Two businessmen are talking about the results of operations in the company financial statements on the computer screen.

Reorganização Societária: o que significa?

Certamente você já duvidou do futuro do seu negócio. Quando o assunto é a organização da sua sociedade, nem sempre a melhor opção é continuar com o mesmo corpo de sócios ou regime tributário. Portanto, a Reorganização Societária pode ser a sua opção.

Neste artigo, iremos te mostrar o que é e o porquê desse assunto ser tão necessário para enfrentar determinadas situações, principalmente no que diz respeito à visão do seu negócio a curto e longo prazo. Acompanhe.

O que é Reorganização Societária?

De forma simples, a reorganização societária é uma maneira de ajustar a composição de uma sociedade com o objetivo de alterar ou adaptar a sua atuação no mercado ou mesmo os sócios que a compõem.

Essa alteração pode ser realizada de diversas formas. Pode ser por cisão parcial ou total, incorporação, fusão de empresas ou a transformação do tipo de sociedade.

Além disso, há também a possibilidade de transformar o tipo societário, como por exemplo, uma sociedade limitada (LTDA) se tornar uma sociedade anônima (SA), bem como a alteração de capital e funcionamento do negócio.

Quando ela é necessária?

Como podemos ver, existem diversas motivações por trás de uma Reorganização Societária. Isso irá depender das suas necessidades e dos novos objetivos que quer alcançar. No entanto, os principais pontos são:

Mudanças do mercado

Em um mundo tão competitivo e de constante mudança, evolução e inovação, é preciso dar atenção especial às transformações, já que podem impactar o seu negócio a longo prazo.

Muitas vezes, algumas sociedades podem sentir a necessidade de abranger um mercado maior que se apresenta rentável. Nesse caso, uma possível união de empresas pode garantir o crescimento diante dessas mudanças.

O comportamento dos consumidores também é um fator que muda de forma contínua. Assim, a competitividade precisa ser garantida ao serem implementadas novas tecnologias que ofereçam uma experiência melhor aos clientes e necessitam de estratégias mais sólidas.

Planejamento tributário

É comum que alguns tipos de regimes tributários envolvam uma carga que nem sempre é rentável ao seu negócio. Entretanto, é possível reduzi-la com base na lei, buscando uma diminuição dos impostos e adequando o regime tributário, como o Simples Nacional.

Diante disso, é preciso entender o cenário em que a sua empresa se encontra para identificar qual forma de tributação trará mais benefícios, visto que nem sempre a troca do regime garante a diminuição dos gastos, pois em alguns deles é preciso algumas adaptações operacionais.

Sócios e Stakeholders

Por vezes, o tipo societário pode servir de impedimento ao crescimento e competitividade do negócio. Seja por objetivos diferentes ou mesmo por necessidades dos investidores.

Esta é uma questão sensível que envolve a necessidade de equalizar os objetivos de todos na busca do melhor tanto para o negócio, quanto para as pessoas envolvidas.

Nesse caso, essa mudança deve ser muito bem planejada, considerando os objetivos almejados a longo prazo e enxergando com clareza as razões que justifiquem essas mudanças, além de estabelecer como acontecerá a divisão do capital da empresa.

A Reorganização Societária serve para a sua empresa?

Para manter o crescimento de uma empresa, a Reorganização Societária pode ser uma ótima alternativa. No entanto, é preciso muito cuidado e planejamento para que essa adequação seja feita da melhor maneira possível.

Existe uma série de etapas nesse planejamento que precisam ser consideradas para que sejam garantidos os direitos dos sócios, investidores e promover o crescimento saudável do negócio.

Conseguiu entender um pouco mais sobre Reorganização Societária? Para mais conteúdos como esse, acesse a nossa central educativa.

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5 Dicas de Gestão Financeira para o Terceiro Setor

Diferentemente dos Primeiro e Segundo Setores, respectivamente o público e o privado, o Terceiro Setor se refere às organizações não governamentais, entidades filantrópicas e organizações sem fins lucrativos/econômicos. No entanto, fazer a gestão financeira de uma organização deste tipo é, sem dúvidas, essencial.

Se engana quem pensa que essas organizações não necessitam de uma boa gestão. Pelo contrário, por conta do grande impacto sobre os seus resultados, torna-se imprescindível administrar os recursos, desenvolver um planejamento estratégico consistente e contar com uma boa prestação de contas.

Por esses motivos, separamos 5 Dicas para ajudar na Gestão Financeira dessas organizações.

Gestão financeira no Terceiro Setor

Um dos pontos principais de organizações com esse caráter é resolver ou diminuir desigualdades sociais e econômicas da sociedade, o que gera uma grande responsabilidade social.

Como em qualquer outra entidade, no Terceiro Setor é necessário ter uma ótima gestão, garantindo a correta administração dos recursos e uma prestação de contas clara e pontual. Isso porque existem algumas limitações no setor a serem consideradas.

Administração eficiente

A primeira grande questão para garantir uma ótima Gestão Financeira é a administração eficiente, que tenha controle sobre as movimentações financeiras da organização e saiba lidar com as limitações que o Terceiro Setor impõe.

Significa dizer que, nesse sentido, captar recursos, realizar o pagamento das despesas e manter um bom planejamento de curto e longo prazo, são aspectos essenciais para que a instituição mantenha claros os seus objetivos.

Portanto, considere na sua administração as seguintes perguntas norteadoras:

  • Quais são os objetivos da sua instituição e como eles contribuem para a sua realidade?
  • Para captar recursos, quais são suas fontes e como elas serão administradas?
  • Quais são os gastos que mantém a sua organização funcionando?
  • É possível prever o que pode interferir nos seus objetivos?

Captação de recursos

Como o Terceiro Setor é composto por organizações sem fins lucrativos, tão importante quanto a Gestão Financeira é a captação de recursos.

Existe uma variação bem comum nesse tipo de instituição, e por isso o planejamento de como irá ocorrer a captação e aplicação desses recursos deve contemplar essas variáveis na arrecadação de dinheiro e os cenários que podem causar impactos.

Para que você consiga bons resultados e mantenha a sua sobrevivência, pense o seguinte:

  • Como posso mapear quais são as fontes disponíveis para captar recursos?
  • Dentre elas, quais são de caráter público e quais não são?
  • É possível criar campanhas de financiamento que sensibilizem o público com a sua causa?
  • Quais estratégias podem ser adotadas, como eventos, vendas de produtos e rifas?

Planejamento, organização e análise

No Terceiro Setor, é preciso que a Gestão Financeira contemple cenários não apenas no curto prazo, mas principalmente a longo prazo.

Por isso, planejar, organizar e analisar resultados é essencial para medir as ações necessárias a serem tomadas e entender quais despesas podem surgir, assim como novas receitas.

Com isso em mente, pense nas seguintes perguntas:

  • Dentro da sua realidade, quais cenários podem causar impactos na saúde da entidade?
  • Diante das adversidades, é possível contar com um fundo de emergência?
  • Quais ferramentas podem ajudar na Gestão Financeira?
  • Como definir processos internos e garantir estabilidade?

Prestação de contas

Como a gestão financeira no Terceiro Setor não visa o lucro, mas precisa captar recursos, prestar contas é uma parte fundamental para garantir a confiabilidade dos investimentos e a aplicação das ações de acordo com a realidade social em que você atua.

Nesse sentido, é preciso ter clareza nos seus objetivos e oferecer um detalhamento das fontes de captação e dos períodos em que elas se fizeram presentes, como aconteceu a aplicação dos recursos e de que forma as ações impactaram a sociedade.

Para isso, pense no seguinte:

  • Com quais públicos devo me comunicar?
  • Como fornecer transparência nas informações?
  • De que forma posso mensurar os resultados e melhorar o planejamento de recursos e despesas?
  • Como atender ao que diz o Estatuto dos Direitos do Doador e as exigências legais?

Ferramentas indispensáveis

Algumas ferramentas e metodologias podem ajudar a manter a Gestão Financeira da sua organização de Terceiro Setor e garantir a sua sobrevivência.

Dentre as mais conhecidas, destacamos as duas mais importantes:

Auditoria Interna

Defina os processos internos para promover o acompanhamento claro do fluxo de caixa, das receitas e despesas e os objetivos a serem conquistados pela organização.

A auditoria interna irá fortalecer os seus processos e fazer com que a sua gestão financeira tenha mais dinamismo, permitindo a transparência das suas ações e aumentando o controle sobre o que acontece na sua organização de forma objetiva e prática.

Balanço Patrimonial

Esta é uma questão fundamental para a sua Gestão Financeira no Terceiro Setor, pois irá garantir que as ações e estratégias estejam alinhadas às suas despesas e receitas.

É por meio do balanço patrimonial que você irá compreender o fluxo de caixa, ou seja, o que entra e sai da sua entidade, além de acompanhar toda a sua movimentação econômica, que, por consequência, ajudará na prestação de contas de forma transparente e responsável.

A Gestão Financeira mantém o Terceiro Setor vivo

Com as dicas que trouxemos neste artigo, foi possível entender a importância de ter uma gestão eficiente, de modo a garantir a sua sobrevivência e a continuação dos impactos sociais que você proporciona à sociedade.

Por isso, tenha em mente que planejar e analisar suas ações é um passo importante para se ter sucesso em sua Gestão Financeira no Terceiro Setor, que a cada dia se transforma mais.

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Group of business workers working together. Sitting on desk using laptop reading documents at the office

A‌ ‌importância‌ ‌do‌ ‌controle‌ ‌e‌ ‌gestão‌ ‌do‌ ‌eSocial‌

O universo empresarial está cheio de obrigações fiscais, que vão desde o processo de contratação de um funcionário até o desligamento do mesmo. Para garantir a legalidade do negócio, assim como de seus funcionários, é necessário estar atento. 

Por isso, é muito importante manter o controle sobre essas questões trabalhistas. Um dos quesitos que deve estar sempre em foco é a gestão do Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, o eSocial.

Apesar de tratar-se de um sistema que reduz as burocracias para as empresas, ainda é preciso ter atenção a ele, que deve conter informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias. Para ajudar você com isso, explicamos neste artigo qual a importância de uma boa gestão do eSocial!

Principais aspectos que merecem atenção

O primeiro passo para manter uma boa gestão do eSocial é entender como ele funciona

Por exemplo, há diferença no envio de documentos entre as micro e pequenas empresas e as de maior porte. Normalmente, pequenas empresas tendem a enviar manualmente. Já as empresas de maior porte, devem integrar um programa que consiga se comunicar com o sistema do governo.

Além disso, merecem atenção os seguintes pontos:

  • Cadastro em dia: a validação cadastral depende de as obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas estarem em dia;
  • Prazos: há multas para o descumprimento de prazos, que são previstos em 3 fases, sendo necessário consultá-las;
  • Atenção aos documentos: é necessário o cadastramento de todos os colaboradores. Por isso é importante organizar e atualizar os dados de registros de cada um dos funcionários;
  • Certificação digital: há a obrigatoriedade de assinatura eletrônica para certificação digital da legalidade das operações e autenticidade das informações;
  • Detalhamento das informações: é preciso detalhar as funções dos colaboradores, condições de trabalho e dados pessoais.

Importância do controle e gestão do eSocial

Manter uma boa gestão do eSocial é garantir a legalidade das questões burocráticas da sua empresa. Uma vez que, a plataforma do programa unifica as obrigações trabalhistas, fiscais e previdenciárias, tornando tudo mais prático. 

Sendo assim, todas as documentações necessárias sobre informações de trabalhadores, como admissão, rescisão de contrato, pagamentos e questões legais do trabalho deverão ser entregues.

Com isso, é obrigatório que todos os empresários cumpram as regras, sejam pequenas e médias empresas e até mesmo o MEI, se tiver colaboradores. Ou seja, estar em dia com o sistema é evitar problemas fiscais e multas desnecessárias.

Por isso, a forma correta de administrar essas questões é planejando, de modo que as entregas sejam feitas pontualmente. Isso reduz riscos e garante tempo para revisitar e corrigir as inconsistências que possam surgir.

Embora o programa tenha sido pensado para facilitar as atividades da empresa, muitos ainda encontram dificuldades.  A falta de tempo ou de informações para lidar com todos os documentos e funcionalidade do sistema, dificulta muito o processo. 

Por isso, o mais viável é contratar uma empresa especializada para realizar a gestão do eSocial. Afinal, a maior importância em relação ao sistema está em manter-se em conformidade com as obrigações fiscais.

Lembre-se que você pode contar com a Segato para ajudar em questões relacionadas ao eSocial. E para mais conteúdos como esse acesse a nossa central educativa.

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O que é eSocial: entenda como funciona e qual a sua real importância

Entender o que é eSocial é obrigação de todo gestor de empresa. Isso porque trata-se do Sistema de Escrituração Digital de Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas. É uma plataforma criada pelo governo Federal em 2014 para fins de recolhimento e fiscalização relacionados ao trabalho.

Embora o objetivo da ferramenta tenha sido justamente evitar a complexidade do cumprimento das obrigações legais, muitos ainda têm dúvidas sobre como funciona o sistema e qual a sua real importância. 

Assim, continue lendo e conheça o que você precisa saber sobre o  eSocial!

O que é eSocial?

O eSocial é uma plataforma criada com o objetivo de facilitar as prestações fiscais, trabalhistas e previdenciárias de uma empresa, que necessitam ser declaradas ao Governo Federal por todos os empregadores. O intuito do sistema é garantir os direitos trabalhistas e previdenciários exigidos por lei aos funcionários.

Outras finalidades de criação do sistema são: reduzir as questões burocráticas, minimizar as evasões e fraudes e aumentar a fiscalização no cumprimento dessas exigências.

É importante saber o que é eSocial porque, na prática, trata-se de um portal que toda empresa deve usar para o envio de informações trabalhistas. 

Dentre as informações necessárias, estão o histórico de vínculos empregatícios anteriores, a folha de pagamento, contribuições da previdência, atestados médicos, avisos de acidentes de trabalho, documentos do FGTS e escriturações fiscais.

Por que é importante?

Compreender o que é eSocial é entender sua importância na busca de garantir a transparência no relacionamento entre empregadores e colaboradores. Isso porque o sistema tem como principal objetivo reduzir inadimplências e fraudes ao processo da previdência, favorecendo o cumprimento dos direitos trabalhistas.

O eSocial é um avanço na simplificação de processos da prestação de dados para a fiscalização por órgãos competentes. O sistema também é muito importante no que diz respeito a ações de organizar informações trabalhistas e previdenciárias. 

A plataforma foi pensada como uma ferramenta para ajudar na criação de políticas públicas que tragam melhorias à regulação de empresas.

Além disso, de modo geral, o eSocial contribui com as empresas, de modo que:

  • melhora a revisão de processos internos;
  • facilita o envio de dados aos órgãos responsáveis e o cumprimento das leis de forma menos burocrática;
  • garante maior organização para obedecer aos prazos estabelecidos pela tabela do sistema;
  • agiliza a identificação de erros e ilícitos tributários;
  • proporciona maior segurança jurídica e atuação mais transparente.

Em resumo, ao entender o que é eSocial, você, que possui uma empresa com funcionários, fica ciente das obrigações que devem ser  cumpridas para estar em dia com o sistema. No entanto, é possível perceber que, por meio disso, torna-se mais garantido prestar as exigências de forma segura e descomplicada.

Ao padronizar o envio de dados, essas obrigações são reduzidas, pois dispensam a integração de formulários e declarações. Dessa forma, você consegue dar conta de cumprir os passivos fiscais e trabalhistas com mais agilidade. E assim, continuar com foco nas atividades principais do negócio.

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Due Diligence o que é

Due Diligence: o que é e qual sua importância?

Toda empresa precisa fazer negociações, operações financeiras, investimentos e outras práticas de risco, não é verdade? Por isso, uma análise aprofundada, antes de realizar as transações corporativas, é crucial para evitar problemas que podem até mesmo levar o negócio à ruína.

É aí que entra o Due Diligence, uma estratégia que envolve um estudo criterioso e uma avaliação detalhada antes da realização de uma operação financeira.

A seguir, vamos explicar melhor o que é Due Diligence e por que implementar essa prática é tão importante para as empresas. Confira!

O que é Due Diligence?

Due Diligence pode ser definido como um processo de estudo e análise aprofundados dos dados e informações de uma empresa, a fim de avaliar os riscos e as oportunidades de um negócio.

Ele pode ser usado tanto em transações básicas, como compra e venda de produtos ou serviços, quanto em operações de alto investimento, como aquisições, fusões e parcerias entre corporações.

No primeiro caso, o Due Diligence serve para avaliar os riscos e a viabilidade da operação em situações como contratação de fornecedores, desenvolvimento de produtos e parcerias comerciais.

Já quando a empresa pretende fazer uma aquisição ou uma fusão societária, o processo terá o objetivo de investigar documentos e dados de todo o histórico da outra empresa, avaliar as perspectivas para o futuro e até descobrir informações ocultas.

Vale lembrar que essa prática pode ser aplicada em diversos setores corporativos, englobando a parte financeira, contábil, fiscal, jurídica, trabalhista, previdenciária, ambiental, tecnológica, entre outras.

No âmbito contábil, por exemplo, são analisadas as demonstrações contábeis, a situação financeira da empresa, os passivos em relação às obrigações atuais e futuras e os riscos e as oportunidades de negócio.

Qual a sua importância?

O processo de Due Diligence é importante em qualquer operação que envolva investimentos, gastos ou riscos financeiros.

Ao implementar essa prática, externa ou internamente, é possível prever riscos, analisar oportunidades e tomar as medidas cabíveis para evitar que o negócio apresente problemas ou prejuízos no futuro.

Se a sua empresa pretende fazer uma aquisição ou incorporação de um negócio, por exemplo, o Due Diligence ajudará a descobrir:

  • se o investimento é viável;
  • se as obrigações legais e tributárias estão em dia;
  • se o fluxo de caixa é saudável;
  • se há boas projeções financeiras;
  • e outras informações relevantes para a sua tomada de decisão.

Além disso, implementar o Due Diligence internamente permite ter uma visão precisa e real da situação do negócio. Você poderá, por exemplo:

  • avaliar a situação contábil e fiscal, desenvolvendo estratégias para evitar prejuízos financeiros;
  • diagnosticar e prever os riscos do negócio e, assim, tomar melhores decisões, otimizar processos e solucionar problemas;
  • descobrir as fraquezas e os pontos fortes, assim como os riscos e as oportunidades;
  • identificar possíveis fraudes ou irregularidades nas relações com fornecedores, clientes, parceiros e funcionários, buscando garantir o compliance da empresa.

Como você pode ver, o Due Diligence é um processo essencial para mitigar riscos e, assim, melhorar os rumos do negócio e garantir a sua sustentabilidade.

Por fim, lembre-se de que a prática é ampla e complexa e, por isso, é recomendável ter especialistas capacitados para isso. Com um time multidisciplinar, com advogados e contadores, por exemplo, seu processo de Due Diligence será muito mais eficaz.

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Os 10 maiores riscos do e-Social para sua empresa

O e-Social – Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas – é um programa implementado pelo Governo Federal que tem como objetivo unir as principais obrigações acessórias de uma empresa em uma única plataforma, porém, além da comodidade, também existem riscos no e-Social.

Nesse sistema unificado e online, a empresa fornece todos os dados necessários em relação às obrigações trabalhistas, fiscais e previdenciárias, o que facilita a entrega das informações e a prestação de contas.

Contudo, esse modelo de escrituração pode gerar algumas dúvidas para o setor de recursos humanos e, com isso, acabar levando às empresas a alguns riscos financeiros e judiciais.

Pensando nisso, vamos esclarecer, neste artigo, os principais riscos do e-Social. Confira o que você não pode deixar de levar em consideração sobre esse sistema!

10 riscos do e-Social para as empresas

1. Multas por inconsistências na folha de pagamento

A folha de pagamentos deve seguir todas as regras do e-Social, pois, caso contrário, a empresa pode sofrer punições a partir de R$ 1.812,87.

Por isso, é importante contar com processos automatizados e em conformidade com as regras do programa, o que ajuda a reduzir erros na prestação das informações.

2. Multas por não comunicar férias

A comunicação das férias dos funcionários é outra regra do e-Social. Se não for feita, pode gerar multas de R$ 170 por período de férias não comunicado.

3. Multas por erros no FGTS

Em relação ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é preciso prestar bastante atenção nas informações enviadas. Afinal, esquecimentos ou omissões também podem gerar multas para as empresas.

Ao não efetuar o depósito, não computar a parcela da remuneração ou ainda atrasar o envio da informação, a empresa corre o risco de sofrer penalizações que variam de R$ 10,64 a R$ 106,41 por funcionário. Se o erro for reincidente, a multa pode ser dobrada.

4. Multas por não comunicar a admissão de funcionários

Com o e-Social, as empresas devem enviar as informações sobre a admissão do colaborador com o prazo de até um dia antes do início do exercício de suas atividades na empresa.

Se a informação for entregue após esse prazo, microempresas e empresas de pequeno porte devem arcar com uma multa de R$ 800 por funcionário. Nos casos de reincidência, o valor pode chegar até R$ 6.000. E, se não registrar o empregado na Carteira de Trabalho, a multa é de R$ 378.

5. Multas por não atualizar contratos e cadastros

Atualizar os dados cadastrais dos colaboradores e informar mudanças no contrato de trabalho é obrigação das empresas. Caso os dados necessários não sejam informados, a multa pode ser de R$ 600 por funcionário.

6. Multas por não comunicar a demissão de funcionários

Além da informação sobre admissão e da atualização de dados, é necessário comunicar a saída de colaboradores no e-Social, o que deve ser feito em até 10 dias. As multas em caso de descumprimento são calculadas conforme a quantidade de dias atrasados e de empregados demitidos.

7. Multas por omitir acidente de trabalho

A CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho – deve ser enviada no prazo de até um dia útil após o acidente. Em caso de falecimento do funcionário, a comunicação deve ser imediata.

Ao deixar de sinalizar o acidente de trabalho ou atrasar a entrega da informação ao e-Social, há o risco de a empresa sofrer multas, que, inclusive, podem ser dobradas se houver reincidência.

8. Multas por omitir afastamento de trabalhadores

O afastamento de um funcionário deve ser informado ao e-Social, pois isso gera impactos tributários, trabalhistas e previdenciários. Caso isso não seja feito, novamente a empresa corre risco de sofrer multas.

9. Multas por não realizar os exames médicos necessários

O Atestado de Saúde Ocupacional – documento que contém o resultado de exames médicos realizados pelo colaborador – é exigido, por exemplo, no momento da admissão, demissão e mudança de função.

Não realizar esses exames pode acarretar uma multa às empresas, que varia de R$ 402,53 a R$ 4.025,33.

10. Multas por não informar sobre os riscos do trabalho

As empresas devem disponibilizar aos funcionários o Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP – , documento que contém informações sobre riscos químicos, físicos e biológicos da atividade laboral que eles vão executar.

Os riscos de sofrer multas aplicadas pelo e-Social são altos, caso a empresa não esteja em conformidade com as regras da segurança e medicina do trabalho e das normas regulamentadoras.

Como você viu, as multas e penalizações são o grande risco do e-Social para as empresas. Por isso, é fundamental estar sempre atento às regras do programa para garantir que sua empresa esteja sempre em dia com a lei. 

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Lucro Real: os cuidados que sua empresa precisa ter

A tributação brasileira afeta diretamente as vidas financeiras das empresas do país, independentemente do porte. Dentre as formas de apuração de resultados financeiros, que definem qual será a tributação estão o simples nacional – que se enquadra para a tributação de microempresários -, o lucro real e o lucro presumido

Esses regimes tributários são os que garantem maior lucratividade para a empresa. Por isso, é essencial que se saiba qual  a melhor opção a se aplicar em sua empresa. Neste artigo, vamos abordar um pouco mais profundamente o que é o lucro real e quais os cuidados que se deve ter antes de escolher um regime de tributação. 

Continue a leitura para entender melhor sobre o lucro real!

O que é Lucro Real? 

Primeiramente, é importante entender o que é lucro real e quais as suas principais características. Então, como já foi dito anteriormente, o lucro real é um regime de tributação, ele é a regra geral para a tributação do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e também da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 

No lucro real, o imposto é determinado a partir do lucro contábil. Assim, a determinação acontece da seguinte maneira: 

Lucro (Prejuízo) Contábil + Ajustes fiscais positivos (adições) +  Ajustes fiscais negativos (exclusões) =  Lucro Real ou Prejuízo Fiscal do período. 

Nesse cálculo, podem ocorrer situações de Prejuízo Fiscal. Isto é, não ocorre a tributação do imposto de renda. Para empresas que trabalham com margem mínima de lucro, a opção ideal de escolha é o lucro real, pois esse cálculo pode ser estendido para outros impostos, como a contribuição social, PIS e COFINS. 

Algumas empresas são obrigadas a optar pelo lucro real, como bancos de investimento, empresas que possuem benefícios fiscais de redução de imposto, ou que tiveram lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. 

Cuidados 

Como já apresentado, o empresário brasileiro deve ter alguns cuidados para escolher o regime de tributação da sua empresa. Algumas empresas não possuem características adequadas para optar pelo Simples Nacional ou pelo Lucro Presumido. No entanto, todas as empresas podem optar pelo lucro real.

O primeiro cuidado a se tomar é escolher uma empresa ou profissional para a realização dos cálculos e para auxiliar na escolha do regime correto. 

Com a escolha do lucro real, é essencial estar atento ao seu período de apuração. Ou seja, os dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro. A não ser que você opte pela apuração anual, que também é possível no regime. 

Uma vantagem da escolha do lucro real é que os valores referentes a custos e despesas são utilizados para diminuir a base de cálculo

No caso do lucro real, o IRPJ e o CSLL são determinados a partir do lucro contábil. O PIS e o COFINS são determinados através de regime não cumulativo. Já no lucro presumido, as empresas não podem aproveitar dos benefícios do PIS e COFINS. 

A desvantagem é que a parcela do Lucro Real que exceder o valor resultante da multiplicação de R$20.000,00  pelo número de meses do respectivo período de apuração, pode acarretar em um imposto adicional. Além disso, a empresa é obrigada, nesse regime, a fazer escrituração contábil (comercial e fiscal). 

Conclusão 

Em resumo, o lucro real é uma excelente opção de regime tributário que contribui inclusive para o crescimento das empresas. Para empresas menores, esse pode não ser um regime tão válido, mas que, de acordo com o crescimento, é possível considerar. 

Antes de escolher, no entanto, é indispensável que o empresário esteja atento a todas as regras do regime, para que não ocorram frustrações ou despesas indesejadas. Assim, uma dica é que se realize a contratação de uma consultoria que irá te apresentar todos os detalhes das tributações e te ajudar a escolher a ideal para o seu negócio. 

Leyendo un documento antes de firmar.

Tudo o que um gestor precisa saber sobre o e-Social

Empresas de todo o país, com exceção de Microempreendedores Individuais (MEI) e produtores rurais, têm obrigação de prestação de contas no ambiente virtual e-social. 

É essencial que os empresários brasileiros estejam a par de todas as regras para cadastro no e-social e que o façam o quanto antes de acordo com suas datas. Afinal, a multa para quem não realiza esse cadastro não é baixa. Então, para evitar um gasto desnecessário com essa penalidade, fique atento às datas de cadastro e faça os lançamentos das informações com cautela e transparência. 

Mas afinal, você sabe o que é o e-social? Continue a leitura para descobrir mais sobre esse projeto. 

O que é o e-social?

O e-social é um programa do governo federal criado pelo Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) que visa facilitar o recebimento de informações das empresas pelo governo. Instituído pelo Decreto  nº 8373/2014, o objetivo do projeto é que seja uma plataforma única para armazenamento de dados previdenciários, trabalhistas e tributários.

Isto é, o e-social é uma maneira de os empregadores passarem a comunicar o governo, de modo unificado, sobre os trabalhadores, os vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, acidentes de trabalho, etc. 

Assim, os dados inseridos no ambiente virtual são gerenciados pelos órgãos: 

  • Ministério do Trabalho e Emprego;
  • Receita Federal;
  • Caixa Econômica Federal;
  • Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
  • Ministério da Previdência Social.

A principal característica do programa é a obrigatoriedade de adequação ao sistema. Isso é, todas as empresas do país, independente de porte, segmento e etc, devem se cadastrar no sistema. Sendo que, empresas de grande e médio porte já tinham essa obrigação desde 2018. 

Com isso, os dados de empresas passam a estar unificados para acesso dos órgãos públicos e a transmissão dos dados simplifica a prestação das informações referentes às obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas, substituindo assim o preenchimento e entrega de formulários e declarações separados a cada entidade.

O resultado disso é maior transparência das informações e menor burocracia. 

Por que é importante? 

Primeiramente é importante destacar que, apesar da obrigatoriedade de cadastro, o e-social não é uma nova obrigação. Pelo contrário, ele é um programa para facilitar a realização das obrigações já existentes. 

Isso significa que ele é uma maneira que o governo federal encontrou para a unificação e digitalização dos processos. A obrigatoriedade se dá, justamente, para que dados trabalhistas não sejam ocultados. 

Logo, a importância do e-social é, principalmente, o fato de realizar suas obrigações de prestação de informações trabalhistas de modo mais simplificado. Além disso, o e-social é importante pois aumenta a transparência de todos os dados relativos à relação empregado – empregador.  

Um dos motivos para a criação desse programa se relaciona diretamente com a questão da transparência, afinal, foi desenvolvido para aumento da segurança das informações e para a redução de sonegação fiscal e a economia subterrânea.

