contabilidade gerencial

Saiba qual é a importância da contabilidade gerencial

A contabilidade é a ciência que estuda as movimentações patrimoniais nas organizações. Ela tem como objetivo recolher, classificar e manipular dados financeiros das empresas e indivíduos, ou seja, faz o registro numérico e sistemático das transações relativas a um negócio. Por outro lado, a importância da contabilidade gerencial é prever o futuro trilhando o caminho certo e desviando dos erros.

A contabilidade gerencial é um conjunto de técnicas e procedimentos contábeis, como custos, análises das demonstrações financeiras, e contabilidade, que podem ser combinadas fornecendo informações valiosas e auxiliando no processo de tomada de decisão. A seguir, saiba tudo sobre como funciona e qual a importância dela em um negócio.

Entenda a contabilidade gerencial

Muitos profissionais ainda desconhecem a funcionalidade da contabilidade gerencial e a importância que ela tem na tomada de decisões dos processos da organização. A estratégia surgiu nos anos 80, nos Estados Unidos e se tornou mais popular quando os softwares começaram a implantar melhorias de qualidade para aumentar o lucro da empresa.

Durante a segunda metade do século XX, e até hoje, a tendência dominante na contabilidade gerencial tem sido o uso de dados contábeis cada vez mais detalhados. Aliás, trata-se de uma estratégia que vem se tornando cada vez mais decisiva e importante na gestão de uma empresa.

Tem a função de fazer planejamento, visando alcançar um controle eficaz. O objetivo é controlar as atividades da empresa e organizar o sistema gerencial, permitindo que a administração tenha conhecimento dos fatos ocorridos e seus resultados.

Neste quesito, os profissionais fornecem informações e assumem um papel ativo nas decisões rotineiras do negócio. Pode parecer claro para o contabilista, mas fazer os gestores entenderem a importância da contabilidade gerencial é um desafio, pois muitos ainda acreditam que soluções caseiras, como planilhas, resolvem o problema.

Saiba qual é a importância da contabilidade gerencial

A importância da contabilidade gerencial é garantir que os rumos da empresa sejam decididos baseados em dados fornecidos pela contabilidade de custos e financeira

Em síntese, é o processo de identificar, avaliar, agrupar, analisar, organizar, interpretar e comunicar informações que orientem os gestores a atingir as metas e alcançar os objetivos traçados no negócio.

Como pode ajudar na tomada de decisões?

A contabilidade gerencial tem como função garantir que estas informações sejam compiladas e analisadas para o controle, tomada de decisão e alternativas em relação aos orçamentos, produção, vendas, etc. É a base de uma administração segura.

Em suma, é uma ferramenta empresarial importante para todo o processo decisório. Capaz de auxiliar e fornecer aos usuários informações econômicas e patrimoniais que ajudam na tomada de decisões, proporcionar informações de cunho econômico, almejando suprir as necessidades dos gestores.

Por que devo fazê-la?

As grandes mudanças que as empresas vêm enfrentando, devido à globalização da informação e às crises mundiais, trouxeram dificuldades há muitos empresários no que diz respeito à forma como devem tomar suas decisões gerenciais.

No entanto, a utilização desta ferramenta traz sucesso para as organizações e reduz o risco de falência. Certamente, as empresas que utilizam essa ferramenta contábil podem ter mais vantagens competitivas em relação à concorrência.

A contabilidade gerencial possibilita o gerenciamento correto das informações, visualizando-as como uma peça administrativa e uma ferramenta de ajuda ao administrador da empresa. É como se fosse um termômetro que mede e trata a saúde geral de uma organização.

Conheça os benefícios que a aplicação da Contabilidade Gerencial pode proporcionar

Algumas ferramentas são utilizadas para o funcionamento adequado da estratégia de contabilidade gerencial. São elas: 

  • custeio direto ou variável;
  • fluxo de caixa;
  • custeio por absorção;
  • orçamento;
  • demonstração de resultados.

Por meio dessas ferramentas contábeis gerenciais, os contadores emitem um parecer aos gestores sobre os caminhos para o sucesso das organizações. A base da contabilidade gerencial é a informação gerada a partir da análise de dados.

A ferramenta é essencial para tomar decisões fundamentadas sobre o negócio e aumentar a eficiência de todas as funções da empresa. Confira as principais vantagens em aplicar a ferramenta na rotina do negócio.

Redução de riscos

A falta de informações e dados precisos para formatação de processos internos é o principal gerador de riscos empresariais. Com a contabilidade gerencial, o gestor pode impedir este tipo de risco, pois ela atua na formatação e gerenciamento de processos internos, contribuindo para o entendimento adequado de todos os pontos do negócio.

Precificação mais eficiente

A contabilidade gerencial possibilita o detalhamento de custos e despesas. Isso facilita a correta fixação do preço de venda de produtos e serviços, de margem de contribuição e estratégias para aumentar o lucro da empresa.

Mais acesso a crédito nas instituições financeiras

Em linhas de financiamento de longo prazo, como BNDES, as Demonstrações Contábeis das empresas são exigidas com rigor e pode influenciar no aumento do crédito solicitado.

Facilidade na tomada de decisões

Já falamos anteriormente sobre a importância da contabilidade gerencial para o negócio e como ela facilita os gestores na tomada da decisão. Isso porque a geração de dados e informações é um ponto forte da ferramenta que permite obter um grande benefício no processo decisório.

Ao analisar dados precisos sobre determinados pontos da empresa, o gestor terá uma visão mais ampla de todos os elementos. Ou seja, permitindo que baseie suas decisões nessas informações e torne as deliberações mais precisas e detalhadas.

Gestão financeira eficiente

Por meio do fluxo de caixa a gestão financeira passa a ser mais eficiente através da contabilidade gerencial. Aliás, o gestor consegue ter mais visibilidade sobre os recursos financeiros disponíveis, as expectativas para o futuro e as possibilidadeS e alocação de recursos conforme as necessidades da empresa.

Gerenciamento dos tributos devidos

A contabilidade gerencial proporciona total controle de todo tipo de transação do negócio, permitindo que os gestores acompanhem todo o desempenho da empresa por demonstrativos, que servem para apuração adequada de impostos. Além disso, pode ser base para a apuração de tributos e encargos devidos, inclusive como instrumento de prestação de contas sobre o desenvolvimento e investimento da empresa aos sócios ou parceiros.

Conclusão

São inúmeros os fatores que comprovam a importância da contabilidade gerencial para o sucesso do negócio. A ferramenta é capaz de levantar, acompanhar e analisar dados importantes para direcionar os gestores na tomada de decisões da empresa.

