gastos que saíram do planejamento.

Prever cenários futuros

Outra coisa que você aprenderá depois de descobrir como calcular a margem de lucro do seu negócio é que, ao longo do tempo, esse valor pode formar uma tendência. Se sua margem tem caído nos últimos três meses com uma frequência quase constante, por exemplo, isso caracteriza uma tendência de baixa na sua lucratividade. Da mesma forma, se o valor tem aumentado, isso caracteriza uma tendência de alta.

Claro que você deve correlacionar essa informação com outros dados de mercado e seus próprios investimentos para confirmar suas conclusões, mas esse dado já será um ponto de partida para projetar cenários futuros. Por exemplo, se há uma leve tendência de alta esperada para o próximo mês, você pode definir uma receita estimada para este período e planejar outras ações financeiras de acordo.

Facilitar seu planejamento financeiro

Falando em planejamento, entender como calcular esse e outros indicadores financeiros da sua empresa será fundamental para realizar investimentos de médio e longo prazo. Essas projeções ajudam a encontrar pontos de falha que precisam ser corrigidos em seus processos, identificar oportunidades de aprimoramento e crescimento, entre outras coisas importantes para a melhor longevidade do seu negócio.

Tenha sempre em mente que o planejamento financeiro é o que garante a segurança da sua empresa em momentos de instabilidade e crise, sejam elas externas ou internas. Saber quanto dinheiro há disponível no caixa, quanto você deve ter após o fechamento das contas e quanto precisa ter em reserva para lidar com alguma crise, vai ajudar a prevenir grande parte desses problemas.

Mas como calcular a margem de lucro?

Agora que você entende a importância de conhecer a margem de lucro dentro do seu negócio, o próximo passo é saber como calcular esse valor corretamente. Pode parecer um pouco complicado a princípio, mas vamos explicar tudo com calma.

O cálculo do lucro faz parte do pensamento estratégico de uma empresa. Imagem: Pixabay

Para fazer o cálculo, você deve seguir alguns passos. Primeiro, registre sua receita e os custos de um determinado período. Estes valores correspondem, respectivamente, a todo o dinheiro que entrou na sua empresa através do fornecimento de produtos/serviços e o total de dinheiro que saiu da empresa. Em seguida, calcule a diferença entre receita e custos para obter seu lucro. É um conceito bem simples, com o qual você já deve estar familiarizado.

Por fim, divida o lucro pelo valor de custos da sua empresa e multiplique o resultado por 100. Esse será o valor percentual da sua margem de lucro.

A fórmula da margem de lucro é seguinte:

Margem de Lucro = Lucro/Custos x 100

Para esclarecer melhor como calcular a margem de lucro, vamos usar um exemplo desse cálculo.

Digamos que uma loja teve uma arrecadação de vendas totalizando R$200.000 em um mês. Nesse mesmo período, os custos associados às despesas, aquisição da mercadoria, manutenção da loja e pagamento de salários totalizou R$120.000. Nesse caso, já temos as seguintes informações:

  • Receita = 200.000
  • Custos = 120.000

Sendo assim, o lucro obtido é de R$80.000 (200.000 – 120.000).

Em seguida, dividimos esse valor de lucro pelo de custos, que resulta em aproximadamente 0,67, levando em conta o arredondamento. Se multiplicarmos esse número por 100, teremos o valor percentual da margem de lucro desse período, que será de 67%. Ou seja, o lucro obtido é equivalente a 67% dos custos do mesmo período.

Da mesma forma, se a receita desse mesmo período fosse de R$300.000 e os custos de R$100.000, podemos refazer as contas e obter uma margem de lucro de 200%. No outro extremo, se os custos e a receita tivessem o mesmo valor (independente do qual fosse), então o resultado seria uma margem de 0%.

Agora que você entende por que e como calcular a margem de lucro da sua empresa, é hora de usar essas informações a seu favor. E se quiser mais ajuda nessa tarefa, use nossa calculadora agora mesmo.

controle de riscos

Checklist: como fazer o controle de risco de forma eficiente

O controle de riscos está por trás de todas as decisões de uma empresa, independentemente do grau de relevância. Sendo assim, sua aplicação é muito comum ainda que involuntariamente.

Durante o planejamento de quaisquer ações, como investimentos, compras e outros, é de praxe fazer a previsão de seus efeitos a curto e longo prazo. Esse processo pode engajar uma equipe, departamento ou até todos os colaboradores.