Além disso, com o programa se aumenta a segurança e a autonomia no tratamento de dados corporativos. Dessa maneira, apesar de inicialmente parecer um impasse à  organização, ele é, na verdade, uma facilidade a médio e longo prazo.   

Como funciona ?

Como falamos anteriormente, o e-social não é uma nova obrigação. É por isso que nenhuma documentação é solicitada além das já costumeiras. Assim sendo, as obrigações que devem ser incluídas no e-social são as 15 conhecidas: 

  • Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP);
  • Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged);
  • Relação Anual de Informações Sociais (RAIS);
  • Livro de Registro de Empregados (LRE);
  • Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT);
  • Comunicação de Dispensa (CD);
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
  • Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP);
  • Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF);
  • Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF);
  • Quadro de Horário de Trabalho (QHT);
  • Manual Normativo de Arquivos Digitais (Manad);
  • Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (GRF);
  • Guia da Previdência Social;
  • Folha de pagamento.

Todas essas informações, antes enviadas de forma física, agora podem ser inseridas no sistema e-social. Ou seja, além das informações unificadas, o trabalho é menor. 

Mas o que é preciso realizar para utilizar o e-social? Bom, primeiramente, se faz o cadastro da empresa no sistema. Assim, todas as pessoas jurídicas ou físicas que tenham funcionários registrados devem entrar no sistema. Aqui a exceção são os MEIs e os empregadores rurais ou domésticos

As empresas foram divididas, então, por categorias. Cada uma delas com um prazo diferente para fazer o cadastro e adaptar a empresa ao sistema. Veja: 

Grupo Data Categoria 
Grupo 1 Janeiro 2018 Grandes empresas que faturaram no ano de 2016 mais de 78 milhões de reais. 
Grupo 2 Julho de 2018 Entidades empresariais com faturamento abaixo de 78 milhões em 2016 (exceto as optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições)
Grupo 3 Janeiro de 2019 Empresas optantes pelo Simples Nacional, os produtores rurais pessoa física, entidades sem fins lucrativos e empregadores pessoa física (exceto domésticos). 
Grupo 4Janeiro 2020 Órgãos públicos e organizações internacionais. 

As primeiras informações que devem ser inseridas no sistema são :

  • S-1000: Informações do Empregador/Contribuinte/Órgão Público;
  • S-1005: Tabela de estabelecimentos, obras ou unidades de órgãos públicos;
  • S-1010: Tabela de Rubricas;
  • S-1020: Tabela de Lotações Tributárias;
  • S-1030: Tabela de Cargos/Empregos Públicos;
  • S-1035: Tabela de Carreiras Públicas;
  • S-1040: Tabela de Funções / Cargos em Comissão;
  • S-1050: Tabela de Horários /Turnos de Trabalho;
  • S-1060: Tabela de Ambientes de Trabalho;
  • S-1070: Tabela de Processos Administrativos/Judiciais;
  • S-1080: Tabela de Operadores Portuários.

O cadastro das informações pode ser categorizado por eventos periódicos ou não periódicos, facilitando também para a organização e encontro das informações. Os pagamentos dos tributos relativos às informações presentes no e-social da empresa continuam a acontecer da mesma maneira que já ocorria. 

Por fim, uma última característica da plataforma é referente aos prazos. Ações classificadas como “não periódicos” tem prazos diversos. Já as ações que se classificam como periódicas, devem ser enviadas até o dia 7 do mês subsequente. 

Benefícios do e-social 

Em relação a benefícios, o e-social pode citar vários que contribuem com a prestação de informações. Uma delas é a facilidade de informar o governo sobre as ações da empresa

Além disso, o aumento da transparência das empresas para com o governo e vice-versa é uma possibilidade que é muito benéfica. 

No entanto, não são apenas essas as vantagens em adequar sua empresa ao e-social. Veja algumas: 

  • Integração de dados dos colaboradores, assim, todas as documentações de cada funcionário serão apresentadas no sistema. Com isso, é muito mais fácil fazer, não somente a transmissão das informações, como também o controle dessas; 
  • Suporte em questões legais que o sistema pode dar a empresa, isso porque muitos empregadores acabam tomando certas atitudes por desconhecimento da legislação. Com o e-social, esses problemas trabalhistas podem diminuir;
  • Admissão e demissão de funcionários, também é beneficiada nesse sentido. Assim os processos se tornam mais claros. 

Conclusão 

Para resumir, é fundamental que você, empreendedor ou empreendedora analise as informações aqui apresentadas e se cadastre no e-social. Também é importante estar atento a todas as exigências do programa, e cuidar para não perder prazos. Afinal, isso pode ocasionar em uma perda financeira. 

Com o e-social, você garante mais segurança e transparência para sua empresa e seus colaboradores.

lucro presumido desvantagens

Quais as desvantagens em optar pelo Lucro Presumido?

O Lucro Presumido é um dos principais tipos de regime tributário utilizados pelas empresas no Brasil. Ele costuma ser vantajoso para muitos empreendimentos, por ser mais simples e menos burocrático que outros sistemas como o Lucro Real, mas é importante saber que ele também tem algumas desvantagens.

Conhecer bem o funcionamento do regime tributário e como ele impacta os seus negócios é fundamental para que a escolha seja a mais estratégica e vantajosa possível.

Por isso, vamos explicar, neste artigo, as principais características do Lucro Presumido e alguns de seus pontos negativos. Entenda a seguir!

O que é Lucro Presumido?

O Lucro Presumido é um regime tributário simplificado para a apuração dos impostos IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), que ocorre trimestralmente, no último dia dos meses de março, junho, setembro e dezembro.

Como o próprio nome já sugere, no Lucro Presumido a base de cálculo dos impostos é feita a partir de uma presunção do lucro da empresa, e não do lucro real. Ou seja, a Receita Federal faz uma estimativa do lucro conforme as características do negócio.

Para encontrar esse valor presumido, a base de cálculo é feita de acordo com a atividade exercida pela empresa, de modo que as alíquotas podem variar de 8 % até 32% sobre a receita bruta.

O enquadramento no Lucro Presumido é permitido para empresas com faturamento anual de até R$78 milhões. Algumas atividades que podem optar por esse regime são: serviços hospitalares, construção civil, profissionais liberais, indústrias, comércios varejistas e atacadistas, entre outras.

Vale reforçar que as regras do Lucro Presumido se aplicam apenas à apuração do IRPJ e da CSLL, mas as empresas devem recolher os demais impostos, como PIS, Cofins, ICMS e ISS.

Quais as desvantagens desse regime?

Considerando as características do Lucro Presumido, pode surgir a dúvida se esse é o regime mais adequado para a sua empresa. Por isso, entenda, a seguir, quais são os pontos negativos que podem impactar o seu negócio.

1. Recolhimento de mais impostos que o necessário

Como o cálculo dos impostos é pré-determinado com base em um lucro presumido, isso pode significar uma boa economia financeira para os seus negócios caso o seu lucro obtido seja maior do que o valor estimado.

Contudo, a desvantagem aparece quando o lucro presumido é superior ao lucro real. Nesse caso, você pode acabar tendo que pagar mais tributos que o necessário.

2. Pagamento de tributos mesmo com prejuízos

Outra desvantagem do Lucro Presumido é que, caso a empresa tenha prejuízos, é preciso pagar o IRPJ e a CSLL normalmente.

É diferente, por exemplo, do ocorre no Lucro Real, regime tributário em que a empresa não precisa pagar esses tributos se tiver prejuízo.

3. Não há possibilidade de dedução de despesas

Mais um ponto negativo é que, no Lucro Presumido, a empresa não pode deduzir despesas operacionais da base de cálculos dos impostos IRPJ e CSLL.

4. Não é permitido abater créditos fiscais

Uma das vantagens do Lucro Presumido é que as alíquotas do PIS e do Confins são menores, se comparadas com as do Lucro Real.

Contudo, uma desvantagem é que a empresa não tem o direito de aproveitar os créditos tributários para abater nos pagamentos de PIS e Cofins.

Por fim, vale lembrar que é fundamental avaliar se as características do regime tributário se encaixam ao perfil da empresa.

4. Maior monitoramento do Fisco do que comparado com o Simples Nacional

No Lucro Presumido, há um monitoramento ainda maior pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pelos órgãos de fiscalização com relação à sonegação de impostos, Informalidade e de estar com a Contabilidade em dia. 

Para empresas que não estão 100% estruturadas ou que não estão organizadas administrativa e financeiramente falando, pode ser um grande risco!

5. Burocracia com as Obrigações Acessórias

Ao optar pelo Lucro Presumido e abrir mão, por exemplo, da opção pelo Simples Nacional, o custo e as exigências para se atender às Obrigações Acessórias no Lucro Presumido é muito grande. Muito mesmo.

A empresa vai ter que entregar DCTF, EFD ICMS/IPI, EFD PIS/COFINS, Bloco K, ECF, ECD, GIA’s de ICMS… Enfim, é uma grande responsabilidade administrativa atender a todas essas demandas, que no Simples Nacional não são obrigatórias.

O Lucro Presumido, por exemplo, pode ser mais vantajoso para empresas que possuem um lucro maior que o presumido. Já, se tiver uma margem de lucro menor ou variável, pode acabar gastando muito com tributos.

Por isso, lembre-se de fazer uma análise cuidadosa antes de escolher o seu regime tributário. Faça agora mesmo o diagnóstico financeiro gratuito da sua empresa e saiba se vale a pena ou não ser Lucro Presumido!  E, para mais dicas de gestão, acompanhe o nosso blog!

simples nacional

Por que a sua empresa não deve optar pelo Simples Nacional?

O Simples Nacional é um enquadramento tributário que visa facilitar o recolhimento de tributos, permitindo o pagamento de vários impostos em uma única guia.

Você já deve ter ouvido falar como esse regime pode ser vantajoso para alguns empreendimentos, certo? 

Voltado para as microempresas e empresas de pequeno porte, o sistema simplificado conta com vários pontos positivos, como redução de burocracia, unificação da arrecadação e facilidades para a regularização de dívidas.

Contudo, antes de escolher esse enquadramento tributário para a sua empresa, é importante saber que o Simples Nacional também tem suas desvantagens.

Pensando nisso, vamos explicar as características desse sistema e por que talvez seja melhor não optar por ele. Entenda a seguir!

O que é o Simples Nacional?

Regido pela Lei Complementar nº 123/2006, o Simples Nacional é definido, no art. 12, como o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

É, portanto, um dos tipos de regime tributário, Lucro Presumido e Lucro Real. Cada um tem um sistema específico de cobrança de impostos.

No Simples Nacional, o recolhimento de tributos é feito de forma unificada, abrangendo todos os entes federados – União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Assim, com apenas uma guia, o empreendedor pode pagar os impostos:

  • IRPJ;
  • CSLL;
  • IPI;
  • PIS/Pasep;
  • Cofins;
  • ICMS;
  • ISS;
  • CPP para a Seguridade Social.

Para optar pelo Simples Nacional, é preciso:

  • Enquadrar-se como microempresa ou empresa de pequeno porte;
  • Ter faturamento anual de até R$4,8 milhões (com sublimite de R$3,6 milhões para ISS e ICMS).

Quais as desvantagens desse regime?

Embora o Simples Nacional ofereça várias vantagens, é preciso considerar também seus pontos negativos. Entenda por que sua empresa não deve optar por esse regime!

Não há direito de creditar tributos

Uma das desvantagens do Simples Nacional é que o sistema não registra na nota fiscal o valor pago referente ao IPI e ICMS. Desse modo, os clientes não podem receber de volta parte do valor pago dos tributos.

Existe um limite para as exportações

Se você tem uma empresa enquadrada na definição EPP – Empresa de Pequeno Porte – e suas atividades lidam com exportação, o Simples Nacional pode não ser uma boa opção.

Isso porque as EPP têm limite de exportação de mercadorias e serviços de R$3,6 milhões. Isso significa que, mesmo que sua empresa esteja dentro do limite atualmente, se você tiver estratégias ou expectativas de crescimento, a expansão dos negócios pode acabar ficando limitada.

A alíquota é calculada sobre o faturamento

Pelo Simples Nacional, o cálculo para o pagamento dos tributos não é feito sobre o lucro, mas sobre o faturamento. Isso significa que, mesmo se a empresa tiver prejuízos, ela pode acabar tendo que pagar o mesmo valor de impostos.

Existe um sublimite para ICMS e ISS

Outro fator que deve ser levado em consideração é que o limite de receita anual de R$4,8 milhões não abrange o ICMS e o ISS. Com a Lei Complementar nº 155/2016, foi definido o sublimite de R$3,6 milhões para o recolhimento desses impostos.

Nessas situações, o empreendedor deverá pagar o ICMS ou o ISS fora da guia do DAS (Documento de Arrecadação Simples).

De todo modo, vale lembrar que o Simples Nacional é um regime facultativo, permitindo que o empreendedor opte por ele ou não. Por isso, é importante analisar as condições específicas da empresa para verificar qual regime tributário é mais vantajoso para o seu caso.

Lembre-se de que você também pode contar com uma assessoria especializada. E, para obter mais informações, acompanhe outros artigos em nosso blog!

O PIX vai acabar com a Sonegação!

O PIX vai acabar com a Sonegação!

Qual é a relação entre o novo meio de pagamento, o famoso PIX e o fisco? Você está empolgado para o lançamento do PIX? 

Diante das promessas dessa incrível ferramenta, a gente já consegue imaginar o quanto as nossas transações financeiras ficarão fáceis, rápidas e baratas, tanto para pessoas quanto para empresas.

Só que tem um porém, esses benefícios do PIX não atingem somente a população e a iniciativa privada. Com essa ferramenta, o governo ganha um excelente aliado contra 2 problemas bem sérios no brasil: a informalidade dos negócios e a sonegação de impostos.

Antes de mais nada, vamos contextualizar rapidamente o que é o PIX.

O PIX é um sistema de pagamento instantâneo, barato e sempre disponível, que foi desenvolvido e distribuído pelo Banco Central do Brasil e tem a proposta de substituir todos os meios de transferência de valores entre contas bancárias de:

A – Pessoas Físicas, 

B- Empresas;

C- Governo.

O objetivo do Banco Central com o PIX é agilizar e desburocratizar as transações financeiras no país, sendo mais barato, mais rápido e com maior disponibilidade do que outros métodos, como, por exemplo, o DOC e TED, além de mais prático e mais seguro do que cartões de débito, crédito e dinheiro físico. 

Observando tudo que foi divulgado pelo Banco Central, é quase impossível apontar um único defeito na proposta magnífica do PIX para pessoas, empresas e para o governo.

Só que, para as empresas que mantêm parte do seu negócio informal, o PIX pode ser um oponente formidável e bem difícil de se evitar. 

Sonegar impostos sobre operações com PIX tende a ser praticamente impossível!

É muito fácil perceber o quanto o PIX é vantajoso para as Administrações Tributárias, como a Receita Federal e as Secretarias da Fazenda, tanto Estaduais, quanto Municipais.

Então vamos pensar de forma simples e lógica….

Considerando que todos os dados transacionais do PIX estarão concentrados no Banco Central, o Fisco terá muita facilidade em descobrir o faturamento exato das empresas.

E olha que essa lógica que estamos trazendo neste artigo não é tão nova assim: 

Desde a popularização das vendas com cartão de crédito e débito, manter um negócio totalmente informal é muito complicado… 

Estas operações envolvendo máquinas de cartão já dificultam a sonegação, já que as operadoras prestam estas informações mensalmente ao Governo – através da e-Financeira

Ou seja, nos dias de hoje, as próprias maquininhas já informam o quanto você transacionou, você queira ou não.

Com o PIX, a centralização e a facilidade de acesso a estes dados por parte dos órgãos de fiscalização vai atingir um nível sem precedentes.

Basicamente, a gente pode afirmar, sem sombra de dúvidas, que, num futuro bem próximo, as pessoas estarão utilizando só o PIX.

O dinheiro em cédula vai diminuir e muito a circulação… isso se ele não acabar!

Então, quando a popularidade do PIX realmente vier à tona, vai ser muito difícil, quase impossível manter um negócio informal. 

Se a proposta de eliminar (ou mesmo reduzir drasticamente) o uso de dinheiro físico se concretizar, a informalidade vai beirar impossível

Afinal, em um cenário no qual se projete um sucesso absoluto do PIX, o governo vai conhecer a renda exata de todas as pessoas jurídicas e físicas, pois neste contexto de inteligência fiscal absoluta e centralizada não é nada impossível de se acontecer.

É claro que esta é uma previsão um pouco distante ainda e depende de inúmeros fatores. 

Por enquanto, o que podemos esperar com total certeza, é o crescimento das garras e do cérebro do leão.

Como você pode ver, utilizar o PIX requer bastante cuidado. Além de respeitar todas as questões legais, é fundamental ficar atento a qualquer falha, para evitar surpresas ou prejuízos posteriormente. Para garantir a saúde financeira da sua empresa, acesse o nosso blog e confira outros artigos!

Como os grandes empresários utilizam a contabilidade a seu favor

Como os grandes empresários utilizam a contabilidade a seu favor

A Contabilidade é uma ferramenta imprescindível para o sucesso da empresa. Muitos gestores e empresários sabem disso e a utilizam inclusive a seu favor. Principalmente, quando a Contabilidade Gerencial é colocada em jogo!

Ocorre que, mesmo provando por “A + B” que isso é uma verdade indiscutível, existe uma parcela considerável de gestores que acaba não dando tanta importância para a Contabilidade. Entenda como os grandes empresários utilizam a contabilidade a seu favor.

Então, neste artigo, trouxe alguns exemplos de empresários bem sucedidos que utilizaram a Contabilidade à seu favor, e isso, claro, contribuiu diretamente para o sucesso empresarial alcançado por eles.

O Warren Buffett, nosso primeiro exemplo, que é um dos homens mais ricos e o investidor mais famoso do mundo, diz o seguinte: “a contabilidade é a linguagem dos negócios, sem ela, você nunca vai ser um empresário ou investidor bem sucedido”.

O John Rockefeller, que é o homem mais rico da história de todos os tempos, (já que ajustando sua fortuna da época à inflação seu patrimônio, nos dias de hoje, seria cerca de 700 bilhões de dólares), era contador!

Rockefeller se formou em Contabilidade e trabalhou em um escritório de Contabilidade. Ele aprendeu tudo sobre Contabilidade de custos e métodos de custeio, conseguiu aplicar isso nos seus negócios e alcançou grandes feitos, financeiramente falando!

O mega-empresário Andrew Carnegie, que também é um dos homens mais ricos da história, desenvolveu nas suas siderúrgicas um método contábil detalhado de custos, no qual ele tinha o intuito de captar e entender informações sobre os custos de matéria-prima e de mão de obra. 

Basicamente, podemos dizer que a Contabilidade Gerencial como conhecemos hoje surgiu dentro das empresas de Andrew Carnegie.

Já o Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil, imprimiu uma política em todas as suas empresas de modelagem financeira

Desde o Banco Garantia, um de seus primeiros projetos, até hoje em dia, com a fusão entre a Brahma e Antártica, ou quando comprou a Budweiser, o Burguer King e a Heinz, em simplesmente todas as suas empresas, Lemann se utiliza da Contabilidade como ferramenta para a tomada de decisão.

Então, Lemann frequentemente fazia a sua gestão com base nos números, na sua estrutura de custos e na análise nos relatórios financeiros.

Pra finalizar os exemplos, eu já tive a oportunidade de conversar com o Enéas Pestana, que foi durante bastante tempo CEO do Grupo Pão de Açúcar, e, dentre alguns dos motivos que ele elencou para o sucesso da empresa, está o fato de que ele sempre tomava as decisões baseado na Contabilidade. Ou seja, ele tinha todo o apoio da poderosa ferramenta chamada Contabilidade para poder tomar a melhor decisão e decidir qual caminho seguir.

Utilize a Contabilidade!

Tem um momento na vida do empreendedor, na vida do empresário, que é o início, o começo de tudo. É um momento em que ele está estruturando a empresa e tem tanta coisa pra fazer, que acaba focando diretamente na operação do seu negócio e acaba não tendo tempo nem energia para focar em outras frentes.

Eu até entendo esse momento!

Só que, se você realmente deseja ter uma empresa estruturada, como essas que eu citei, você vai precisar pensar como um gestor de verdade. Na hora que você for pensar como um gestor, vai entender que a Contabilidade é a ferramenta que pode te ajudar a dar esse próximo salto que você precisa.

Nenhuma empresa consegue ser grande sem ter uma boa Contabilidade, sem analisar suas Demonstrações Financeiras. 

Nenhuma empresa consegue ser grande sem que o líder dessa empresa abrace essa ferramenta para gerir sua empresa.

Pode reparar por aí! Todas as empresas que você admira, que você se espelha…

Para, olha, pensa e analisa…. 

Você acha mesmo que essa empresa não usa a Contabilidade a seu próprio favor?

A verdadeira função da moderna Contabilidade é atuar diretamente focada nos assuntos da riqueza das empresas.

O Contador é a bússola de uma empresa. 

Com base nos elementos que a Contabilidade fornece, o Empresário sabe se vai ter sucesso ou então o insucesso.

A Contabilidade dá uma dimensão do que passou e a projeção do futuro. 

E é exatamente entendendo o passado e o presente e projetando o futuro que se tem sucesso nas tomadas de decisões!

Se você quer saber realmente como a Contabilidade pode te ajudar, faça o nosso diagnóstico financeiro gratuito e tenha o feedback de um consultor da Segato Contabilidade! 

Guilherme Segato

custos de importação

Saiba quais são os principais custos de importação

Se sua empresa lida com a atividade de importar, deve ficar atenta aos custos de importação para que o orçamento não seja extrapolado.

Isso porque não são poucas as taxas, os tributos e os valores envolvidos nessas transações. Sem falar ainda dos prejuízos que o importador pode sofrer com penalidades, caso não siga corretamente a legislação.

Pensando nisso, vamos explicar, neste artigo, como funciona esse processo e os principais custos de importação a serem considerados. Veja a seguir!

Como funciona a importação?

Em primeiro lugar, para atuar com importação, uma empresa deve estar cadastrada no Radar (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros), um sistema criado pela Receita Federal.

O registro dá acesso ao Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior), que é o sistema onde estão centralizadas todas as informações sobre registro, acompanhamento e controle das operações de exportação e importação.

Feito isso, a empresa pode negociar e estabelecer acordos com fornecedores do comércio exterior. Aqui, a empresa deve lembrar de inserir os Incoterms no contrato, que são os Termos Internacionais de Comércio, que definem as obrigações das partes envolvidas.

A empresa também precisa ficar atenta se a mercadoria exige a Licença de Importação (LI). Nesses casos, a solicitação deve ser feita antes de iniciar o processo de importação.

Para isso, basta registrar a LI no Siscomex e aguardar a análise pelos órgãos anuentes. É somente com o deferimento que a mercadoria poderá ser embarcada.

Por fim, quando a mercadoria chega ao país, é preciso fazer a Declaração de Importação (DI). Toda a documentação, bem como a mercadoria, é analisada pelas autoridades competentes. Se tudo estiver correto, incluindo o pagamento dos impostos, a mercadoria é finalmente liberada.

Os principais custos de importação

Os custos de importação envolvem custos nacionais e internacionais. Veja os principais!

Custos nacionais

Impostos

Os tributos que incidem sobre produtos importados são:

  • Imposto de Importação (II);
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • Programa de Integração Social (PIS);
  • Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Taxas do porto/aeroporto

Outros custos estão relacionados a uma série de taxas do porto ou do aeroporto. Você precisa pagá-las para poder manusear os produtos importados quando sua carga chegar.

Logística

A logística representa uma parte importante dos custos de importação. Aqui, devem ser incluídos os gastos com transporte e armazenamento.

Antes da liberação da carga, ela fica armazenada. Para isso, existe uma taxa de armazenagem, que pode variar conforme o tempo de guarda.

Para a movimentação da carga até sua empresa, você deverá contabilizar o frete doméstico de uma transportadora, considerando que o preço varia conforme a distância entre o porto e a sua empresa e o tamanho do container, por exemplo.

Operacionais

Aqui, devem ser computados todos os custos burocráticos relativos à operação. Um exemplo importante é a taxa de utilização do Siscomex, que é devida independentemente de tributo a recolher.

Além disso, também existem os custos com despachante aduaneiro, que envolve o desembaraço e a entrega da mercadoria. Os valores podem variar bastante dependendo da quantidade e da complexidade dos serviços envolvidos nessa etapa.

Extras

Um custo extra que você pode ter, principalmente nas primeiras importações, é com a realização de inspeções do fornecedor. Isso é importante para garantir a confiabilidade das empresas que vão enviar as mercadorias para você.

Custos internacionais

Preço

Obviamente, o produto que você está importando tem um preço, e esse valor deve entrar nos cálculos dos custos de importação.

Seguro de transporte internacional

É muito importante fazer um seguro da carga. Ele não é caro – geralmente custa menos de 1% ou no máximo 2% do valor da carga – e é uma garantia fundamental nos processos de importação.

Transporte

Outro custo é o frete internacional para o transporte da mercadoria. O frete pode ser marítimo ou aéreo, sendo que os valores podem variar conforme, por exemplo, o tamanho do container ou o peso do produto.

Transações cambiais

Outro custo de importação consiste nas operações de câmbio, nas quais devem ser consideradas as despesas bancárias geradas.

É fundamental respeitar a legislação de importação!

Como você pode ver, importar é uma atividade que requer bastante cuidado. Além de respeitar todas as questões legais, é fundamental ficar atento aos custos de importação para evitar surpresas ou prejuízos posteriormente. Para garantir a saúde financeira da sua empresa, acesse o nosso blog e confira outros artigos!

como tirar a empresa do vermelho

6 passos para tirar sua empresa do vermelho

Crise econômica, instabilidade do mercado, falhas na gestão… São vários os motivos que podem prejudicar a saúde financeira de um negócio. Mas, com algumas mudanças e com a reorganização das finanças, é possível tirar sua empresa do vermelho.

Saiba que, por mais que uma situação financeira ruim possa ser um risco à sobrevivência dos negócios, sua empresa não está, necessariamente, fadada à falência.

Mas, para recuperar a estabilidade, é fundamental adotar medidas estratégicas e planejadas. Quer retomar a competitividade no mercado? Então, confira nossas dicas a seguir!

Como tirar a empresa do vermelho?

1. Faça um diagnóstico e analise as finanças

O primeiro passo é fazer um diagnóstico detalhado da sua situação. Verifique como está o fluxo de caixa e identifique todas as despesas e receitas. Com tudo registrado, você terá uma visão mais ampla sobre o momento atual da sua empresa e o quão ruim ele está.

Assim, é possível analisar melhor as finanças, a fim de identificar gastos desnecessários, custos que podem ser reduzidos, gargalos que geram prejuízos, entre outros erros que podem estar colocando a sua empresa no vermelho. 

Faça o diagnóstico financeiro gratuito da sua empresa e tenha o retorno de nossos consultores com dicas e sugestões. Clique aqui.

2. Organize as suas dívidas em uma planilha

A má organização é uma das grandes vilãs da boa saúde financeira de uma empresa. E, quando há dívidas em jogo, ela é ainda mais prejudicial. Por isso, uma dica importante para retomar o controle é organizar todos os números do seu negócio em planilhas.

Anote as receitas, as despesas, os estoques, as movimentações. E tenha também uma planilha para as dívidas, incluindo dados como valor total e juros. Com essa organização, você tem maior previsibilidade das entradas e saídas, o que ajuda a pensar em estratégias para não deixar a dívida crescer.

3. Reduza os custos desnecessários

Com diagnóstico, análise e organização, você tem tudo o que precisa para identificar quais custos podem ser reduzidos ou até eliminados. Numa situação de crise, você perceberá que há gastos que são supérfluos e outros que são prioritários.

A dica aqui é rever, por exemplo, os investimentos, os serviços contratados, a utilização dos recursos e até os processos de trabalho que podem estar gerando mais prejuízos que benefícios.

4. Tente renegociar suas dívidas

Tentar uma renegociação é sempre um bom caminho para tirar a empresa do vermelho. Converse com as instituições financeiras com as quais você tem dívida. Verifique outras condições de pagamento, como parcelamento ou quitação por compensação. Não hesite também em pedir um abatimento.

E lembre-se: o mesmo vale para os seus fornecedores. Use seu poder de barganha, mas também seja sincero e explique sua situação atual. Mostre que você quer cumprir com seus compromissos e peça a prorrogação dos prazos de pagamento. Isso pode ser benéfico até para melhorar o relacionamento com seus parceiros comerciais.

5. Reveja as medidas necessárias

Você seguiu todos esses passos e ainda não conseguiu tirar sua empresa do vermelho? Então, analise se todas as medidas possíveis já foram realizadas, se há outras opções para cortar gastos ou se ainda restam algumas alternativas.

Esse é o momento de verificar se será necessário tomar uma medida mais drástica, como demitir funcionários, mudar para um local com aluguel mais barato ou até trocar o regime tributário em vista de uma economia fiscal. Mas cuidado: antes de ações extremas, faça um bom estudo e planejamento para que a decisão seja acertada.

6. Elabore um planejamento

Para conseguir tirar sua empresa do vermelho, você precisa trilhar um caminho bem planejado. Para isso, a dica é criar um plano de recuperação financeira, restabelecer suas metas e definir as ações para os próximos meses.