Além disso, consegue direcionar o empreendedor sobre o que fazer com relação a tributos e impostos. Por isso a ferramenta vem se tornando cada vez mais indispensável na gestão das pequenas e grandes empresas.

Business concept : Businessmen are analyzing data to finish new business plan in the office,He uses a calculator and pen to write on the graph.

Entenda o que é o planejamento tributário e qual a sua importância

Um bom empreendedor preocupado com o futuro do negócio está sempre preparado para organizar as contas e ficar em compliance (conformidade) fiscal. Caso contrário, corre o risco de cair nas penalizações do fisco. Por isso, o planejamento tributário é tão importante. 

Entretanto, como o sistema de tributos nacional é complexo, nem todas as empresas sabem ao que devem ficar atentas no momento de planejamento e quais os cuidados devem ser tomados para estar em conformidade com as leis fiscais brasileiras. Mas o que é o planejamento tributário e por que ele é tão importante? Confira essas e outras informações no artigo a seguir.

O que é o planejamento tributário 

Antes de entendermos sobre o que é o planejamento tributário, é fundamental saber o que é e como funciona a tributação. Trata-se da aplicação de tributos pelos governos, seja sobre a renda, sobre o consumo ou sobre o patrimônio das pessoas físicas ou jurídicas. 

No Brasil, existem três tipos de regimes tributário:

  • Simples Nacional: as alíquotas são menores que os outros, a administração tributária é mais simplificada, com a facilidade da arrecadação ser feita por meio do pagamento de uma única guia. Além disso, é a primeira opção que os empresários costumam procurar.
  • Lucro Presumido: este regime tributário é para empresas com o lucro superior a 32% do faturamento bruto. Além disso, é muito utilizado por prestadores de serviço, como médicos, dentistas, economistas, entre outros. 
  • Lucro real: trata-se da modalidade praticada pelas empresas de porte maior. Neste tipo de regime, a empresa paga o IR e a contribuição social sobre a diferença positiva entre receita da venda e os gastos operacionais em determinado período.

Toda empresa precisa pagar impostos, independente da área de atuação. O planejamento tributário existe justamente para auxiliar nessa tarefa. Em síntese, trata-se de uma ferramenta contábil que auxilia a pagar impostos e encontrar maneiras para otimizar a carga de tributos, estando em compliance

Entretanto, um gestor que planeja suas ações tem muito mais chances de obter resultados positivos. Assim como um gerenciamento de estoque ou de tempo se faz necessário, a gestão das questões fiscais tem tanta ou maior importância quanto. No entanto, tem dois tipos de planejamento tributário: operacional e estratégico.

O operacional consiste em utilizar procedimentos prescritos por lei dentro de um negócio, visando o cumprimento das obrigações fiscais. Do mesmo modo, ele atende às normas vigentes. Aliás, a redução dos tributos se gera através da antecipação do pagamento.

Por outro lado, o planejamento tributário estratégico tem como objetivo a projeção do futuro do negócio e contribui para a definição da visão, missão e valores. Ou seja, os propósitos são definidos pensando nos benefícios a longo prazo.

Como fazer o planejamento tributário?

Devido à complexidade das leis brasileiras e às cargas tributárias altíssimas, o planejamento tributário acaba sendo complicado também. Para que ele seja feito de forma eficiente, é fundamental que a empresa conte com a ajuda de um contador especializado.

Quanto maior for a empresa e mais complexa a sua atividade, mais trabalho o contador terá. Além disso, para atribuir eficiência ao controle tributário e fiscal de uma organização, é fundamental conhecer as regras tributárias que estão vigentes e são aplicáveis.

Por isso, terceirizar o processo pode ser uma alternativa que poupa dor de cabeça na hora de planejar. Essa não é apenas uma tendência, mas uma prática que já vem sendo realizada e está se tornando cada vez mais forte devido a todas as vantagens que traz para as empresas que a adotam.

Certamente, ao contratar um serviço terceirizado com uma contabilidade, é necessário que a empresa tenha os objetivos bem alinhados com o profissional. Aliás, isso vai garantir que tudo seja bem esclarecido e que o serviço seja feito com ética e responsabilidade.

Em síntese, é feita uma análise detalhada para que seja escolhido o melhor formato tributário, já que a empresa pode escolher qual deseja seguir. Muitas vezes, a análise realizada beneficia-se de brechas encontradas na legislação, por isso é essencial o conhecimento aprofundado.

Por que o planejamento tributário é necessário?

Como já falamos anteriormente, o principal objetivo do planejamento tributário é gerenciar e administrar tributos, organizando os impostos para deixar tudo mais claro e garantir que a empresa pague tudo em dia, alcançando a otimização fiscal.

O planejamento tributário é importante pelo fato de que todo imposto sonegado resulta em multas altíssimas para a empresa. Além disso, o enquadramento da empresa é analisado periodicamente, garantindo a legalidade do negócio.

Em síntese, um planejamento tributário bem elaborado, permite a redução dos valores pagos em títulos tributários, o cumprimento de todas as normativas legais, a modificação da incidência do fato que ocasiona determinado tributo, e até mesmo o adiamento da quitação de obrigações tributárias, sem que incidam taxas sobre elas.

O que é otimização fiscal?

A otimização fiscal é o processo que permite reduzir os custos de impostos e melhorar a performance dos seus investimentos. Ou seja, trata-se de uma ferramenta utilizada para aproveitar o nível máximo dos benefícios fiscais permitidos pela legislação brasileira.

Não é qualquer um que pode tentar diminuir ou excluir um tributo. Qualquer dado errado ou divergências podem causar problemas em cadeia, comprometendo todos os processos, bem como a gestão da companhia. No entanto, é preciso conhecimento, pois se algo sair errado, as penalidades são rigorosas.

Conclusão

Podemos concluir que o planejamento tributário é muito importante para uma boa gestão da empresa. Entretanto, conhecer os tributos cobrados é o primeiro passo para não ser surpreendido evitando problemas fiscais. Principalmente, porque o sistema tributário no Brasil é muito complexo e exige várias obrigações dos contribuintes.

Muitas vezes, a forma como o negócio está estruturado pode gerar economia ou aumento da carga tributária e observar isso também é decisivo para a competitividade. Além disso, a ferramenta ajuda a empresa a projetar com mais acerto sua margem de lucro. 