No entanto, o gestor deve estar ciente de como se faz o gerenciamento de riscos. Apesar de serem aplicados sem querer, alguns equívocos podem ocorrer no caminho e comprometer o resultado final.

A seguir, saiba o que é o controle de riscos e seus benefícios, além de ter um guia completo para sua execução.

O que é controle de riscos?

É um conjunto de operações que tem como objetivo reduzir ou eliminar contratempos que possam acontecer no dia a dia corporativo.

São analisados os riscos relacionados à parte interna do negócio – principalmente na sua estrutura – e também os externos, quando o fator está vinculado a qualquer evento alheio à empresa. Tais condições podem ser uma nova tecnologia, item de legislação ou algo ligado a fornecedores ou clientes.

Ao fazer o controle de riscos, é possível também identificar tudo o que possa ter um efeito negativo abrupto. Sem a preparação necessária, sua resolução se torna mais difícil ou impossível.

Confira a seguir os itens que facilitam esse gerenciamento e ajudam qualquer empreendedor a desfrutar de todos os benefícios que a prática oferece.

Checklist

São cinco os itens a serem listados a seguir: análise qualitativa, quantitativa, planejamento de respostas, monitoramento e, para começar, identificação de riscos.

Identificação dos riscos

Para isso, é preciso antecipar o que pode afetar negativamente os negócios. Para que essa tarefa seja mais fácil, verifique todos os itens que levantam dúvidas variadas. Analise e identifique os riscos a partir daí.

Análise qualitativa

Após identificar os riscos, é importante também avaliar o seu grau de impacto e possibilidade de se tornar real. Nessa fase, o gestor pode classificar os itens que merecem ser tratados como prioridade.

Análise quantitativa

Esse tópico é semelhante ao anterior, mas as consequências dos riscos são analisadas com exatidão. Suas possibilidades devem ser dadas numericamente.

Planejamento de respostas

Com a identificação e análise, é possível fazer o controle de riscos de forma eficiente e, dessa maneira, verificar a melhor maneira de combatê-los. Um plano de ação deve ser traçado para cada um deles. Evidentemente, todas as ações devem ser plausíveis.

Monitoramento

Nessa etapa, há um acompanhamento de cada item identificado e analisado anteriormente. Relatórios e indicadores podem ajudar a todo o momento.

Ao longo deste texto, você conheceu um checklist que permite fazer o controle de riscos eficientemente. Leia os outros artigos e acompanhe o conteúdo novo do blog para ter mais dicas relevantes para o seu trabalho.

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Descubra se você precisa trocar de escritório de contabilidade

Em algumas ocasiões, trocar de escritório de contabilidade é a melhor solução para alguns problemas aparentes na empresa. No entanto, nem sempre esses contratempos podem ser percebidos facilmente e cabe ao empreendedor verificar atentamente a origem dos fatos.

De qualquer forma, é importante lembrar que essa é uma área importante para o bom andamento de qualquer empresa. Deslizes podem acarretar consequências sérias.

A sensação de insegurança também pode ser comum nessas horas, pois qualquer mudança traz um desconforto, especialmente quando o que está em jogo é uma parceria de anos.

O principal é saber identificar o momento ideal para essa mudança, sem se precipitar, mas também sem continuar com os problemas habituais.

A partir de agora, descubra alguns sinais que mostram a necessidade de trocar o escritório de contabilidade. Aliadas à percepção e intuição naturais, essas dicas ajudarão a fazer sempre a melhor escolha: a que terá o impacto mais positivo nos negócios.

Troca de contabilidade: indícios que determinam essa necessidade

A empresa terceirizada tem um papel importante no bom gerenciamento de qualquer negócio. Informações relacionadas aos custos, receitas e fluxo de caixa passam pelas suas funções. Além disso, há a folha de pagamento. Por esses motivos, é fundamental que os serviços prestados sejam de alta qualidade.

A seguir, confira o que pode determinar a procura de uma nova empresa para auxiliar nesse quesito. A busca não é uma tarefa fácil, mas, munido de informações, é possível identificar competência e boas intenções.

Mau atendimento

Este item parece óbvio, pois não se trata apenas de um escritório de contabilidade. Qualquer prestador de serviços, seja ele pessoa física ou jurídica, precisa dar a atenção necessária ao cliente e estar disponível, principalmente nos momentos de maior precisão.