E não ache que, depois que as coisas melhorarem, você estará livre desse rigor. O planejamento contínuo e consistente é crucial para que você não repita os erros do passado e saia do controle novamente. Ao planejar, você aprimora cada vez mais sua gestão financeira e garante a sustentabilidade do negócio.

Organizar-se é fundamental! 

Como você viu, não há nenhuma medida impossível para tirar a empresa do vermelho. Mas é fato que retomar o controle da situação exige muita organização, consistência, disciplina, uma análise profunda e um planejamento sólido.

Para que todas essas mudanças ocorram de forma sustentável, positiva e eficaz, é necessário estar muito bem acompanhado de uma equipe especializada em controle e reestruturação da rotina financeira. Conte com a Segato para juntos tirarmos a sua empresa do vermelho!

como fazer um planejamento orçamentário

Como fazer um planejamento orçamentário?

Você sabe como fazer um planejamento orçamentário eficaz? Essa ferramenta é primordial para planejar ações e estratégias que contribuam com melhores resultados, além de manter seu negócio saudável por mais tempo.

Pensando nisso, vamos explicar porque sua empresa precisa de um bom planejamento orçamentário e como fazer um. Entenda, a seguir!

Por que fazer um planejamento orçamentário?

O planejamento orçamentário é uma prática fundamental para que a empresa planeje suas receitas, despesas, custos e investimentos futuros. Com base em uma análise cuidadosa da situação atual do negócio e de dados reais, é possível:

  • Estabelecer objetivos que levem aos resultados esperados;
  • Organizar e utilizar os recursos de modo mais eficiente;
  • Saber o momento certo para fazer empréstimos;
  • Avaliar os investimentos realizados e previstos;
  • Identificar a necessidade de mudanças na empresa;
  • Definir ações, políticas e estratégias mais acertadas.

Com um bom planejamento orçamentário, você tem a real compreensão da situação do seu negócio e entende o que deve ser feito para melhorar os resultados.

Ou seja, o planejamento é essencial para melhores tomadas de decisão. Assim, você terá previsões baseadas em fatos (e não suposições!), podendo nortear suas ações com mais controle, segurança e transparência.

Como fazer um planejamento orçamentário?

Agora que você conhece a importância de fazer um bom planejamento orçamentário, veja alguns elementos fundamentais desse processo:

  • Previsão das vendas e projeção do faturamento;
  • Projeção das deduções sobre vendas;
  • Projeção dos custos de produção, como insumos e mão de obra;
  • Planejamento de despesas operacionais e gastos administrativos;
  • Planejamento dos gastos com pessoal;
  • Planejamento dos investimentos (quantias, áreas e formas).

Além disso, existem algumas práticas que ajudam a fazer um planejamento orçamentário de sucesso. Por exemplo:

  • Avalie quais itens dentre os citados acima são mais importantes para sua empresa;
  • Considere um período de projeção que faça sentido para o seu setor de atuação e suas operações (geralmente, esse período varia entre um e três anos);
  • Estabeleça metas realistas e executáveis, considerando cada área do negócio;
  • Faça acompanhamentos periódicos e implemente ajustes quando necessário;
  • Foque nas informações que são relevantes para as suas tomadas de decisão;
  • Conte com ferramentas que auxiliem na elaboração do planejamento orçamentário, como planilhas, softwares especializados ou sistemas de gestão integrados.

Por fim, vale lembrar que uma assessoria contábil especializada pode ser bastante útil ao longo do processo. Assim, você cria um plano eficaz, com todos os pontos necessários e adequados à realidade da sua empresa. Deseja mais informações sobre o assunto? Acompanhe outros artigos no nosso blog!

planejamento sucessório

O que é planejamento sucessório e por que é importante?

O planejamento sucessório é um instrumento jurídico que tem como objetivo organizar a transferência de bens e patrimônios de uma pessoa, ainda viva, aos seus herdeiros.

A ideia é atuar de modo antecipado para prevenir problemas como conflito familiar, dispor os bens conforme o desejo do titular e reduzir custos com o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).

A seguir, vamos explicar com mais detalhes como funciona o planejamento sucessório e por que ele é importante. Confira!

O que é e como é feito o planejamento sucessório?

O planejamento sucessório consiste em uma forma antecipada de organização da sucessão dos patrimônios de uma pessoa. Para fazê-lo, existem várias formas possíveis. Conheça as mais comuns!

Testamento

No testamento, o titular do patrimônio pode fazer a divisão dos bens conforme a sua vontade. O requisito legal é que 50% seja destinado aos familiares (descendentes, ascendentes e cônjuge). O restante pode ser passado para outras pessoas, mesmo sem vínculo familiar.

Doação

Na doação, ou partilha em vida, os bens podem ser transmitidos aos herdeiros com o titular ainda vivo. A doação também pode ser feita com reserva de usufruto vitalício. Assim, o bem já pode ser passado para o nome do herdeiro, mas o doador mantém seu direito de usufruí-lo até o falecimento.

Previdência privada

Ao contratar um plano de previdência privada, os herdeiros podem receber os valores arrecadados no pagamento. Tudo é feito de forma automática, sem burocracias ou carências, o que torna essa forma de planejamento sucessório uma das mais simples. Além disso, na transferência não há cobrança do ITCMD.

Holding familiar

Para fazer o planejamento sucessório por meio de holding familiar, cria-se uma empresa, colocando os herdeiros como sócios da organização. Cada ação da holding familiar equivale a uma quota da herança. Assim, o patrimônio da família fica dentro da empresa.

Por que o planejamento sucessório é importante?

O planejamento sucessório é muito benéfico em termos de organização e facilitação da divisão de bens. Além disso, esse instrumento tem a vantagem de possibilitar uma transmissão de bens muito mais estratégica e eficiente.

Nesse sentido, um de seus grandes benefícios é a economia. Na sucessão de bens tradicional, os custos e a burocracia podem ser altos. Há gastos com o imposto ITCMD, processo de inventário, documentação de cartório – tudo isso pode acabar reduzindo significativamente o valor dos bens.

Já com o planejamento sucessório, é possível reduzir impostos, eliminar custos e liberar os bens de forma mais rápida e menos burocrática.

Além disso, quando os bens envolvem ações ou empresas, o planejamento sucessório empresarial se torna ainda mais necessário. Isso porque, na sucessão tradicional, quando um sócio de uma empresa falece, as quotas e ações são transmitidas automaticamente para os familiares diretos, como filhos e cônjuge.

Contudo, nem sempre esses herdeiros estão ligados à atividade empresarial. Muitas vezes eles não têm as competências necessárias para gerir a empresa ou nem mesmo têm interesse em atuar na área. E isso pode acabar prejudicando a boa continuidade dos negócios.

Com o planejamento sucessório, o valor das ações pode ser mantido na transmissão aos herdeiros, mas podem ser destinados tipos de ações diferentes, como ordinárias nominativas ou preferenciais nominativas. Assim, é possível determinar quem tem direito de voto e, consequentemente, maior poder na gestão.

Como você viu, o planejamento sucessório é um instrumento legal muito útil para quem tem um patrimônio importante e deseja que a partilha seja feita de forma eficiente e transparente. Deseja conferir mais informações para gerir seus bens com inteligência? Então, confira outros artigos em nosso blog!

impostos

4 dicas para quitar os impostos em aberto de sua empresa

A dificuldade para manter em dia o pagamento de impostos é realidade comum a todo empresário em nosso país e isto acontece exatamente porque o Brasil é um dos países que mais taxam as pequenas e médias empresas. 

O problema em se atrasar impostos é que, como qualquer outro credor, o governo pune o inadimplente com multa e juros de mora, deixando a situação da empresa ainda mais complicada. Como ninguém se torna um inadimplente por “à toa”, em momentos nos quais a decisão de deixar de pagar os impostos passa a ser questão de sobrevivência do negócio, o mais importante é conhecer as regras do jogo.

Antes de conferir as dicas para resolver as pendências tributárias de sua empresa, leia o nosso artigo sobre os riscos e as consequências de não pagar impostos.

1. Aposte em um Programa de Recuperação Fiscal

Uma das melhores opções para escolher em caso de atraso de impostos é o parcelamento ou a liquidação por meio de programas como o REFIS e o PIS.

O Programa de Recuperação Fiscal — ou REFIS — é um projeto que objetiva parcelar débitos que pessoas jurídicas têm com algumas instituições determinadas, como a Secretaria da Receita Federal (SRF), a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o INSS.

Ao recorrer aos programas de parcelamento, o empresário não deve se esquecer de que ele terá que arcar com os custos daquelas parcelas, além do valor regular daquele mês. Por isso, é imperativo que a empresa se organize para conseguir honrar o acordo.

2. Pegue um empréstimo

Quando sua empresa está devendo tributos ao Estado e deseja quitar as dívidas, uma das primeiras atitudes tomadas por empresários é a contratação de empréstimos.

Mas essa atitude deve ser planejada e pesquisada, pois os bancos oferecem acordos com cláusulas e benefícios diversos. Portanto, é preciso analisar minuciosamente cada proposta, a fim de fechar o melhor negócio.

3. Aposte em um Planejamento Tributário

Em busca de alternativas, contrate uma consultoria de Planejamento Tributário para estudar meios legais de reduzir os impostos que são pagos atualmente pela empresa. 

Muitas vezes, uma simples reestruturação no Regime Tributário poderá organizar a estrutura de custos da sua empresa, o que fará com que as dívidas do passado sejam honradas com o novo fluxo de caixa. 

4. Realize uma Auditoria Fiscal nos últimos 5 anos

Uma boa alternativa para reestruturar as pendências tributárias da sua empresa é realizar uma Auditoria Fiscal nos últimos 5 anos de seu CNPJ. Diferente do Planejamento Tributário (com foco no futuro), a auditoria irá retroagir os últimos 5 anos de apuração de todos os impostos (Federais, Estaduais e Municipais) de sua empresa a fim de buscar:

  1. Impostos pagos a maior;
  2. Compensação ou ressarcimento de tributos;
  3. revisão dos impostos em Aberto (para entender se realmente são devidos);
  4. Segurança de que nada do passado em termos fiscais poderá atrapalhar ainda mais o futuro da empresa.

Quanto antes quitar os impostos, melhor!

Ao atrasar o pagamento de impostos a melhor coisa a ser fazer é elaborar um sólido planejamento financeiro e orçamentário para a sua empresa voltar o quanto antes a condição de adimplente. 

Os custos com multas e juros de mora cobrados pela Receita Federal Brasileira podem ser em alguns casos até menores do que outros credores, mas ainda sim são proibitivos e, se acumulados por longos prazos, podem tornar-se impagáveis, causando consequências graves como insolvência econômica ou até mesmo falência.

Por isso planejar, controlar milimetricamente os gastos, despesas e margens de lucro é a melhor opção.

Para isto, conte com a Segato para te ajudar a traçar um planejamento completo e um diagnóstico prático onde sua empresa quite 100% de suas pendências tributárias e foque em crescer e expandir. Entre em contato com um de nossos consultores para crescermos juntos.

Não Pagar Impostos

7 Riscos e consequências de não pagar impostos

É normal e extremamente comum, no cenário brasileiro, que a empresa, em algum momento de sua jornada, encontre-se em dificuldade financeira, com falta de caixa e sem recursos disponíveis a curto prazo. Diante deste contexto e de todas as frentes de trabalho do empresário, muitas vezes, os impostos são deixados de lado para que a empresa honre com fornecedores, prestadores de serviço e o próprio pro-labore.

Porém, abrir mão do recolhimento dos impostos, na maioria das vezes, é uma decisão prejudicial para o negócio. Atrasar o pagamento de suas obrigações tributárias não é a situação ideal, mesmo que aparente ser a alternativa mais viável ou de “fácil” escolha.

1. Incidência de Multas

A primeira consequência do atraso do pagamento de imposto é a incidência de multa. Cada imposto tem uma forma de cálculo para o atraso, porém para a maioria é calculada uma multa de 0,33% a cada dia de atraso, chegando no limite de 20%.

Para exemplificar:

Caso a empresa deixe de pagar um imposto de R$ 50.000,00 no mês de janeiro, em março, além de dever o valor nominal, será acrescido R$ 10.000,00 (20% do valor devido), totalizando uma dívida tributária de R$ 60.000,00 em apenas 2 meses.

2. Juros de Mora

Além da incidência da multa sobre o atraso, também serão calculados juros de mora. Os juros são cobrados a partir do mês seguinte ao do vencimento, calculados com base na taxa Selic + 1%.

Então, se o atraso for dentro do mês de vencimento, paga-se somente a multa e nada de juros. Se a empresa estiver esperando por uma entrada ainda dentro do mês, talvez seja vantajoso atrasar o pagamento. Se passar do mês, o custo financeiro passa a ser alto. A cada mês de atraso, soma-se mais uma taxa mensal nesse patamar até o mês de pagamento. Quanto maior o atraso, maiores são os acréscimos legais.

3. Risco de Bloqueio de Bens e Responsabilização do Fisco

Cada vez mais o Fisco vem melhorando seu monitoramento, através da tecnologia e dos cruzamentos das informações. Caso o imposto fique muito tempo em aberto, a empresa corre o risco de sofrer bloqueio de bens para que o Fisco não seja lesado pela falta de recolhimento do referido imposto.

Além disso, há a possibilidade de a empresa ser acusada de sonegação pela Receita Federal ou por alguma Secretaria Estadual ou Municipal. A situação ficará muito mais complicada.

Nesse cenário, os responsáveis diretamente envolvidos com o pagamento de tributos podem responder pela ação. Porém, se ficar comprovado que a empresa facilitou, incentivou ou contribuiu com a sonegação de impostos, sócios e diretores também poderão ser responsabilizados gravemente.

4. Dificuldade em Obter Empréstimos Bancários e Linhas de Crédito

Como citamos anteriormente, muitas empresas analisam o que é mais viável: pagam juros e multas em atraso ou solicitam um empréstimo bancário para quitar os impostos a tempo. 

No entanto, um dos riscos de não pagar os impostos em dia é encontrar dificuldades para obter empréstimos e outras negociações com instituições financeiras, especialmente se a empresa já estiver na lista de inadimplentes.

Dificilmente o empréstimo que surgirá terá taxa de juros e prazos de pagamento atrativos. O que pode contribuir ainda mais para o aumento da bola de neve.

5. Impedimento de Participação de Licitações

Outro risco de não pagar os impostos em dia é o impedimento de participar de concorrências públicas, se a empresa entrar no cadastro de inadimplentes. Embora o atraso não seja considerado um crime de sonegação, acaba interferindo na continuidade da empresa.

6. Clientes e Fornecedores Poderão Negar Parceria

É comum em parcerias, seja de clientes ou então de fornecedores, pedir para a empresa as Certidões Negativas de Débitos e consultarem o cadastro de inadimplentes, para entenderem com que tipo de empresa estão fazendo negócio. Caso a empresa não tenha parcelado ou quitado os impostos em aberto, terá grande dificuldade de conseguir um bom acordo.

7. Impedimento de Distribuição de Lucros aos Sócios

Outra consequência de extrema relevância para a empresa que deixa de recolher seus impostos é o impedimento da realização da distribuição de lucros aos sócios, caso não tenha realizado o parcelamento destes valores em aberto.

Qualquer valor que for transferido para a conta corrente dos sócios nesta hipótese terá a incidência de tributação.

Será que realmente  vale a pena deixar de pagar os impostos?

Não vale a pena deixar de recolher os impostos. O atraso sai sempre caro que o desembolso financeiro. O melhor a fazer é se programar para esses gastos, pois eles incidem sobre o que se ganha.

Só compensaria atrasar esse pagamento se os juros e as multas fossem menores do que o custo financeiro de realizar um empréstimo no banco. Se a conta da empresa estiver zerada ou já no vermelho, talvez compense esperar a próxima entrada de recursos, mas é preciso colocar na ponta do lápis para não se enrolar ainda mais.

Caso você precise de um levantamento efetivo dos impostos que estão em aberto na sua empresa e uma estratégia traçada para mitigar os riscos e eliminar pendências da forma mais rápida possível, entre em contato com a Segato. Nossos consultores farão o diagnóstico completo.

Recuperação de Crédito Tributário

Como funciona a recuperação de crédito tributário?

Você sabia que a recuperação de crédito tributário é um direito garantido por lei? E que essa pode ser uma forma de melhorar as finanças das empresas, sobretudo em momentos de dificuldades financeiras?

Neste artigo, vamos explicar o que é a recuperação de crédito tributário e como ela funciona. Confira a seguir!

O que é recuperação de crédito tributário?

O crédito tributário é o valor pago pelas empresas por suas obrigações tributárias, que incluem impostos, taxas e contribuições, tais como IR, CSLL, INSS, PIS, COFINS, ICMS, IPI e ISS.

Quando acontece de uma empresa pagar tributos a maior – ou seja, valores a mais do que deveriam pagar – ou indevidos, ela pode pedir a recuperação do crédito tributário.

Isso pode acontecer, por exemplo, porque alguns produtos acabam sendo tributados duplamente e, com isso, o pagamento do imposto é feito duas vezes.

É o caso dos produtos monofásicos para revenda, em que o PIS e o COFINS devem ser tributados apenas uma vez. Contudo, muitas vezes acontece de serem pagos pelo fabricante e depois pelo revendedor.

Para resolver esses problemas de pagamento a maior ou de bitributação, criou-se então a recuperação do crédito tributário.

Como funciona o processo de recuperação do crédito tributário?

Para solicitar a recuperação de crédito tributário, é preciso fazer uma revisão tributária bastante cuidadosa, a fim de analisar quais créditos podem ser recuperados.

A gestão fiscal ou contábil da empresa deve fazer uma análise de diversos documentos fiscais e dos tributos pagos, identificando os valores declarados na Escritura Contábil Fiscal e os valores recolhidos pelo DARF.

A partir dessa revisão, será possível identificar os tributos indevidos e o valor que pode ser recuperado.

Quem pode solicitar?

Praticamente todos as empresas podem solicitar a recuperação de créditos – exceto os MEI (Microempreendedores Individuais).

As empresas também podem ter qualquer regime tributário, mas a situação é mais comum em empresas do Simples Nacional, do Lucro Presumido e do Lucro Real.

Como se dá o processo?

A recuperação de crédito tributário pode ser feita por processo administrativo. Para solicitar a recuperação, pode-se fazer um pedido eletrônico de restituição, ressarcimento, reembolso ou compensação.

Em alguns casos, a empresa pode entrar com um processo judicial, requerendo a análise imediata da situação, para, assim, agilizar a resolução.

O crédito recuperado poderá, então, servir como compensação de outros tributos da Receita Federal – com exceção das contribuições previdenciárias em caso de retificação de informações erradas do demonstrativo.

Quanto tempo leva?

Todo o processo de recuperação de crédito tributário pode durar até 60 dias, considerando desde a análise do pedido até a restituição do valor.

Vale lembrar que os créditos tributários têm um prazo de prescrição de 5 anos, contado a partir da data de lançamento do crédito. Isso significa que, com o prazo prescrito, a empresa perde o direito de recuperação do crédito tributário.

Por fim, vale reforçar que, antes de fazer a solicitação, é necessário fazer uma análise criteriosa para verificar se é viável ou não para a empresa. Por isso, lembre-se de que contar com uma assessoria contábil é ideal para que você tenha êxito nesse processo. Continue acompanhando o nosso blog e mantenha a boa saúde financeira do seu negócio!

o que é gestão financeira

O que é gestão financeira e por que é tão importante?

Uma boa gestão financeira é essencial não apenas para garantir um caixa saudável, mas também para possibilitar o crescimento sustentável dos negócios.

Por isso, seja qual for o porte ou o ramo da sua empresa, implementar uma gestão financeira eficiente é crucial para garantir controle operacional, fortes estratégias e decisões acertadas.

A seguir, entenda com mais detalhes o que é gestão financeira e por que você não pode abrir mão dela no seu negócio!

O que é gestão financeira?

Gestão financeira é a administração das finanças do negócio, com foco na obtenção de resultados e no aumento da lucratividade. A atividade envolve planejamento, controle, acompanhamento e análise de toda a parte financeira da empresa.

Para isso, existe uma série de processos, ferramentas e métodos que podem ser adotados para que a gestão financeira seja eficiente e eficaz.

Veja algumas das funções que são essenciais e devem fazer parte de toda gestão financeira:

  • controle do fluxo de caixa, com acompanhamento de todas as despesas e receitas;
  • controle de contas a pagar e a receber, com cumprimento de todos os prazos;
  • planejamento financeiro, com estabelecimento de metas, objetivos e análise de resultados;
  • planejamento tributário, com adoção de estratégias lícitas para redução de encargos;
  • avaliação do desempenho econômico, por meio da análise de demonstrações contábeis;
  • análise de investimentos para avaliar o retorno sobre investimentos e tomar melhores decisões no futuro.

Por que a gestão financeira é importante para sua empresa?

Como vimos, a gestão financeira envolve funções que vão muito além de contas a pagar e a receber ou de um controle de caixa. Essas atividades são, sim, importantes para uma empresa. Afinal, elas são fundamentais para garantir controle das finanças e evitar prejuízos.

Contudo, mais do que isso, a gestão financeira tem papel importante também na implementação de ações estratégicas que tragam melhores resultados para a empresa.

Por meio de um bom planejamento orçamentário, projeções para o futuro e análises baseadas em dados, a gestão financeira é crucial para garantir um crescimento sustentável das empresas no mercado.

Por isso, é importante perceber o lado estratégico da gestão financeira, e não apenas operacional. Além de planejar as finanças e controlar o orçamento, defina metas, colete e analise dados, monitore os resultados. Tudo isso é importante para a empresa alcançar seus objetivos.

E, para que sua gestão financeira se torna cada vez mais estratégica e menos burocrática, você pode contar com a ajuda de uma assessoria contábil. Afinal, como vimos, a contabilidade é uma parte essencial para manter a saúde financeira das empresas.

Com uma assessoria, você melhora sua gestão financeira, pois:

  • garante o cumprimento dos deveres tributários e fiscais;
  • tem melhor planejamento e controle das movimentações financeiras da sua empresa;
  • tem uma visão ampla da sua situação financeira e dos resultados, o que permite melhores tomadas de decisão.

Agora que você já sabe como a gestão financeira é importante para o seu negócio, confira outros artigos em nosso blog!

demonstração de resultados

DRE: O que é e qual sua importância?

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A Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) é um documento contábil que tem como objetivo resumir o resultado líquido de um exercício financeiro. Isso é realizado por meio do detalhamento de todas as receitas e despesas da empresa, com o intuito de mostrar se a empresa teve lucro ou prejuízo.

Além de obrigatório, realizar a DRE é muito importante para os empreendedores, pois o documento contribui nas tomadas de decisão e na elaboração de um bom planejamento estratégico.

Neste artigo, explicamos como é feita a Demonstração de Resultados do Exercício e por que ela é importante para o seu negócio. Confira!

O que é Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)? 

A Demonstração do Resultado do Exercício – DRE – é um relatório contábil que evidencia se as operações de uma empresa estão gerando um lucro ou prejuízo.

A DRE é apresentada juntamente com o Balanço Patrimonial e deve ser assinada por um contador habilitado pelo CRC (Conselho Regional de Contabilidade). Pela lei, o relatório é obrigatório para todas as empresas, exceto o MEI, e deve ser feito anualmente.

No entanto, a importância desse documento vai além do cumprimento das exigências contábeis e fiscais. Ter este controle também é essencial para o sucesso do seu negócio!

Portanto, para elaborar uma DRE, você pode seguir os seguintes passos:

  1. Receita bruta

(-) Deduções, devoluções, abatimentos e impostos

(=) Receita líquida de vendas

  1. Receita líquida

(-) Custos de mercadorias vendidas e serviços

(=) Resultado operacional bruto

  1. Resultado bruto

(-) Despesas com vendas, financeiras, administrativas e operacionais

(+) Receitas operacionais

(=) Resultado operacional antes do IRPJ e da CSSL

  1. Resultado operacional

(-) Provisões para os impostos

(+/-) Resultados não operacionais (participações de debêntures, empregados, administradores, partes beneficiárias etc.)

(=) Resultado líquido do exercício (lucro ou prejuízo).

Figura exemplificando a estrutura da DRE

Por que a demonstração de resultados é importante para sua empresa?

Como vimos pela estrutura básica de uma DRE, o objetivo final é chegar ao resultado líquido do exercício de uma empresa. Isso significa que, por meio desse documento, é possível saber se o negócio obteve lucro ou prejuízo naquele período.

Além disso, ao detalhar todas as receitas e despesas do negócio, é possível obter dados que auxiliam na elaboração de um bom planejamento estratégico e garantem tomadas de decisão mais acertadas.

Com a análise da DRE, você pode avaliar, por exemplo, a evolução dos ganhos e dos gastos no decorrer do período financeiro, comparar custos e identificar o impacto de uma despesa no resultado do seu negócio.

Assim, o gestor pode avaliar melhor o desempenho e a saúde financeira da empresa. Também é possível identificar os pontos de melhoria em relação às estratégias adotadas e as mudanças administrativas necessárias para que a empresa maximize seus resultados.

Além disso, a DRE é um documento importante para agentes externos à empresa. O governo utiliza o relatório para verificar se os impostos foram calculados corretamente e faz o confronto do lucro declarado na DRE com os lucros declarados pelos sócios no Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).

A declaração ainda costuma ser fundamental na hora de conseguir uma ajudinha extra. Bancos e analistas financeiros podem requerer o demonstrativo para avaliar a situação do negócio e decidir se darão crédito ou não ao solicitante; enquanto eventuais investidores irão analisá-lo para ter mais segurança ao aplicar seu dinheiro.

Clientes e Fornecedores também podem solicitar o demonstrativo para avaliar possíveis parcerias, tais como a melhora na condição do prazo de pagamento, eventuais descontos e fechamento de contratos grandes.

Viu como a demonstração de resultados é importante para o seu negócio? Baixe nosso modelo gratuito de DRE e entenda o Resultado da sua empresa! Se necessário, não deixe de contar com uma assessoria contábil para realizar e analisar a DRE de modo estratégico e eficaz. E, para fortalecer ainda mais a saúde financeira do seu negócio, confira outros artigos em nosso blog!

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quanto vale minha empresa

Quanto vale minha empresa?

Se você deseja vender sua empresa, negociar com investidores, fazer parcerias com outros empresários ou até mesmo adquirir um outro negócio, é provável que já tenha se perguntado: quanto vale minha empresa?

Saber a resposta para essa pergunta é essencial, sobretudo em situações como:

  • reunião de negócios, seja para aporte de investimentos, fusões de empresas ou obtenção de financiamentos;
  • venda da sua empresa;
  • compra e/ou venda de participações societárias;
  • análise dos resultados obtidos e do retorno de investimentos.

Pensando nisso, vamos explicar o que levar em conta na hora de calcular quanto vale sua empresa e como agregar valor ao seu negócio. Confira!

Quanto vale minha empresa?

Em primeiro lugar, é importante dizer que não se pode obter um número exato para o valor de uma empresa – exceto se ela for de capital aberto, caso que permite conhecer o valor das ações a partir do valor de venda na bolsa de valores.

Nos demais casos, para saber quanto vale sua empresa, é preciso fazer uma estimativa – ou um valuation, como é dito no mercado financeiro. Para isso, existem alguns fatores que devem ser considerados. Veja!

Percepção de valor

Existem vários métodos de avaliação e, mesmo utilizando um mesmo método, é possível que duas pessoas cheguem a um valor diferente. Isso ocorre porque o cálculo depende de muitas variáveis, que podem ser bem subjetivas.

Por isso, independentemente do método utilizado, é fundamental avaliar a percepção do mercado sobre o valor da sua empresa. Por exemplo:

  • Quanto os investidores estão dispostos a pagar?
  • Sua marca é forte?
  • Tem uma patente promissora?

Tudo isso fará a diferença no valor final.

Potencial de crescimento

Outro ponto a considerar é quanto sua empresa pode render no futuro e quais as expectativas de crescimento. Para isso, é preciso um especialista em finanças que analise o mercado e utilize métodos de avaliação adequados.

Fluxo de caixa descontado

Este é um dos métodos de avaliação mais utilizados. Ele consiste não só na projeção do fluxo de caixa para os anos seguintes, mas também em uma taxa de desconto, que visa deduzir uma série de variáveis como:

  • os riscos do negócio;
  • o custo de oportunidade;
  • a depreciação.

Na equação matemática, usada por contadores e profissionais especializados em finanças, consideram-se:

  • a projeção do fluxo de caixa, geralmente para um período de 5 anos;
  • a definição da taxa de desconto ou de risco de negócio;
  • a atualização dos valores para o momento presente.

Múltiplos de mercado

Uma alternativa muito comum são os “múltiplos de mercado”. Nesse caso, o desempenho econômico de um negócio é comparado ao de empresas do mesmo setor. Os múltiplos mais usados são EV/EBITDA (Enterprise Value/EBITDA) e P/L (Preço/Lucro). 

Por exemplo, se queremos avaliar uma empresa do segmento de vestuário, podemos multiplicar o EV/EBITDA de uma companhia de vestuário cotada em bolsa de valores com o EBITDA da empresa que se deseja avaliar para obter o valuation.

Valor patrimonial

Por fim, chegamos ao método do valor patrimonial. Esse é o que mais se aproxima do que pessoas inexperientes em valuation imaginam quando usamos falamos em avaliação de empresas. Nesse método é mensurado o valor líquido gerado pela empresa desde sua fundação. Para isso, subtraímos o passivo do ativo, valores encontrados no Balanço Patrimonial.