Certamente se faz necessária uma análise das várias opções das modalidades de tributos federais, estaduais e municipais. E claro, de acordo com o porte, volume de negócios e situação econômica da empresa. 

prestação de contas entidades do terceiro setor

Entenda a importância da auditoria para o Terceiro Setor

Muitos escutam falar sobre o terceiro setor, mas não sabem exatamente o que é e como funciona. No entanto, trata-se de uma divisão criada pelos Estados Unidos, formada pelas organizações privadas sem fins lucrativos prestadoras de serviços públicos, as famosas ONG’s (Organizações Não Governamentais). Por ser sem fins lucrativos, não quer dizer que não necessite fazer uma prestação de contas das entidades do terceiro setor.

A auditoria é o processo de verificação de todos os registros financeiros e de operações de uma empresa. Neste artigo, vamos esclarecer como funciona uma auditoria e qual a importância dela para o terceiro setor.  

O que é auditoria e como ela impacta o terceiro setor?

Antes de tudo, vale lembrar que o terceiro setor é mais utilizado no Brasil do que nos Estados Unidos, onde a divisão foi criada. Aliás, como já citamos anteriormente, trata-se do conjunto de atividade voluntárias desenvolvidas em favor da sociedade, por organizações privadas não governamentais e sem objetivo de lucro. 

Mas assim como uma empresa, o terceiro setor também precisa fazer uma prestação de contas. Aliás, o termo auditoria pode ser bem comum, mas você sabe o que realmente significa? Em síntese, trata-se de uma especialização dentro do setor contábil, que estuda, registra e interpreta os fatos e fenômenos que alteram o patrimônio de um negócio ou organização.

Ou seja, nada mais é do que um processo de conferência ou prestação de contas que tem o objetivo de descobrir se as ações, a contabilidade e a documentação de uma empresa ou ONG estão de acordo com o que foi planejado, e em conformidade com a legislação.

Enfim, o papel da auditoria é focar em um exame sistemático das atividades desenvolvidas na organização do terceiro setor. Entretanto, ela é essencial para qualquer segmento, pois ajuda a evitar fraudes e prevenir irregularidades, identificando possíveis falhas no sistema financeiro e no controle interno.

Além disso, impacta positivamente nos pilares da governança corporativa, garantindo a transparência e a prestação de contas da gestão. Com isso, os gestores têm informações mais detalhadas e concretas sobre a real situação econômica da organização. O processo de auditoria também dificulta possíveis desvios de bens patrimoniais.

Qual a importância de uma auditoria?

Toda empresa precisa acompanhar a execução das tarefas de perto e certificar-se de que o planejamento esteja sendo seguido de forma adequada, e em uma organização do terceiro setor não é diferente. 

Aliás, ao realizar periodicamente uma auditoria é possível fiscalizar a eficiência dos controles internos, o que garante que os registros contábeis sejam fiéis à realidade da ONG, além da prestação de contas de tudo o que é executado.

Ao contrário do que muitos pensam, esse processo não serve somente para apontar problemas ou defeitos na gestão, mas também para encontrar os pontos fortes da organização e potencializar os mesmos. Contudo, a ONG tem a chance de aperfeiçoar seu ambiente de trabalho. Além disso, a disseminação de boas práticas é valorizada durante o processo.

Entenda porque a auditoria é importante para o Terceiro Setor

Todas as operações de uma entidade sem fins lucrativos em aspectos financeiros, trabalhistas, contratuais e fiscais são semelhantes às de qualquer empresa, além disso, possuem giro financeiro comparáveis à uma empresa de grande porte.

Por isso, a auditoria é uma valiosa ferramenta para a gestão de organizações do terceiro setor e prestação de contas à sociedade. Isso porque minimiza os riscos e contingências geradas por suas operações. Além disso, garante mais credibilidade e segurança às informações prestadas aos parceiros, órgãos financiadores, entre outros contribuintes.

De nada adianta prestar um serviço assistencial de qualidade e gratuito, se a organização não tiver uma escrituração contábil eficiente. Além disso, a auditoria no terceiro setor é muito utilizada para que os órgãos de controle verifiquem a conformidade dos atos praticados pelas entidades. 

Por outro lado, o interesse público, as isenções tributárias usufruídas, a relevância dos serviços prestados e as verbas públicas repassadas exigem uma série de controles e procedimentos.

Aliás, é muito comum encontrar ONGs com dificuldades de obter certidões negativas ou positivas de débitos tributários. Isso porque, nesses casos, os débitos são gerados por registros mal feitos, falhas no sistema ou prestações de contas feitas de forma inadequadas. Entretanto, o documento é obrigatório para isenção e convênios.

Quanto maior a qualidade do controle nas entidades, maior a segurança daquilo que se faz e se informa. Por isso, a auditoria é uma oportunidade de estabelecer, testar e avaliar cada procedimento, registros e reflexos para a entidade.

Auditoria, um processo indispensável!

De fato podemos concluir que a auditoria é um processo indispensável para o terceiro setor. Isso porque as entidades necessitam de uma prestação de contas para reforçar a credibilidade da organização e garantir o repasse de verbas, doações e isenção de impostos.

Prova disso é a pesquisa “Auditoria no Terceiro Setor – Percepções e Resultados” realizada em 2006, com entidades de São Paulo. Todas foram auditadas por auditores externos independentes a mais de um ano e que atuam em diversas áreas, tais como, educação, saúde, assistência social, inclusão social, reabilitação, incentivo a gestão e empreendedorismo.

Com a pesquisa, foi possível comprovar a importância da auditoria. As entidades, quando questionadas, perceberam melhorias em diversos aspectos de gestão. O estudo também concluiu que as organizações pesquisadas buscam associar-se a empresas de auditoria externa independente que possuem um nome forte e respeitado no mercado. 

Quer saber mais sobre a auditoria no terceiro setor? Gostou do conteúdo e quer continuar acompanhando nossos materiais? Deixe seu comentário, se inscreva no formulário e fique por dentro! 

obrigacoes acessorias

Obrigações Acessórias: Entenda o que são e como fazer

Não é novidade que o Brasil tem um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. Sendo assim, empresas dos mais variados portes e segmentos têm uma série de obrigações acessórias a serem tratadas. Isso para que o negócio mantenha sua situação regularizada perante o Governo e a Receita Federal.

Esse é o motivo pelo qual muitos empreendedores optam por contratar serviços de escritórios de contabilidade especializados.O objetivo é sempre manter suas questões tributárias devidamente organizadas.

Para que você tenha uma noção mais abrangente sobre o tema, preparamos este conteúdo especial. Nele, é possível entender o que são e como fazer as obrigações acessórias contábeis de sua empresa. Continue acompanhando a leitura, a seguir!

Afinal, o que são obrigações acessórias?