Imagine telefonar para um local e não ser atendido, ou, se for, ter do outro lado da linha uma pessoa que não seja solícita e saiba dar informações claras. Pense em enviar um email e ter uma resposta demorada. Ou, se houver alguma emergência, não poder contar com ajuda.

Esses são alguns dos indícios mais claros da necessidade de troca de escritório de contabilidade, pois caracterizam negligência, um erro grave em qualquer ambiente profissional.

Lembre qual foi o atendimento prometido antes de concretizar a parceria. Certamente, não foi da forma descrita no decorrer deste tópico. Por isso, tenha ao seu lado uma equipe que possa ajudar em todos os instantes, principalmente na resolução de contratempos.

Desrespeito aos prazos

Terceirizar o trabalho de contabilidade significa deixar de ter algumas preocupações, principalmente em relação às tarefas que exigem um trabalho mais especializado.

Pagamentos de tributos e envio de documentos e declarações devem ser feitos dentro do prazo estabelecido. A principal consequência dessa perda de prazos é o pagamento de multa e juros.

Ainda que o empreendedor receba os papéis antes da data de vencimento, o escritório deve ter um controle em relação à antecedência. Enviar um ou dois dias antes é um equívoco tão sério quanto desrespeitar o deadline.

Mecanismos obsoletos

Nesses tempos em que a tecnologia se tornou imprescindível no dia a dia corporativo, é inadmissível ostentar uma mesa repleta de papéis em pilhas altas. Se o seu contador não se permite mudar, ele não repassa os benefícios das ferramentas modernas e, consequentemente, expõe o seu trabalho a eventuais atrasos e erros.

Antes que o nível de trabalho chegue a este ponto, cogite a troca de escritório de contabilidade. Evidentemente, o novo escritório deve ter à mão soluções modernas e a preocupação de oferecer serviços cada vez melhores.

Cobrança pela execução de atividades corriqueiras

trocar de contabilidade

Além de ser desconfortável e até constrangedor, demonstra uma total falta de responsabilidade e comprometimento. O trabalho de um escritório de contabilidade não é apenas fornecer documentos e guias para pagamento. Seus serviços devem tranquilizar o gestor, que já tem muito a se preocupar com suas atividades diárias.

Por isso, se já se tornou rotina entrar em contato com o escritório para cobrar uma tarefa não realizada, a trocar de contabilidade pode ser uma solução efetiva.

Problemas na documentação

Extravio ou erros em papéis dos clientes é uma das piores falhas que um escritório contábil pode cometer. Alguns dados contidos neles são confidenciais, como as principais informações da empresa e seus gestores, sem contar o faturamento.

A falta de cuidados pode até ocasionar a troca de papéis, como em casos que um cliente recebe os documentos de outra empresa. O problema ainda é pior quando os erros fazem parte do cotidiano.

Falta de preparação dos funcionários

Um escritório que pretende atender seus clientes da melhor forma possível deve se preocupar com a qualificação de sua equipe, tanto com treinamento quanto com atualizações constantes.

Os parceiros sempre têm dúvidas, afinal tratam-se de serviços de um setor específico. Informações equivocadas ou que geram dúvidas põem em xeque a credibilidade da empresa de contabilidade e seus profissionais, além de expor os clientes a sucessivas falhas.

Sequência de erros

O ser humano comete desacertos e, uma vez ou outra, eles são inevitáveis. No entanto, quando esse comportamento se torna rotineiro, talvez seja o momento de trocar de contabilidade.

Se os mesmos equívocos acontecerem repetidas vezes, não há bom senso que resista. É uma demonstração clara de falta de vontade de melhorar a qualidade dos serviços e pior, um grande descaso com os clientes, pois seus negócios são negativamente afetados.

Você viu uma lista de motivos que podem dar embasamento a uma troca de contabilidade. Há casos e casos e o empreendedor deve estar bem atento aos efeitos que os itens mencionados podem causar em seus negócios.

Preparamos um infográfico traz informações bem sucintas, para que essas informações não caiam no esquecimento.