O método do VP é mais usual em empresas não mais operacionais ou em caso de falência. Ele é criticado por não levar em conta a continuidade da empresa e seu potencial de crescimento.

No entanto, é normal que, durante uma negociação, investidores e empresários utilizem mais de uma forma de cálculo, complementando-as para ter mais segurança no negócio e margem de negociação.

É possível agregar valor à minha empresa?

Agora que você tem uma noção de como calcular quanto vale sua empresa, deve buscar agregar valor a ela. Isso pode ser feito com práticas adequadas, e algumas são:

  • distribuir sua carteira de clientes;
  • considerar que cada cliente não deve representar mais que 5% do faturamento da sua empresa;
  • garantir uma gestão de qualidade, criando controles internos e governança corporativa;
  • fortalecer sua marca;
  • garantir que não há passivos ocultos – sejam eles de natureza trabalhista, fiscal ou cível;
  • cuidar dos números, planejamento e contabilidade na palma de suas mãos.

Ter noção de como estimar quanto vale sua empresa é essencial para qualquer empreendedor. Mas vale destacar que, para realizar o cálculo, é preciso ter conhecimento aprofundado em finanças.

Como você deve ter percebido, o valuation vai muito além de somar os ativos da empresa, pois isso mostra somente o valor patrimonial e não considera uma gama de variáveis importantes, como, por exemplo, a rentabilidade futura trazida a valor presente.

Por isso, uma consultoria contábil pode ser necessária para realizar uma análise técnica do mercado e utilizar métodos confiáveis de avaliação.

Entre em contato conosco e saiba quanto vale sua empresa! Quer manter a boa saúde financeira do seu negócio? Então, confira outros artigos em nosso blog!

planejamento tributário

Principais erros de planejamento tributário que devem ser evitados

O planejamento tributário é uma alternativa para driblar legalmente a elevada carga tributária, uma vez que ele vai possibilitar a redução de custos, além de evitar prejuízos financeiros para a empresa. 

Mas com um sistema complexo e cheio de exceções, é natural que muitos gestores desconheçam o melhor caminho para uma gestão fiscal eficiente. O resultado dessa falta de conhecimento em relação à legislação fiscal é que muitas empresas ainda cometem muitos erros na elaboração do seu planejamento tributário, alguns deles podem ser  prejudiciais ao ponto de trazer maiores custos e riscos. 

Por isso, elencamos neste artigo os 7 principais erros que as empresas cometem ao realizar o planejamento tributário. Assim é possível entender porque podem ser tão prejudiciais à existência da empresa.

Boa leitura! 

1. Fazer tudo por conta própria e não contratar uma consultoria especializada

Um relatório do Serasa Experian, apontou que o nível médio de endividamento dos negócios brasileiros, em 2017, chegou ao patamar de 46,5% dos ativos totais.

Se a sua empresa se encontra nesse nível de endividamento, é necessário replanejar sua organização financeira para o próximo ano. A maioria das dívidas contraídas pelas empresas é por conta de multas ou má administração, o que demonstra, através de número reais, que chegou a hora de começar a fazer mudanças.

Contratar uma empresa que organize a gestão fiscal, com certeza, contribuirá para um melhor desempenho financeiro no seu negócio.

Para obter cada vez melhores resultados e mais eficiência, você deverá ter relatórios gerenciais claros e precisos para a melhor tomada de decisão do momento.

 A contabilidade também deve estar preparada para poder analisar os milhares de documentos que você deve armazenar em gavetas ou na nuvem, o que pode ocasionar um “eventual atraso” na análise de dados. 

A informação deve ser tempestiva. De nada adianta receber um relatório com informações de um ano atrás. Tempo é dinheiro e informação é conhecimento. Tenha uma equipe que te forneça a informação necessária no tempo ideal.

2. Abusar do planejamento e utilizar-se de mecanismos legais 

Muitas vezes, a empresa abusa dos instrumentos legais para elaborar o planejamento tributário. 

Fazendo isso de forma abusiva e evasiva, muito embora não seja ilícito, sem incorrer em fraude, o Fisco pode entender que esse planejamento foi evasivo, de forma que desconstitui o fato gerador desses elementos. 

Este pode ser o maior passivo oculto que sua empresa pode ter, uma vez que, se o Fisco entender que realmente ocorreu a evasão, poderá lavrar multas e taxar impostos que julgarem necessários. Não deixe que isso aconteça. Isto pode levar sua operação à falência. 

3. Confundir planejamento com custo

Achar que o planejamento é um ônus não é verdade, pelo contrário. Planejamento tributário não é uma despesa! É um bônus. Uma vantagem competitiva para sua empresa. Um verdadeiro diferencial.

Investir em planejamento não significa ter maiores gastos, mas é a possibilidade de descobrir meios legais para pagar menos impostos e garantir uma vida financeira saudável.

A partir do momento em que a carga tributária é reduzida, a empresa consegue trabalhar melhor seu preço de venda, melhorar sua margem e tomar decisões diferentes e inovadoras que, por certa vez, alguns players de mercado e concorrentes não conseguiriam, pelo simples fato do peso da tributação em sua operação.

4. Planejamento fracionado ou segmentado 

É um erro considerar apenas uma parte dos tributos, ou de forma isolada, e não a carga tributária total. 

Portanto, o mais indicado é ter todos os tributos e suas derivações mapeados e identificados. Todas as possibilidades de sua operação precisam estar detalhadas e alinhadas com as estratégias tributárias, afinal de contas, temos a maior carga tributária da América Latina e uma das maiores do mundo

5. Não monitorar os resultados do planejamento

Definir e aplicar a estratégia não é o último passo para o sucesso do planejamento. Muito pelo contrário. É apenas o começo de uma longa jornada. 

Ainda haverá todo um trabalho de acompanhamento e mensuração do efetivo resultado de toda a estratégia traçada. Aqui, é preciso que a equipe responsável pela elaboração também esteja apta a monitorar todos os processos para efetivação e continuidade do planejamento.

Nesse contexto, todas as questões legislativas devem ser avaliadas periodicamente, para não haver surpresas.  

O planejamento nunca será estático. As leis e obrigações mudam frequentemente. Ou seja, você precisa estar sempre monitorando e reavaliando a estratégia traçada para se beneficiar sempre – ou, ao menos, não se prejudicar.

6. Não projetar o crescimento real da sua empresa

O crescimento que sua empresa pode ter  – ou a falta dele –  deve ser calculado com as melhores ferramentas disponíveis ao seu alcance, de forma a não cair em estimações e expectativas que possam fazer o seu planejamento tributário resultar em uma mudança que não tenha retorno e gere prejuízo.

Claro que projeção nunca é algo 100% concreto. Por este motivo, o mais indicado é trabalhar com, ao menos, três cenários de projeção: o pessimista, o comum/normal e o otimista. E trabalhe com as probabilidades de concretização dos cenários, avaliando qual apresenta maior probabilidade de  se concretizar.

7. Tentar liquidar as dívidas tributárias de uma única 

Frequentemente, o Governo disponibiliza novas possibilidades para que os contribuintes possam realizar os pagamentos de pendências fiscais, pois, para o governo, convém que sejam realizados de alguma forma, mesmo que parcelado, de maneira que as empresas não corram o risco de fechar.

Utilizar o caixa disponível da sua empresa para quitar dívidas tributárias ao invés de investir e na operação do seu negócio pode ser muito custoso. Esta é uma questão que exige muita cautela para que não seja tomada nenhuma decisão precipitada que vá descapitalizar sua empresa.

Atualmente, existe a possibilidade de fazer o parcelamento das dívidas, inclusive pela internet, através do site da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o que permite enfrentar as responsabilidades fiscais sem correr o risco de falência.

Esteja atento ao Planejamento Tributário da sua empresa 

A empresa que não observar esses 7 itens, estará mascarando um resultado financeiro ruim. 

Além disso, o sinal de alerta para o gestor é que ele pode até acreditar que estar em conformidade com o Fisco, mas, na verdade, está perdendo valor de caixa e, provavelmente, não terá um resultado eficiente. 

Outro aspecto importante é a possibilidade  de a empresa ficar totalmente desprotegida e vulnerável a riscos.

Por outro lado, quem estiver atento e conseguir ficar longe desses desvios, terá como maior benefício a otimização dos custos.

A economia gerada por meio de uma gestão eficiente de tributos permite a empresa investir em suas operações estratégicas.

Por fim, engana-se quem acredita que planejamento tributário é um olhar aguçado para a área fiscal. Na verdade, ele é parte fundamental da estratégia de negócio das empresas.

Nós da Segato somos apaixonados pela gestão contábil e fiscal voltada para planejamento tributário. Entre em contato conosco para maiores detalhes sobre o planejamento estratégico, redução de custos e crescimento da sua empresa e veja como podemos ajudar!

inteligência fiscal

O que é inteligência fiscal e por que utilizá-la em seu negócio?

A inteligência fiscal é uma atividade que pode ser muito benéfica para garantir o sucesso de uma empresa. Especialmente para aquelas que lidam com uma diversidade de cargas tributárias e, em meio a isso, precisam encontrar alternativas para reduzir seus custos.

Através da inteligência fiscal, é possível:

  • Avaliar melhor os dados;
  • Cumprir com suas obrigações;
  • Manter-se competitivo no mercado.

Mas afinal, o que é inteligência fiscal? E mais: será que ela é adequada para o seu negócio? Continue a leitura e descubra!

O que é inteligência fiscal? 

É um conjunto de ações que facilita o trabalho de obtenção, avaliação, divulgação e proteção das informações e dados empresariais.

Considerada uma ferramenta de gestão, ela também agrega valor ao negócio e oferece boas oportunidades. Isso porque a inteligência fiscal reduz os riscos de haver prescrição dos créditos tributários, além de proporcionar mais clareza, objetividade e inovação aos processos.

Ela também é uma ótima estratégia para evitar a autuação fiscal. Afinal, a Receita Federal conta hoje com processos extremamente informatizados e uma fiscalização mais eficiente, que usa o cruzamento de algoritmos para detecção de fraudes.

Logo, essas ações possuem um teor preventivo, pois ajustam os processos e controles internos de acordo com a lei,  protegendo sua empresa de multas que podem chegar a quebrar o negócio.

Devo utilizar a inteligência fiscal? 

Implantar essa prática pode oferecer diversos benefícios para o setor fiscal de uma empresa

O principal deles é a redução dos custos com impostos, tendo em vista que a inteligência fiscal permite adotar um planejamento tributário, identificando falhas e oportunidades previamente.

Outros pontos positivos que ela oferece são:

  • Diminuição das chances de autuação por erro na declaração dos impostos junto à Receita Federal;
  • Elevação da vantagem competitiva, uma vez que estará seguindo os mesmos critérios exigidos das demais empresas do seu porte e segmento;
  • Elaboração de estratégias fiscais mais direcionadas e eficientes;
  • Maior segurança na tomada de decisão;
  • Garantia da compliance.

Para que ela seja colocada em prática, é preciso contar com um software que automatize essas ações. Caso contrário, todos os dados teriam que ser registrados e consultados de forma manual pelos colaboradores utilizando um ERP.

Para algumas empresas, essa necessidade de contar com uma ferramenta mais robusta e moderna pode ser visto como desvantagem, pois ela demanda um grande investimento inicial.

Em contrapartida, pensando a longo prazo, o investimento é baixo se comparado com os benefícios que a inteligência fiscal pode oferecer.

Conte com uma assessoria para tornar o processo mais eficiente!

A inteligência fiscal é um conjunto de ações que permite uma melhor organização e seguimento das obrigações legais das empresas. Ao evitar custos desnecessários, aumenta a competitividade do negócio, permitindo melhorar processos visando obter melhores resultados.

Caso você tenha dúvidas sobre como colocar em prática a inteligência fiscal na sua empresa, a Segato Contabilidade fornece uma assessoria contábil completa e pode ser uma ótima opção para sua empresa!

Afinal,  nós contamos com profissionais especializados no assunto, que podem dar dicas muito úteis para melhorar suas ações fiscais, e oferecemos um planejamento customizado e formatado para a sua realidade.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas para entender como a Inteligência Fiscal vai colocar sua empresa em outro nível! E se você quiser saber mais sobre contabilidade, continue na nossa Central Educativa!

orçamento empresarial

Os maiores erros cometidos no Orçamento Empresarial

Qualquer tipo de empresa, independentemente do porte e segmento de atuação, precisa contar com um orçamento empresarial consistente.

Com ele, é possível responder perguntas como:

  • Qual a expectativa de faturamento para o próximo ano?
  • Qual a projeção de custos e despesas operacionais?
  • O lucro dos próximos 3 anos permitirá realizar investimentos substanciais?

Sem o orçamento empresarial, as decisões passam a ser tomadas sem embasamento, ou seja, com base em achismos e suposições. O orçamento empresarial está diretamente ligado com o planejamento estratégico do negócio.

Mas afinal, o que é orçamento empresarial e quais os erros mais comuns que as empresas cometem ao organizá-lo? São essas questões que abordaremos a seguir. Boa leitura!

O que é orçamento empresarial?

É a ação de planejar e estimar despesas, ganhos e investimentos que a organização terá nos próximos anos. A estimativa costuma ser de 1 a 3 anos, mas, dependendo do segmento de atuação, o orçamento empresarial pode chegar a 10 anos – como é o caso de empresas de exploração e concessão.

A importância de adotar essa estratégia é a possibilidade de estabelecer metas e objetivos de forma mais consistente, partindo de uma análise real do cenário.

Consequentemente, permite acompanhar e comparar resultados, promovendo ações e medidas corretivas ou preventivas, conforme forem surgindo as necessidades de ajustar o rumo.

Apesar do conceito de orçamento empresarial não ser novo, ainda há muitas empresas que não o fazem de forma adequada. Dependendo do erro, os resultados da empresa podem ser impactados de forma significativa.

Quais são os maiores erros cometidos no orçamento empresarial? 

1 – Não reconhecer a importância do orçamento empresarial

Esse certamente é um dos erros mais críticos, pois faz com que muitas empresas simplesmente não façam uma organização financeira.

É preciso ter em mente que o orçamento empresarial é um fator-chave para um negócio bem-estruturado. Tomar decisões na base do “eu acho que é bom” ou “pode ser que dê certo” pode causar sérios danos ao negócio.

Logo, essa ação deve ser incorporada à rotina das empresas para ser possível tomar decisões baseado em dados e fatos. 

2 – Não conhecer as despesas

É difícil de acreditar, mas muito gestores não sabem ao certo os gastos fixos e variáveis da empresa. Consequentemente, não conseguem determinar quanto de capital é preciso obter para cobrir as despesas e ainda lucrar.

Uma forma de tornar esse controle mais eficiente é contar com um software de gestão financeira que consiga integrar os dados corporativos. Permitindo, assim, ter acesso a todas essas despesas – por menores que elas sejam.

3 – Focar na forma e não no conteúdo

Outro erro comum na criação do orçamento empresarial é dedicar muito tempo bolando planilhas, relatórios e gráficos coloridos e detalhados. Deixando de lado a função real dessa estratégia, que é o de obter dados precisos e realizar projeções a partir deles.

Lembre-se que, apesar da parte visual também ser importante, a informação é muito mais. Se elas estão incompletas ou erradas, a ferramenta não permitirá o entendimento do cenário financeiro. 

4 – Misturar contas pessoais com as da empresa

Em muitas empresas, ainda é possível ver os proprietários misturando as contas da pessoa física com a jurídica. Isso significa que retiram dinheiro de caixa para quitar despesas pessoais.

Essa ação acaba prejudicando o controle das contas, o fluxo de caixa e a entrada e saída de dinheiro – especialmente quando ela não é contabilizada. 

Consequentemente, fica difícil organizar o orçamento empresarial, tendo em vista que não é possível obter os dados com precisão.

Fique atento aos dados que devem constar no orçamento empresarial

Devido a importância que essa ação possui no planejamento financeiro a curto e longo prazo, é preciso ficar atento a todas as informações que precisam ser adicionadas.

Assim, oriente sua equipe para que organizem melhor os dados empresariais, a fim de evitar erros que podem prejudicar no resultado do negócio.

Esse artigo foi útil para você? Acesse a nossa Central Educativa e confira outros conteúdos para melhorar a contabilidade da sua empresa!

auditoria fiscal e tributária

Auditoria Fiscal e Tributária: por que sua empresa precisa dela?

A carga tributária representa um dos principais custos das empresas no Brasil. A quantidade de tributos somada às frequentes alterações e à complexidade da legislação fiscal transformar o país em um intrincado labirinto, o que reforça a necessidade de um atento e criterioso planejamento tributário. E ainda, no meio de todo esse labirinto, as empresas acabam pagando impostos indevidos.

É preciso, portanto, não só definir uma estratégia precisa para proteger e blindar sua empresa perante ao fisco, mas também utilizar-se desta questão para que, dentro da legalidade, seja possível se beneficiar com opções tributárias que reduzirão a pesada carga e trarão resultados econômicos para a empresa.

Por que realizar uma auditoria tributária?

A auditoria tributária, também chamada de auditoria fiscal, tem como objetivo principal analisar se todas as obrigações tributárias estão sendo seguidas de forma correta pela empresa. 

De forma simples e direta, pode-se dizer que a auditoria tributária proporcionará ao empresário e diretores um parecer e uma posição sobre as práticas adotadas pela empresa. O objetivo da auditoria tributária é examinar e avaliar a eficiência e a eficácia dos procedimentos e controles adotados para a operação, o pagamento e a recuperação de impostos e qualquer outro ônus de natureza fiscal e/ou tributária que incida sobre as operações da empresa.

Dessa forma, a auditoria tributária serve para assegurar às pessoas interessadas de que a empresa está em conformidade e analisar se há melhores caminhos ou práticas – tanto para a proteção da empresa perante ao fisco, quanto para o melhor planejamento tributário.

Por que minha empresa deveria realizar uma auditoria tributária?

Simplesmente pelo fato de que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 95% das empresas no Brasil pagam impostos indevidamente – ou deixam de entregar suas obrigações acessórias da forma correta.

No competitivo mundo empresarial, em que cada empresa busca de alguma forma obter diferenciais para ter êxito em seus negócios e atingir os resultados esperados, as informações geradas pela contabilidade são uma possibilidade de encontrar a diferenciação e oferece estratégias inovadoras e de impacto no dia a dia de sua empresa.

Nesse sentido, as empresas, de qualquer porte ou segmento, devem buscar o auxílio da auditoria, a fim de identificar possíveis contingências nos registros contábeis que estejam inviabilizando a continuidade e o crescimento dos negócios.

As 4 principais vantagens de se realizar uma auditoria tributária

1. Controle interno

A auditoria tributária deve, acima de tudo, ser vista como uma ferramenta de controle interno. É responsabilidade do gestor ter consciência e controle das obrigações fiscais e tributárias da empresa, e somente por meio da auditoria, será realmente capaz de responder pela segurança e proteção do negócio – ou seja, se a empresa está em compliance tributário.

2. Recuperação de impostos

Por descuido da gestão tributária ou falta de informação, muitas empresas acabam pagando mais impostos do que deviam. Como mencionado no tópico anterior, cerca de 95% das empresas pagam impostos de forma indevida. No entanto, esses impostos pagos indevidamente podem ser recuperados. Para isso acontecer, é preciso que a auditoria identifique e rastreie esses valores para que seja possível reavê-los.

3. Riscos tributários

Com a análise da auditoria, a possibilidade de consulta e um planejamento consistente e profissional, você elimina da sua empresa a vulnerabilidade aos riscos de passivos tributários, que podem causar transtornos e impedir a continuidade da empresa.

4. Controle de processos legais

A empresa poderá ter melhor conhecimento do andamento de processos legais e entender como lidar com esses processos para que eles tenham um encaminhamento adequado e não causem mais problemas.

De forma resumida, a auditoria tributária é uma das principais formas de organizar o planejamento da sua empresa. Se você quer se manter atualizado quanto às principais ferramentas que podem ajudá-lo, entre em contato com nossos consultores. A Segato tem vasta expertise na área de Auditoria, principalmente voltada à parte fiscal-tributária.

Faça auditoria fiscal e tributária!

A auditoria fiscal e tributária é uma excelente ferramenta de controle interno, a qual possibilita ainda que impostos indevidamente pagos sejam revisados, a fim de tomar as devidas providências. 

Além da análise de riscos e controle de processos legais essa auditoria verifica se todas as obrigações tributárias estão sendo cumpridas de forma adequada pela empresa.

Agora que você já sabe quais são os principais motivos que tornam a auditoria fiscal e tributária tão importante no cenário empresarial,  não deixe para buscar realizá-la depois. Entre em contato conosco e tire todas as suas dúvidas sobre essa auditoria.

riscos tributários

Como Proteger sua Empresa dos Riscos Tributários?

Quem já trabalha com aspectos relacionados à gestão e operação corporativa sabe bem como a legislação fiscal pode ser complexa e burocrática. Além disso, todo negócio envolve riscos. 

Portanto, adotar uma postura para mitigar riscos tributários é algo indispensável para o fluxo das atividades em qualquer empresa, de qualquer porte.

A alta e complexa carga tributária do Brasil dificulta a gestão das empresas. 

A prova de tudo isso é que, além do próprio pagamento dos impostos, o contribuinte precisa atender a diversas obrigações acessórias, desde as mais tradicionais, como a escrituração de registros contábeis, até as mais complexas, como as declarações eletrônicas dos SPED’s (Sistema Público de Escrituração Digital).

Em todos os casos, a gestão tributária precisa ser prioridade para os gestores, pois, quando feita de forma ineficiente, pode prejudicar a operação de uma empresa. 

Grandes empresas já faliram por não atribuir a devida importância ao cumprimento de suas obrigações fiscais.

Riscos tributários

Na prática, os riscos tributários estão relacionados a todos os processos internos de uma empresa que são executados em desconformidade com o que determina a legislação tributária. Ou seja, é a atuação empresarial deficiente, em que não se dá a devida atenção ao cumprimento correto das obrigações — sejam elas principais ou acessórias.

Na maioria dos casos, os riscos tributários se originam da falta de organização do contribuinte. A ausência de controle sobre as movimentações e a falta de documentação das atividades, por exemplo, figuram como causas comuns dos riscos. Isso pode criar diversos problemas, como pagamentos de imposto em valor menor, confusão operacional e superavaliação patrimonial, abrindo margem para que a fiscalização lavre autuações, multas e até ingresse com medidas judiciais contra o contribuinte.

Os principais riscos de uma gestão tributária ineficiente, na qual não há o controle, organização e expertise necessária, são:

  • Pagamento incorreto de tributos;
  • Falta de controle de pagamentos dos impostos;
  • Endividamento desnecessário;
  • Regime Tributário incorreto;

Entretanto, além dos riscos tributários advindos de falta de controle ou erros internos, é válido ter noção dos principais riscos tributários:

  • Distribuição disfarçada de lucro;
  • Confusão entre patrimônio pessoal e empresarial;
  • Desconsideração de operações;
  • Planejamento tributário abusivo e evasivo;
  • Sonegação fiscal;

Passivos fiscais e penalidades aplicadas

A multa e os juros são aplicáveis na maior parte dos casos em que ocorre atraso, falta de controle interno ou apresentação das declarações

Porém, as situações elencadas acima são passíveis de penalização bem mais severa pelo fisco, sobretudo quando o assunto é sonegação fiscal ou distribuição disfarçada de lucro

Nesse cenário, os riscos fiscais podem indicar desconsideração da personalidade jurídica da empresa, multa direta aos representantes e gestores e até mesmo criminalização das condutas – trazendo passivos ocultos de ordem tributária inimagináveis e incomensuráveis para a empresa.

Gerenciamento dos riscos

Por parte dos gestores da empresa, é imprescindível uma conduta conservadora diante de tantos riscos tributários. É necessária uma postura de proteção e acima de tudo de blindagem perante a situações como essa. 

O controle das demonstrações contábeis e dos demais registros fiscais devem sempre ser acompanhados de perto, de modo a garantir o nível de excelência, blindagem e proteção da companhia.

Os métodos para gerenciamento de riscos tributários são:

  • Planejamento tributário e auditoria fiscal recorrentes e frequentes.
  • Controle das provisões financeiras;
  • Atualização constante da legislação tributária;
  • Sistema tecnológico bem parametrizado;

Como se proteger dos Riscos e de Passivos Tributários?

A solução é terceirizar a contabilidade, contratando uma empresa especializada, a qual detém o aparato necessário e os profissionais preparados para gerir as questões tributárias da empresa, eliminando eventuais riscos a partir de uma contabilidade moderna e consultiva.

Este suporte, além disso, pode ser estendido para os casos em que a empresa busca um novo projeto, mas não entende como funciona a tributação nessas situações e cenário. Certamente, é uma garantia mais que necessária para a redução de custos e de riscos tributários.

E então, leitor? O que achou deste artigo? Entre em contato com a Segato e proteja 100% do seu patrimônio, mitigando os riscos e se livrando de passivos fiscais e tributários.

saúde financeira

Pensar na saúde financeira da sua empresa pode fazer toda a diferença

Como está sua saúde? Rapidamente, você é capaz de responder a essa pergunta e até poderá apresentar um relato identificando se ela vai bem ou mal. 

No caso de não estar bem, você, preocupado, buscará ajuda médica e, a depender do diagnóstico, o especialista indicará os tratamentos necessários, falará se você terá que tomar alguma medicação, fazer uma cirurgia ou até mesmo ficar internado na UTI. Certamente, você está demonstrando um bom sinal ao estar cuidando da sua saúde.

Agora responda: como está a saúde financeira de sua empresa, ou, se preferir, dos seus negócios?

Em alguns casos, a resposta não surge tão rapidamente, como na primeira questão, quando a pergunta era relacionada a sua saúde. Você precisa de um tempo para pensar. Por que essa demora ocorre?

Será que você não é capaz de respondê-la? E se a saúde financeira de seu empreendimento estiver precisando de um tratamento emergencial, em uma situação na qual cada minuto vale muito? E se a operação deste tratamento for constatada tarde demais? Haverá algo ainda a ser feito?

Preocupe-se com o teor de sua resposta, bem como com o tempo que leva para formulá-la.

Trabalhar bem com os números é questão fundamental, de sobrevivência pura, para qualquer tipo de negócio ou seguimento na conjuntura empresarial.

Antes de tomar qualquer decisão em sua empresa, consulte os números. O resultado obtido através de uma boa interpretação deles poderá apontar, exatamente, o que fazer. 

Como por exemplo: a conclusão de seguir adiante com a ideia de investimento, postergá-la, ou, dependendo do caso, abandoná-la em função de sua inviabilidade – por falta de caixa, por exemplo.

Quem não é capaz de operar dessa maneira pode estar enganando a si mesmo, pois observa apenas as receitas e desvia a atenção sobre os desembolsos. E aí é que mora o perigo!

Ater-se apenas aos sinais positivos não leva a lugar algum. Você precisa compreender todos os lados das movimentações financeiras ocorridas na sua empresa, principalmente aquelas mais discretas e que, aparentemente (apenas aparentemente), parecem pouco representar. 

Portanto, o faturamento de cada mês precisa ser controlado e dimensionado para suprir exatamente as necessidades e características do negócio.

O fluxo de caixa funciona como um termômetro. Ele tem condições de indicar se a empresa pode assumir ou não compromissos, podendo ir mais além, mostrando quando terá condições de honrá-los. Dê atenção diária a esta importante ferramenta gerencial.

Sua empresa tem um fluxo de caixa? Você conhece a sua utilidade e sabe usá-lo corretamente para auxiliar nas suas decisões?

Tenha bem definido que administrar um empreendimento NÃO é “SÓ” vender e receber. Administrar não é também só gerenciar pessoas e recursos de produção. Não é só fazer mais com menos. Nem é só planejar, organizar, dirigir e controlar. Neste conceito, encontra-se espaço para o tratamento dos recursos financeiros da empresa. 

  • Você já parou para analisar as variações do faturamento de sua empresa no decorrer dos meses? 
  • Você tem condições de explicar, ao menos, os motivos destas ocorrências e o que você vem fazendo para trabalhar melhor estas oscilações?

Dedique uma atenção maior às informações financeiras. Discuta e faça projeções através da construção de cenários, arquitetando o futuro financeiro de sua empresa. Veja se não há “furos” no seu fluxo de caixa.

Procure identificar e compreender, mais e melhor, os termos e aplicações dos:

  • Custos fixos, variáveis e semivariáveis; 
  • Ponto de equilíbrio; 
  • Lucro desejado; 
  • Margem de contribuição e do lucro potencial;

Faça a projeção de resultados e atenha-se aos desvios, que, porventura, possam ocorrer. Compare o orçado com o realizado. Trabalhe para chegar à condição de poder avaliar, com o maior grau de certeza, a rentabilidade dos seus negócios. Não se esqueça de criar relatórios e indicadores financeiros.

Substitua as análises reativas, que tradicionalmente são feitas depois que os acontecimentos consumam-se, por análises ativas, que são providenciadas antes dos acontecimentos. Faça o teste, note e desfrute da diferença nos resultados.

A partir de agora, incorpore a saúde financeira de sua empresa em todas as operações de planejamento que pretenda executar. Se precisar de auxílio neste trabalho, fale com os “médicos do bolso” da Segato! Certamente poderemos recomendar vários caminhos a serem seguidos para diversos pontos de melhoria.

Indicadores: Avalie, reflita e melhore sua empresa 

É prática recorrente fazer reflexão sobre o rumo que está sendo atribuído para a sua empresa. O planejamento estratégico não deve nunca ser estático ou único. 

