holding familiar

O que é uma holding familiar?

O termo “holding” vem do inglês “to hold”, que pode ser traduzido como manter. Trazendo para o mundo dos negócios, a palavra é utilizada para descrever uma organização criada para adquirir participações societárias em outras empresas – como cotista ou acionista.

Uma holding pode ser pura, visando unicamente ter participação em outras sociedades, ou mista, quando também existe objetivo operacional com fins lucrativos.

O holding familiar é um dos vários tipos de holding possíveis de serem criados. E é sobre ele que falaremos neste conteúdo. Boa leitura!

O que é uma holding familiar?

Trata-se de um conceito de entidade jurídico que foi criado para controlar o patrimônio de pessoas físicas que fazem parte de uma mesma família. Em outras palavras, é uma sociedade composta por membros da família responsável por gerenciar e administrar o patrimônio, seja participações em outras empresas, imóveis e diversos outros tipos de investimentos.

No momento em que a sociedade é constituída, todos os bens do grupo são integralizados no capital social da holding familiar. Depois disso, são criadas as ações ou quotas sociais, bem como as cláusulas restritivas para evitar que a empresa seja alienada e penhorada, por exemplo.

O principal objetivo da holding familiar é proteger e blindar os ativos já conquistados pela família, especialmente em caso de dívidas futuras e outros fatores que podem levar à perda do patrimônio.

As vantagens desse tipo de holding não param por aí. Falaremos mais sobre isso a seguir, confira!

Quais são os benefícios da holding familiar?

A holding familiar conta com 4 principais benefícios. São eles:

1. Planejamento financeiro

Ao concentrar o patrimônio da família, o objetivo é manter a harmonia nas finanças, bem como facilitar a gestão coletiva e delinear a participação de cada membro na sociedade. Com essas informações claras, é possível estabelecer uma política de investimentos e distribuição de lucros.

É preciso, porém, ter um planejamento orçamentário bem elaborado, especialmente quando há muitas pessoas envolvidas na holding familiar. Caso contrário, a saúde do negócio pode ficar prejudicada.

2. Planejamento tributário

Uma das principais vantagens da holding familiar é o fato de contar com incentivos fiscais através da redução da carga tributária. Isso ocorre porque o seu capital social é constituído pelos bens das pessoas físicas e participações societárias.

Uma vez que os tributos são menores, os lucros são maiores. Além disso, os valores divididos entre os sócios são isentos de Imposto de Renda – o que torna essa modalidade ainda mais lucrativa.

3. Perpetuação do patrimônio

Uma holding familiar, se operada adequadamente, conta com um conjunto de ações que defendem o patrimônio pessoal contra contingências externas.

Inclusive, ela conta com uma espécie de blindagem dos bens em caso de separação litigiosa, divórcio ou união estável em paralelo a casamentos formais.

4. Planejamento sucessório

Outra vantagem da holding familiar diz respeito à sucessão de bens, que é muito mais fácil e menos burocrática. Para isso, porém, é preciso que as regras estejam estabelecidas no contrato social.

As quotas ou ações podem ser doadas em favor dos sucessores com reserva de usufruto, por exemplo. Isso elimina a necessidade de inventário ou partilha – que, além de estressante, pode afetar o desenvolvimento da empresa.  

Será que vale a pena ter uma holding familiar?

Os benefícios desse tipo de holding são diversos, especialmente no que diz respeito à centralização do patrimônio familiar, facilitando a gestão coletiva. Na Segato, temos diversos cases de sucesso de famílias e empresários que concentraram seus patrimônios e investimentos em holdings e hoje desfrutam de otimização de recursos financeiros, segurança, proteção do patrimônio e melhor planejamento tributário visando a economia de impostos. 

Por se tratar de um assunto amplo e complexo, é necessário abordar outros aspectos importantes sobre ele em outros conteúdos aqui na nossa Central Educativa. Desta forma, você se sentirá mais seguro para aderir – ou não – a essa modalidade!

Aguarde nossas próximas publicações!

indicadores financeiros

Saiba o que são indicadores financeiros e qual a importância deles

Quem é dono de empresa sabe que é essencial avaliar com frequência o desempenho do negócio. Para isso, existe uma série de indicadores financeiros que permitem entender o cenário atual e, principalmente, prever as próximas ações com base  em dados e fatos.

Mas o que são indicadores financeiros? 

São dados obtidos através de demonstrativos que medem os resultados e o desempenho do negócio. Eles auxiliam na avaliação da performance organizacional, permitindo uma tomada de decisão mais certeira.  