Para ter mais informações sobre o setor, leia os outros textos do site, que está sempre repleto de novidades. Acompanhe e descubra as melhores dicas.

garantir a saúde financeira

Aprenda como garantir a saúde financeira de sua empresa

Dentro de qualquer negócio, o melhor equilíbrio entre custos e receita é o que garante sua longevidade e desenvolvimento. Muitos empreendedores acabam quebrando suas empresas por não entenderem como garantir sua saúde financeira no longo prazo – um problema que pode ser resolvido facilmente com ajuda e orientação adequadas.

Aprenda como garantir a saúde financeira de sua empresa

Há vários métodos para manter as finanças de um negócio bem equilibradas. O processo envolvido aqui é bem mais complexo do que aquele utilizado para gerir o orçamento doméstico, é claro, mas não é tão difícil assim de se aprender. Basta que você tenha um direcionamento inicial e siga algumas orientações.

Veja algumas dicas para te ajudar a garantir a saúde financeira da sua empresa:

Monitoramento preciso de métricas

O primeiro passo para não perder o controle das suas finanças sempre é o acompanhamento. Quanto dinheiro entrou na empresa este mês? Quanto saiu? De onde estes valores vieram e para onde foram? Tudo isso deve ser levado em conta na hora de avaliar a saúde financeira da empresa. Tenha tudo registrado de forma precisa, especialmente recibos de compra e pagamento.

Faça um planejamento estratégico

Não há como garantir a saúde financeira da sua empresa sem ter um plano de longo prazo. Compras feitas sem esse planejamento têm uma boa chance de gerarem dívidas. Além disso, mesmo que você não tenha o costume de gastar mais do que ganha, nunca se sabe quando ocorrerá uma emergência. Ter um plano de ação te poupará bastante tempo e recursos.

Quite suas dívidas o quanto antes

Pode parecer óbvio, mas muitos empreendedores tendem a atrasar o pagamento de dívidas, o que leva ao acúmulo de juros e multas. Antes que perceba, seu negócio não poderá mais se sustentar financeiramente. Para evitar que isso aconteça, o melhor a fazer é encerrar essas dívidas dentro do prazo.

Tenha metas de faturamento

Outro erro bem comum em vários negócios é não estabelecer objetivos financeiros. Por exemplo, uma meta de faturamento mensal que sempre esteja acima dos custos projetados, considerando uma margem de erro. Isso não só ajuda a equilibrar as contas, como também permite um planejamento de prazo mais longo.

Faça projeções para cenários futuros

Falando em planejamento, fazer projeções sobre eventos futuros é outra forma de garantir a saúde financeira de qualquer negócio. Se você tiver uma estimativa do faturamento para os próximos meses, por exemplo, pode usar isso como parâmetro para algum investimento.

Invista em ferramentas adequadas

Por fim, utilizar softwares de gestão e outras ferramentas do tipo facilita muito a gestão financeira de uma empresa. Esse tipo de investimento é fundamental para qualquer negócio em crescimento, pois permite a automação de diversos processos dentro do negócio.

Agora que você entende melhor como garantir a saúde financeira dentro do seu negócio, é hora de colocar esse conhecimento em prática. Se quiser continuar acompanhando nossos melhores conteúdos, assine nossa newsletter e receba tudo em primeira mão.

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10 formas para redução de custos nas empresas

A redução de custos nas empresas é importante para manter o equilíbrio financeiro, principalmente em tempos de crise econômica, bem como assegurar o crescimento da instituição, já que gastos desnecessários tendem a frear esse processo.

Sendo assim, confira agora algumas maneiras de garantir o sucesso do seu negócio a partir de custos moderados.

1.Materiais de escritório

Pode parecer irrelevante, mas os gastos com papel, fotocópias e impressões afetam a contabilidade ao final de cada mês. Ainda mais se considerarmos que muitos desses materiais vão parar no lixo.

Para reduzir os custos, é possível orientar os funcionários a utilizarem apenas o necessário, além de reaproveitar o material quando possível, como fazendo uso dos dois lados de uma folha, usando-a como rascunho. Outra dica é recorrer aos arquivos digitais e ferramentas colaborativas online de compartilhamento e assim evitar impressões desnecessárias.

2.Energia elétrica e água

Diminuir o consumo de água e energia é uma das principais atitudes para a redução de custos nas empresas. Isso pode ser alcançado com a substituição de lâmpadas incandescentes pelas de LED ou fluorescentes, por exemplo.

Lembrar-se de desligar impressoras e computadores nos intervalos e ao final do turno de cada usuário, também é uma dica de economia, assim como usar o ar-condicionado somente nos momentos mais críticos do dia.