O planejamento pode e deve se alterar conforme os resultados – ou a falta deles – forem surgindo. Devemos refletir de uma maneira ampla e bem crítica, analisando as conquistas e perdas que tivemos, acertos e erros, enfim, o que fizemos e o que deixamos ou não conseguimos realizar.

É importante essa autoavaliação, principalmente para quem deseja construir grandes realizações. Nos dias de hoje, a empresa é marcada por muitas oscilações, ou, se preferir, altos e baixos

Portanto, é preciso, saber quais foram as dificuldades e informações que influenciam nos seus negócios. Como sugestão, propomos alguns indicadores úteis de gestão, mantendo uma visão orientada pela análise de sua empresa, respondendo às questões que seguem: 

  • O mercado em que atua apresentou crescimento, ficou estável ou retraiu?
  • Qual a participação e atratividade da sua empresa neste mercado?
  • Quais as oportunidades que surgiram e quantas não foram aproveitadas?
  • Quantos clientes novos foram conquistados e quantos foram perdidos? 
  • Qual a posição dos concorrentes e as vantagens e desvantagens competitivas que a sua empresa apresenta diante deles?
  • Qual o custo de um cliente e quanto ele gerou de valor para a sua empresa?
  • Quais parcerias foram desenvolvidas e o que elas ofereceram para agregar valor aos negócios da sua empresa?
  • A estrutura organizacional da sua empresa mostrou-se dinâmica, com flexibilidade para adaptar-se às mudanças, mantendo agilidade e eficácia?
  • Quantos funcionários foram contratados e quantos foram demitidos? 
  • Quanto cada funcionário proporcionou de resultado?
  • O foco da empresa esteve centrado em sua atividade fim, ou houve dispersão de energia em tentativa de exploração de outros mercados?
  • Quais investimentos foram feitos em capacitação e treinamento de funcionários, instalações, máquinas, equipamentos, tecnologia, propaganda e publicidade?
  • Como a imagem da sua empresa foi vista pelos clientes?
  • Como estão os índices de satisfação e reclamação de seus clientes?

Estas respostas devem ser consideradas estratégicas para a elaboração de planos de ação, definindo o que será feito, por quem, quando, onde, como, por que e quais os investimentos serão necessários.

Quase sempre, todas essas respostas podem ser encontradas nos relatórios financeiros e nos indicadores de desempenho. Através deste diagnóstico, com expertise e competência, o gestor e os responsáveis deverão entender a necessidade de ajuste, mudança, investimento ou até mesmo de replanejar tudo do absoluto zero.

É preciso também ter muito cuidado para não ficar vangloriando os sucessos de ontem, como se o tempo não passasse. Viver do passado é outra posição muito arriscada. Substitua-o por ações presentes, mostre sua força e supere a vontade de desistir diante das dificuldades.

Portanto caso você, na qualidade de tomador de decisão do seu negócio, quiser ter um diferencial competitivo, pense financeiramente sua empresa. Lembre-se de que você é o gestor do seu negócio e deixar as coisas acontecerem involuntariamente, ajustando-se a elas, é muito arriscado. Nós da Segato temos como missão pensar financeiramente os negócios de nossos clientes e projetos. Entre em contato com um de nossos consultores para maiores detalhes!

holding familiar

O que é uma holding familiar?

O termo “holding” vem do inglês “to hold”, que pode ser traduzido como manter. Trazendo para o mundo dos negócios, a palavra é utilizada para descrever uma organização criada para adquirir participações societárias em outras empresas – como cotista ou acionista.

Uma holding pode ser pura, visando unicamente ter participação em outras sociedades, ou mista, quando também existe objetivo operacional com fins lucrativos.

O holding familiar é um dos vários tipos de holding possíveis de serem criados. E é sobre ele que falaremos neste conteúdo. Boa leitura!

O que é uma holding familiar?

Trata-se de um conceito de entidade jurídico que foi criado para controlar o patrimônio de pessoas físicas que fazem parte de uma mesma família. Em outras palavras, é uma sociedade composta por membros da família responsável por gerenciar e administrar o patrimônio, seja participações em outras empresas, imóveis e diversos outros tipos de investimentos.

No momento em que a sociedade é constituída, todos os bens do grupo são integralizados no capital social da holding familiar. Depois disso, são criadas as ações ou quotas sociais, bem como as cláusulas restritivas para evitar que a empresa seja alienada e penhorada, por exemplo.

O principal objetivo da holding familiar é proteger e blindar os ativos já conquistados pela família, especialmente em caso de dívidas futuras e outros fatores que podem levar à perda do patrimônio.

As vantagens desse tipo de holding não param por aí. Falaremos mais sobre isso a seguir, confira!

Quais são os benefícios da holding familiar?

A holding familiar conta com 4 principais benefícios. São eles:

1. Planejamento financeiro

Ao concentrar o patrimônio da família, o objetivo é manter a harmonia nas finanças, bem como facilitar a gestão coletiva e delinear a participação de cada membro na sociedade. Com essas informações claras, é possível estabelecer uma política de investimentos e distribuição de lucros.

É preciso, porém, ter um planejamento orçamentário bem elaborado, especialmente quando há muitas pessoas envolvidas na holding familiar. Caso contrário, a saúde do negócio pode ficar prejudicada.

2. Planejamento tributário

Uma das principais vantagens da holding familiar é o fato de contar com incentivos fiscais através da redução da carga tributária. Isso ocorre porque o seu capital social é constituído pelos bens das pessoas físicas e participações societárias.

Uma vez que os tributos são menores, os lucros são maiores. Além disso, os valores divididos entre os sócios são isentos de Imposto de Renda – o que torna essa modalidade ainda mais lucrativa.

3. Perpetuação do patrimônio

Uma holding familiar, se operada adequadamente, conta com um conjunto de ações que defendem o patrimônio pessoal contra contingências externas.

Inclusive, ela conta com uma espécie de blindagem dos bens em caso de separação litigiosa, divórcio ou união estável em paralelo a casamentos formais.

4. Planejamento sucessório

Outra vantagem da holding familiar diz respeito à sucessão de bens, que é muito mais fácil e menos burocrática. Para isso, porém, é preciso que as regras estejam estabelecidas no contrato social.

As quotas ou ações podem ser doadas em favor dos sucessores com reserva de usufruto, por exemplo. Isso elimina a necessidade de inventário ou partilha – que, além de estressante, pode afetar o desenvolvimento da empresa.  

Será que vale a pena ter uma holding familiar?

Os benefícios desse tipo de holding são diversos, especialmente no que diz respeito à centralização do patrimônio familiar, facilitando a gestão coletiva. Na Segato, temos diversos cases de sucesso de famílias e empresários que concentraram seus patrimônios e investimentos em holdings e hoje desfrutam de otimização de recursos financeiros, segurança, proteção do patrimônio e melhor planejamento tributário visando a economia de impostos. 

Por se tratar de um assunto amplo e complexo, é necessário abordar outros aspectos importantes sobre ele em outros conteúdos aqui na nossa Central Educativa. Desta forma, você se sentirá mais seguro para aderir – ou não – a essa modalidade!

Aguarde nossas próximas publicações!

indicadores financeiros

Saiba o que são indicadores financeiros e qual a importância deles

Quem é dono de empresa sabe que é essencial avaliar com frequência o desempenho do negócio. Para isso, existe uma série de indicadores financeiros que permitem entender o cenário atual e, principalmente, prever as próximas ações com base  em dados e fatos.

Mas o que são indicadores financeiros? 

São dados obtidos através de demonstrativos que medem os resultados e o desempenho do negócio. Eles auxiliam na avaliação da performance organizacional, permitindo uma tomada de decisão mais certeira.  

Neste conteúdo, mostraremos quais indicadores devem ser controlados por uma empresa e porque é tão importante ter acesso a essas informações. Boa leitura!

Qual a importância dos indicadores financeiros?

Eles permitem que os gestores comparem resultados anteriores com atuais e, a partir disso, desenvolvam estratégias claras e definam um plano de ação para o futuro.

No caso, facilitam a tomada de decisões fundamentadas em informações precisas sobre o negócio – ao invés de executar ações baseadas em suposições ou achismos.

Através dos indicadores financeiros, é possível ter em mãos dados precisos e reais sobre o negócio. Eles permitem identificar falhas de gestão, avaliar o uso de recursos e despesas desnecessárias e, ainda, controlar tudo que entra e sai, visando o equilíbrio de gastos.

Logo, pode-se dizer que eles são imprescindíveis para qualquer empresário que deseja obter sucesso no seu negócio.

Conheça os 6 principais indicadores financeiros

Existem vários indicadores que auxiliam na gestão organizacional. Selecionamos os mais importantes a seguir:

1. Fluxo de caixa

É o indicador que mostra a movimentação financeira em um período específico, ou seja, o que entrou e saiu do caixa. Essa ferramenta permite analisar os resultados e ao mesmo tempo fazer estimativas futuras.

O objetivo de analisar o fluxo de caixa é entender se as atividades estão gerando receita suficiente para cumprir com todas as obrigações financeiras. No momento em que permite ter uma visão aprofundada da saúde do negócio, facilita o entendimento sobre os lucros e permite planejar novos investimentos.

2. Indicador de liquidez

Mede a capacidade do negócio de cumprir suas obrigações financeiras atuais com os ativos existentes, sem depender de novas vendas. O seu cálculo é simples:

  • (Valor em caixa + contas a receber) / passivo circulante

Veja um exemplo para facilitar o entendimento!

Suponha que você possui R$ 10 mil em caixa, R$ 5 mil em contas a receber e R$ 3 mil de passivo circulante. A conta ficaria assim:

  • (R$ 10.000 + R$ 5.000) / R$ 3.000 = R$ 5,00

Então você possui R$ 5,00 em ativos para cada R$ 1,00 de passivo, ou seja, conta com o suficiente para arcar com suas responsabilidades.

3. Margem de lucro bruto

Considerado um dos principais indicadores financeiros para pequenas empresas, ela mede, em porcentagem, a quantidade de dinheiro obtido após subtrair o custo com as mercadorias vendidas.

Se o seu índice é de 50%, significa que, a cada R$ 1,00 vendido, R$ 0,50 é de lucro e os R$ 0,50 restantes servem para cobrir os custos com o produto.

A margem de lucro bruto varia conforme o modelo de negócio, porém, para ser considerado saudável, o ideal é que fique acima de 25%.

4. Resultado Operacional de Caixa

Consiste no resultado que a operação da empresa gera sem levar em consideração fatores como retirada de sócios e empréstimo. 

Esse indicador é importante porque fatores não-operacionais podem maquiar os resultados, dando a entender que a empresa está melhor do que efetivamente está.

5. Capital de giro

Trata-se do dinheiro que se tem a disposição após subtrair todos os passivos da empresa. Ele é considerado como uma espécie de reserva de recursos, podendo ser utilizado para cobrir necessidades financeiras a longo prazo.

Esse indicador demonstra até que ponto os ativos disponíveis cobrem os passivos – sem a necessidade de mexer nesse valor reserva.

6. Resultado líquido

É o famoso lucro no final do mês. Porém, esse indicador não significa que está sobrando dinheiro, afinal ele não leva em consideração dados como:

  • Empréstimo;
  • Estoque não vendido;
  • Compras de imobilizados;
  • Retiradas de sócios.

Controle os seus indicadores financeiros!

Existem vários indicadores financeiros que permitem ter uma noção melhor do negócio, avaliando se ele está obtendo lucro ou se é preciso tomar medidas para promover resultados mais satisfatórios.

Através dos indicadores financeiros e sua completa análise, é possível identificar:

1 – Se há necessidade de contrair empréstimos;

2 – Capacidade de honrar com as obrigações e dívidas com terceiros;

3 – Para onde está sendo destinado o lucro;

4 – Quanto mais informações você tiver, maiores são as chances de tomar decisões assertivas e, portanto, obter sucesso.Quer ler mais conteúdos como esse? Acesse a nossa Central Educativa!

para que serve fluxo de caixa

Para que serve fluxo de caixa?

A organização financeira é essencial em qualquer negócio. Nesse cenário, é importante entender o que é e para que serve o fluxo de caixa, pois essa ferramenta ajuda a dominar a real situação da empresa.

Fluxo de caixa é um instrumento básico de planejamento e controle do que entra e sai de dinheiro. Ele permite apurar e projetar o saldo disponível para que haja sempre capital de giro. Isso permite realizar aplicações ou mesmo quitar eventuais gastos.

Neste artigo, vamos mostrar para que serve o fluxo de caixa e como fazer o seu. Boa leitura!

O que é fluxo de caixa?

Trata-se de uma ferramenta que permite acompanhar o movimento de entradas e saídas do caixa de uma empresa. Para que ele seja eficiente, é importante registrar todos os ganhos e gastos, por menores que sejam. Isso deve ser feito de forma detalhada, com o maior grau de assertividade possível.

Algumas empresas realizam esse cadastro de forma manual, em uma agenda ou caderno. Porém, já existem ferramentas simples, como programas de gestão e planilhas eletrônicas, que automatizam esse processo, tornando-o mais organizado, ágil e seguro.

Devem ser registrados:

  1. Valores recebidos, como as vendas à vista e a prazo e os recebimentos de duplicatas;
  2. Pagamentos, sejam as compras realizadas à vista ou a prazo, os pagamentos de despesas e de duplicatas;
  3. Previstos, incluindo os últimos pagamentos e recebimentos que a empresa prevê que irá realizar.

O resultado do fluxo de caixa é o saldo disponível – seja em caixa ou no banco -, fruto da diferença entre o valor total recebido e os pagamentos realizado em um determinado período.

A partir desse levantamento, o empresário obtém uma base de dados rica, servindo de subsídio para as tomadas de decisões. Isso porque, ao realizar o fluxo de caixa, é possível ter uma visão mais ampla e precisa sobre o momento financeiro do negócio.

A estrutura do fluxo de caixa, bem como sua periodicidade, varia de acordo com a natureza do negócio e as necessidades de gestão. Porém, é necessário realizar em qualquer situação, para evitar visões distorcidas da realidade.

Para que serve o fluxo de caixa?

Ao elaborar esse relatório, o empresário consegue ter uma visão ampla do presente e do futuro do negócio. Isso porque trata-se de uma ferramenta para avaliar a disponibilidade de caixa e a liquidez da empresa.

Desta forma, permite realizar previsões de investimentos e antecipar decisões importantes, como:

  1. Reduzir as despesas antes que o lucro seja comprometido;
  2. Planejar ou adiar novos investimentos;
  3. Negociar prazos junto a fornecedores.

Esse instrumento fornece diversas outras vantagens a empresários e gestores. As principais são:

  • Prever, planejar e controlar os valores que irão entrar e sair em um período de tempo específico;
  • Avaliar se o que irá entrar será suficiente para cobrir os gastos assumidos e previstos em caixa;
  • Antecipar ações e decisões em caso de falta ou sobra de dinheiro;
  • Descobrir se o negócio está saudável, ou seja, se está trabalhando com folga ou aperto financeiro;
  • Obter conteúdo para ajustar o preço de venda de determinado produto ou serviço – seja para mais ou para menos;
  • Confirmar se os recursos financeiros em caixa são suficientes para que o negócio se mantenha estável ou se é necessário buscar dinheiro extra, como empréstimos;
  • Avaliar a possibilidade e/ou necessidade de realizar liquidações e promoções para reduzir o estoque e reaver o que foi investido.

Além disso, gera questionamentos, como o motivo que levou a obter determinados números. Ou seja: quais medidas foram tomadas para chegar a um determinado resultado. A partir daí é possível modificar os processos necessários para que o fluxo de caixa seja positivo.

Logo, pode-se dizer que, por permitir uma análise precisa e periódica do cenário financeiro, o fluxo de caixa serve para realizar um planejamento orçamentário e, assim, garantir a saúde do negócio.

Realize o seu fluxo de caixa com frequência!

O fluxo de caixa é uma ferramenta que permite entender a realidade financeira de uma empresa para que, a partir daí, sejam adotadas as medidas necessárias para se chegar a resultados positivos.

Com esse instrumento, é possível visualizar tudo o que é gasto e recebido em um dia, semana ou mês, assim como ter uma previsão do que irá entrar e sair em um determinado espaço de tempo.

Agora que você já sabe para que serve o fluxo de caixa, comece desde já a organizar o seu. Caso precise de ajuda, entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas!

como calcular o preço de venda

Como funciona a formação do preço de venda?

A formação do preço de venda é um processo que, se realizado de forma adequada, oferece benefícios para os negócios e também para seus clientes. Ele consiste em definir um valor para um produto ou serviço na hora de lançá-lo ou por uma necessidade de adequação ao cenário econômico.

Para realizar a formação do preço de venda, é essencial que o empresário largue mão de suposições ou achismos. Um valor justo deve ser definido baseando-se nos custos da empresa, na realidade do mercado e no lucro que se espera ganhar.

Nesse artigo, mostraremos como definir um preço de venda que seja adequado aos seus custos e atraente aos seus clientes. Boa leitura!

Como definir o preço de venda?

Para a formação de preço de venda é preciso levar em consideração alguns fatores. Deve-se analisar, por exemplo, qual foi o investimento realizado para criar e disponibilizar determinada mercadoria ou para permitir que o serviço seja executado.

Nesse cenário, é preciso levar em consideração alguns dados, como:

  • Custos de produção;
  • Salários dos funcionários, em especial aqueles envolvidos nesse processo, como vendedores e desenvolvedores;
  • Despesas fixas e variáveis, incluindo aluguel do imóvel, luz e comissões.

A dificuldade em relação à formação do preço de venda está justamente em encontrar o equilíbrio entre todos esses custos sem tornar o valor do produto abusivo ou muito acima do praticado no mercado.

Isso significa que o preço de venda deve cobrir os investimentos realizados, para que a empresa não fique no prejuízo, e, ao mesmo tempo, ser justo para o consumidor.

Por este motivo, é preciso incluir outros fatores no momento do cálculo, como a realidade do público-alvo do produto ou serviço. Além disso, deve-se levar em consideração eventuais descontos a serem concedidos no momento do lançamento ou em datas especiais ao longo do ano, por exemplo.

Outra maneira de realizar a formação do preço de venda é baseando-se no mercado e avaliando como a concorrência está atuando. Dessa forma, o que está sendo oferecido pela empresa não fica muito fora da realidade.

Porém, mesmo nesse caso, os custos de produção e entrega devem ser listados, pois, como dissemos, é preciso pensar no fluxo de caixa.

Suponha que, após toda essa análise, chegue a um preço de venda 15% acima do praticado no mercado. Como a competitividade é alta, é preciso ter algum diferencial palpável para que seja possível cobrar um preço acima da concorrência.

Existe, ainda, outras informações indispensáveis nesse processo, como a margem de lucro. Ela pode ser fixada por produto, por hora de serviço ou atividade ou, ainda, sob forma de percentual sobre as vendas. Isso, porém, cabe a cada empresa definir de acordo com os seus objetivos a longo prazo.

A importância de entender a formação do preço de venda

Não é uma tarefa fácil realizar o cálculo do preço de um produto ou serviço. É preciso analisar os custos envolvidos, se adequar às práticas de mercado e, ainda, adicionar o lucro esperado.

Porém, esse entendimento é necessário, tendo em vista que é ele que garantirá as vendas e os resultados do negócio.

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O que é EBITDA?

O que é EBITDA?

Quem é investidor, analista de mercado ou dono de empresa de capital aberto precisa saber o que é EBITDA e o potencial que tem para tornar sua atividade ainda mais eficiente.

A sigla EBITDA corresponde a Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, que pode ser traduzido de forma literal como “lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização”.

Trata-se de um indicador financeiro que permite entender com mais clareza os balanços da empresa. Ele auxilia, ainda, a descobrir o potencial da geração de caixa e a determinar a eficiência e evolução da produtividade nos últimos anos.

Descubra a seguir o que é EBITDA e para que ele serve. Aprenda também a realizar o seu cálculo com precisão. Boa leitura!

O que é EBITDA?

Conceitualmente, ele representa a geração operacional de caixa da empresa, ou seja, quanto de recurso a organização gera exclusivamente em suas atividades operacionais – sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos.

Somente em 2012 foram estabelecidos os parâmetros para uniformizar as informações utilizadas no cálculo do EBITDA. Antes disso, ele era realizado sem seguir um padrão, o que dificultava a análise e comparação dos dados pelo mercado. Afinal, cada empresa utilizava o método que considerava mais apropriado.

Com a criação das regras, a performance financeira se tornou mais confiável, permitindo que gestores, investidores e demais interessados pudessem conhecer os dados reais e compará-los com os concorrentes do mesmo segmento.

Logo, o EBITDA se tornou um número interessante para analisar a competitividade e a eficiência de uma organização. Especialmente porque permite comparar com a da concorrência, ano a ano. Isto se torna ainda mais real porque não há a interferência dos juros e impostos que cada empresa paga – visto que podem variar de acordo com o porte.

Para que serve o cálculo do EBITDA?

Embora alguns gestores utilizem apenas as informações de lucro e prejuízo para entender a realidade da empresa, esses dados não são suficientes para ter um panorama do desenvolvimento financeiro do negócio, tampouco para fazer projeções de crescimento.

Por este motivo, é essencial utilizar métodos que permitam avaliar a produtividade e a eficiência dos processos, e, assim, conhecer o potencial de lucratividade. É nesse cenário que o EBITDA ganha grande importância.

Como desconsidera variáveis complexas, como a tomada de financiamentos, ele ajuda a analisar a gestão de caixa, medindo com muito mais precisão a produtividade e eficiência do negócio. 

Com ele, é possível descobrir quanto a empresa está gerando através das suas atividades operacionais – excluindo investimentos financeiros, empréstimos e impostos.

Ao calcular o EBITDA, é possível entender com clareza a situação financeira da empresa e, através da comparação com a concorrência, avaliar a sua posição real no mercado. Consequentemente, ajuda no processo de tomada de decisão, pois permite entender se ela possui potencial de crescimento.

Por meio dele, é possível saber a origem dos recursos e seus possíveis ganhos ou em que ponto está resultando em prejuízo

Por exemplo, se o indicador EBITDA aumentar, é sinal que a empresa está sendo mais eficiente e produtiva. Caso ele diminua, há algo de errado no seu processo de crescimento que precisa ser avaliado.

Apesar de importante, esse não é o único indicador que deve ser utilizado no momento da tomada de decisão. Isso porque ele pode dar a falsa impressão de que a empresa possui liquidez – quando, na verdade, não é o que ocorre.

Logo, ele deve ser usado conjuntamente com outros instrumentos de análise, a fim de contar com outros dados essenciais, como:

  1. Lucro líquido;
  2. Evolução do faturamento;
  3. Custos;
  4. Endividamento;
  5. Lucro por ação.

Como calcular o EBITDA?

Agora que você já sabe o que é EBITDA, é hora de ver, na prática, como esse cálculo deve ser feito. A fórmula para se chegar a ele é a seguinte:

  • Lucro Operacional Antes do Imposto de Renda e Receitas / Despesas Financeiras + Depreciação + Amortização.

Logo, o primeiro passo consiste em descobrir qual o lucro operacional da empresa, que nada mais é do que o lucro gerado pela receita operacional líquida, descontando os custos e despesas comerciais, administrativas e operacionais.

Ao lucro operacional, é necessário somar a amortização e a depreciação, que estão incluídas nos custos e despesas específicas da operação. Por depreciação entende-se a perda produtiva gerada pela ação do tempo ou desgaste. Representa a perda desse valor para a empresa, e não o reembolso financeiro realizado de forma efetiva nesse período.

Veja um exemplo prático. Vamos supor que os dados sejam os seguintes:

  • Despesas com vendas: R$ 3.200,00;
  • Despesas administrativas: R$ 800,00;
  • Despesas gerais: R$ 1.400,00;
  • Depreciação: R$ 400,00;
  • Amortização: R$ 600,00;

A soma de todos esses valores irá gerar a despesa operacional, que neste caso é R$ 6.400,00.

Para calcular o lucro operacional líquido, a fórmula é a seguinte:

  • Receita operacional líquida – (custos das mercadorias vendidas (CMV) + despesas operacionais).

Imagine que a empresa possui receita líquida de R$ 25.000,00 e CMV de R$ 3.000,00. Para chegar ao valor, basta calcular:

  • R$ 25.000,00 – (3.000,00 + 6.400,00) = R$ 15.600,00.

Voltando à fórmula inicial que apresentamos, para obter o dado final do EBITDA, basta somar o lucro operacional líquido com as despesas com depreciação e amortização – mesmo que eles já tenham sido utilizados.

  • R$ 15.600,00 + R$ 400,00 + R$ 600,00 = R$ 16.600,00.

Logo, o EBITDA dessa empresa fictícia é R$ 16.600,00.

Calcule o EBITDA da sua empresa agora mesmo!

O EBITDA é um indicador financeiro que pode ser utilizado para entender melhor os resultados da empresa. Como não leva em consideração os efeitos dos financiamentos e demais decisões contábeis, permite medir com precisão a produtividade e eficiência de qualquer negócio.

Com esse número em mãos, é possível determinar a evolução operacional ao longo dos anos. Além disso, possibilita que seja feito um comparativo em relação à concorrência, avaliando melhor a posição que se encontra no mercado e, a partir disso, tomar decisões mais precisas.

É importante destacar, porém, que o EBITDA deve ser utilizado juntamente com outros indicadores de desempenho, a fim de obter uma visão mais adequada da performance da empresa.

Precisa de ajuda para calcular o EBITDA do seu negócio? Entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas.

Auditoria em Condomínios

Auditoria em Condomínios: quando é necessária e qual sua importância?

O serviço de auditoria, em geral, tem a função de examinar se as atividades desenvolvidas estão de acordo com o que foi planejado e estabelecido previamente. Ele também avalia se as ações foram implementadas com eficácia, seguindo os objetivos do trabalho em si.

A auditoria em condomínio tem como missão desburocratizar e facilitar o cotidiano do síndico. Afinal, permite que ele foque suas energias em realizar uma boa gestão condominial, deixando a parte burocrática para quem tem mais experiência na área.

Com isso, ao mesmo tempo em que torna a gestão mais confiante, deixa as contas condominiais transparentes.

Mas afinal, o que é auditoria em condomínio e para que ela serve? Descubra abaixo!

O que é auditoria em condomínio?

É uma prática que consiste em avaliar como está sendo realizada a gestão de um condomínio. É possível saber, por exemplo, se os recursos estão sendo direcionados adequadamente – sem qualquer irregularidade ou fraude.

Existem 2 tipos de auditoria que podem ser realizadas:

  1. Preventiva: As irregularidades são informadas e regularizadas de forma pontual, ou seja, é realizada apenas quando algo precisa ser analisado. Ela oferece suporte ao síndico e maior transparência aos condôminos;
  2. Investigativa: Consiste em avaliar diversos fatos ocorridos no passado, deixando-os explícitos em um relatório. Geralmente, isso é realizado de forma anual como forma de prestação de contas.

Nos dois tipos de auditoria em condomínios, os relatórios gerados permitem:

  • Realizar um planejamento mais conciso;
  • Tomar melhores decisões;
  • Evitar qualquer tipo de risco às finanças e à administração em geral.
  • Realizar ajustes e correções mais facilmente;
  • Promover mudanças de planejamento.

Por que fazer uma auditoria em condomínio?

Existem diversas situações que exigem a realização de uma auditoria para que o condomínio não seja prejudicado. Os casos mais comuns são:

Má gestão

A má administração pode ser causada pela má fé do síndico ou então por sua incapacidade gerencial. Logo, quando começam a surgir indícios de que o condomínio não está sendo bem administrado, é essencial captar provas e, com elas em mãos, buscar alternativas a fim de reverter a situação e resolvê-la da melhor maneira possível a partir de medidas necessárias.

Exemplo de erros que demonstram a ocorrência de uma má gestão são:

  • Excesso de arrecadações extras;
  • Estado de conservação precário do condomínio;
  • Contas sempre negativas;
  • Ausência de prestação de contas.

Procedência de serviços e produtos

Outro ponto que deve ser analisado pelos condôminos é se o preço e a qualidade dos serviços prestados ou produtos adquiridos são, de fato, adequados às necessidades e à realidade financeira do condomínio.

Embora não seja efetivamente um problema, é importante ter provas de que os serviços contratados são os mais indicados.

Lesão no caixa do condomínio

Outra situação comum e que pode ser detectada através da auditoria em condomínio é o uso de recursos gerenciais para custeio de despesas pessoais. Este caso pode ser considerado fraude, em que o síndico age de má fé ou é tão desorganizado a ponto de misturar o seu dinheiro com o do condomínio.

Neste caso, o serviço de auditoria realiza uma análise de fluxo de caixa, batendo todos os valores e buscando onde estão as brechas.

Faça auditorias no seu condomínio!

Manter a administração do condomínio é importante para todos, seja síndico ou moradores. Isso porque permite obter transparência nas informações, o que é importante para garantir os melhores investimentos no imóvel.

Para realizar esse serviço, porém, é essencial buscar uma assessoria apta. 

A Segato conta com especialistas para realizar essa auditoria com total agilidade e eficiência. Entre em contato conosco e saiba mais!

O que é Planejamento Orçamentário

O que é um Planejamento Orçamentário e qual sua importância

Ao abrir uma empresa, não basta pensar no produto ou serviço que será oferecido, garantir que a documentação esteja em dia e que os colaboradores foram devidamente treinados. É preciso pensar no futuro, e nesse contexto entra o Planejamento Orçamentário. 

Mas afinal, o que é Planejamento Orçamentário?