Neste conteúdo, mostraremos quais indicadores devem ser controlados por uma empresa e porque é tão importante ter acesso a essas informações. Boa leitura!

Qual a importância dos indicadores financeiros?

Eles permitem que os gestores comparem resultados anteriores com atuais e, a partir disso, desenvolvam estratégias claras e definam um plano de ação para o futuro.

No caso, facilitam a tomada de decisões fundamentadas em informações precisas sobre o negócio – ao invés de executar ações baseadas em suposições ou achismos.

Através dos indicadores financeiros, é possível ter em mãos dados precisos e reais sobre o negócio. Eles permitem identificar falhas de gestão, avaliar o uso de recursos e despesas desnecessárias e, ainda, controlar tudo que entra e sai, visando o equilíbrio de gastos.

Logo, pode-se dizer que eles são imprescindíveis para qualquer empresário que deseja obter sucesso no seu negócio.

Conheça os 6 principais indicadores financeiros

Existem vários indicadores que auxiliam na gestão organizacional. Selecionamos os mais importantes a seguir:

1. Fluxo de caixa

É o indicador que mostra a movimentação financeira em um período específico, ou seja, o que entrou e saiu do caixa. Essa ferramenta permite analisar os resultados e ao mesmo tempo fazer estimativas futuras.

O objetivo de analisar o fluxo de caixa é entender se as atividades estão gerando receita suficiente para cumprir com todas as obrigações financeiras. No momento em que permite ter uma visão aprofundada da saúde do negócio, facilita o entendimento sobre os lucros e permite planejar novos investimentos.

2. Indicador de liquidez

Mede a capacidade do negócio de cumprir suas obrigações financeiras atuais com os ativos existentes, sem depender de novas vendas. O seu cálculo é simples:

  • (Valor em caixa + contas a receber) / passivo circulante

Veja um exemplo para facilitar o entendimento!

Suponha que você possui R$ 10 mil em caixa, R$ 5 mil em contas a receber e R$ 3 mil de passivo circulante. A conta ficaria assim:

  • (R$ 10.000 + R$ 5.000) / R$ 3.000 = R$ 5,00

Então você possui R$ 5,00 em ativos para cada R$ 1,00 de passivo, ou seja, conta com o suficiente para arcar com suas responsabilidades.

3. Margem de lucro bruto

Considerado um dos principais indicadores financeiros para pequenas empresas, ela mede, em porcentagem, a quantidade de dinheiro obtido após subtrair o custo com as mercadorias vendidas.

Se o seu índice é de 50%, significa que, a cada R$ 1,00 vendido, R$ 0,50 é de lucro e os R$ 0,50 restantes servem para cobrir os custos com o produto.

A margem de lucro bruto varia conforme o modelo de negócio, porém, para ser considerado saudável, o ideal é que fique acima de 25%.

4. Resultado Operacional de Caixa

Consiste no resultado que a operação da empresa gera sem levar em consideração fatores como retirada de sócios e empréstimo. 

Esse indicador é importante porque fatores não-operacionais podem maquiar os resultados, dando a entender que a empresa está melhor do que efetivamente está.

5. Capital de giro

Trata-se do dinheiro que se tem a disposição após subtrair todos os passivos da empresa. Ele é considerado como uma espécie de reserva de recursos, podendo ser utilizado para cobrir necessidades financeiras a longo prazo.

Esse indicador demonstra até que ponto os ativos disponíveis cobrem os passivos – sem a necessidade de mexer nesse valor reserva.

6. Resultado líquido

É o famoso lucro no final do mês. Porém, esse indicador não significa que está sobrando dinheiro, afinal ele não leva em consideração dados como:

  • Empréstimo;
  • Estoque não vendido;
  • Compras de imobilizados;
  • Retiradas de sócios.

Controle os seus indicadores financeiros!

Existem vários indicadores financeiros que permitem ter uma noção melhor do negócio, avaliando se ele está obtendo lucro ou se é preciso tomar medidas para promover resultados mais satisfatórios.

Através dos indicadores financeiros e sua completa análise, é possível identificar:

1 – Se há necessidade de contrair empréstimos;

2 – Capacidade de honrar com as obrigações e dívidas com terceiros;

3 – Para onde está sendo destinado o lucro;

4 – Quanto mais informações você tiver, maiores são as chances de tomar decisões assertivas e, portanto, obter sucesso.Quer ler mais conteúdos como esse? Acesse a nossa Central Educativa!