Quanto a água, instalar torneiras temporizadas e descargas econômicas são ótimas maneiras de economizar.

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Economizar água e energia elétrica é uma das soluções para a redução de custos nas empresas.

3. Telefonia e internet

Apesar de ser um custo fixo, há maneiras de diminuir esse gasto. É possível negociar planos corporativos econômicos entre as operadoras e escolher aquele que mais se adequa à empresa.

Os funcionários devem ser instruídos quanto ao uso de chamadas interurbanas e internacionais. Atualmente, aplicativos como WhatsApp, Skype e Viber têm sido uma alternativa perfeita para esses contatos.

4. Materiais descartáveis

Copos de água e café descartáveis, além de mexedores de acrílico, são itens que também pesam na contabilidade.

A ideia mais sensata é que cada funcionário possua sua própria caneca. Os descartáveis podem ser oferecidos apenas aos clientes e demais visitantes.

5. Estoque parado

O controle do estoque é mais uma iniciativa que contribui para a redução de custos nas empresas. Estoque parado gera prejuízo financeiro. Dependendo do produto, a perda pode ser ainda maior caso ele se deteriore com o tempo.

Assim, as compras devem ser planejadas de acordo com as vendas. Outra opção é adquirir algum software apropriado para controle de estoque.

6. Contratação e demissão de funcionários

Muitos custos são gerados em ambos os processos. Para manter o equilíbrio nas contas, analise se uma vaga aberta é de real necessidade ou ainda se a contratação de um terceiro ou autônomo não são alternativas mais econômicas.

No caso da demissão, veja se os custos de rescisão em relação à contratação de um novo colaborador é algo viável.

7. Equipamentos baratos

Tenha em mente que a redução de custos caminha lado a lado com bons investimentos. Portanto, adquirir equipamentos baratos pode ser sinônimo de perda de dinheiro. Afinal, a manutenção ou o conserto podem comprometer o orçamento da empresa.

Prefira instrumentos modernos e de qualidade. O gasto inicial poderá ser alto, mas evitará surpresas futuras. Para equipamentos de pouco uso, considere o aluguel.

8. Faça uma análise dos fornecedores

Se um fornecedor está com preço alto, faça a troca por outro que ofereça o mesmo serviço de qualidade por um valor melhor. Se esse não é o caminho desejado, tente ao menos uma redução nos preços.

É normal que as empresas trabalhem com certos fornecedores por muitos anos e deixem de acompanhar o preço cobrado pelos concorrentes. E isso é um erro.

9. Regime de tributação

O setor fiscal da empresa deve estar atento se o regime de tributação utilizado é mesmo o correto.

Em último caso, contrate uma consultoria especializada para fazer essa análise. Escolhas erradas irão gerar gastos altos e desnecessários.

10. Invista na educação dos funcionários

Educar os funcionários quanto aos desperdícios é imprescindível para ajudar na redução de custos nas empresas.

Ao explicar o motivo da necessidade de economizar material de escritório, diminuir o consumo de água e energia, além de utilizar aplicativos para telefonemas, eles saberão que tais atitudes são para o bem de todos.

Isso pode ser mostrado em apresentações de slides com gráficos reais que mostrem o que pode ser economizado em relação ao que foi gasto nos últimos meses e ano.

E se você tiver outras dicas quanto à redução de custos nas empresas, deixe aqui seus comentários e compartilhe conosco seus conhecimentos.

tendências de contabilidade

As maiores tendências de contabilidade para a sua empresa

A área contábil é indispensável para o funcionamento de qualquer empresa, tendo um papel fundamental em sua gestão e saúde financeira. Ao longo do tempo, em meio ao aumento da concorrência e devido a modificações dentro da própria profissão, houve mudanças significativas na forma como o sistema de contabilidade é realizado.

Muitas companhias têm procurado seguir as novas tendências de contabilidade, para remodelar os negócios e facilitar o trabalho, o que ajuda a gerar novos negócios e mantém a competitividade no mercado.

Tornar os processos do dia a dia mais simples e tecnológicos tem sido uma boa opção dentro da contabilidade. Por isso, é importante estar sempre atento e adaptado às mudanças e ao surgimento de novas tecnologias. Confira algumas das maiores tendências de contabilidade que sua empresa deve seguir:

Automação

A automação da contabilidade tem sido a melhor opção para economizar tempo e esforços, uma vez que elimina a necessidade do trabalho manual de entrada de dados. Em meio a várias outras demandas, torna-se possível diminuir a burocracia e os colaboradores podem usar o tempo para a resolução de outras questões mais importantes.