Trata-se do planejamento que permite que o empresário faça previsões para o futuro baseando-se nas informações atuais e reais.

Mas afinal, qual a importância do Planejamento Orçamentário para os negócios? Descubra a seguir. Boa leitura!

O que é Planejamento Orçamentário?

O Planejamento Orçamentário consiste em planejar as despesas, receitas, custos e investimentos que a empresa terá no futuro. Mas engana-se quem acha que ele é baseado em suposições. O orçamento é desenvolvido após análise do histórico da empresa. Com isso, permite traçar metas e objetivos para um determinado período de forma mais assertiva.

Com o Planejamento Orçamentário fica mais fácil distribuir os recursos de forma organizada, por exemplo. Além disso, ele pode indicar quando é necessário tomar um novo rumo para o negócio, devido a alterações de mercado.

Nele, também é possível planejar:

  • Compra de matéria-prima para que seja lançado um novo produto;
  • Pagamento de impostos;
  • Contratação de novos colaboradores;
  • Saber se é a hora de contrair um empréstimo;

Ou seja, o Planejamento Orçamentário permite acessar dados reais e, através deles, planejar-se para que o negócio se mantenha saudável e lucrativo. Para isso, é essencial que seja discriminado, passo a passo, quanto será gasto com os recursos essenciais, sejam eles humanos ou materiais.

Ele pode ser realizado de duas formas. Um individual, em que cada setor possui o seu e outro geral, com informações da empresa como um todo.

Qual a importância de um Planejamento Orçamentário?

O orçamento empresarial integra aspectos financeiros e operacionais com o objetivo de:

  • Fixar objetivos, políticas e estratégias;
  • Quantificar as atividades;
  • Melhorar a utilização de recursos;
  • Rever investimentos;
  • Harmonizar os objetivos de todos os setores da empresa.

Sem o planejamento adequado, a organização fica sem direção, sem um norte. Consequentemente, todas as ações realizadas não são embasadas em dados, e isso não permite um comparativo posterior, podendo inclusive levar os gestores a tomarem decisões erradas, que prejudicarão o negócio.

Logo, o Planejamento Orçamentário permite que haja um entendimento da situação atual do negócio e, com isso, uma tomada de decisões baseadas em previsões reais. Desta forma, é possível dar os próximos passos com mais assertividade, mitigando os eventuais riscos e trazendo eficiência para empresa.

Além disso, esse tipo de controle serve para comunicar aos donos e demais gerentes sobre as realizações da empresa. Assim, eles conseguem avaliar se a realidade está de acordo com que foi almejado e, a partir daí, possibilitar que façam planos consistentes para o futuro.

Não deixe de fazer um Planejamento Orçamentário anual!

Independentemente do segmento e porte, toda empresa precisa realizar o Planejamento Orçamentário. Através dele, é possível avaliar a realidade do negócio e ter maior controle sobre as finanças.

Além disso, ele permite traçar planos para o futuro com mais assertividade. Afinal, quando se trabalha com dados e fatos, os próximos passos tendem a ser mais claros e realistas. Fale com um de nossos especialistas para realizarmos juntos um Planejamento Orçamentário para seu projeto!

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Lucro Real ou Lucro Presumido

Lucro Real ou Lucro Presumido? Entenda as diferenças

Antes mesmo de iniciar as atividades, qualquer empresa precisa avaliar qual regime tributário é mais apropriado para o seu negócio. Nesse cenário, é comum haver dúvidas entre Lucro Real ou Lucro Presumido. Afinal, eles apresentam algumas características parecidas.

É essencial conhecer as especificações de cada um para não pagar taxas e impostos a menos ou a mais e, assim, ter problemas no futuro.

Nesse artigo, apresentaremos as diferenças entre Lucro Real e Lucro Presumido para auxiliar na sua tomada de decisão. Boa leitura!

O que é Lucro Real?

Trata-se de um regime tributário em que os impostos são calculados em cima do valor do lucro líquido, ou seja, que resulta da diferença entre receita, custos e despesas. Ao optar por esse regime, a empresa terá o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) baseando-se no lucro efetivamente auferido.

Caso, por exemplo, a empresa apure prejuízos ao longo do ano, ficará dispensada do recolhimento desses tributos.

A cobrança pode ser mensal ou trimestral, ficando a encargo do empresário escolher a forma mais adequada.

  • A cobrança mensal ocorre quando a opção é pelo Lucro Real Anual. Neste caso, são realizados adiantamentos com base no faturamento mensal. Eventualmente, os valores pagos podem ser superiores aos tributos devidos, gerando créditos;
  • No pagamento trimestral, o IRPJ e a CSLL são calculados de acordo com o resultado apurado no final de cada trimestre civil, de forma isolada. Isso significa que serão realizadas quatro apurações definitivas ao longo do ano.

O primeiro passo para efetivar esse cálculo é ter a certeza de que o seu setor de contabilidade já calculou e chegou ao resultado do seu lucro líquido. Isso porque, como dissemos, é esse valor que vai servir como base para o cálculo, uma vez que dele serão descontados os valores dos impostos referentes.

O próximo passo é calcular o quanto, em valores, será descontado e destinado a cada impostos. Os valores são os seguintes:

  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ): 15% para o lucro apurado. Se o lucro apurado for maior que R$ 20.000,00 mensais, deve-se aplicar 10%, sobre o excedente.  

Ex:  A empresa XPTO obteve um lucro de R$ 80.000,00 no mês. 

A- Sobre o lucro, aplica-se 15% = R$ 12.000,00

B- Como o lucro do mês excedeu o valor de R$ 20.000,00, subtrai-se esta parcela do lucro. R$ 80.000,00 – R$ 20.000,00 = R$ 60.000,00. Sobre este valor aplica-se o adicional de 10%, R$ 60.000,00 x 10%, chegando a um valor de R$ 6.000,00.

C- Soma-se R$ 12.000,00 (A) com R$ 6.000,00 (B), chega-se a um valor total de R$ 18.000,00 de IRPJ a pagar no mês sobre o lucro.

  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): 9% sobre o lucro.

O cálculo do PIS e COFINS é feito sobre o regime não-cumulativo. No caso, a alíquota é de 9,25% sobre o faturamento e é possível descontar créditos calculados com base em fatores como:

  • Consumo de energia elétrica;
  • Valor dos insumos adquiridos e matéria-prima;
  • Depreciação de ativos.
  • Demais Custos ligados diretamente ao produto/serviço produzido, exceto folha de pagamento.

É claro que aqui estamos mostrando de maneira bem simplificada, mas, como sempre alertamos, este tipo de cálculo é muito importante para a sua empresa e deve ser feito pelo setor de contabilidade da mesma.

Nunca deixe de contar com um excelente contador, ainda mais no que se refere ao pagamento de impostos, pois o risco de multas e fiscalizações da Receita Federal e dos órgãos governamentais é elevado, ainda mais no regime de Lucro Real.

Devem ser enquadradas ao Lucro Real as empresas que tiveram receita bruta superior a R$ 78 milhões no ano anterior, assim como bancos e corretoras de título, que são obrigatórios, independentemente dos valores. Negócios com lucros lineares podem se beneficiar deste modelo.

O que é Lucro Presumido?

No regime de Lucro Presumido, a apuração do IRPJ e da CSLL é calculada em cima de uma margem de lucro pré-fixada pela legislação e conforme a atividade realizada pela empresa. 

Isso significa que o negócio fica dispensado do cálculo do lucro auferido, exceto em situações como:

  • Ganho de capital;
  • Ganhos com aplicações financeiras.

Para comércios e indústrias, o percentual de presunção é de 8% sobre a receita bruta, enquanto para atividades relacionadas a serviços, a margem chega a 32%.

A vantagem desse regime é que, mesmo que a empresa obtenha lucro maior, a presunção continuará sendo a mesma. Em contrapartida, caso ela seja inferior, não é possível reduzir a taxa cobrada.

Neste caso, o PIS e a COFINS são apurados pelo regime cumulativos dessas contribuições, sendo a alíquota total de 3,65% sobre o faturamento. O empresário fica vetado de abater créditos do valor, diferentemente do Lucro Real.

Afinal, qual é melhor: Lucro Real ou Lucro Presumido?

Depende do tipo de negócio e do lucro obtido. Logo, antes de escolher entre Lucro Real ou Lucro Presumido, é essencial fazer cálculos, levando em consideração os diversos tributos que incidem sobre o empresário, como:

  • IRPJ;
  • CSLL;
  • COFINS;
  • PIS:
  • IPI;
  • ISS;
  • ICMS;
  • INSS.

Além disso, é preciso pensar não somente na otimização financeira, mas fazer a escolha de acordo com as limitações legais de cada regime. Com isso, você tem a certeza de que estará dentro da lei e pagando o que é justo, e claro, com a máxima proteção do patrimônio de sua empresa.

Para saber qual o regime tributário mais adequado para a sua empresa, entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas!

assessoria contábil

Por que contratar uma assessoria contábil para minha empresa?

A palavra Assessoria tem origem no latim, da palavra Assessare, que significa “sentar ao lado de”. Ao longo da formação da língua portuguesa, o termo ficou mais ligado ao ato de auxiliar algo ou alguém.

Pensando na origem, fica claro que qualquer serviço de assessoria tem como finalidade ajudar uma empresa ou profissional com determinada tarefa. No caso da assessoria contábil, a demanda é ligada a:

  • Números e indicadores de desempenho;
  • Questões fiscais;
  • Balanços de receita e despesas;
  • Demonstrativos financeiros.
  • Questões trabalhistas;
  • Proteção Societária;

A prestação do serviço de assessoria contábil é algo que requer especialização e experiência. Por isso, os encarregados dessa tarefa costumam ser formados na área de contabilidade, administração de empresas e economia. 

O objetivo principal é auxiliar as empresas, “sentar ao lado” da equipe do financeiro e trabalhar para que ela possa operar no mercado com suas demandas de finanças em ordem.

Contabilidade é assunto sério, especialmente para manter a saúde financeira corporativa em dia. Por isso, muitas empresas optam pela contratação de uma assessoria contábil para atuar com plena consciência da situação econômica da instituição. 

No artigo de hoje você vai entender mais sobre o papel dos assessores contábeis e por que as empresas devem contar com esse tipo de serviço. Confira!

O que é uma assessoria contábil?

A assessoria contábil atua em diferentes frentes, sendo bastante focada no cumprimento das obrigações fiscais e tributárias de uma instituição. 

As empresas contábeis e seus profissionais atuam cumprindo um papel importante, que é de auxiliar no controle e conhecimento das movimentações financeiras e na tomada de decisões estratégicas envolvendo este universo. 

De forma simples, podemos dizer que o papel dos contadores é analisar, identificar e controlar todas as questões que envolvem as finanças empresariais. 

A assessoria contábil fica responsável pela análise e compilação de dados para entregar aos gestores um panorama completo sobre a situação financeira da empresa.

Esse serviço acaba servindo como uma espécie de tradução, ou seja, as informações captadas são entregues aos gestores em uma linguagem mais clara e objetiva. Isso tem o propósito de facilitar a compreensão do cenário financeiro e auxiliar na tomada das melhores decisões.

E além disso, serve também como DOUBLE-CHECK para o gestor responsável pela instituição. Uma vez que a assessoria valida e checa tudo o que é produzido internamente, com a segurança e a proteção de um profissional experiente nas mais áreas.

Por quê é necessário tanto cuidado com a contabilidade?

A assessoria contábil não presta serviços apenas para auxiliar a empresa, mas sim para que ela possa cumprir com obrigações previstas em lei. 

Dentro do Código Civil está determinado que os empresários e sociedades anônimas são obrigados a seguir um sistema de contabilidade. É com base nessas informações que são determinados fatores como impostos e regime de atuação da empresa. 

Por se tratar de um assunto complexo e que necessita de conhecimento técnico, as empresas devem olhar para a assessoria contábil como um serviço necessário, tanto para sua saúde financeira quanto para respeitar as leis.

O que faz a assessoria contábil?

Sua função é dar suporte para as atividades empresariais e entregar inteligência para lidar com algo que causa calafrios nos gestores: a burocracia.

De acordo com o Banco Mundial, o Brasil é o país mais burocrático do mundo. A FENACON (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis) estima que as instituições brasileiras gastam cerca de 2 mil horas e 60 bilhões de reais apenas com a burocracia tributária. O Brasil impõe às empresas:

  1. 63 tributos;
  2. 97 obrigações acessórias;
  3. 3790 normas na planilha de impostos.

São tantos dados que, geralmente, os contadores acabam conhecendo mais sobre as questões financeiras e contábeis de uma empresa que seus próprios gestores.

Quais são os serviços prestados?

Assessoria fiscal

Auxílio para administrar todos os impostos que uma empresa deve pagar. Existem diversos detalhes envolvendo os tributos empresariais. Um bom exemplo é o ICMS, que possui alíquotas diferenciadas em cada estado e diversas faixas tarifárias (que variam de acordo com a atividade da empresa e seus produtos/serviços).

Além do recolhimento de impostos, a assessoria contábil dá uma força para outras demandas importantes, como emissão de notas fiscais.

A assessoria contábil pode interferir até na área de TI, já que muitas ferramentas digitais facilitam a captação de dados fundamentais para dimensionar corretamente os parâmetros das operações fiscais. 

Alterações contratuais

Mudar contratos é algo que pode envolver bastante burocracia. Por isso, a assessoria de contabilidade cuida desses detalhes para a empresa certificar-se de que todas as mudanças que envolvem o aspecto contábil estão em conformidade.

Esse tipo de serviço é muito utilizado quando há:

  • Inclusão de sócios;
  • Alterações de capital;
  • Mudança no objeto social da empresa;
  • Alteração de endereço. 

Produção e averiguação de documentos contábeis

Quem trabalha com administração empresarial com certeza já ouviu falar nos famosos balanços financeiros e documentos de contabilidade.

Os balanços são documentos produzidos anualmente. Neles estão contidas as informações vitais sobre a situação financeira da empresa, as variações de patrimônio e os resultados obtidos durante o ano-calendário. 

É com base nessas informações que são executadas as principais tomadas de decisão dos gestores, por isso, eles devem ser extremamente precisos.

Além dos balanços, outros documentos e demonstrativos contábeis que pertencem ao universo empresarial são manejados pela assessoria contábil, dentre eles estão:

  • Livro diário;
  • Composição de saldo das contas;
  • Conciliações bancárias.
  • Atender às normas de Contabilidade – CPC’s
  • Atender à Receita Federal e o Regulamento do Imposto de Renda

Abertura e legalização de empresas

Tudo que é necessário para abrir uma empresa e deixá-la em conformidade com a lei também é da competência da assessoria contábil.

Com base nas informações fornecidas pelos empreendedores, a equipe de contabilidade consegue encontrar a categoria tributária ideal para a empresa que está surgindo. 

Além dessa definição, a assessoria se encarrega de registrar o contrato social e adequar as informações junto aos órgãos federais, estaduais e municipais. 

Folha de pagamento

Todas as questões envolvendo as políticas de remuneração e obrigações trabalhistas ficam sob a tutela dos contadores. Destacam-se os seguintes pontos:

  1. Administração da folha de pagamento;
  2. Cálculos para desligamento de funcionários;
  3. Distribuição dos lucros;
  4. Cálculos de 13º e férias;
  5. Pró-labore.

Quando contratar uma assessoria contábil?

A melhor resposta para a pergunta é: sempre! Como você pôde observar, a assessoria contábil é necessária antes mesmo de uma empresa abrir suas portas. Sendo assim, é fundamental refletir sobre como esse serviço é importante, não deixando para contar com ele apenas quando a situação fiscal da empresa está em desordem.

A assessoria contábil fornece informações vitais para a tomada de decisões, para um melhor posicionamento estratégico e financeiro da empresa.

Se você é administrador de uma empresa e tem receio até de pensar em contabilidade, saiba que existem equipes preparadas para tornar essa tarefa simples e certeira!

auditoria interna

A importância da Auditoria Interna

Uma das principais preocupações das empresas é com seus processos internos. Eles são importantes para negócios que querem manter as responsabilidades sociais empresariais em suas diretrizes.

Conforme a empresa expande e sua atuação cresce, em muitos casos é preciso assegurar o respeito às normas e a todas as diretrizes empresariais. Mas como averiguar esse alinhamento?

A resposta vem em forma de um procedimento muito importante, a auditoria interna.  No artigo de hoje você vai entender mais sobre a sua importância, quando ela se faz necessária e o que é analisado. Boa leitura!

O que é e para que serve a auditoria interna?

A auditoria interna é uma técnica de revisão, uma forma de assegurar e proteger procedimentos e encontrar pontos que fogem à conformidade processual estabelecida pela empresa.

Sua principal função é fazer uma análise da atuação empresarial nos mais diversos setores, com foco na identificação dos erros e acertos que um empreendimento apresenta ao exercer suas atividades. 

Em termos simples, podemos dizer que é um check-up da empresa, abordando os processos de forma holística. E ela não serve apenas para detectar inconformidades com procedimentos, mas também para analisar a capacidade de produção e a confiabilidade das informações transmitidas aos stakeholders. 

Esses são os conceitos básicos de auditoria. Ela é classificada como interna quando a empresa dispõe de funcionários treinados para executar essas funções. Quando há a contratação de uma empresa terceirizada, o processo é conhecido como auditoria externa. 

O que faz a auditoria interna?

Ao contrário do que muitos pensam, a auditoria interna não tem caráter punitivo, mas sim educativo. Ela é fundamental para melhorar a gestão corporativa, já que seu objetivo principal não é apontar erros, mas sim monitorar o que ocorre internamente para obter eficiência e evitar que deslizes ocorram.

Ela atua verificando algumas ações, como:

  • Balanços financeiros;
  • Cumprimento das normas de regulamentação das atividades;
  • Responsabilidade fiscal;
  • Atuação de equipes e líderes setoriais;
  • Processos adotados;
  • Compliance e Accountability (Prestação de Contas).

Ao longo do tempo de atividade, a empresa se movimenta, faz mudanças e adota novas tecnologias e tendências de mercado e gestão. Tudo isso é aferido pela auditoria, afinal, é preciso encaixar qualquer tipo de inovação dentro das conformidades e da política empresarial.

O foco é manter tudo em seu lugar e garantir que uma instituição tenha um crescimento (ou apenas continuidade de atuação) saudável e longe de erros operacionais, fiscais, contábeis etc.

Quando uma auditoria interna é necessária?

A resposta ideal é: sempre. A auditoria interna, por ser uma atividade realizada por funcionários da empresa, deve ser um processo contínuo de avaliação. Essa forma de atuar assegura uma continuidade de acertos, afinal, não é preciso detectar que algo está errado para começar a analisar como a empresa atua.

O fato é que muitas empresas recorrem à realização de auditorias apenas quando erros se tornam perceptíveis. Outras preferem executá-las como “exames periódicos”. Não há regras para definir a periodicidade, sendo que algumas empresas optam por realizar auditorias menores e setorizadas, passando pelo processo várias vezes ao ano.

Geralmente, as auditorias internas de grande porte ocorrem anualmente, na maioria dos casos, próximos ao fim das atividades do ano. É o famoso momento de reflexão e análise, se preparando para o próximo ano e buscando otimizar seus processos. 

O que é avaliado em uma auditoria interna?

Isso vai depender da forma como a auditoria interna foi estruturada. Ela pode ser segmentada, focando em um determinado setor ou operação, ou completa, analisando todos os fatores importantes para a atividade empresarial.

Em linhas gerais, uma auditoria interna foca em:

  1. Avaliar os processos de produção;
  2. Conferir o respeito às regulamentações internas e políticas empresariais;
  3. Analisar todos os documentos fiscais e contábeis;
  4. Atestar o cumprimento das normas técnicas determinadas para a atividade da empresa;
  5. Verificar a atuação das pessoas, especialmente no trabalho das lideranças;
  6. Averiguar a saúde financeira da empresa;
  7. Gerenciar e mapear os riscos internos.
  8. Proteção e mitigação de riscos de passivos ocultos.

Principais tendências para a área:

Assegurar

A segurança continua sendo o principal papel da auditoria interna. Contudo, os riscos envolvidos são mais amplos e devem ser tratados em tempo real. Embora a segurança seja uma prioridade da área, não deve ser o limite. Na Auditoria Interna 3.0, os requisitos dos públicos de interesse podem ser atendidos por meio de inovação e tecnologia.

Aconselhar

Consultoria sobre a gestão eficiente de controle, iniciativas de mudanças, melhorias na gestão de risco e estruturação de mecanismos de segurança são ações da auditoria interna esperadas pelos diversos públicos de interesse. Mesmo em questões que abrangem a independência, no novo cenário, atividades podem respeitar esse tópico e auxiliar os negócios, promovendo objetividade, integridade e profissionalismo.

Antecipar

No futuro a auditoria interna alerta sobre o que poderia fugir dos planos e as formas de atenuar dificuldades, bem como introduzir o senso de risco e as soluções para mitigá-los, ajudando no melhor monitoramento e antecipação de riscos emergentes.

Qual a importância de uma auditoria em uma empresa? 

A auditoria interna fornece aos gestores empresariais informações fundamentais para analisar como a empresa atua e de que forma isso está ocorrendo. Ela é tão importante quanto os exames de rotina que uma pessoa faz (ou deveria fazer) uma vez ao ano.

Pense realmente como se fosse exames de rotina, uma oportunidade de averiguar cada detalhe vital da atividade corporativa e analisar se elas estão atuando de maneira “saudável”, ou seja, em conformidade com aquilo que a empresa pretende exercer.

Quando algo foge à normalidade, a auditoria interna consegue detectar e auxiliar os gestores no processo de tomada de decisão. Ela age como uma espécie de consultor para conter os erros e otimizar o modus operandi adotado pela instituição.

Por ter um caráter analítico e, ao mesmo tempo, crítico e educativo, é fundamental que exista imparcialidade na atuação, ainda mais quando se trata de um auditor interno.

Ele deve agir como um juiz, não demonstrando parcialidade em suas análises e apontando as responsabilidades de cada profissional de forma isenta. Por essa razão, muitas empresas acabam adotando auditorias externas como meio de complementar o que é atestado internamente.

Mas isso não é uma regra, na verdade, um auditor com alto grau de profissionalismo sabe como sua atuação deve ser feita e como evitar que suas análises sejam deturpadas pela proximidade com os auditados. 

Conte com o auxílio de uma equipe especializada!

Em resumo, a auditoria é um processo necessário, saudável e capaz de orientar a empresa para um crescimento e fortalecimento de mercado. 

Sua função analítica gera informações estratégicas, fundamentais para construir um negócio mais forte e que se mantém em conformidade com as responsabilidades sociais empresariais, que são muito importantes.

Para poder crescer com segurança, é importante que as instituições contem com parceiros importantes, como por exemplo a Segato. Temos mais de 30 anos de experiência na área de auditoria interna, para a empresa manter sua saúde financeira e fiscal em dia, sem sustos ou erros que podem custar caro. 

Gostou do conteúdo? Aproveite para deixar seu comentário e compartilhar suas experiências com a realização de auditorias internas e externas na empresa que você atua!

quanto custa um funcionário

Quanto realmente custa um funcionário para a empresa?

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Criamos uma planilha para realizar o cálculo de custo do seu funcionário de forma fácil e intuitiva. Clique no Botão para Baixar.

É comum as empresas não saberem fazer os cálculos exatos para determinar quanto custa um funcionário. Afinal, não é somente o salário que deve ser levado em consideração, mas também todos os encargos aos quais ele tem direito.

Realizar a gestão desse processo financeiro é essencial para se manter dentro da lei. Caso contrário, a empresa estará propensa a diversas consequências, incluindo processos e multas.

Nesse artigo, você descobrirá, afinal, quanto custa um funcionário. Conhecerá todos os gastos envolvidos e, desta forma, aprenderá a calcular o valor exato

Abordaremos, ainda, as consequências de não cumprir a legislação e faremos um comparativo entre CLT e PJ. Boa leitura!

Quanto custa um funcionário?

Manter uma equipe não envolve apenas pagar o salário. Existem outros gastos que a empresa precisa arcar para cumprir com as leis trabalhistas.

Pelas regras da CLT, o colaborador tem direito a:

  • Férias;
  • 13° salário;
  • Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O vale-transporte é uma obrigação coletiva e, portanto, não deve ser incluído no salário, mas sim pago à parte. Neste caso, deve-se calcular quantos ônibus são utilizados por dia e multiplicar por 22 (que é a média de dias úteis por mês). Para esse benefício, o colaborador contribui com 6% do seu salário.

Veja o exemplo:

  • Supondo que a passagem custa R$ 3,00 e ele utiliza ônibus para ir e voltar do trabalho;
  • Por dia são R$ 6,00;
  • Por mês, R$ 132,00;
  • Se o funcionário recebe de salário R$ 1.000,00, o seu desconto será de R$ 60,00, ficando o restante para o empregador assumir.

Benefícios como vale-alimentação são definidos de acordo com a categoria e o preço médio para se almoçar na cidade.

Além desses valores, existem os chamados encargos sociais, que a empresa paga para órgãos diversos. Eles variam conforme o regime tributário adotado pelo empreendimento.

Como é feito o cálculo do custo de um funcionário?

As taxas e valores que devem ser pagos pelas empresas são estipulados de acordo com o regime que ela segue.

Simples Nacional

Muito utilizado entre as micro e pequenas empresas, conta com alíquotas mais brandas. Além disso, isenta as empresas de pagarem os encargos referentes ao INSS patronal, salário educação, seguro acidente de trabalho (SAT) e contribuições ao SEBRAE, SENAI, SESI ou Incra.

Imagine que o funcionário receba um salário-base de R$ 1.000,00. Deve-se somar a ele:

  • 8% de FGTS por mês – R$80,00;
  • Férias – R$ 1.000,00 (valor anual);
  • 1/3 sobre férias – R$333,33 (valor anual);
  • 13° salário – R$ 1.000,00 (valor anual);
  • 8% de FGTS do valor anual – R$ 186,67;
  • Provisão Mensal – R$ 210,00.

Soma-se, ainda, o valor do vale-transporte e vale-alimentação mensais, que, vamos supor que seja, respectivamente, R$ 132,00 e R$ 220,00.

O total é de R$ 1.642,00. Subtraindo 8% de INSS que ele deve pagar e os 6% referentes ao vale-transporte, a conta fecha em R$ 1.502,00.

Lucro Real ou Presumido

Neste regime, além dos encargos assumidos no Simples Nacional, são acrescentadas outras taxas:

  • 20% de INSS (contribuição patronal);
  • De 1% a 3% de seguro de acidente de trabalho;
  • 2,5% de salário educação;
  • 20% correspondente ao descanso semanal remunerado;
  • 8,33% correspondem ao 13º salário;
  • 3,3% para o “Sistema S” (SEBRAI, SENAI ou SESI);
  • 11,11% correspondente às férias, levando em conta um salário por ano somado de 1/3 de abono.

Neste caso, o custo médio chega a aproximadamente R$ 1.700,00 por funcionário, ou seja, a empresa gasta R$ 700,00 a mais.

Quais as consequências de não cumprir a legislação?

Para não precisarem pagar todas as taxas e demais encargos, algumas empresas negociam com seus funcionários para eliminar a necessidade de registrá-los – mesmo que tenham sido contratados no regime CLT. Porém, trata-se de um dever estabelecido por lei e o seu descumprimento pode gerar problemas, como a necessidade de pagar multa.

Antigamente, a multa era no valor de um salário mínimo para cada funcionário não registrado. Com a atualização da Lei Trabalhista, porém, esse valor passou a ser calculado de acordo com o porte da empresa.

Companhias maiores precisam desembolsar R$ 3.000,00 por empregado, acrescido o mesmo valor em caso de reincidência. Já para as micro e pequenas empresas, a penalidade foi fixada em R$ 800,00.

Muitas empresas, ainda, optam por outro formato de contratação, a chamada Pessoa Jurídica (PJ). Esse tipo de terceirização está cada vez mais comum e já está amparada pela lei.

Qual a diferença entre CLT e PJ?

Com a CLT, o funcionário tem direito a benefícios concedidos por lei. Logo, para ele, costuma ser mais vantajoso, mesmo que isso implique em uma rotina de horários mais rígida, incluindo a necessidade de dar pausa para o almoço.

Para as empresas, a CLT gera mais custos, visto que, conforme explicamos, ele precisa arcar com diversas outras taxas além do salário propriamente dito. Em contrapartida, esse formato favorece a retenção de talentos, pois os benefícios são formas de valorizar o esforço deles.

No formato PJ, o empregador pode repassar o dinheiro que seria gasto com os encargos diretamente para o funcionário. Além de ter a possibilidade de receber mais, o trabalhador tem flexibilidade de horários, já que não está fixo às horas exigidas por lei.

Em contrapartida, o profissional PJ não tem direito aos chamados benefícios sociais, como décimo terceiro e férias. Além disso, em caso de demissão, não pode ser enquadrado no auxílio-desemprego, limitando-se a receber aquilo que foi acordado no contrato de prestação de serviços.

Outro aspecto bastante importante em relação à Pessoa Jurídica (terceirizada) é o fato de não poder possuir vínculo com a empresa, isto é não pode haver nenhum fator que vincule-o à empresa, como, por exemplo, ínicio e término da jornada diária definidos, ou seja, horário para entrar e sair. 

É importante saber que isso gera  vínculo trabalhista e, uma vez que isso ocorre, é possível que haja passivos trabalhistas inimagináveis e incalculáveis à empresa, podendo resultar em inviabilidade. 