Tratam-se de declarações — anuais, trimestrais ou mensais — em que constam dados sobre a organização.

Essas obrigações têm como principal objetivo permitir que o contribuinte forneça as informações solicitadas. Por exemplo, a movimentação dos funcionários na folha de pagamento, os encargos gerados sobre os salários e os impostos apurados pela empresa.

Além disso, precisam ser declaradas ao Governo (seja ele municipal, estadual ou federal).

Existem também obrigações acessórias pertinentes à atividade econômica específica do empreendimento, como corretores imobiliários, médicos e escritórios de advocacia.

Vale ressaltar, ainda, que as principais obrigações tributárias são aquelas que representam o pagamento do tributo em si. Ou seja, taxas, impostos, contribuições, entre outras.

Para futura fiscalização, há também as obrigações acessórias, geradas a fim de documentar cada tributo pago.

Quais são as principais obrigações acessórias?

Agora que você já sabe o que são obrigações acessórias, mostraremos quais são as principais. Separando-as de acordo com o regime tributário que a empresa se enquadra (Simples Nacional ou Lucro Presumido).

Simples Nacional

  • DEFIS: utilizada para declarar e comprovar ao Governo que os devidos tributos foram recolhidos no ano-calendário anterior;
  • DAS: é o tributo calculado sobre o faturamento mensal;
  • DIRF: é a declaração de imposto de renda retido na fonte;
  • DESTDA: consiste em uma obrigação mensal para pequenas e micro empresas. É utilizada para recolher o ICMS das diferenças da substituição tributária e as alíquotas entre os estados.

Lucro Presumido

  • DES: sua finalidade é declarar ao Fisco o total de serviços prestados no mês;
  • DCTF: é uma declaração de competência da União. Nela, devem conter dados relacionados aos impostos federais, como IPI, IRPJ, CSLL e IRRF;
  • EFD Contribuições: deve ser enviada por organizações na escrituração da contribuição para COFINS e PIS/PASEP;
  • SPED Fiscal: é um software que busca simplificar os processos de armazenamento, validação e envio das obrigações acessórias e fiscais. É usado para encaminhar as apurações de ICMS e IPI ao Governo;
  • GIA Estadual: usada para que a empresa informe as apurações individuais dos contribuintes do ICMS ao Governo Estadual;
  • GIA Substituição Tributária: serve para informar as apurações individuais do ICMS-ST ao Governo Estadual;
  • LFE: estabelecida apenas para empresas de Brasília. É uma obrigação acessória, na qual os contribuintes que constam no ISS e/ou ICMS no Distrito Federal informam sua receita;
  • SISCOSERV: é um sistema que permite o controle de dados dos serviços de importação e exportação.

Quem pode auxiliar nas obrigações acessórias?

Para evitar conflitos com o Fisco, é imprescindível que a empresa realize um planejamento tributário eficiente. Levando em conta que nem sempre o gestor possui um grande know-how sobre o assunto, é altamente recomendado contratar os serviços de um escritório de contabilidade especializado.

Isso vai além de identificar falhas nas declarações, evitar que a empresa seja multada e agilizar o envio dos documentos à Receita Federal. Uma boa assessoria contábil ajuda a gerenciar e organizar as obrigações acessórias contábeis e fiscais do negócio.

Desse modo, a empresa reduz custos com multas ou retificação de dados preenchidos erroneamente. Economizando recursos e otimizando a lucratividade, além de manter uma relação positiva com os órgãos fiscalizadores.

Como você pôde conferir neste post, cuidar das obrigações acessórias da empresa é uma das melhores formas de manter a saúde financeira do seu empreendimento. Algo que é indispensável quando se trata de alta competitividade e cenário econômico crítico.

Gostou do nosso artigo sobre o que são as obrigações acessórias contábeis?

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sped-contabil

SPED Contábil: Saiba tudo sobre e como o transmitir

O termo SPED Contábil ainda é novidade para muitos empreendedores, apesar da ferramenta já ter sido publicamente disponibilizada há alguns anos. Assim, para evitar os riscos de uma transmissão da escrituração contábil atrasada ou enviada com irregularidades, é importante contar com a assessoria de um escritório de contabilidade.

Isso porque contadores profissionais podem auxiliar em todo o processo de reunião e envio dos dados, de acordo com os parâmetros exigidos pelo Fisco.

Para sanar todas as suas dúvidas, preparamos este post com as principais informações sobre o SPED Contábil. Acompanhe a leitura para conferir!

SPED Contábil: o que é e para que serve?

Criado para facilitar o trabalho de profissionais dos mais variados segmentos, o SPED Contábil consiste em um sistema que permite às empresas transmitir dados e informações contábeis e tributárias para a Receita Federal. Dessa forma, descartando a necessidade de que documentos em formato físico sejam entregues à Junta Comercial.

Entre os benefícios proporcionados pela ferramenta, está a integração com sistemas NF-e, EFD e ECD. O que não apenas facilita o cruzamento de dados, como também aumenta a produtividade da área contábil da empresa. Pois, com o auxílio da tecnologia, é mais fácil encontrar erros no preenchimento de documentos.

Além disso, a quantidade de papel necessária para fazer o gerenciamento dos impostos é reduzida significativamente com o uso do SPED contábil. Para a Receita Federal, a vantagem é que o órgão passa a ter mais controle no reconhecimento de quem são os bons e maus pagadores.

O que deve ser entregue no SPED Contábil?

O sistema é utilizado para entregar dados pertinentes à escrituração contábil do negócio, como:

  • Livros contábeis;
  • Livro razão e auxiliares;
  • Livro diário e auxiliares;
  • Balanços e fichas de lançamento comprobatórias;
  • Balancetes diários.

Como funciona a transmissão do SPED Contábil?

Para que os livros contábeis sejam emitidos eletronicamente, é necessário que tenham uma assinatura digital, obtida por meio de um certificado de segurança do tipo A3.

Essa certificação representa a assinatura do responsável legal para transações financeiras, contábeis e tributárias realizadas na Internet. Nela, um par de chaves é gerado e armazenado em um token criptográfico inviolável ou um cartão inteligente.

Partindo do pressuposto que você já tem o seu certificado A3, a transmissão deve ser realizada com o uso de um software contábil, comumente utilizado por escritórios de contabilidade e contadores.

Um arquivo digital será gerado no formato específico, de acordo com a Instrução Normativa RFB n° 787/07. Então, o arquivo será submetido ao Programa Validador e Assinador (PVA), fornecido pelo sistema SPED.

Vale destacar, ainda, que a chave de validação é atualizada anualmente.