O contador não deve ter receio de ser substituído por um software, e sim se preocupar em estar sempre atualizado quanto às novidades tecnológicas, para saber lidar com essas novas ferramentas e tornar a sua contabilidade competitiva dentro do mercado.

Sistemas integrados

Com o uso de sistemas integrados, não é mais necessário manter procedimentos separados para o preparo de relatórios financeiros, de gerenciamento ou fluxo de caixa. O sistema facilita a entrada e saída de informações e acelera o tempo para elaboração desses documentos, além de permitir o acesso de relatórios das operações diárias em tempo real.

Com a grande complexidade dos negócios modernos, a adoção de sistemas eficientes para auxiliar o contador acaba se tornando necessária.

Migração das obrigatoriedades assessorias para o meio digital

Após o Decreto Nº 8.373/2014 foi instituído o e-social, um sistema digital que tem como objetivo transmitir obrigatoriedades fiscais, previdenciárias e trabalhistas ao governo, simplificando a forma como os contadores trabalham.

Desse modo, todas as obrigatoriedades assessorias que antes eram feitas em papel, estão migrando para o meio digital, proporcionando benefícios como mais facilidade e controle na gestão; redução da burocracia, pois dispensa o preenchimento de diversas declarações e formulários; maior transparência em relação às informações prestadas; e mais facilidade na recuperação de dados e ao acesso a informações.

Certificação digital

Na internet, há cada vez mais informações transitando e, infelizmente, também há muitas pessoas roubando e usando indevidamente esses dados. Quando existe o envio ou solicitação de recuperação de informações contábeis aos órgãos do governo, como há a garantia de quem solicitou?

Por isso, hoje em dia os contadores necessitam de um certificado digital, que atesta a autenticidade dos dados do profissional e garante a segurança das informações dos clientes. Com a implantação do sistema eSocial, os profissionais contábeis passaram a ter que adaptar a infraestrutura tecnológica para se adequar.

Essas tendências de contabilidade têm feito o setor passar por várias mudanças, sempre focando em melhorias para os clientes. Sua empresa tem acompanhado essas tendências? Deixe um comentário e continue acompanhando nosso blog para estar sempre por dentro das novidades.

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Guia para um fluxo de caixa eficiente

Dentro de qualquer negócio, um dos primeiros desafios de um empreendedor é aprender como lidar corretamente com seus recursos financeiros. Perder o controle das despesas e do faturamento pode facilmente fazer a empresa perder muito dinheiro e até levá-la à falência. Por isso, é muito importante tornar o seu fluxo de caixa mais eficiente, rápido e cada vez mais preciso. A questão é: como?

Guia para um fluxo de caixa eficiente

Você provavelmente já está familiarizado com o termo. O fluxo de caixa é, basicamente, o conjunto de entradas e saídas financeiras na sua empresa, que ocorrem em um determinado período. Um fluxo saudável é aquele que pode ser reposto regularmente pela empresa, garantindo um orçamento e lucratividade estáveis. Além disso, ele contribui com a administração dos recursos financeiros e ajuda a encontrar erros no seu faturamento.

Por outro lado, esse processo exige tempo, conhecimento e recursos da empresa. Torná-lo mais eficiente reduz esses custos e melhora seu entendimento das finanças da empresa. Se você precisa tornar seu fluxo de caixa mais eficiente, então precisa seguir estes requisitos:

Estabeleça uma periodicidade

Como já mencionamos, este fluxo deve levar em conta um período de tempo específico, como uma semana, um mês ou até um ano. Antes de começar qualquer avaliação ou coleta de dados, você precisa definir qual será a periodicidade estabelecida ou pode começar a gerar dados conflitantes e dificultar sua análise.

Na verdade, você também pode utilizar múltiplos períodos de análise, caso ache necessário. Por exemplo, ter um fluxo mensal não te impede de fazer um fluxo anual também. Tudo depende das necessidades da empresa e como essas análises contribuem com sua tomada de decisão. Independente disso, recomendamos que sempre haja uma avaliação mensal, já que é o período de fechamento de caixa mais comum para a maioria das empresas.