Por isso, uma consultoria é indispensável no tocante à esta questão para se proteger 100% de eventuais riscos e passivos nesta ordem.

As duas modalidades apresentam vantagens e desvantagens. Cabe às duas partes envolvidas definir o que é mais vantajoso para si.

Mantenha-se dentro da lei!

Não importa o porte da empresa, é essencial saber quanto custa um funcionário para, assim, se planejar de forma a não onerar as finanças.

Por mais que os encargos sejam muitos, é essencial seguir corretamente o que diz a legislação. Isso porque, em caso de multa, o valor pago pode ser ainda maior.

Para auxiliar nesse controle e planejamento, é importante contar com a ajuda de um escritório de contabilidade que tenha amplo conhecimento sobre o assunto. Entre em contato com a Segato e converse com um dos nossos especialistas!

terceirizar contabilidade

Vale a pena terceirizar a contabilidade da minha empresa?

O contador é um profissional essencial para empresas de qualquer porte e segmento. Ele cuida das questões burocráticas e legais que, se mal administrados, podem gerar prejuízos ao negócio.

Atualmente, terceirizar o serviço de contabilidade é visto como uma alternativa mais econômica e eficiente. Isso porque manter profissionais especializados e oferecer toda a infraestrutura que necessitam para atuar pode ser complicado e oneroso.

Através da terceirização, é possível contar com todos os serviços necessários para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo e uma rígida fiscalização tributária. E o melhor, com qualidade e sem vínculo empregatício, contando com um time de especialistas trabalhando 24h e atualizando-se constantemente a fim de entregar e garantir as melhores práticas, informações, hábitos, leis e etc.

Quer saber se vale a pena terceirizar a contabilidade da sua empresa? Continue a leitura e descubra!

O que é terceirização contábil?

Terceirizar a contabilidade significa que, ao invés da empresa contar com um departamento contábil interno, outra pessoa ou escritório passa a ter esse compromisso. O tipo de contratação costuma ser como prestador de serviço e as partes acertam entre si quais as tarefas que precisam ser desempenhadas.

Um dos diferenciais de contar com uma assessoria especializada no assunto é que o serviço disponibilizado é mais atualizado e de qualidade. Afinal, os profissionais terceirizados estão em constante aperfeiçoamento, a fim de garantir que essa parceria seja a mais saudável e eficiente possível.

Um escritório de contabilidade pode oferecer diversos serviços ou segmentar sua atuação, especializando-se em determinado nicho do mercado. De maneira geral, pode operar em 5 principais áreas, sendo que cada uma possui tarefas específicas:

1. Fiscal

Oferece soluções para realizar atendimento das obrigações vinculadas ao fisco, como:

  • Classificação e escrituração de documentos;
  • Elaboração de balancete mensal, balanço patrimonial e mapas de depreciação e amortização;
  • Cálculos de impostos e elaboração de guias de recolhimento;
  • Escrituração do livro de apuração do Lucro Real (LALUR).

2. Gerencial

Essa área tem como foco apresentar resultados a controladores, investidores, diretores e alta gerência. Para isso, elabora balanços patrimoniais consolidados e gera relatórios diversos.  

3. Departamento pessoal

Oferece soluções para garantir que todas as rotinas legais ligadas à folha de pagamento e aos colaboradores estejam adequadas. Incluindo questões como:

  • Benefícios;
  • Pró-labore;
  • Contribuição sindical;
  • Impostos e guias trabalhistas.

Além disso, sua gestão é focada no Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais, conhecido como eSocial. Trata-se de uma ferramenta que diminui a burocracia, pois permite enviar um único documento contendo informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias para todos os órgão.

Com ela, há uma melhora na organização da empresa, mitigando eventuais passivos com multas dessas obrigações

4. Financeira

Tem como objetivo maximizar os resultados econômicos de uma empresa a partir do controle, análise e planejamento das suas movimentações financeiras.

5. Legal

É uma das partes mais importantes de terceirizar a contabilidade. Oferece assessoria completa em processos de regularização, garantindo o compliance empresarial perante os órgãos de controle.

Quando a terceirização é recomendada?

É importante levar em consideração alguns fatores para entender se terceirizar a contabilidade é uma boa opção ou não para a empresa

Um dos aspectos é o seu porte. Isso reflete na quantidade de processos internos que precisam ser ajustados. Quanto maior ela for, maiores serão os impostos e as questões trabalhistas, por exemplo.

No caso de haver filiais, a terceirização permite um maior controle das unidades. Isso porque cada uma pode ter suas particularidades, principalmente quando estiverem em estados ou países diferentes. Logo, é preciso contar com uma assessoria especializada, que fique atenta a todos esses detalhes.

Outros fatores que devem ser levados em consideração são:

  • Complexidade do negócio;
  • Quantidade de processos envolvidos no planejamento;
  • Rotina e fluxo financeiro;
  • Tributações envolvidas.

As vantagens e os desafios de terceirizar a contabilidade

Vantagens

A terceirização desse serviço proporciona uma redução de custos expressiva. Isso porque a empresa não precisa manter um setor ou profissional específico e arcar com custos como estrutura, salário e demais encargos.

Inclusive, algumas empresas oferecem a opção de contratação por demanda. Isso possibilita que, nos momentos de baixa, não haja gastos desnecessários ao negócio.

A atualização constante é outra vantagem. Não que um profissional interno não faça isso, mas para o terceirizado, isso é uma obrigação. Logo, ele está sempre antenado a qualquer mudança de lei e tributos.

A experiência para lidar com diferentes situações também é essencial. Como, geralmente, os escritórios atendem empresas de variados segmentos, eles acabam vivenciando diversos tipos de situações.

Desafios

Para as empresas, o principal desafio é o de disponibilizar informações sigilosas para pessoas de fora. Alguns empresários preferem manter esses dados internamente e, por isso, acabam preferindo gastar mais e manter uma equipe própria.

Outro desafio é em relação à empresa terceirizada. Isso porque os especialistas ainda têm tendência a preferir uma atuação dentro da organização. Um dos motivos é a questão da renda variável, ou seja, a remuneração não é fixa, mas sim de acordo com os serviços realizados. Junto a isso, precisam estar sempre se atualizando – justamente para garantir os benefícios para a contratante.

Como escolher uma assessoria contábil?

Para garantir que o serviço de contabilidade será prestado com excelência, é importante avaliar com cautela a empresa ou profissional contratado.

A primeira coisa a ser levada em consideração é que não se deve optar pela terceirização somente por causa do custo, mas sim visando melhoria de qualidade e precisão dos dados empresariais.

Logo, pesquise a idoneidade do escritório contábil e a sua capacidade em atender às crescentes demandas referentes às obrigações legais, tributárias e trabalhistas. Leve em consideração a sua estrutura e a preocupação em manter seus profissionais sempre atualizados.

Por exemplo, a Segato está há 30 anos no mercado e é considerado um dos 10 melhores escritórios de contabilidade do país. Já ajudou 2300 empreendedores a começarem seus negócio e recuperou 135 milhões de reais em impostos.

Outra dica importante para escolher uma assessoria contábil é checar no Conselho Regional de Contabilidade se ela está devidamente registrada e em dia com suas obrigações.

Terceirize a contabilidade da sua empresa com segurança!

Antes de optar pela terceirização, lembre-se de avaliar a real necessidade da sua empresa e de pesquisar os diversos escritórios disponíveis do mercado. A contratação equivocada pode gerar diversos prejuízos para o negócio – sejam financeiros ou legais.

Se você deseja terceirizar a contabilidade da sua empresa com segurança, entre em contato com a Segato. Além de atuar há 30 anos no mercado, ela foi classificada entre os 10 melhores escritórios de contabilidade do Brasil.

contabilidade gerencial

Saiba qual é a importância da contabilidade gerencial

A contabilidade é a ciência que estuda as movimentações patrimoniais nas organizações. Ela tem como objetivo recolher, classificar e manipular dados financeiros das empresas e indivíduos, ou seja, faz o registro numérico e sistemático das transações relativas a um negócio. Por outro lado, a importância da contabilidade gerencial é prever o futuro trilhando o caminho certo e desviando dos erros.

A contabilidade gerencial é um conjunto de técnicas e procedimentos contábeis, como custos, análises das demonstrações financeiras, e contabilidade, que podem ser combinadas fornecendo informações valiosas e auxiliando no processo de tomada de decisão. A seguir, saiba tudo sobre como funciona e qual a importância dela em um negócio.

Entenda a contabilidade gerencial

Muitos profissionais ainda desconhecem a funcionalidade da contabilidade gerencial e a importância que ela tem na tomada de decisões dos processos da organização. A estratégia surgiu nos anos 80, nos Estados Unidos e se tornou mais popular quando os softwares começaram a implantar melhorias de qualidade para aumentar o lucro da empresa.

Durante a segunda metade do século XX, e até hoje, a tendência dominante na contabilidade gerencial tem sido o uso de dados contábeis cada vez mais detalhados. Aliás, trata-se de uma estratégia que vem se tornando cada vez mais decisiva e importante na gestão de uma empresa.

Tem a função de fazer planejamento, visando alcançar um controle eficaz. O objetivo é controlar as atividades da empresa e organizar o sistema gerencial, permitindo que a administração tenha conhecimento dos fatos ocorridos e seus resultados.

Neste quesito, os profissionais fornecem informações e assumem um papel ativo nas decisões rotineiras do negócio. Pode parecer claro para o contabilista, mas fazer os gestores entenderem a importância da contabilidade gerencial é um desafio, pois muitos ainda acreditam que soluções caseiras, como planilhas, resolvem o problema.

Saiba qual é a importância da contabilidade gerencial

A importância da contabilidade gerencial é garantir que os rumos da empresa sejam decididos baseados em dados fornecidos pela contabilidade de custos e financeira

Em síntese, é o processo de identificar, avaliar, agrupar, analisar, organizar, interpretar e comunicar informações que orientem os gestores a atingir as metas e alcançar os objetivos traçados no negócio.

Como pode ajudar na tomada de decisões?

A contabilidade gerencial tem como função garantir que estas informações sejam compiladas e analisadas para o controle, tomada de decisão e alternativas em relação aos orçamentos, produção, vendas, etc. É a base de uma administração segura.

Em suma, é uma ferramenta empresarial importante para todo o processo decisório. Capaz de auxiliar e fornecer aos usuários informações econômicas e patrimoniais que ajudam na tomada de decisões, proporcionar informações de cunho econômico, almejando suprir as necessidades dos gestores.

Por que devo fazê-la?

As grandes mudanças que as empresas vêm enfrentando, devido à globalização da informação e às crises mundiais, trouxeram dificuldades há muitos empresários no que diz respeito à forma como devem tomar suas decisões gerenciais.

No entanto, a utilização desta ferramenta traz sucesso para as organizações e reduz o risco de falência. Certamente, as empresas que utilizam essa ferramenta contábil podem ter mais vantagens competitivas em relação à concorrência.

A contabilidade gerencial possibilita o gerenciamento correto das informações, visualizando-as como uma peça administrativa e uma ferramenta de ajuda ao administrador da empresa. É como se fosse um termômetro que mede e trata a saúde geral de uma organização.

Conheça os benefícios que a aplicação da Contabilidade Gerencial pode proporcionar

Algumas ferramentas são utilizadas para o funcionamento adequado da estratégia de contabilidade gerencial. São elas: 

  • custeio direto ou variável;
  • fluxo de caixa;
  • custeio por absorção;
  • orçamento;
  • demonstração de resultados.

Por meio dessas ferramentas contábeis gerenciais, os contadores emitem um parecer aos gestores sobre os caminhos para o sucesso das organizações. A base da contabilidade gerencial é a informação gerada a partir da análise de dados.

A ferramenta é essencial para tomar decisões fundamentadas sobre o negócio e aumentar a eficiência de todas as funções da empresa. Confira as principais vantagens em aplicar a ferramenta na rotina do negócio.

Redução de riscos

A falta de informações e dados precisos para formatação de processos internos é o principal gerador de riscos empresariais. Com a contabilidade gerencial, o gestor pode impedir este tipo de risco, pois ela atua na formatação e gerenciamento de processos internos, contribuindo para o entendimento adequado de todos os pontos do negócio.

Precificação mais eficiente

A contabilidade gerencial possibilita o detalhamento de custos e despesas. Isso facilita a correta fixação do preço de venda de produtos e serviços, de margem de contribuição e estratégias para aumentar o lucro da empresa.

Mais acesso a crédito nas instituições financeiras

Em linhas de financiamento de longo prazo, como BNDES, as Demonstrações Contábeis das empresas são exigidas com rigor e pode influenciar no aumento do crédito solicitado.

Facilidade na tomada de decisões

Já falamos anteriormente sobre a importância da contabilidade gerencial para o negócio e como ela facilita os gestores na tomada da decisão. Isso porque a geração de dados e informações é um ponto forte da ferramenta que permite obter um grande benefício no processo decisório.

Ao analisar dados precisos sobre determinados pontos da empresa, o gestor terá uma visão mais ampla de todos os elementos. Ou seja, permitindo que baseie suas decisões nessas informações e torne as deliberações mais precisas e detalhadas.

Gestão financeira eficiente

Por meio do fluxo de caixa a gestão financeira passa a ser mais eficiente através da contabilidade gerencial. Aliás, o gestor consegue ter mais visibilidade sobre os recursos financeiros disponíveis, as expectativas para o futuro e as possibilidadeS e alocação de recursos conforme as necessidades da empresa.

Gerenciamento dos tributos devidos

A contabilidade gerencial proporciona total controle de todo tipo de transação do negócio, permitindo que os gestores acompanhem todo o desempenho da empresa por demonstrativos, que servem para apuração adequada de impostos. Além disso, pode ser base para a apuração de tributos e encargos devidos, inclusive como instrumento de prestação de contas sobre o desenvolvimento e investimento da empresa aos sócios ou parceiros.

Conclusão

São inúmeros os fatores que comprovam a importância da contabilidade gerencial para o sucesso do negócio. A ferramenta é capaz de levantar, acompanhar e analisar dados importantes para direcionar os gestores na tomada de decisões da empresa.

Além disso, consegue direcionar o empreendedor sobre o que fazer com relação a tributos e impostos. Por isso a ferramenta vem se tornando cada vez mais indispensável na gestão das pequenas e grandes empresas.

Business concept : Businessmen are analyzing data to finish new business plan in the office,He uses a calculator and pen to write on the graph.

Entenda o que é o planejamento tributário e qual a sua importância

Um bom empreendedor preocupado com o futuro do negócio está sempre preparado para organizar as contas e ficar em compliance (conformidade) fiscal. Caso contrário, corre o risco de cair nas penalizações do fisco. Por isso, o planejamento tributário é tão importante. 

Entretanto, como o sistema de tributos nacional é complexo, nem todas as empresas sabem ao que devem ficar atentas no momento de planejamento e quais os cuidados devem ser tomados para estar em conformidade com as leis fiscais brasileiras. Mas o que é o planejamento tributário e por que ele é tão importante? Confira essas e outras informações no artigo a seguir.

O que é o planejamento tributário 

Antes de entendermos sobre o que é o planejamento tributário, é fundamental saber o que é e como funciona a tributação. Trata-se da aplicação de tributos pelos governos, seja sobre a renda, sobre o consumo ou sobre o patrimônio das pessoas físicas ou jurídicas. 

No Brasil, existem três tipos de regimes tributário:

  • Simples Nacional: as alíquotas são menores que os outros, a administração tributária é mais simplificada, com a facilidade da arrecadação ser feita por meio do pagamento de uma única guia. Além disso, é a primeira opção que os empresários costumam procurar.
  • Lucro Presumido: este regime tributário é para empresas com o lucro superior a 32% do faturamento bruto. Além disso, é muito utilizado por prestadores de serviço, como médicos, dentistas, economistas, entre outros. 
  • Lucro real: trata-se da modalidade praticada pelas empresas de porte maior. Neste tipo de regime, a empresa paga o IR e a contribuição social sobre a diferença positiva entre receita da venda e os gastos operacionais em determinado período.

Toda empresa precisa pagar impostos, independente da área de atuação. O planejamento tributário existe justamente para auxiliar nessa tarefa. Em síntese, trata-se de uma ferramenta contábil que auxilia a pagar impostos e encontrar maneiras para otimizar a carga de tributos, estando em compliance

Entretanto, um gestor que planeja suas ações tem muito mais chances de obter resultados positivos. Assim como um gerenciamento de estoque ou de tempo se faz necessário, a gestão das questões fiscais tem tanta ou maior importância quanto. No entanto, tem dois tipos de planejamento tributário: operacional e estratégico.

O operacional consiste em utilizar procedimentos prescritos por lei dentro de um negócio, visando o cumprimento das obrigações fiscais. Do mesmo modo, ele atende às normas vigentes. Aliás, a redução dos tributos se gera através da antecipação do pagamento.

Por outro lado, o planejamento tributário estratégico tem como objetivo a projeção do futuro do negócio e contribui para a definição da visão, missão e valores. Ou seja, os propósitos são definidos pensando nos benefícios a longo prazo.

Como fazer o planejamento tributário?

Devido à complexidade das leis brasileiras e às cargas tributárias altíssimas, o planejamento tributário acaba sendo complicado também. Para que ele seja feito de forma eficiente, é fundamental que a empresa conte com a ajuda de um contador especializado.

Quanto maior for a empresa e mais complexa a sua atividade, mais trabalho o contador terá. Além disso, para atribuir eficiência ao controle tributário e fiscal de uma organização, é fundamental conhecer as regras tributárias que estão vigentes e são aplicáveis.

Por isso, terceirizar o processo pode ser uma alternativa que poupa dor de cabeça na hora de planejar. Essa não é apenas uma tendência, mas uma prática que já vem sendo realizada e está se tornando cada vez mais forte devido a todas as vantagens que traz para as empresas que a adotam.

Certamente, ao contratar um serviço terceirizado com uma contabilidade, é necessário que a empresa tenha os objetivos bem alinhados com o profissional. Aliás, isso vai garantir que tudo seja bem esclarecido e que o serviço seja feito com ética e responsabilidade.

Em síntese, é feita uma análise detalhada para que seja escolhido o melhor formato tributário, já que a empresa pode escolher qual deseja seguir. Muitas vezes, a análise realizada beneficia-se de brechas encontradas na legislação, por isso é essencial o conhecimento aprofundado.

Por que o planejamento tributário é necessário?

Como já falamos anteriormente, o principal objetivo do planejamento tributário é gerenciar e administrar tributos, organizando os impostos para deixar tudo mais claro e garantir que a empresa pague tudo em dia, alcançando a otimização fiscal.

O planejamento tributário é importante pelo fato de que todo imposto sonegado resulta em multas altíssimas para a empresa. Além disso, o enquadramento da empresa é analisado periodicamente, garantindo a legalidade do negócio.

Em síntese, um planejamento tributário bem elaborado, permite a redução dos valores pagos em títulos tributários, o cumprimento de todas as normativas legais, a modificação da incidência do fato que ocasiona determinado tributo, e até mesmo o adiamento da quitação de obrigações tributárias, sem que incidam taxas sobre elas.

O que é otimização fiscal?

A otimização fiscal é o processo que permite reduzir os custos de impostos e melhorar a performance dos seus investimentos. Ou seja, trata-se de uma ferramenta utilizada para aproveitar o nível máximo dos benefícios fiscais permitidos pela legislação brasileira.

Não é qualquer um que pode tentar diminuir ou excluir um tributo. Qualquer dado errado ou divergências podem causar problemas em cadeia, comprometendo todos os processos, bem como a gestão da companhia. No entanto, é preciso conhecimento, pois se algo sair errado, as penalidades são rigorosas.

Conclusão

Podemos concluir que o planejamento tributário é muito importante para uma boa gestão da empresa. Entretanto, conhecer os tributos cobrados é o primeiro passo para não ser surpreendido evitando problemas fiscais. Principalmente, porque o sistema tributário no Brasil é muito complexo e exige várias obrigações dos contribuintes.

Muitas vezes, a forma como o negócio está estruturado pode gerar economia ou aumento da carga tributária e observar isso também é decisivo para a competitividade. Além disso, a ferramenta ajuda a empresa a projetar com mais acerto sua margem de lucro. 

Certamente se faz necessária uma análise das várias opções das modalidades de tributos federais, estaduais e municipais. E claro, de acordo com o porte, volume de negócios e situação econômica da empresa. 

prestação de contas entidades do terceiro setor

Entenda a importância da auditoria para o Terceiro Setor

Muitos escutam falar sobre o terceiro setor, mas não sabem exatamente o que é e como funciona. No entanto, trata-se de uma divisão criada pelos Estados Unidos, formada pelas organizações privadas sem fins lucrativos prestadoras de serviços públicos, as famosas ONG’s (Organizações Não Governamentais). Por ser sem fins lucrativos, não quer dizer que não necessite fazer uma prestação de contas das entidades do terceiro setor.

A auditoria é o processo de verificação de todos os registros financeiros e de operações de uma empresa. Neste artigo, vamos esclarecer como funciona uma auditoria e qual a importância dela para o terceiro setor.  

O que é auditoria e como ela impacta o terceiro setor?

Antes de tudo, vale lembrar que o terceiro setor é mais utilizado no Brasil do que nos Estados Unidos, onde a divisão foi criada. Aliás, como já citamos anteriormente, trata-se do conjunto de atividade voluntárias desenvolvidas em favor da sociedade, por organizações privadas não governamentais e sem objetivo de lucro. 

Mas assim como uma empresa, o terceiro setor também precisa fazer uma prestação de contas. Aliás, o termo auditoria pode ser bem comum, mas você sabe o que realmente significa? Em síntese, trata-se de uma especialização dentro do setor contábil, que estuda, registra e interpreta os fatos e fenômenos que alteram o patrimônio de um negócio ou organização.

Ou seja, nada mais é do que um processo de conferência ou prestação de contas que tem o objetivo de descobrir se as ações, a contabilidade e a documentação de uma empresa ou ONG estão de acordo com o que foi planejado, e em conformidade com a legislação.

Enfim, o papel da auditoria é focar em um exame sistemático das atividades desenvolvidas na organização do terceiro setor. Entretanto, ela é essencial para qualquer segmento, pois ajuda a evitar fraudes e prevenir irregularidades, identificando possíveis falhas no sistema financeiro e no controle interno.

Além disso, impacta positivamente nos pilares da governança corporativa, garantindo a transparência e a prestação de contas da gestão. Com isso, os gestores têm informações mais detalhadas e concretas sobre a real situação econômica da organização. O processo de auditoria também dificulta possíveis desvios de bens patrimoniais.

Qual a importância de uma auditoria?

Toda empresa precisa acompanhar a execução das tarefas de perto e certificar-se de que o planejamento esteja sendo seguido de forma adequada, e em uma organização do terceiro setor não é diferente. 

Aliás, ao realizar periodicamente uma auditoria é possível fiscalizar a eficiência dos controles internos, o que garante que os registros contábeis sejam fiéis à realidade da ONG, além da prestação de contas de tudo o que é executado.

Ao contrário do que muitos pensam, esse processo não serve somente para apontar problemas ou defeitos na gestão, mas também para encontrar os pontos fortes da organização e potencializar os mesmos. Contudo, a ONG tem a chance de aperfeiçoar seu ambiente de trabalho. Além disso, a disseminação de boas práticas é valorizada durante o processo.

Entenda porque a auditoria é importante para o Terceiro Setor

Todas as operações de uma entidade sem fins lucrativos em aspectos financeiros, trabalhistas, contratuais e fiscais são semelhantes às de qualquer empresa, além disso, possuem giro financeiro comparáveis à uma empresa de grande porte.

Por isso, a auditoria é uma valiosa ferramenta para a gestão de organizações do terceiro setor e prestação de contas à sociedade. Isso porque minimiza os riscos e contingências geradas por suas operações. Além disso, garante mais credibilidade e segurança às informações prestadas aos parceiros, órgãos financiadores, entre outros contribuintes.

De nada adianta prestar um serviço assistencial de qualidade e gratuito, se a organização não tiver uma escrituração contábil eficiente. Além disso, a auditoria no terceiro setor é muito utilizada para que os órgãos de controle verifiquem a conformidade dos atos praticados pelas entidades. 

Por outro lado, o interesse público, as isenções tributárias usufruídas, a relevância dos serviços prestados e as verbas públicas repassadas exigem uma série de controles e procedimentos.

Aliás, é muito comum encontrar ONGs com dificuldades de obter certidões negativas ou positivas de débitos tributários. Isso porque, nesses casos, os débitos são gerados por registros mal feitos, falhas no sistema ou prestações de contas feitas de forma inadequadas. Entretanto, o documento é obrigatório para isenção e convênios.

Quanto maior a qualidade do controle nas entidades, maior a segurança daquilo que se faz e se informa. Por isso, a auditoria é uma oportunidade de estabelecer, testar e avaliar cada procedimento, registros e reflexos para a entidade.

Auditoria, um processo indispensável!

De fato podemos concluir que a auditoria é um processo indispensável para o terceiro setor. Isso porque as entidades necessitam de uma prestação de contas para reforçar a credibilidade da organização e garantir o repasse de verbas, doações e isenção de impostos.

Prova disso é a pesquisa “Auditoria no Terceiro Setor – Percepções e Resultados” realizada em 2006, com entidades de São Paulo. Todas foram auditadas por auditores externos independentes a mais de um ano e que atuam em diversas áreas, tais como, educação, saúde, assistência social, inclusão social, reabilitação, incentivo a gestão e empreendedorismo.

Com a pesquisa, foi possível comprovar a importância da auditoria. As entidades, quando questionadas, perceberam melhorias em diversos aspectos de gestão. O estudo também concluiu que as organizações pesquisadas buscam associar-se a empresas de auditoria externa independente que possuem um nome forte e respeitado no mercado. 

Quer saber mais sobre a auditoria no terceiro setor? Gostou do conteúdo e quer continuar acompanhando nossos materiais? Deixe seu comentário, se inscreva no formulário e fique por dentro! 

obrigacoes acessorias

Obrigações Acessórias: Entenda o que são e como fazer

Não é novidade que o Brasil tem um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. Sendo assim, empresas dos mais variados portes e segmentos têm uma série de obrigações acessórias a serem tratadas. Isso para que o negócio mantenha sua situação regularizada perante o Governo e a Receita Federal.

Esse é o motivo pelo qual muitos empreendedores optam por contratar serviços de escritórios de contabilidade especializados.O objetivo é sempre manter suas questões tributárias devidamente organizadas.

Para que você tenha uma noção mais abrangente sobre o tema, preparamos este conteúdo especial. Nele, é possível entender o que são e como fazer as obrigações acessórias contábeis de sua empresa. Continue acompanhando a leitura, a seguir!

Afinal, o que são obrigações acessórias?

Tratam-se de declarações — anuais, trimestrais ou mensais — em que constam dados sobre a organização.

Essas obrigações têm como principal objetivo permitir que o contribuinte forneça as informações solicitadas. Por exemplo, a movimentação dos funcionários na folha de pagamento, os encargos gerados sobre os salários e os impostos apurados pela empresa.

Além disso, precisam ser declaradas ao Governo (seja ele municipal, estadual ou federal).

Existem também obrigações acessórias pertinentes à atividade econômica específica do empreendimento, como corretores imobiliários, médicos e escritórios de advocacia.

Vale ressaltar, ainda, que as principais obrigações tributárias são aquelas que representam o pagamento do tributo em si. Ou seja, taxas, impostos, contribuições, entre outras.

Para futura fiscalização, há também as obrigações acessórias, geradas a fim de documentar cada tributo pago.

Quais são as principais obrigações acessórias?

Agora que você já sabe o que são obrigações acessórias, mostraremos quais são as principais. Separando-as de acordo com o regime tributário que a empresa se enquadra (Simples Nacional ou Lucro Presumido).

Simples Nacional

  • DEFIS: utilizada para declarar e comprovar ao Governo que os devidos tributos foram recolhidos no ano-calendário anterior;
  • DAS: é o tributo calculado sobre o faturamento mensal;
  • DIRF: é a declaração de imposto de renda retido na fonte;
  • DESTDA: consiste em uma obrigação mensal para pequenas e micro empresas. É utilizada para recolher o ICMS das diferenças da substituição tributária e as alíquotas entre os estados.

Lucro Presumido

  • DES: sua finalidade é declarar ao Fisco o total de serviços prestados no mês;
  • DCTF: é uma declaração de competência da União. Nela, devem conter dados relacionados aos impostos federais, como IPI, IRPJ, CSLL e IRRF;
  • EFD Contribuições: deve ser enviada por organizações na escrituração da contribuição para COFINS e PIS/PASEP;
  • SPED Fiscal: é um software que busca simplificar os processos de armazenamento, validação e envio das obrigações acessórias e fiscais. É usado para encaminhar as apurações de ICMS e IPI ao Governo;
  • GIA Estadual: usada para que a empresa informe as apurações individuais dos contribuintes do ICMS ao Governo Estadual;
  • GIA Substituição Tributária: serve para informar as apurações individuais do ICMS-ST ao Governo Estadual;
  • LFE: estabelecida apenas para empresas de Brasília. É uma obrigação acessória, na qual os contribuintes que constam no ISS e/ou ICMS no Distrito Federal informam sua receita;
  • SISCOSERV: é um sistema que permite o controle de dados dos serviços de importação e exportação.

Quem pode auxiliar nas obrigações acessórias?