O representante legal da organização – ou o empresário – e o contabilista serão os responsáveis pela assinatura digital do arquivo. As funcionalidades para que as assinaturas digitais sejam feitas também estarão inclusas no aplicativo.

Após ser assinado, o documento deve ser encaminhado para o SPED. Que, por consequência, disponibilizará as informações necessárias para autenticação às Juntas Comerciais.

Uma série de validações serão feitas pela Junta Comercial, que finalmente as autenticará. Os dados de autenticação serão fornecidos ao titular da escrituração por meio do SPED e poderão ser consultados via Internet.

Após o recebimento, a escrituração contábil será armazenada em um banco de dados. O qual permitirá que cópias integrais do arquivo sejam obtidas pelos órgãos parceiros do SPED. Após ser transmitida, qualquer indivíduo com o arquivo poderá verificar sua autenticidade e, até mesmo, imprimir o documento. 

Prazos e quem deve entregá-lo

O prazo de transmissão do SPED Contábil é o mesmo anualmente. A escrituração deve ser realizada até o último dia útil do mês de maio do ano posterior ao que os documentos foram transmitidos. Sendo assim, às 23:59 do último dia útil de maio é o prazo final para a transmissão dos arquivos.

Não há como prorrogar esse prazo e, caso os arquivos não sejam transferidos a tempo, multas serão geradas para a empresa.

Por isso, contar com um escritório de contabilidade para cuidar desse processo é uma forma de assegurar que a escrituração contábil será entregue em segurança todos os anos.

Antes de concluirmos, é importante que você saiba de algo! Nem todas as organizações têm a obrigação de fazer sua escrituração contábil digitalmente e enviá-las por meio do SPED. O processo ainda é facultativo, independentemente do regime tributário escolhido.

No entanto, a obrigatoriedade da transmissão do SPED Contábil recai sobre empresas que se enquadram nos seguintes itens:

  • Empresas optantes do Simples Nacional, que tenham recebido recursos de investidores-anjo;
  • Empresas tributadas pelo regime de Lucro Presumido, que tenham distribuído um lucro superior ao da presunção;
  • Empresas tributadas pelo regime de Lucro Real;
  • Pessoas jurídicas isentas ou imunes, que foram obrigadas a apresentar o EFD no período de apuração;
  • Sociedades em Conta da Participação.

Como você pôde ver neste artigo sobre SPED Contábil, apesar de sua emissão ser um processo relativamente simples, vale a pena contar com o auxílio de um escritório de contabilidade para cuidar dos assuntos contábeis e tributários do negócio.

Gostou de entender as peculiaridades do SPED Contábil e como sua transmissão é feita? Quer continuar recebendo dicas e conteúdos úteis como esse todas as semanas? Então, não deixe de acompanhar as postagens do nosso blog!

fiscalização de empresas

Fique Atento a Fiscalização: conheça os órgãos e entidades responsáveis para cada tipo de empresa

A fiscalização de empresas tem como objetivo garantir que documentações, registros e obrigações com o fisco estão efetivamente em dia. Assim, ao abrir o próprio negócio, é preciso ter em mente que, quando menos se espera, os órgãos fiscais de empresas poderão aparecer para se certificar que tudo está devidamente regularizado.

Para não ser pego desprevenido, é importante entender como as empresas são fiscalizadas e, principalmente, contar com uma gestão contábil especializada.

Com isso, na hora de receber a visita de um fiscal, você estará preparado e a sua empresa não correrá riscos de multas e outros inconvenientes, como ter que manter as portas fechadas por um tempo.

Abaixo, você vai conhecer os principais órgãos fiscais e, assim, saber mais sobre fiscalização de empresas. Boa leitura!

6 principais órgãos que realizam a fiscalização de empresas

Existem diversos órgãos fiscalizadores que podem visitar um negócio sem aviso prévio. Conheça abaixo quais são eles e como as empresas são fiscalizadas por cada um.

1 – INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)

O INSS é um órgão que fiscaliza as contribuições previdenciárias. Assim, na hora da visita, ele analisa questões como:

  • Se os funcionários são registrados;
  • Se os formulários referentes à contribuição tributária estão sendo preenchidos adequadamente;
  • Se está sendo pago pró-labore aos sócios;
  • Caso tenha sido contratado algum autônomo, se está havendo retenção de impostos.

Para este tipo de fiscalização, as empresas devem possuir um setor de Recursos Humanos bem estruturado e com conhecimento pleno dessas regras.

2 – Receita Federal

Um dos maiores temores diz respeito à fiscalização realizada pela Receita Federal, órgão encarregado por controlar as movimentações financeiras e os pagamentos de impostos. Há diversos fatores que são analisados e cabíveis de algum tipo de punição. Os mais comuns são:

  • Falta de emissão de Nota Fiscal;
  • Registros financeiros incompletos;
  • Recolhimento de alíquota menor de contribuição previdenciária;
  • Ser optante do Simples Nacional sem se enquadrar nesse tipo de tributação;
  • Envio do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica incompleto ou com dados errados.

Para gerenciar as finanças adequadamente, manter claros todos os registros das movimentações e, assim, não ter problemas com a Receita Federal, é indispensável contar com um escritório contábil ou um contador de confiança.

3 – Prefeitura ou Secretaria da Fazenda do Município

A ação de fiscalização de empresas por parte desse órgão é muito semelhante à da Receita Federal. Entretanto, o seu foco é investigar se os tributos municipais estão sendo pagos, como:

  1. IPTU (Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana);
  2. ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens e Serviços);
  3. ISS (Imposto Sobre Serviço).

Para não ficar devendo nada para o município, é preciso que seja realizado um trabalho em conjunto entre contador e setor financeiro.

4 – Estado ou Secretaria da Fazenda do Estado

A atuação da Secretaria da Fazenda do Estado é similar à realizada pelo município, porém o foco é analisar se as taxas estaduais estão em dia, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), e se as informações referentes a pagamento e recebimento de outras companhias estão cruzando.

5 – Vigilância Sanitária

Principalmente os segmentos de alimentação e saúde costumam receber a visita de um vigilante sanitário com frequência. Este tipo de fiscalização de empresas analisa a higiene e os impactos que a atividade pode gerar tanto para os funcionários quanto para a sociedade em geral.

6 – Corpo de Bombeiros

Esse é um dos órgãos fiscais de empresas que tem como objetivo a prevenção. Ele avalia se há potencial perigo para o negócio em si e para todo o ambiente ao redor. Caso as medidas de segurança não forem seguidas à risca, é possível, inclusive, que o local seja interditado.  