Automatize o registro de despesas e receita

A menos que seu negócio seja muito pequeno, é bem provável que você não consiga acompanhar todas as despesas e toda a receita da empresa manualmente. A menos que você dedique todo o seu tempo de trabalho ao acompanhamento do fluxo de caixa, não será possível registrar as informações e avaliá-las corretamente.

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É preciso analisar continuamente e categorizar receitas e despesas. Imagem: Pixabay

Adotar ferramentas que automatizem parte desse processo, como sistemas de gestão ou mesmo a terceirização desse serviço, pode te poupar bastante tempo, energia e recursos, os quais podem ser dedicados a outras áreas mais rentáveis. Por exemplo, você pode passar mais tempo aprimorando seu produto/serviço, melhorando o relacionamento com os clientes, capacitando seus colaboradores etc. Isso tudo sem sacrificar a análise do seu desempenho e saúde financeira.

Seja detalhista em seus relatórios

Em muitos contextos, especialmente no que diz respeito à gestão de recursos financeiros, deixar qualquer informação de lado é um erro grave. Pode ser tentador simplificar sua análise quando há outras questões que exigem sua atenção, mas isso frequentemente faz com que você deixe passar pequenos erros ou outros sinais importantes sobre a empresa.

O nível de detalhamento adequado pode variar de acordo com o contexto, mas o ideal é que o registro leve em conta todas as transações, da origem e destino de cada uma delas e se foram ou não concluídas. Se você tem dificuldades para registrar todos estes detalhes com precisão, é uma boa ideia investir em ferramentas para isso.

Leve em conta o cenário mais pessimista

Durante sua avaliação do fluxo de caixa e do planejamento para o futuro, é importante ter expectativas realistas e um plano para melhorar o desempenho dos seus negócios, mas também é preciso ter em mente que esses planos podem dar errado. Mesmo que suas projeções estejam otimistas, é necessário se preparar para o cenário mais pessimista.

Digamos, por exemplo, que haja alguma perda grave no seu faturamento em determinado período. Isso, naturalmente, exige que você adapte seu fluxo de caixa para evitar prejuízos. Tenha um plano de contingência para esse tipo de cenário. Mesmo que nunca seja necessário colocá-lo em prática, ainda é uma boa garantia.

Retifique os dados coletados

Mesmo com as melhores ferramentas à sua disposição, ainda há vários registros e informações que estão sujeitos a erros humanos. Em alguns casos, esses desvios são praticamente imperceptíveis, mas eles podem se acumular e começar a atrapalhar suas análises. Eventualmente, será melhor conferir esses dados para garantir que estão todos devidamente alinhados.

Esse processo de auditoria pode envolver toda a empresa, conferindo os recibos arquivados, lançamentos no sistema, relatórios automatizados e dados bancários. Essa retificação também deve ser periódica, ocorrendo ao menos uma vez por mês para setores individuais e uma vez por ano para o negócio como um todo.

Analise o fluxo de caixa regularmente

Claro, toda essa informação é coletada e organizada com um propósito: diagnosticar a saúde financeira e o equilíbrio de caixa dentro da empresa. Se o fluxo ficar no negativo em algum ponto, pode ser que haja algum erro na forma como os recursos financeiros da empresa são administrados no momento.

Essa avaliação também precisa ser regular. De preferência, ocorrendo após o fechamento do período correspondente ao seu ciclo de registro do fluxo de caixa. Dessa forma, você pode detectar esses erros e começar a corrigi-los antes que saiam do controle.

Foque sempre na origem do problema e em sua solução

Quando você está muito próximo de um setor, é comum que interprete os problemas de forma mais literal e imediata. Porém, na maioria dos casos, esses são apenas os sintomas de algo que está errado com os processos da empresa. Encontrar a origem do problema deve sempre ser seu objetivo.

Não basta apenas apontar essa origem e definir culpados. Mais importante que isso é ter soluções imediatas e que impeçam o problema de se repetir no médio e longo prazo. Esse é um uso bem mais produtivo do seu tempo, além de evitar um clima acusatório dentro do ambiente de trabalho.

Agora que você entende o que precisa fazer para tornar o seu fluxo de caixa mais eficiente, é hora de colocar esse conhecimento em prática. Se quiser continuar bem informado, assine a nossa newsletter e receba tudo em primeira mão.