Para evitar conflitos com o Fisco, é imprescindível que a empresa realize um planejamento tributário eficiente. Levando em conta que nem sempre o gestor possui um grande know-how sobre o assunto, é altamente recomendado contratar os serviços de um escritório de contabilidade especializado.

Isso vai além de identificar falhas nas declarações, evitar que a empresa seja multada e agilizar o envio dos documentos à Receita Federal. Uma boa assessoria contábil ajuda a gerenciar e organizar as obrigações acessórias contábeis e fiscais do negócio.

Desse modo, a empresa reduz custos com multas ou retificação de dados preenchidos erroneamente. Economizando recursos e otimizando a lucratividade, além de manter uma relação positiva com os órgãos fiscalizadores.

Como você pôde conferir neste post, cuidar das obrigações acessórias da empresa é uma das melhores formas de manter a saúde financeira do seu empreendimento. Algo que é indispensável quando se trata de alta competitividade e cenário econômico crítico.

Gostou do nosso artigo sobre o que são as obrigações acessórias contábeis?

Quer continuar recebendo dicas e conteúdos úteis sobre gestão empresarial e tributária? Então, não deixe de acompanhar as postagens do nosso blog!

sped-contabil

SPED Contábil: Saiba tudo sobre e como o transmitir

O termo SPED Contábil ainda é novidade para muitos empreendedores, apesar da ferramenta já ter sido publicamente disponibilizada há alguns anos. Assim, para evitar os riscos de uma transmissão da escrituração contábil atrasada ou enviada com irregularidades, é importante contar com a assessoria de um escritório de contabilidade.

Entenda tudo o que um GESTOR precisa saber sobre o SPED e qual a sua real importância. ASSISTA!

Isso porque contadores profissionais podem auxiliar em todo o processo de reunião e envio dos dados, de acordo com os parâmetros exigidos pelo Fisco.

Para sanar todas as suas dúvidas, preparamos este post com as principais informações sobre o SPED Contábil. Acompanhe a leitura para conferir!

SPED Contábil: o que é e para que serve?

Criado para facilitar o trabalho de profissionais dos mais variados segmentos, o SPED Contábil consiste em um sistema que permite às empresas transmitir dados e informações contábeis e tributárias para a Receita Federal. Dessa forma, descartando a necessidade de que documentos em formato físico sejam entregues à Junta Comercial.

Entre os benefícios proporcionados pela ferramenta, está a integração com sistemas NF-e, EFD e ECD. O que não apenas facilita o cruzamento de dados, como também aumenta a produtividade da área contábil da empresa. Pois, com o auxílio da tecnologia, é mais fácil encontrar erros no preenchimento de documentos.

Além disso, a quantidade de papel necessária para fazer o gerenciamento dos impostos é reduzida significativamente com o uso do SPED contábil. Para a Receita Federal, a vantagem é que o órgão passa a ter mais controle no reconhecimento de quem são os bons e maus pagadores.

O que deve ser entregue no SPED Contábil?

O sistema é utilizado para entregar dados pertinentes à escrituração contábil do negócio, como:

  • Livros contábeis;
  • Livro razão e auxiliares;
  • Livro diário e auxiliares;
  • Balanços e fichas de lançamento comprobatórias;
  • Balancetes diários.

Como funciona a transmissão do SPED Contábil?

Para que os livros contábeis sejam emitidos eletronicamente, é necessário que tenham uma assinatura digital, obtida por meio de um certificado de segurança do tipo A3.

Essa certificação representa a assinatura do responsável legal para transações financeiras, contábeis e tributárias realizadas na Internet. Nela, um par de chaves é gerado e armazenado em um token criptográfico inviolável ou um cartão inteligente.

Partindo do pressuposto que você já tem o seu certificado A3, a transmissão deve ser realizada com o uso de um software contábil, comumente utilizado por escritórios de contabilidade e contadores.

Um arquivo digital será gerado no formato específico, de acordo com a Instrução Normativa RFB n° 787/07. Então, o arquivo será submetido ao Programa Validador e Assinador (PVA), fornecido pelo sistema SPED.

Vale destacar, ainda, que a chave de validação é atualizada anualmente.

O representante legal da organização – ou o empresário – e o contabilista serão os responsáveis pela assinatura digital do arquivo. As funcionalidades para que as assinaturas digitais sejam feitas também estarão inclusas no aplicativo.

Após ser assinado, o documento deve ser encaminhado para o SPED. Que, por consequência, disponibilizará as informações necessárias para autenticação às Juntas Comerciais.

Uma série de validações serão feitas pela Junta Comercial, que finalmente as autenticará. Os dados de autenticação serão fornecidos ao titular da escrituração por meio do SPED e poderão ser consultados via Internet.

Após o recebimento, a escrituração contábil será armazenada em um banco de dados. O qual permitirá que cópias integrais do arquivo sejam obtidas pelos órgãos parceiros do SPED. Após ser transmitida, qualquer indivíduo com o arquivo poderá verificar sua autenticidade e, até mesmo, imprimir o documento. 

Prazos e quem deve entregá-lo

O prazo de transmissão do SPED Contábil é o mesmo anualmente. A escrituração deve ser realizada até o último dia útil do mês de maio do ano posterior ao que os documentos foram transmitidos. Sendo assim, às 23:59 do último dia útil de maio é o prazo final para a transmissão dos arquivos.

Não há como prorrogar esse prazo e, caso os arquivos não sejam transferidos a tempo, multas serão geradas para a empresa.

Por isso, contar com um escritório de contabilidade para cuidar desse processo é uma forma de assegurar que a escrituração contábil será entregue em segurança todos os anos.

Antes de concluirmos, é importante que você saiba de algo! Nem todas as organizações têm a obrigação de fazer sua escrituração contábil digitalmente e enviá-las por meio do SPED. O processo ainda é facultativo, independentemente do regime tributário escolhido.

No entanto, a obrigatoriedade da transmissão do SPED Contábil recai sobre empresas que se enquadram nos seguintes itens:

  • Empresas optantes do Simples Nacional, que tenham recebido recursos de investidores-anjo;
  • Empresas tributadas pelo regime de Lucro Presumido, que tenham distribuído um lucro superior ao da presunção;
  • Empresas tributadas pelo regime de Lucro Real;
  • Pessoas jurídicas isentas ou imunes, que foram obrigadas a apresentar o EFD no período de apuração;
  • Sociedades em Conta da Participação.

Como você pôde ver neste artigo sobre SPED Contábil, apesar de sua emissão ser um processo relativamente simples, vale a pena contar com o auxílio de um escritório de contabilidade para cuidar dos assuntos contábeis e tributários do negócio.

Gostou de entender as peculiaridades do SPED Contábil e como sua transmissão é feita? Quer continuar recebendo dicas e conteúdos úteis como esse todas as semanas? Então, não deixe de acompanhar as postagens do nosso blog!

fiscalização de empresas

Fique Atento a Fiscalização: conheça os órgãos e entidades responsáveis para cada tipo de empresa

A fiscalização de empresas tem como objetivo garantir que documentações, registros e obrigações com o fisco estão efetivamente em dia. Assim, ao abrir o próprio negócio, é preciso ter em mente que, quando menos se espera, os órgãos fiscais de empresas poderão aparecer para se certificar que tudo está devidamente regularizado.

Para não ser pego desprevenido, é importante entender como as empresas são fiscalizadas e, principalmente, contar com uma gestão contábil especializada.

Com isso, na hora de receber a visita de um fiscal, você estará preparado e a sua empresa não correrá riscos de multas e outros inconvenientes, como ter que manter as portas fechadas por um tempo.

Abaixo, você vai conhecer os principais órgãos fiscais e, assim, saber mais sobre fiscalização de empresas. Boa leitura!

6 principais órgãos que realizam a fiscalização de empresas

Existem diversos órgãos fiscalizadores que podem visitar um negócio sem aviso prévio. Conheça abaixo quais são eles e como as empresas são fiscalizadas por cada um.

1 – INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)

O INSS é um órgão que fiscaliza as contribuições previdenciárias. Assim, na hora da visita, ele analisa questões como:

  • Se os funcionários são registrados;
  • Se os formulários referentes à contribuição tributária estão sendo preenchidos adequadamente;
  • Se está sendo pago pró-labore aos sócios;
  • Caso tenha sido contratado algum autônomo, se está havendo retenção de impostos.

Para este tipo de fiscalização, as empresas devem possuir um setor de Recursos Humanos bem estruturado e com conhecimento pleno dessas regras.

2 – Receita Federal

Um dos maiores temores diz respeito à fiscalização realizada pela Receita Federal, órgão encarregado por controlar as movimentações financeiras e os pagamentos de impostos. Há diversos fatores que são analisados e cabíveis de algum tipo de punição. Os mais comuns são:

  • Falta de emissão de Nota Fiscal;
  • Registros financeiros incompletos;
  • Recolhimento de alíquota menor de contribuição previdenciária;
  • Ser optante do Simples Nacional sem se enquadrar nesse tipo de tributação;
  • Envio do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica incompleto ou com dados errados.

Para gerenciar as finanças adequadamente, manter claros todos os registros das movimentações e, assim, não ter problemas com a Receita Federal, é indispensável contar com um escritório contábil ou um contador de confiança.

3 – Prefeitura ou Secretaria da Fazenda do Município

A ação de fiscalização de empresas por parte desse órgão é muito semelhante à da Receita Federal. Entretanto, o seu foco é investigar se os tributos municipais estão sendo pagos, como:

  1. IPTU (Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana);
  2. ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens e Serviços);
  3. ISS (Imposto Sobre Serviço).

Para não ficar devendo nada para o município, é preciso que seja realizado um trabalho em conjunto entre contador e setor financeiro.

4 – Estado ou Secretaria da Fazenda do Estado

A atuação da Secretaria da Fazenda do Estado é similar à realizada pelo município, porém o foco é analisar se as taxas estaduais estão em dia, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), e se as informações referentes a pagamento e recebimento de outras companhias estão cruzando.

5 – Vigilância Sanitária

Principalmente os segmentos de alimentação e saúde costumam receber a visita de um vigilante sanitário com frequência. Este tipo de fiscalização de empresas analisa a higiene e os impactos que a atividade pode gerar tanto para os funcionários quanto para a sociedade em geral.

6 – Corpo de Bombeiros

Esse é um dos órgãos fiscais de empresas que tem como objetivo a prevenção. Ele avalia se há potencial perigo para o negócio em si e para todo o ambiente ao redor. Caso as medidas de segurança não forem seguidas à risca, é possível, inclusive, que o local seja interditado.  

Em que situações pode ocorrer a fiscalização de empresas

De maneira geral, os órgãos fiscais não avisam as empresas quando irão aparecer. Entretanto, existem algumas situações que podem motivar essa visita. As mais comuns são:

  1. Quando a empresa é nova e os órgãos querem se certificar que o empresário está com todas as documentações em dia;
  2. Em caso de denúncia, principalmente no que tange a atuação da vigilância sanitária;
  3. Quando há dúvidas em relação à prestação de contas, ou seja, quando a Receita Federal suspeita de que está havendo sonegação.

Indiferentemente da situação, o ideal é sempre estar preparado e em conformidade às leis estipuladas. Com a assessoria contábil, antes mesmo de abrir oficialmente a empresa, você saberá o que precisa ser feito para atuar legalmente.

Além disso, tem a garantia de que, anualmente, taxas e impostos serão pagos conforme o porte do seu negócio e que a empresa estará em dia com as normas e a legislação atual.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco que esclarecemos para você!

tributação

Quais são os tipos de tributação existentes atualmente?

Além de ter em mãos todos os documentos necessários para se abrir uma empresa, é imprescindível ter conhecimento sobre tributação. Afinal, todas as organizações devem pagar taxas e impostos para que sejam consideradas legalmente aptas para atuar.

O regime tributário no Brasil é composto por tributos municipais, estaduais e federais. O valor que cada organização deverá pagar depende de diversos fatores, como:

  • Tamanho da empresa;
  • Lucro anual;
  • Segmento;
  • Quantidade de funcionários e sócios.

Para saber em qual dos tipos de tributação a sua empresa será enquadrada, explicamos cada uma delas e apresentamos suas vantagens e desvantagens. Confira!

Os 3 tipos de tributação e suas incidências

Atualmente, há 3 tipos de tributação de empresas. A escolha deve ser realizada durante o processo de abertura, mas isso não significa que não possa ser alterado ao longo dos anos. Conheça cada uma delas abaixo:

1 – Simples Nacional

O Simples Nacional foi criado em 2006 visando simplificar e unificar o pagamento de tributos. Segundo estimativas do Sebrae, o número de empresas optantes por esse tipo de tributação aumentou 364% de 2007 a 2016.

Considerado o tipo de tributação mais simples para empresas, ele oferece algumas vantagens, como:

  • Reúne em um único documento, chamado de DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), as 8 taxas que devem ser pagas;
  • Possui alíquotas menores que os demais regimes;
  • É menos burocrático.

Para se enquadrar no Simples, é preciso ser microempreendedor individual (MEI), microempresa (ME) ou empresa de pequeno porte (EPP) e cumprir os seguintes requisitos financeiros:

  1. O MEI não pode ter faturamento anual acima de R$ 81 mil;
  2. Para ME, o teto é de R$ 360 mil por ano;
  3. O limite anual para a EPP é R$ 4,8 milhões.

2 – Lucro Real

Trata-se do regime tributário do Brasil em que os impostos são cobrados de acordo com o lucro real da empresa e eles incidem sobre o faturamento mensal ou trimestral, conforme preferência do empresário.

O enquadramento ao Lucro Real é obrigatório nos casos de bancos e corretoras de título e, ainda, caso a empresa tenha tido uma receita bruta superior a R$ 78 milhões no ano anterior.

Diferentemente do Simples Nacional, os tributos são cobrados individualmente, o que requer um maior cuidado das empresas para que algum não fique em aberto. Como o cálculo de cada taxa é baseado no lucro, esse regime é indicado para empresas que não tenham uma margem de lucro muito elevada, atuem no prejuízo ou, então, tenham custos elevados em serviços ou produtos.

3 – Lucro Presumido

Neste tipo de tributação, a incidência de impostos é baseada na estimativa de lucro da empresa e calculada conforme a atividade que é desempenhada. No caso, os impostos podem variar de 8% (indústria e comércio) a 32% (serviço).

Qualquer negócio que não é obrigado a aderir ao Lucro Real pode optar por esse regime, porém ele é mais vantajoso para as empresas que:

  • Apresentarem margem de lucro superior ao da presunção;
  • Tenham baixos custos operacionais;
  • Possuam folha de pagamento enxuta;
  • Não ultrapassem o faturamento de R$ 78 milhões.

Existe, porém, uma desvantagem que deve ser levada em consideração. Caso a empresa lucre menos do que a média das demais empresas que exercem a mesma atividade, ela deverá pagar um imposto em cima da alíquota pré-fixada (8%).

Para saber qual dos tipos de tributação a sua empresa deverá se enquadrar, é fundamental contar com a ajuda de uma empresa contábil ou um contador especializado. Assim, você tem a certeza de estar pagando as taxas mais justas e que estará sempre em dia com o fisco.

Precisando de ajuda? Entre em contato conosco e conte com quem entende realmente do assunto!

documentos para abertura de empresa

Quais são os Documentos Necessários para Abertura de uma Empresa?

Antes de planejar e sonhar em ter o seu próprio negócio, é fundamental conhecer a lista de documentos para abertura de uma empresa. Estar com eles em mãos antes mesmo de buscar os órgãos encarregados é fundamental para evitar atrasos e retrabalhos.

Essa documentação é considerada essencial porque trata-se do comprovante legal de que o negócio pode operar. Além disso, em caso de fiscalização, a ausência de um deles pode fazer com que as portas sejam fechadas.

Mas afinal, quais documentos são necessários para abrir uma empresa? É o que você vai descobrir abaixo. Boa leitura!

Documentos essenciais para abertura de uma empresa

1 – Para registro na Junta Comercial

O primeiro passo para oficialmente abrir uma empresa é obter o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa). Ele é o comprovante de registro na Junta Comercial e possibilita dar entrada no pedido de CNPJ. Para isso, é preciso levar até o órgão a seguinte documentação:

  • Requerimento Padrão (Capa da Junta Comercial) em uma via;
  • Contrato Social;
  • Cópia autenticada do documento de identidade de todos os sócios;
  • Ficha de Cadastro Nacional (FCN) modelo 1 e 2, em uma via;
  • Comprovante do pagamento de taxas por meio de Guia de Recolhimento e DARF.

Com a NIRE em mãos, a pessoa deve solicitar o CNPJ diretamente no site da Receita Federal.

Quem é Microempreendedor Individual (MEI) pode obter a versão temporária do documento, cuja validade é de 180 dias, diretamente do Portal do Empreendedor e obter na hora o seu CNPJ.

2 – Inscrição Municipal e Alvará de Funcionamento

Tanto o registro municipal quanto o Alvará de Funcionamento devem ser solicitados na Prefeitura do município-será do negócio. Os documentos que costumam ser solicitados são:

  • Contrato Social devidamente autenticado e assinado por um advogado;
  • CNPJ da empresa;
  • Documentos pessoais e comprovante de residência dos proprietários;
  • Planta e habite-se do imóvel.

Dependendo o ramo de atuação, pode ser requerido, ainda, o Alvará Sanitário, o Laudo do Corpo de Bombeiros e a Inscrição Estadual.

Isto é muito comum no segmento de alimentos, por envolver saúde e integridade no serviço prestado.

3 – Inscrição Estadual

Outro documento importante na abertura de uma empresa é a Inscrição Estadual. Este registro é obrigatório para setores do comércio, indústria e transporte intermunicipal e interestadual, além de serviços de comunicação e energia. Para obtê-lo, é preciso ir à Secretaria Estadual da Fazenda já com o CNPJ.

Com esse registro em mãos, é possível solicitar uma autorização para emitir notas fiscais e autenticar livros fiscais. Dependendo do ramo, isso também deve ser realizado na prefeitura.

4 – Cadastro na Previdência Social

No máximo após 30 dias do início oficial das atividades, as empresas devem realizar o cadastro na Previdência Social para pagar os tributos devidos, mesmo que não possua funcionários.

Os documentos exigidos para abrir uma empresa podem variar conforme o tipo de negócio e o estado. Além disso, como eles não são adquiridos em um único local, pode gerar confusões e até a falta de algum deles.

Para evitar imprevistos, consulte antes um contador para que ele dê a orientação adequada sobre onde conseguir os documentos para abertura de empresa e você possa atuar regularmente – e sem incomodações.

Esse conteúdo foi relevante para você? Acesse nosso blog e tire suas dúvidas sobre a abertura de empresas!

abertura de empresas

Principais passos para a abertura de uma empresa

Muitas pessoas sonham em ter o seu próprio negócio, porém, ficam temerosas em dar esse passo devido às diversas etapas que envolvem a abertura de empresas. São diversos documentos, detalhes e tipos que devem ser analisados com cautela e, preferencialmente, com a ajuda de um profissional habilitado.

Atualmente, de acordo com o Sebrae, existem 5 tipos de empresas previstas por lei. Elas se diferem em vários fatores, com destaque para a quantidade de funcionários e o tipo de serviço que podem oferecer.

Para que você não tenha medo de empreender, apresentaremos abaixo cada tipo de empresa que pode ser aberta e os processos necessários para se abrir uma empresa no Brasil. Boa leitura!

Os 5 tipos de empresas possíveis de serem abertas

1 – Empresário Individual

É quando o empresário atua sozinho, ou seja, sem sociedade. Permite que sejam exercidas as atividades industrial, comercial e de prestação de serviços. Exceto, neste caso, quando é de profissão intelectual.

2 – Microempreendedor Individual (MEI)

Trata-se do empresário individual que possui renda bruta anual de até R$ 81 mil, é optante pelo Simples Nacional e possui no máximo 1 empregado. Todos os tributos pagos têm valores fixos e são pagos na forma do SIMEI.

3 – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

Trata-se de uma empresa que não possibilita a existência de sócios e a responsabilidade é limitada ao capital social. No caso, a pessoa jurídica não se confunde com a pessoa física na questão patrimonial.

4 – Sociedade Empresarial

Na abertura de empresa de Sociedade Empresarial, é permitido acrescentar dois ou mais sócios e deve se inserir em uma das sociedades existentes, como Sociedade Limitada – LDTA. Permite que sejam exercidas atividades próprias de empresário, como produção, circulação de bens e realização de serviços, exceto os que envolvem natureza intelectual.

5 – Sociedade Simples

É o tipo de empresa de ação coletiva, cujos sócios possuem responsabilidade ilimitada. Pode adotar o termo Sociedade Limitada – Sociedade Simples LTDA. e prestar serviços profissionais que envolvem o intelecto, como os de natureza científica e artística.

Agora que você já conhece os tipos de empresa, confira as documentações consideradas essenciais e os passos que devem ser dados para se tornar um empreendedor.

Passo a passo para a abertura de empresas

1 – Defina a estrutura jurídica e pesquise o nome escolhido

Antes de abrir a empresa, é fundamental verificar na Junta Comercial Estadual se já existem outros negócios constituídos com o nome empresarial idêntico ou semelhante.

Ainda nessa etapa, é preciso definir qual estrutura jurídica será adotada, sendo que o MEI pode abrir o seu CNPJ gratuitamente direto no site do Portal do Empreendedor, não sendo necessário seguir todos os passos seguintes.

2 – Elaboração do Contrato Social

O contrato social é o documento que formaliza a empresa e define claramente fatores como:

  • Atividade da empresa;
  • Interesse das partes;
  • Capital investido;
  • Descrição do aspecto societário.

Para que seja válido, ele deve estar em conformidade com as leis em vigor do Novo código Civil e ser assinado por um advogado ou empresa que elabore documentos legais.  

3 – Registre-se na Junta Comercial

Com o contrato social e a documentação dos sócios em mãos, é hora de ir até a Junta Comercial do estado ou no Cartório de Registro de Pessoa Jurídica. A partir desse registro, a empresa passa a existir oficialmente e recebe o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa), mas ainda não está autorizada a funcionar.

4 – Crie o seu CNPJ

Com o NIRE em mãos, já é possível registrar o CNPJ no site da Receita Federal, mais especificamente fazendo o download do Documento Básico de Entrada. Ainda nesta etapa de abertura de empresas, é preciso pontuar a atividade que será desempenhada, pois esta informação influencia na tributação e é validada no momento da fiscalização.

5 – Inscrição Estadual

A Inscrição Estadual é obrigatória para setores de indústria, comércio e transporte intermunicipal e interestadual, além de serviços de comunicação e energia. Ela pode ser obtida junto à Secretaria Estadual da Fazendo e é pré-requisito para a obtenção da inscrição do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

6 – Alvará de localização e funcionamento e demais licenças

Para abrir empresa com local fixo, é preciso obter junto ao município o alvará de funcionamento, que autoriza que as portas sejam abertas. Para isso, é preciso comprovar na Prefeitura que reúne todas as condições legais para atuar.

Entre as licenças e inscrições que são normalmente exigidas, as mais comuns são:

  • Licença ambiental;
  • Licença sanitária;
  • Vistoria de cumprimento das normas de segurança (alvará do Corpo de Bombeiros).

É importante destacar que as informações de como abrir uma empresa podem variar conforme o segmento, a cidade e até o estado. Portanto, o ideal é consultar um contador, que irá lhe orientar sobre todas as licenças e inscrições que a sua empresa precisa para atuar regularmente.

Além disso, essa orientação é essencial também na hora de fechar a empresa, a fim de evitar débitos junto à Receita Federal.

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Aprenda como calcular a margem de lucro de sua empresa

Gerir corretamente os recursos financeiros dentro de uma empresa é fundamental para aumentar a longevidade e rentabilidade do negócio. Porém, muitos empreendedores não sabem como avaliar corretamente suas finanças, deixando vários indicadores importantes de lado e, com isso, perdendo o controle sobre o fluxo de caixa. Um exemplo disso é não saber como calcular a margem de lucro dos seus produtos.

Saiba porque é importante calcular a margem de lucro de sua empresa

Caso você ainda não esteja familiarizado com o termo, a margem de lucro é a proporção entre o lucro obtido com uma venda ou serviço e o custo que esse mesmo produto ou serviço gera para o negócio. O tamanho dessa margem pode ser usado para indicar quanto de retorno cada venda gera em relação ao investimento inicial.

Para esclarecer melhor o tema, vamos explicar qual é a importância de ter esse valor à mão e como calcular a margem de lucro. Acompanhe:

Por que é importante fazer o cálculo?

Quando você é um novo empreendedor e não entende como gerir corretamente as finanças da sua empresa, pode cometer vários erros e perder o controle do seu fluxo de caixa. Ter algumas informações à mão durante sua gestão financeira, como a margem de lucro dos seus produtos, pode facilitar bastante o seu trabalho.

Veja aqui algumas das vantagens de fazer esse cálculo corretamente:

Acompanhar o desempenho do negócio

A margem de lucro pode flutuar ao longo do tempo, pois os custos de entrega envolvidos em determinado produto ou serviço podem ser alterados. Em alguns casos, o mercado pode alterar o preço do material utilizado por você. Em outros, algum gasto emergencial pode surgir ao longo do caminho, o que reduz a sua margem de lucro naquele momento.

como calcular a margem de lucro

Saber calcular a margem de lucro da sua empresa é fundamental para ter um planejamento mais realista. Imagem: Pixabay

Se você acompanhar as flutuações na margem de lucro do seu negócio como um todo, pode começar a notar algumas dessas alterações e identificar quando o percentual está caindo ou subindo. Esse é um bom modo de perceber que algo está acontecendo com seu fluxo de caixa. Por exemplo, se um mês teve uma margem inferior sem alteração no preço de venda em relação ao mês anterior, então é hora de reavaliar os custos daquele período e identificar os gastos que saíram do planejamento.

Prever cenários futuros

Outra coisa que você aprenderá depois de descobrir como calcular a margem de lucro do seu negócio é que, ao longo do tempo, esse valor pode formar uma tendência. Se sua margem tem caído nos últimos três meses com uma frequência quase constante, por exemplo, isso caracteriza uma tendência de baixa na sua lucratividade. Da mesma forma, se o valor tem aumentado, isso caracteriza uma tendência de alta.

Claro que você deve correlacionar essa informação com outros dados de mercado e seus próprios investimentos para confirmar suas conclusões, mas esse dado já será um ponto de partida para projetar cenários futuros. Por exemplo, se há uma leve tendência de alta esperada para o próximo mês, você pode definir uma receita estimada para este período e planejar outras ações financeiras de acordo.

Facilitar seu planejamento financeiro

Falando em planejamento, entender como calcular esse e outros indicadores financeiros da sua empresa será fundamental para realizar investimentos de médio e longo prazo. Essas projeções ajudam a encontrar pontos de falha que precisam ser corrigidos em seus processos, identificar oportunidades de aprimoramento e crescimento, entre outras coisas importantes para a melhor longevidade do seu negócio.

Tenha sempre em mente que o planejamento financeiro é o que garante a segurança da sua empresa em momentos de instabilidade e crise, sejam elas externas ou internas. Saber quanto dinheiro há disponível no caixa, quanto você deve ter após o fechamento das contas e quanto precisa ter em reserva para lidar com alguma crise, vai ajudar a prevenir grande parte desses problemas.

Mas como calcular a margem de lucro?

Agora que você entende a importância de conhecer a margem de lucro dentro do seu negócio, o próximo passo é saber como calcular esse valor corretamente. Pode parecer um pouco complicado a princípio, mas vamos explicar tudo com calma.

O cálculo do lucro faz parte do pensamento estratégico de uma empresa. Imagem: Pixabay

Para fazer o cálculo, você deve seguir alguns passos. Primeiro, registre sua receita e os custos de um determinado período. Estes valores correspondem, respectivamente, a todo o dinheiro que entrou na sua empresa através do fornecimento de produtos/serviços e o total de dinheiro que saiu da empresa. Em seguida, calcule a diferença entre receita e custos para obter seu lucro. É um conceito bem simples, com o qual você já deve estar familiarizado.

Por fim, divida o lucro pelo valor de custos da sua empresa e multiplique o resultado por 100. Esse será o valor percentual da sua margem de lucro.

A fórmula da margem de lucro é seguinte:

Margem de Lucro = Lucro/Custos x 100

Para esclarecer melhor como calcular a margem de lucro, vamos usar um exemplo desse cálculo.

Digamos que uma loja teve uma arrecadação de vendas totalizando R$200.000 em um mês. Nesse mesmo período, os custos associados às despesas, aquisição da mercadoria, manutenção da loja e pagamento de salários totalizou R$120.000. Nesse caso, já temos as seguintes informações:

  • Receita = 200.000
  • Custos = 120.000

Sendo assim, o lucro obtido é de R$80.000 (200.000 – 120.000).

Em seguida, dividimos esse valor de lucro pelo de custos, que resulta em aproximadamente 0,67, levando em conta o arredondamento. Se multiplicarmos esse número por 100, teremos o valor percentual da margem de lucro desse período, que será de 67%. Ou seja, o lucro obtido é equivalente a 67% dos custos do mesmo período.

Da mesma forma, se a receita desse mesmo período fosse de R$300.000 e os custos de R$100.000, podemos refazer as contas e obter uma margem de lucro de 200%. No outro extremo, se os custos e a receita tivessem o mesmo valor (independente do qual fosse), então o resultado seria uma margem de 0%.

Agora que você entende por que e como calcular a margem de lucro da sua empresa, é hora de usar essas informações a seu favor. E se quiser mais ajuda nessa tarefa, use nossa calculadora agora mesmo.