Em que situações pode ocorrer a fiscalização de empresas

De maneira geral, os órgãos fiscais não avisam as empresas quando irão aparecer. Entretanto, existem algumas situações que podem motivar essa visita. As mais comuns são:

  1. Quando a empresa é nova e os órgãos querem se certificar que o empresário está com todas as documentações em dia;
  2. Em caso de denúncia, principalmente no que tange a atuação da vigilância sanitária;
  3. Quando há dúvidas em relação à prestação de contas, ou seja, quando a Receita Federal suspeita de que está havendo sonegação.

Indiferentemente da situação, o ideal é sempre estar preparado e em conformidade às leis estipuladas. Com a assessoria contábil, antes mesmo de abrir oficialmente a empresa, você saberá o que precisa ser feito para atuar legalmente.

Além disso, tem a garantia de que, anualmente, taxas e impostos serão pagos conforme o porte do seu negócio e que a empresa estará em dia com as normas e a legislação atual.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco que esclarecemos para você!

tributação

Quais são os tipos de tributação existentes atualmente?

Além de ter em mãos todos os documentos necessários para se abrir uma empresa, é imprescindível ter conhecimento sobre tributação. Afinal, todas as organizações devem pagar taxas e impostos para que sejam consideradas legalmente aptas para atuar.

O regime tributário no Brasil é composto por tributos municipais, estaduais e federais. O valor que cada organização deverá pagar depende de diversos fatores, como:

  • Tamanho da empresa;
  • Lucro anual;
  • Segmento;
  • Quantidade de funcionários e sócios.

Para saber em qual dos tipos de tributação a sua empresa será enquadrada, explicamos cada uma delas e apresentamos suas vantagens e desvantagens. Confira!

Os 3 tipos de tributação e suas incidências

Atualmente, há 3 tipos de tributação de empresas. A escolha deve ser realizada durante o processo de abertura, mas isso não significa que não possa ser alterado ao longo dos anos. Conheça cada uma delas abaixo:

1 – Simples Nacional

O Simples Nacional foi criado em 2006 visando simplificar e unificar o pagamento de tributos. Segundo estimativas do Sebrae, o número de empresas optantes por esse tipo de tributação aumentou 364% de 2007 a 2016.

Considerado o tipo de tributação mais simples para empresas, ele oferece algumas vantagens, como:

  • Reúne em um único documento, chamado de DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), as 8 taxas que devem ser pagas;
  • Possui alíquotas menores que os demais regimes;
  • É menos burocrático.

Para se enquadrar no Simples, é preciso ser microempreendedor individual (MEI), microempresa (ME) ou empresa de pequeno porte (EPP) e cumprir os seguintes requisitos financeiros:

  1. O MEI não pode ter faturamento anual acima de R$ 81 mil;
  2. Para ME, o teto é de R$ 360 mil por ano;
  3. O limite anual para a EPP é R$ 4,8 milhões.

2 – Lucro Real

Trata-se do regime tributário do Brasil em que os impostos são cobrados de acordo com o lucro real da empresa e eles incidem sobre o faturamento mensal ou trimestral, conforme preferência do empresário.

O enquadramento ao Lucro Real é obrigatório nos casos de bancos e corretoras de título e, ainda, caso a empresa tenha tido uma receita bruta superior a R$ 78 milhões no ano anterior.

Diferentemente do Simples Nacional, os tributos são cobrados individualmente, o que requer um maior cuidado das empresas para que algum não fique em aberto. Como o cálculo de cada taxa é baseado no lucro, esse regime é indicado para empresas que não tenham uma margem de lucro muito elevada, atuem no prejuízo ou, então, tenham custos elevados em serviços ou produtos.

3 – Lucro Presumido

Neste tipo de tributação, a incidência de impostos é baseada na estimativa de lucro da empresa e calculada conforme a atividade que é desempenhada. No caso, os impostos podem variar de 8% (indústria e comércio) a 32% (serviço).

Qualquer negócio que não é obrigado a aderir ao Lucro Real pode optar por esse regime, porém ele é mais vantajoso para as empresas que:

  • Apresentarem margem de lucro superior ao da presunção;
  • Tenham baixos custos operacionais;
  • Possuam folha de pagamento enxuta;
  • Não ultrapassem o faturamento de R$ 78 milhões.

Existe, porém, uma desvantagem que deve ser levada em consideração. Caso a empresa lucre menos do que a média das demais empresas que exercem a mesma atividade, ela deverá pagar um imposto em cima da alíquota pré-fixada (8%).

Para saber qual dos tipos de tributação a sua empresa deverá se enquadrar, é fundamental contar com a ajuda de uma empresa contábil ou um contador especializado. Assim, você tem a certeza de estar pagando as taxas mais justas e que estará sempre em dia com o fisco.

Precisando de ajuda? Entre em contato conosco e conte com quem entende realmente do assunto!

documentos para abertura de empresa

Quais são os Documentos Necessários para Abertura de uma Empresa?

Antes de planejar e sonhar em ter o seu próprio negócio, é fundamental conhecer a lista de documentos para abertura de uma empresa. Estar com eles em mãos antes mesmo de buscar os órgãos encarregados é fundamental para evitar atrasos e retrabalhos.

Essa documentação é considerada essencial porque trata-se do comprovante legal de que o negócio pode operar. Além disso, em caso de fiscalização, a ausência de um deles pode fazer com que as portas sejam fechadas.

Mas afinal, quais documentos são necessários para abrir uma empresa? É o que você vai descobrir abaixo. Boa leitura!

Documentos essenciais para abertura de uma empresa

1 – Para registro na Junta Comercial

O primeiro passo para oficialmente abrir uma empresa é obter o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa). Ele é o comprovante de registro na Junta Comercial e possibilita dar entrada no pedido de CNPJ. Para isso, é preciso levar até o órgão a seguinte documentação:

  • Requerimento Padrão (Capa da Junta Comercial) em uma via;
  • Contrato Social;
  • Cópia autenticada do documento de identidade de todos os sócios;
  • Ficha de Cadastro Nacional (FCN) modelo 1 e 2, em uma via;
  • Comprovante do pagamento de taxas por meio de Guia de Recolhimento e DARF.

Com a NIRE em mãos, a pessoa deve solicitar o CNPJ diretamente no site da Receita Federal.

Quem é Microempreendedor Individual (MEI) pode obter a versão temporária do documento, cuja validade é de 180 dias, diretamente do Portal do Empreendedor e obter na hora o seu CNPJ.

2 – Inscrição Municipal e Alvará de Funcionamento

Tanto o registro municipal quanto o Alvará de Funcionamento devem ser solicitados na Prefeitura do município-será do negócio. Os documentos que costumam ser solicitados são:

  • Contrato Social devidamente autenticado e assinado por um advogado;
  • CNPJ da empresa;
  • Documentos pessoais e comprovante de residência dos proprietários;
  • Planta e habite-se do imóvel.

Dependendo o ramo de atuação, pode ser requerido, ainda, o Alvará Sanitário, o Laudo do Corpo de Bombeiros e a Inscrição Estadual.

Isto é muito comum no segmento de alimentos, por envolver saúde e integridade no serviço prestado.

3 – Inscrição Estadual

Outro documento importante na abertura de uma empresa é a Inscrição Estadual. Este registro é obrigatório para setores do comércio, indústria e transporte intermunicipal e interestadual, além de serviços de comunicação e energia. Para obtê-lo, é preciso ir à Secretaria Estadual da Fazenda já com o CNPJ.

Com esse registro em mãos, é possível solicitar uma autorização para emitir notas fiscais e autenticar livros fiscais. Dependendo do ramo, isso também deve ser realizado na prefeitura.

4 – Cadastro na Previdência Social

No máximo após 30 dias do início oficial das atividades, as empresas devem realizar o cadastro na Previdência Social para pagar os tributos devidos, mesmo que não possua funcionários.

Os documentos exigidos para abrir uma empresa podem variar conforme o tipo de negócio e o estado. Além disso, como eles não são adquiridos em um único local, pode gerar confusões e até a falta de algum deles.

Para evitar imprevistos, consulte antes um contador para que ele dê a orientação adequada sobre onde conseguir os documentos para abertura de empresa e você possa atuar regularmente – e sem incomodações.

Esse conteúdo foi relevante para você? Acesse nosso blog e tire suas dúvidas sobre a abertura de empresas!

abertura de empresas

Principais passos para a abertura de uma empresa

Muitas pessoas sonham em ter o seu próprio negócio, porém, ficam temerosas em dar esse passo devido às diversas etapas que envolvem a abertura de empresas. São diversos documentos, detalhes e tipos que devem ser analisados com cautela e, preferencialmente, com a ajuda de um profissional habilitado.

Atualmente, de acordo com o Sebrae, existem 5 tipos de empresas previstas por lei. Elas se diferem em vários fatores, com destaque para a quantidade de funcionários e o tipo de serviço que podem oferecer.

Para que você não tenha medo de empreender, apresentaremos abaixo cada tipo de empresa que pode ser aberta e os processos necessários para se abrir uma empresa no Brasil. Boa leitura!

Os 5 tipos de empresas possíveis de serem abertas

1 – Empresário Individual

É quando o empresário atua sozinho, ou seja, sem sociedade. Permite que sejam exercidas as atividades industrial, comercial e de prestação de serviços. Exceto, neste caso, quando é de profissão intelectual.

2 – Microempreendedor Individual (MEI)

Trata-se do empresário individual que possui renda bruta anual de até R$ 81 mil, é optante pelo Simples Nacional e possui no máximo 1 empregado. Todos os tributos pagos têm valores fixos e são pagos na forma do SIMEI.

3 – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

Trata-se de uma empresa que não possibilita a existência de sócios e a responsabilidade é limitada ao capital social. No caso, a pessoa jurídica não se confunde com a pessoa física na questão patrimonial.

4 – Sociedade Empresarial

Na abertura de empresa de Sociedade Empresarial, é permitido acrescentar dois ou mais sócios e deve se inserir em uma das sociedades existentes, como Sociedade Limitada – LDTA. Permite que sejam exercidas atividades próprias de empresário, como produção, circulação de bens e realização de serviços, exceto os que envolvem natureza intelectual.

5 – Sociedade Simples

É o tipo de empresa de ação coletiva, cujos sócios possuem responsabilidade ilimitada. Pode adotar o termo Sociedade Limitada – Sociedade Simples LTDA. e prestar serviços profissionais que envolvem o intelecto, como os de natureza científica e artística.

Agora que você já conhece os tipos de empresa, confira as documentações consideradas essenciais e os passos que devem ser dados para se tornar um empreendedor.

Passo a passo para a abertura de empresas

1 – Defina a estrutura jurídica e pesquise o nome escolhido

Antes de abrir a empresa, é fundamental verificar na Junta Comercial Estadual se já existem outros negócios constituídos com o nome empresarial idêntico ou semelhante.

Ainda nessa etapa, é preciso definir qual estrutura jurídica será adotada, sendo que o MEI pode abrir o seu CNPJ gratuitamente direto no site do Portal do Empreendedor, não sendo necessário seguir todos os passos seguintes.

2 – Elaboração do Contrato Social

O contrato social é o documento que formaliza a empresa e define claramente fatores como:

  • Atividade da empresa;
  • Interesse das partes;
  • Capital investido;
  • Descrição do aspecto societário.

Para que seja válido, ele deve estar em conformidade com as leis em vigor do Novo código Civil e ser assinado por um advogado ou empresa que elabore documentos legais.  

3 – Registre-se na Junta Comercial

Com o contrato social e a documentação dos sócios em mãos, é hora de ir até a Junta Comercial do estado ou no Cartório de Registro de Pessoa Jurídica. A partir desse registro, a empresa passa a existir oficialmente e recebe o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa), mas ainda não está autorizada a funcionar.

4 – Crie o seu CNPJ

Com o NIRE em mãos, já é possível registrar o CNPJ no site da Receita Federal, mais especificamente fazendo o download do Documento Básico de Entrada. Ainda nesta etapa de abertura de empresas, é preciso pontuar a atividade que será desempenhada, pois esta informação influencia na tributação e é validada no momento da fiscalização.

5 – Inscrição Estadual

A Inscrição Estadual é obrigatória para setores de indústria, comércio e transporte intermunicipal e interestadual, além de serviços de comunicação e energia. Ela pode ser obtida junto à Secretaria Estadual da Fazendo e é pré-requisito para a obtenção da inscrição do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

6 – Alvará de localização e funcionamento e demais licenças

Para abrir empresa com local fixo, é preciso obter junto ao município o alvará de funcionamento, que autoriza que as portas sejam abertas. Para isso, é preciso comprovar na Prefeitura que reúne todas as condições legais para atuar.

Entre as licenças e inscrições que são normalmente exigidas, as mais comuns são:

  • Licença ambiental;
  • Licença sanitária;
  • Vistoria de cumprimento das normas de segurança (alvará do Corpo de Bombeiros).

É importante destacar que as informações de como abrir uma empresa podem variar conforme o segmento, a cidade e até o estado. Portanto, o ideal é consultar um contador, que irá lhe orientar sobre todas as licenças e inscrições que a sua empresa precisa para atuar regularmente.

Além disso, essa orientação é essencial também na hora de fechar a empresa, a fim de evitar débitos junto à Receita Federal.

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Aprenda como calcular a margem de lucro de sua empresa

Gerir corretamente os recursos financeiros dentro de uma empresa é fundamental para aumentar a longevidade e rentabilidade do negócio. Porém, muitos empreendedores não sabem como avaliar corretamente suas finanças, deixando vários indicadores importantes de lado e, com isso, perdendo o controle sobre o fluxo de caixa. Um exemplo disso é não saber como calcular a margem de lucro dos seus produtos.

Saiba porque é importante calcular a margem de lucro de sua empresa

Caso você ainda não esteja familiarizado com o termo, a margem de lucro é a proporção entre o lucro obtido com uma venda ou serviço e o custo que esse mesmo produto ou serviço gera para o negócio. O tamanho dessa margem pode ser usado para indicar quanto de retorno cada venda gera em relação ao investimento inicial.

Para esclarecer melhor o tema, vamos explicar qual é a importância de ter esse valor à mão e como calcular a margem de lucro. Acompanhe:

Por que é importante fazer o cálculo?

Quando você é um novo empreendedor e não entende como gerir corretamente as finanças da sua empresa, pode cometer vários erros e perder o controle do seu fluxo de caixa. Ter algumas informações à mão durante sua gestão financeira, como a margem de lucro dos seus produtos, pode facilitar bastante o seu trabalho.

Veja aqui algumas das vantagens de fazer esse cálculo corretamente:

Acompanhar o desempenho do negócio

A margem de lucro pode flutuar ao longo do tempo, pois os custos de entrega envolvidos em determinado produto ou serviço podem ser alterados. Em alguns casos, o mercado pode alterar o preço do material utilizado por você. Em outros, algum gasto emergencial pode surgir ao longo do caminho, o que reduz a sua margem de lucro naquele momento.

como calcular a margem de lucro

Saber calcular a margem de lucro da sua empresa é fundamental para ter um planejamento mais realista. Imagem: Pixabay

Se você acompanhar as flutuações na margem de lucro do seu negócio como um todo, pode começar a notar algumas dessas alterações e identificar quando o percentual está caindo ou subindo. Esse é um bom modo de perceber que algo está acontecendo com seu fluxo de caixa. Por exemplo, se um mês teve uma margem inferior sem alteração no preço de venda em relação ao mês anterior, então é hora de reavaliar os custos daquele período e identificar os gastos que saíram do planejamento.

Prever cenários futuros

Outra coisa que você aprenderá depois de descobrir como calcular a margem de lucro do seu negócio é que, ao longo do tempo, esse valor pode formar uma tendência. Se sua margem tem caído nos últimos três meses com uma frequência quase constante, por exemplo, isso caracteriza uma tendência de baixa na sua lucratividade. Da mesma forma, se o valor tem aumentado, isso caracteriza uma tendência de alta.

Claro que você deve correlacionar essa informação com outros dados de mercado e seus próprios investimentos para confirmar suas conclusões, mas esse dado já será um ponto de partida para projetar cenários futuros. Por exemplo, se há uma leve tendência de alta esperada para o próximo mês, você pode definir uma receita estimada para este período e planejar outras ações financeiras de acordo.

Facilitar seu planejamento financeiro

Falando em planejamento, entender como calcular esse e outros indicadores financeiros da sua empresa será fundamental para realizar investimentos de médio e longo prazo. Essas projeções ajudam a encontrar pontos de falha que precisam ser corrigidos em seus processos, identificar oportunidades de aprimoramento e crescimento, entre outras coisas importantes para a melhor longevidade do seu negócio.

Tenha sempre em mente que o planejamento financeiro é o que garante a segurança da sua empresa em momentos de instabilidade e crise, sejam elas externas ou internas. Saber quanto dinheiro há disponível no caixa, quanto você deve ter após o fechamento das contas e quanto precisa ter em reserva para lidar com alguma crise, vai ajudar a prevenir grande parte desses problemas.

Mas como calcular a margem de lucro?

Agora que você entende a importância de conhecer a margem de lucro dentro do seu negócio, o próximo passo é saber como calcular esse valor corretamente. Pode parecer um pouco complicado a princípio, mas vamos explicar tudo com calma.

O cálculo do lucro faz parte do pensamento estratégico de uma empresa. Imagem: Pixabay

Para fazer o cálculo, você deve seguir alguns passos. Primeiro, registre sua receita e os custos de um determinado período. Estes valores correspondem, respectivamente, a todo o dinheiro que entrou na sua empresa através do fornecimento de produtos/serviços e o total de dinheiro que saiu da empresa. Em seguida, calcule a diferença entre receita e custos para obter seu lucro. É um conceito bem simples, com o qual você já deve estar familiarizado.

Por fim, divida o lucro pelo valor de custos da sua empresa e multiplique o resultado por 100. Esse será o valor percentual da sua margem de lucro.

A fórmula da margem de lucro é seguinte:

Margem de Lucro = Lucro/Custos x 100

Para esclarecer melhor como calcular a margem de lucro, vamos usar um exemplo desse cálculo.

Digamos que uma loja teve uma arrecadação de vendas totalizando R$200.000 em um mês. Nesse mesmo período, os custos associados às despesas, aquisição da mercadoria, manutenção da loja e pagamento de salários totalizou R$120.000. Nesse caso, já temos as seguintes informações:

  • Receita = 200.000
  • Custos = 120.000

Sendo assim, o lucro obtido é de R$80.000 (200.000 – 120.000).

Em seguida, dividimos esse valor de lucro pelo de custos, que resulta em aproximadamente 0,67, levando em conta o arredondamento. Se multiplicarmos esse número por 100, teremos o valor percentual da margem de lucro desse período, que será de 67%. Ou seja, o lucro obtido é equivalente a 67% dos custos do mesmo período.

Da mesma forma, se a receita desse mesmo período fosse de R$300.000 e os custos de R$100.000, podemos refazer as contas e obter uma margem de lucro de 200%. No outro extremo, se os custos e a receita tivessem o mesmo valor (independente do qual fosse), então o resultado seria uma margem de 0%.

Agora que você entende por que e como calcular a margem de lucro da sua empresa, é hora de usar essas informações a seu favor. E se quiser mais ajuda nessa tarefa, use nossa calculadora agora mesmo.